O que é Diabetes

Conhecida popularmente por diabetes o termo tem dois gêneros, podendo ser “a diabetes” ou “o diabetes” é também chamada de Diabete Sacarina ou Diabetes açucarado.

A Diabetes mellitus é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade desta exercer adequadamente os seus efeitos, o que ocasiona um aumento da glicose (açúcar) no sangue.

Só no Brasil há mais de 13 milhões de pessoas com diabetes, número que representa 6,9% da população. E os casos não param de crescer, em alguns deles, o diagnóstico demora, favorecendo o aparecimento de complicações.

A diabetes acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir o hormônio chamado “insulina” em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo, ou também porque este hormônio não é capaz de agir da maneira adequada (resistência à insulina).

A insulina então promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar presente no sangue possa penetrar dentro das células, para ser utilizado como fonte de energia.

Resumindo, a diabetes é a elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Assim, se houver falta de insulina, ou ela não agir corretamente, haverá esse aumento e, consequentemente, a Diabetes.

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é Diabetes
  2. Quais os tipos de Diabetes?
  3. As causas da Diabetes
  4. Sintomas da Diabetes
  5. Qual profissional devo procurar? E qual o diagnóstico?
  6. Tratamento
  7. Quais os tipos de insulina?
  8. Grupos e fatores de risco
  9. Complicações
  10. Como prevenir?
  11. Vitaminas podem ajudar no controle da diabetes?
  12.  A Diabetes é transmissível?

Quais os tipos de Diabetes?

A diabetes comumente classifica-se em dois grupos: Tipo 1 e Tipo 2, mas também podemos encontrar o tipo inicial e também os de casos específicos, como na gravidez (diabetes gestacional), vejamos a seguir cada tipo em que ela se encontra:

Pré-diabetes

Os profissionais chamam de “pré-diabetes” quando um paciente tem potencial para desenvolver a doença, como se fosse um estado intermediário entre o saudável e o diabetes do tipo 2.

Isto porque no caso do tipo 1 não existe a pré-diabetes, a pessoa nasce com uma predisposição genética ao problema e com impossibilidade de produzir insulina, trazendo o risco de desenvolver a diabetes em qualquer idade.

Diabetes Tipo 1 (DM1)

Neste tipo, o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico, fazendo os anticorpos atacarem as células que a produzem.

Essa forma de diabetes é resultado da destruição das células beta pancreáticas por um processo imunológico, ou seja, pela formação de anticorpos pelo próprio organismo contra as células beta levando a deficiência de insulina.

Esse caso pode ser detectado em exames de sangue a presença dos anticorpos: ICA, IAAs, GAD e IA-2. Eles estão presentes em cerca de 85 a 90% dos casos de DM1 no momento do diagnóstico. Em geral costuma atingir mais as crianças e adultos jovens, mas pode ser desencadeada em qualquer faixa etária, acometendo cerca de 5 a 10% dos pacientes com diabetes.

O quadro clínico mais característico é de um início relativamente rápido (alguns dias até poucos meses) de sintomas como:

  • Cansaço.
  • Diurese.
  • Emagrecimento.
  • Fome excessiva.
  • Fraqueza.
  • Sede.

Se o tratamento não for realizado rapidamente, os sintomas podem evoluir para desidratação severa, sonolência, vômitos, dificuldades respiratórias e coma.

Este quadro mais grave é conhecido como Cetoacidose Diabética e necessita de internação para tratamento.

Diabetes Tipo 2

A diabetes tipo 2 pode ser tratada com medicamentos orais ou injetáveis. Porém, com o passar do tempo, pode ocorrer o agravamento da doença. Nesta forma de diabetes está incluída a grande maioria dos casos (cerca de 90% dos pacientes diabéticos).

Neste tipo 2 há uma combinação de dois fatores:

  • A diminuição da secreção de insulina e;
  • Um defeito na sua ação, conhecido como “resistência à insulina”.

Nesses pacientes, a insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, mas a sua ação é dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. Isso vai levar a um aumento da produção de insulina para tentar manter a glicose em níveis normais. Quando isso não é mais possível, surge a diabetes.

A afirmação do quadro é mais lenta e os sintomas como: sede, aumento da diurese, dores nas pernas, alterações visuais, etc. podem demorar vários anos até se apresentarem. Se não for diagnosticada e tratada a tempo, também pode evoluir para um quadro grave de desidratação e coma.

Ao contrário do Diabetes Tipo 1, há geralmente associação com aumento de peso e obesidade, acometendo principalmente adultos a partir dos 50 anos. Entretanto, tem-se observado cada vez mais o desenvolvimento do quadro em adultos jovens e até crianças.

Isto ocorre, principalmente, pelo aumento do consumo de gorduras e carboidratos aliados à falta de atividade física. Assim, o endocrinologista tem, mais do que qualquer outro especialista, a chance de diagnosticar o diabetes em sua fase inicial, considerando a grande quantidade de pacientes que procuram este profissional por problemas de obesidade.

Diabetes na gravidez ou Diabetes gestacional

É o aumento da resistência à ação da insulina na gestação, que faz aumentar os níveis de glicose no sangue diagnosticado pela primeira vez na gestação, podendo, ou não, persistir após o parto.

Pode ser transitório ou não e, ao término da gravidez, a paciente deve ser investigada e acompanhada. Na maioria das vezes ele é detectado no terceiro trimestre da gravidez, através de um teste de sobrecarga de glicose.

As gestantes que tiverem história prévia de diabetes gestacional, como perdas fetais, má formações fetais, hipertensão arterial, obesidade ou história familiar de diabetes não devem esperar o 3º trimestre para serem testadas, já que as chances de desenvolverem a doença são maiores.

A causa deste tipo de diabetes ainda é desconhecida, mas existem alguns fatores de risco, veja:

  • Ganho de peso excessivo durante a gestação.
  • Gestação múltipla (gravidez de gêmeos).
  • História prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional.
  • História familiar de diabetes em parentes de 1º grau (pais e irmãos).
  • História de diabetes gestacional na mãe da gestante.
  • Hipertensão arterial na gestação.
  • Idade materna mais avançada.
  • Sobrepeso ou obesidade.
  • Síndrome dos ovários policísticos.

Demais tipos de diabetes

Existem ainda os tipos que estão associados aos defeitos genéticos da função da célula beta (MODY 1, 2 e 3), nestes casos, a diabetes associa-se a doenças e uso irregular de medicamentos. Veja:

  • Defeitos genéticos da função da célula beta.
  • Doenças do pâncreas exócrino, como:
  • Hemocromatose.
  • Hemocromatose.
  • Fibrose cística.
  • Defeitos induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticoides, betabloqueadores, contraceptivos etc.).
  • Por defeitos genéticos na ação da insulina.
  • Doenças endócrinas, como:
  • Síndrome de Cushing.
  • Hipertireoidismo.
  • Acromegalia.
  • Neoplasia.
  • Pancreatite.
  • Tumores pancreáticos.

As causas da Diabetes

As causas variam conforme o tipo de diabetes e, lembrando, que a gestacional ainda tem sua causa desconhecida. Vejamos:

Diabetes Tipo 1

Ocorre quando o pâncreas não produz a quantidade suficiente de insulina. Isso acontece porque o sistema de defesa do próprio corpo “se confunde” e ataca as células beta do pâncreas, que são responsáveis pela produção deste hormônio, e atuam como se fossem “invasores”, tais como os vírus e as bactérias. Com isso, o pâncreas não consegue fornecer a insulina que o organismo necessita.

Assim, este tipo de diabetes (mais comum entre crianças, adolescentes e adultos jovens) caracteriza-se como uma doença autoimune.

O surgimento do diabetes tipo 1 pode ocorrer por herança genética em conjunto com fatores ambientais, tais como uma infecção viral.

Diabetes Tipo 2

Nos casos de diabetes tipo 2, o pâncreas produz insulina, porém não no nível adequado para a quantidade de alimento ingerido, ou então o organismo passa a não utilizar mais a insulina da maneira correta. Nos dois casos, a consequência é o aumento de glicose na corrente sanguínea.

Entre os portadores deste tipo, as células de gordura (adipócitos) dos músculos (miócitos) e do fígado (hepatócitos) não respondem corretamente à insulina, o que ocasiona diversos desequilíbrios no organismo.

E mesmo que o fator hereditário colabore para o surgimento de diabetes tipo 2, o envelhecimento, maus hábitos alimentares, obesidade e sedentarismo também vão contribuir para o surgimento da doença.

Demais tipos de diabetes

Defeitos genéticos no funcionamento da célula β (beta):

  • Transmissão autossômica dominante de início precoce (‘Maturity Onset Diabetes of the Young’).
  • Mutações no DNA mitocondrial.

Defeitos genéticos no processamento de insulina ou ação da insulina:

  • Defeitos na conversão pró-insulina
  • Mutações de gene responsável pela produção de insulina.
  • Mutações de receptor da insulina.

Poliendocrinopatia por mutações do gene regulador da autoimunidade (AIRE) causa defeitos do pâncreas exócrino, como:

  • Pancreatite crônica.
  • Pancreatectomia.
  • Neoplasia do pâncreas.
  • Fibrose cística.
  • Hemocromatose.
  • Pancreatopatia fibrocalcular.

Endocrinopatias:

  • Excesso de hormônio do crescimento (acromegalia).
  • Síndrome de Cushing.
  • Hipertireoidismo.
  • Feocromocitoma.
  • Glucagonoma.

Infecções virais:

  • Infecção por citomegalovírus
  • Infecção pelo Coxsackievirus B4

Drogas:

  • Glicocorticoides.
  • Hormônio da tireoide.
  • Agonista beta-adrenérgicos.

Sintomas da Diabetes

Os sintomas da Diabetes dividem-se entre os seus tipos, mas a tríade clássica dos sintomas é:

  • Poliúria (aumento do volume urinário).
  • Polidipsia (sede aumentada e aumento de ingestão de líquidos).
  • Polifagia (apetite aumentado).

Ainda, outros sintomas importantes podem :

  • Perda de peso.
  • Visão turva.
  • Cetoacidose diabética.
  • Síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica.

Agora, a variação dos sintomas conforme o tipo de Diabetes, confira:

Diabetes do Tipo 1:

  • Fome frequente.
  • Fraqueza.
  • Fadiga.
  • Sede constante.
  • Perda de peso.
  • Mudanças de humor.
  • Náuseas e vômitos.
  • Nervosismo.
  • Vontade de urinar diversas vezes.

Diabetes do Tipo 2:

  • Alteração visual (visão embaçada).
  • Dificuldade na cicatrização de feridas.
  • Formigamento nos pés e furúnculos.
  • Infecções frequentes.

Qual profissional devo procurar? E qual o diagnóstico?

A diabetes pode ser diagnosticada pelo clínico geral ou pelo endocrinologista, e três são os tipos de diagnósticos que podem ser realizados, veja:

Curva glicêmica

Este exame de curva glicêmica simplificada mede a velocidade com que o corpo absorve a glicose após sua ingestão. O paciente ingere 75g de glicose e então é feita a medida das quantidades da substância em seu sangue após duas horas da ingestão.

No Brasil, este exame é usado para o diagnóstico e mede no tempo zero e após 120 minutos. Os valores de referência são:

  • Em jejum: abaixo de 100mg/dl.
  • Após 2 horas: 140mg/dl.

Quando a curva glicêmica for maior que 200 mg/dl após duas horas da ingestão de 75g de glicose, será suspeito para diabetes. A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda como critério de diagnóstico de diabetes mellitus as seguintes condições:

  • Hemoglobina glicada maior que 6,5% confirmada em outra ocasião (dois testes alterados).
  • Uma dosagem de hemoglobina glicada associada a glicemia de jejum maior que 200 mg/dl na presença de sintomas de diabetes.
  • Sintomas de urina e sede intensas, perda de peso apesar de ingestão alimentar, com glicemia fora do jejum maior que 200mg/dl.
  • Glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dl em pelo menos duas amostras em dias diferentes.
  • Glicemia maior que 200 mg/dl duas horas após ingestão de 75g de glicose.

Glicemia de jejum

É um exame que mede o nível de açúcar no sangue no exato momento, servindo para monitoramento do tratamento de diabetes. Os valores de referência ficam entre 65 a 99 miligramas de glicose por decilitro de sangue (mg/dL).

Os valores de referência são:

  • Entre 99 mg/dL e 140 mg/dL são considerados anormais próximos ao limite e devem ser repetidos em uma outra ocasião.
  • Valores acima de 140 mg/dL já são bastante suspeitos de diabetes, mas também devendo ser repetido em uma outra ocasião.
  • Valores acima de 200 mg/dL são considerados diagnósticos para diabetes.

Hemoglobina glicada (HbA1c)

Refere-se à fração da hemoglobina (proteína dentro do glóbulo vermelho) que se liga à glicose. Durante o período de vida da hemácia 90 dias em média a hemoglobina vai incorporando glicose, em função da concentração deste açúcar no sangue.

Se as taxas de glicose estiverem altas durante todo esse período ou sofrer aumentos ocasionais, haverá necessariamente um aumento nos níveis de hemoglobina glicada.

Desta forma, o exame de hemoglobina glicada consegue mostrar uma média das concentrações de hemoglobina no sangue nos últimos 3 meses. Os valores da hemoglobina glicada irão indicar se o paciente está ou não com hiperglicemia, e assim, deve iniciar uma investigação para o diabetes.

Os valores de referência são:

  • Para as pessoas sadias: entre 4,5% e 5,7%.
  • Para pacientes já diagnosticados com diabetes: abaixo de 7%.
  • Anormal próximo do limite: 5,7% e 6,4% e o paciente deverá investigar para pré-diabetes.
  • Consistente para diabetes: maior ou igual a 6,5%.

Tratamento

Ainda não há cura definitiva para a Diabetes. Mas há o tratamento que consiste, basicamente, em manter uma vida saudável e o controle da glicemia, para evitar possíveis complicações da doença. Entre o tratamento medicamentoso indicado pelo médico estão:

Ainda sobre o tratamento medicamentoso, os itens listados abaixo são referentes ao tratamento gratuito que o governo federal disponibiliza aos pacientes de Diabetes:

  • Cloridrato de Metformina 500mg.
  • Cloridrato de Metformina 500mg Ação prolongada.
  • Cloridrato de Metformina 850mg.
  • Glibenclamida 5mg.
  • Insulina Humana Regular 100UI/ml.
  • Insulina Humana 100UI/ml.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Outros cuidados que auxiliam no tratamento são:

Controle da dieta

Pessoas com diabetes devem evitar os açúcares simples presentes nos doces e carboidratos simples, como massas e pães, pois eles possuem um índice glicêmico muito alto.

Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. Os carboidratos devem constituir de 50 a 60% das calorias totais ingeridas pela pessoa com diabetes, preferindo-se os carboidratos complexos (castanhas, nozes, grãos integrais) que serão absorvidos mais lentamente.

Pacientes com diabetes também podem sofrer com a hipoglicemia. Ao praticar exercícios é importante verificar o controle glicêmico antes do início da atividade, para então escolher o melhor alimento se a glicemia está muito baixa, é aconselhável dar preferência aos carboidratos, assim como evitá-los se ela estiver alta.

A escolha do alimento depende também do tipo de exercício: exercícios aeróbicos de grande duração (como corrida e natação) tendem a baixar a glicemia, sendo necessária uma ingestão maior de alimentos.

Exercícios físicos

A atividade física é considerada essencial no tratamento, para manter os níveis de açúcar no sangue controlados e afastar os riscos de ganho de peso. A prática de exercícios deve ser realizadas de três a cinco vezes na semana. Há restrição nos casos de hipoglicemia, principalmente para os pacientes com diabetes tipo 1.

Dessa forma, pessoas com a glicemia muito baixa não devem iniciar atividade física, sob o risco de baixar ainda mais os níveis. Por outro lado, caso o diabetes esteja descontrolado, com glicemia muito elevada, o exercício pode causar a liberação de hormônios contrarreguladores, aumentando mais ainda a glicemia.

Em todos os casos, os pacientes com diabetes devem sempre combinar com seus médicos quais são as melhores opções. Sem esquecer de que o ideal é privilegiar atividades físicas leves, pois quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino, pode haver a hipoglicemia.

Verificando a glicemia

Todos os portadores de diabetes tipo 1 precisam tomar insulina diariamente, porém nem todos os pacientes com diabetes tipo 2 necessitam dessas doses. Contudo, em ambos os casos é importante fazer o autoexame para verificar a glicose em casa.

Para fazer esta medida é necessário ter em casa um glicosímetro (dispositivo capaz de medir a concentração exata de glicose no sangue). Existem diferentes tipos de aparelhos. Normalmente, a pessoa fura o dedo com uma agulha pequena chamada lanceta. Uma pequena gota de sangue aparece na ponta do dedo, o sangue é colocado em uma tira reagente que é inserida no aparelho. Os resultados aparecem em cerca de 30 a 45 segundos.

O profissional que está acompanhando o paciente com diabetes é que definirá um cronograma de testes feitos em casa. O médico ajudará a definir as metas relativas às taxas de glicose do paciente, que deve se basear nos resultados dos testes para alterar as refeições, suas atividades ou os medicamentos e, com isso manter os níveis de glicose normalizados.

Este procedimento pode ajudar a identificar as altas e as baixas taxas de glicose no sangue antes que causem problemas.

Quais os tipos de insulina?

Existem vários tipos de insulina, a ser recomendada pelo médico, conheça-os:

Insulina regular

É uma insulina rápida e tem coloração transparente. Após ser aplicada, seu início de ação acontece entre meia e uma hora, e seu efeito máximo se dá entre duas a três horas após a aplicação.

Insulina NPH

É uma insulina intermediária e tem coloração leitosa. A sigla NPH que dizer Neutral Protamine Hagedorn, sendo Hagedorn o sobrenome de um dos seus criadores e Protamina o nome da substância que é adicionada à insulina para retardar seu tempo de ação.

Depois da sua aplicação, o início de sua ação acontece entre duas e quatro horas, seu efeito máximo se dá entre 4 a 10 horas e a sua duração é de 10 a 18 horas.

Análogo de insulina

Moléculas modificadas da insulina que o nosso corpo naturalmente produz, e podem ter ação ultrarrápida ou ação lenta. Existem alguns tipos de análogos ultrarrápidos disponíveis no mercado brasileiro, são eles:

Após serem aplicados, o início de ação acontece de 5 a 15 minutos e seu efeito máximo se dá entre meia e duas horas.

São encontrados também dois tipos de ação longa:

  • Glargina: em um início de ação entre duas a quatro horas após ser aplicada, não apresenta pico de ação máxima e funciona por 20 a 24 horas.
  • Detemir: o análogo Detemir tem um início de ação entre uma a três horas, pico de ação entre seis a oito horas e duração de 18 a 22 horas.

Pré-mistura

Consiste de preparados especiais que combinam diferentes tipos de insulina em várias proporções. Podem ser 90:10, ou seja 90% de insulina lenta ou intermediária e 10% de insulina rápida ou ultrarrápida.

Eles também pode ter outras proporções, como 50:50 e 70:30.

Grupos e fatores de risco

Entenda quem está no grupo de risco da Diabetes para poder se prevenir melhor:

  • Etnia: indivíduos hispânicos, indígenas, negros e descendentes asiáticos possuem maior risco de desenvolver a doença.
  • Faixa etária: a incidência de diabetes tipo 2 aumenta com o passar do tempo, principalmente após os 45 anos. Por isso, é preciso redobrar os cuidados depois dessa idade.
  • Gravidez: pacientes grávidas que apresentam diabetes gestacional possui maiores chances de desenvolver diabetes tipo 2 futuramente. Para evitar esse tipo de problema durante a gravidez, é fundamental manter uma dieta equilibrada e a prática de exercícios físicos. Outros fatores de risco relacionados à gestação são: filhos com peso acima de 4kg e abortos repetidos.
  • Histórico familiar: pacientes que possuem parentes (pai, filhos, irmãos) com diabetes tipo 2 têm mais chances de desenvolver a doença.
  • Pessoas obesas: quanto maior for a quantidade de gordura corporal, maior será a resistência das células à ação da insulina. A gordura acumulada na região abdominal é ainda mais perigosa para o desenvolvimento do diabetes.
  • Sedentarismo: é preciso movimentar o corpo, pois a prática regular de atividades físicas, além de ajudar no controle do peso e no combate à obesidade, usa o excesso de açúcar no sangue como energia para os exercícios.
  • Pré-diabetes não tratada: a pré-diabetes é uma condição que precede o diabetes, na qual os níveis de glicose do sangue estão elevados, mas ainda não caracteriza a doença. Se não for tratada de forma adequada, ela poderá evoluir para diabetes tipo 2.

Complicações

Como a maioria das doenças, a Diabetes também possui algumas complicações que devemos ficar atentos, veja:

  • Arteriosclerose: endurecimento e espessamento da parede das artérias.
  • Retinopatia diabética: são lesões que aparecem na retina do olho, podendo causar pequenos sangramentos e, como consequência, a perda da acuidade visual.
  • Nefropatia diabética: alterações nos vasos sanguíneos dos rins que fazem com que ocorra uma perda de proteína pela urina. O órgão pode reduzir a sua função lentamente, mas de forma progressiva até a sua paralisação total.
  • Neuropatia diabética: os nervos ficam incapazes de emitir e receber as mensagens do cérebro, provocando sintomas, como formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos, dores locais e desequilíbrio, enfraquecimento muscular, traumatismo dos pelos, pressão baixa, distúrbios digestivos, excesso de transpiração e impotência.
  • Pé diabético: ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés de quem tem diabetes desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que podem levar à amputação do membro afetado.
  • Infarto do miocárdio e AVC: ocorrem quando os grandes vasos sanguíneos são afetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. O bom controle da glicose, a atividade física e os medicamentos que possam combater a pressão alta, o aumento do colesterol e a suspensão do tabagismo são medidas imprescindíveis de segurança. A incidência desse problema é de duas a quatro vezes maior em pessoas com diabetes.
  • Infecções: o excesso de glicose pode causar danos ao sistema imunológico, aumentando o risco da pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate a vírus, bactérias etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia. O alto índice de açúcar no sangue é propício para que fungos e bactérias se proliferem em áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e local de incisão cirúrgica.
  • Hipertensão: ela é uma consequência da obesidade no caso do diabetes tipo 2 e da alta concentração de glicose no sangue, que prejudica a circulação, além da arteriosclerose que também contribui para o aumento da pressão.

Ainda, destacam-se complicações específicas para os grupos agudos e crônico:

Diabetes aguda:

  • Cetoacidose diabética.
  • Cegueira.
  • Coma hiperosmolar não cetótico (cerca de 14% dos casos).
  • Hiperglicemia.
  • Coma diabético.
  • Amputação.
  • Miíase.

Diabetes crônica:

  • Placas de gordura no sangue (Aterosclerose).
  • Danos na retina (Retinopatia diabética).
  • Hipertensão (por aumento de H2O no sangue, além da glicosilação irregular do colágeno e proteínas das paredes endoteliais o que pode causar tromboses e coágulos por todo o sistema circulatório).
  • Tromboses e coágulos na corrente sanguínea.
  • Problemas dermatológicos (por desnaturação de proteínas endoteliais);
  • Síndrome do pé diabético.
  • Problemas renais como insuficiência renal progressiva (atinge 50% dos pacientes com DM tipo 1).
  • Problemas neurológicos, principalmente no pé, como perda de sensibilidade e propriocepção.
  • Problemas metabólicos generalizados.
  • Fator de risco à periodontite.

Como prevenir?

As formas de prevenção da diabetes são simples, basta ser determinado, confira-as:

  • Manter o peso ideal.
  • Não fumar.
  • Controlar a pressão arterial.
  • Evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas.
  • Praticar atividade física regular.
  • A ingestão de álcool deve ser moderada: e sempre acompanhado de um alimento, pois o consumo isolado pode causar hipoglicemia. O que pode causar enjoo, tremores pelo corpo, fome excessiva, irritação e dores de cabeça. Também é importante fazer o monitoramento de glicemia antes e depois de consumir bebidas alcoólicas. Cuidado com cervejas e bebidas doces ou à base de carboidratos. Elas têm alto índice glicêmico e podem trazer problemas.
  • Evitar saunas e escalda pés: a diabetes afeta a microcirculação, lesionando as pequenas artérias (arteríolas) que nutrem os tecidos, e que atingem especialmente as pernas e os pés. Em função desta alteração circulatória, os riscos de exposição às altas temperaturas e aos choques térmicos podem agravar ou desencadear quadros de angiopatias e outros problemas cardíacos. Também, a diabetes afeta a sensibilidade dos pés, e o paciente pode não perceber a água muito quente ao fazer escalda pés.
  • Cuidado com os olhos: as células da córnea do paciente com diabetes não têm a aderência que se encontra na maioria daqueles que não tem diabetes. Essa fragilidade é a porta de entrada para uma série de infecções oportunistas e doenças como catarata e glaucoma.
  • Controlar o estresse: pessoas com diabetes têm maiores chances de ter ansiedade e depressão. Os pacientes podem sentir uma sensação de ansiedade em relação ao controle da hipoglicemia, da aplicação de insulina, ou com o ganho de peso.
  • Não fumar: diabetes e cigarro multiplicam em até cinco vezes o risco de infarto. As substâncias presentes no cigarro ajudam a criar acúmulos de gordura nas artérias, bloqueando a circulação. Consequentemente, o fluxo sanguíneo fica mais e mais lento, até o momento em que a artéria entope. Além disso, fumar também contribui para a hipertensão no paciente com diabetes.
  • Cuidados com a higiene bucal: fazer a higiene após cada refeição para o paciente com diabetes é fundamental. Isso porque o sangue dos portadores de diabetes, com alta concentração de glicose, é mais propício ao desenvolvimento de bactérias. Por ser uma via de entrada de alimentos, a boca acaba também recebendo diversos corpos estranhos que, somados ao acúmulo de restos de comida, favorecem a proliferação de bactérias. Realizar uma boa escovação e ir ao dentista uma vez a cada seis meses é essencial.

Entre as formas de prevenção, também recomenda-se incluir alguns alimentos no dia a dia, são eles:

  • Aveia: contém uma fibra chamada fibra solúveis que ajuda a reduzir os níveis de colesterol total e LDL. São ótimas para uma boa digestão.
  • Amêndoas: serve para um lanche rápido e satisfatório, sem prejudicar o nível de açúcar no sangue.
  • Linhaça: rica em fibras solúveis. Adicione uma colher de linhaça moída a seu iogurte, suas vitaminas, saladas, massas ou em qualquer das suas receitas.
  • Peixes: possuem uma fonte de ácidos graxos Ômega 3, um tipo de gordura insaturada que ajuda na redução dos níveis de triglicerídeos e colesterol total do sangue. São encontrados em peixes de água fria, como salmão, atum e truta.
  • Azeite: faz bem ao aparelho cardiocirculatório e ajuda para controlar o diabete TIPO 2, reduzindo a taxa glicêmica.
  • Feijão: meia xícara de chá de feijão fornece um terço das necessidades diárias de fibras e pode conter mais proteínas que 30g de carne.
  • Tomate: Ele fornece nutrientes vitais como ferro, vitaminas C e E, além de licopeno, poderoso antioxidante.
  • Leite desnatado: possui cálcio, diversos produtos lácteos fortificados podem ser uma boa fonte vitamina D.
  • Vinho: a ingestão deve ser moderada, de uma ou duas doses por dia, faz elevar para 12% os níveis do DHL, o colesterol bom.
  • Chocolate: apenas os tipos amargos, de preferência com porcentagem de cacau acima de 70%, por que são ricos em flavonóides (substâncias que diminuem o LDL). O ideal é consumir 30g diariamente.

Vitaminas podem ajudar no controle da diabetes?

Sim! Vários estudos comprovam a eficiência em incluir algumas vitaminas na alimentação, veja quais são elas:

  • Ácido Alfa Lipóico: É um poderoso antioxidante que pode ajudar no tratamento da neuropatia diabética e, também, reduzir os danos causados pelos radicais livres. Além disso, estudos associam o ácido alflipóico com a diminuição da resistência à insulina e, por consequência, o controle do açúcar no sangue.
  • Vitamina D: Pesquisas demonstram que a vitamina D desempenha uma função importante na melhoria da sensibilidade à insulina e no aumento da secreção de insulina. Geralmente, pessoas com diabetes tipo 2 têm níveis mais baixos de vitamina D do que as pessoas sem a doença.
  • Magnésio: o magnésio ajuda a diminuir a resistência à insulina, controlando os níveis de açúcar no sangue. Além disso, promove a regulação da pressão arterial e evita ataques cardíacos. A falta de magnésio tem sido associada com complicações da diabetes.
  • Picolinato de Cromo: diversos estudos clínicos já comprovaram que este mineral regula os níveis de glicose e melhora a ação da insulina. E, também, controla os níveis de colesterol no sangue. Tem uma função importante na reversão dos sintomas do diabetes.
  • Vitaminas do complexo B: Diabéticos tendem a ter falta de vitaminas do complexo B no sangue. As vitaminas B6 e B12 atuam especificamente na saúde do sistema nervoso e ajudam a tratar condições, tais como a neuropatia diabética. Além de diminuir os níveis de glicose no sangue e reduzir a taxa de gordura no sangue e depósitos de colesterol no organismo.

A Diabetes é transmissível?

Não. O que ocorre é que, em especial no tipo 1, há uma propensão genética para se ter a doença e não uma transmissão comum. Pode acontecer, por exemplo da mãe ter diabetes e os filhos nascerem totalmente saudáveis.

Mas se o diabetes for do tipo 2, será uma consequência de maus hábitos, como sedentarismo e obesidade, que também podem ser adotados pela família inteira explicando porque pessoas próximas tendem a ter a doença em conjunto.


A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) criou o dia 14 de novembro como o dia de conscientização para a doença. A data tornou-se oficial pela Organização das Nações Unidas (ONU) a partir de 2007, com a aprovação da Resolução das Nações Unidas 61/225. O dia foi escolhido por marcar o aniversário de Frederick Banting que, junto com Charles Best, concebeu a ideia que levou à descoberta da insulina em 1921.

Compartilhe estas informações para que mais pessoas conheçam e se previnam da Diabetes Mellitus!

Referências

http://www.diabetes.org.br/
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/diabetes
http://fatordiabetes.com/
http://manualdadiabetes.com.br/grupo-de-risco-de-diabetes-quais-sao-como-evitar/
http://fatordiabetes.com/tudo-sobre/
http://www.anad.org.br/o-que-deve-saber-sobre-diabetes/

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (Avalie o conteúdo!)
Loading...

Faça um comentário:

Por favor, escreva seu comentário
Por favor, insira seu nome aqui