Saúde

Como parar de roncar? Conheça as formas de tratamento!

Publicado em: 31/08/2021Última atualização: 09/12/2022
Publicado em: 31/08/2021Última atualização: 09/12/2022
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O ronco do (a) parceiro (a) pode ser uma maiores reclamações nos relacionamentos conjugais, motivando até mesmo a separação do casal. Isso ocorre porque a privação do sono de quem dorme ao lado, acaba atrapalhando a regeneração física e, por consequência, a execução das tarefas do dia a dia.

Pensando nisso, o Minuto Saudável vai explicar a causa do ronco e te mostrar algumas formas para resolver esse problema, e assim restabelecer boas noites de sono, tanto suas quanto de quem está incomodado (a). Confira! 

Quais são as causas que provocam o ronco?

Mulher tampando os ouvidos para não escutar o marido roncando.Noites mal dormidas alteram nossas respostas emocionais, capacidade de aprendizado e habilidade de tomar boas decisões.

O ronco (também chamado de ressonar) é um ruído que ocorre devido uma vibração que acomete os tecidos moles que compõem a região da nasofaringe (garganta e nariz), especificamente o palato mole (parte de trás do céu da boca). 

Quando se está acordado o tônus muscular nasofaringe é maior, assegurando nenhum barulho, porém na hora de dormir há o relaxamento natural da musculatura, o que em alguns casos acaba sendo maior do que o esperado, fazendo gradualmente com que as paredes da garganta entrem em contato, produzindo assim o ronco. 

Essa obstrução da passagem adequada do fluxo de ar devido ao estreitamento das vias aéreas, pode se dar em função de múltiplos fatores, sendo os principais: 

Fatores genéticos

É normal que a etapa de inspiração comece pelos músculos da asa do nariz e vá direcionando-se pela faringe, laringe e parede torácica, até chegar ao diafragma. Mas quando se trata de pessoas que roncam, suspeita-se de uma perda dessa coordenação herdada geneticamente.

Sobrepeso

O acúmulo de gordura na região cervical, faz com que o tecido adjacente “curve” com maior facilidade reduzindo o espaço para o fluxo de ar e, por consequência, lavando ao ronco. 

Idade

Com o passar do anos, é comum que a flacidez muscular, assim como a alteração no nível de alguns hormônios no organismo, sendo o ronco presente na vida de pessoas de idade avançada.

Álcool e tabagismo

O consumo exagerado de bebidas alcoólicas e o uso de tabaco pode provocar irritação na faringe, que leva ao inchaço e acaba aumentando a incidência do ronco.

Medicamentos

Certos fármacos que atuam como relaxantes musculares também são capazes de facilitar o ronco, já que “afrouxam”a musculatura da garganta. 

Dormir em má posição

Pessoas que costumam deitar-se de barriga para cima para dormir, tem tendência a roncar. Isso porque essa posição favorece a obstrução das vias aéreas, pois a língua e o palato mole são empurrados contra a garganta.

Doenças

Sinusite, rinite, amigdalite e irregularidades na saúde pulmonar podem ser responsáveis pela produção do ronco, já que interferem no fluxo respiratório.   

Alterações físicas

Da mesma forma que as doenças respiratórias, algumas deformações anatômicas como amígdalas aumentadas, úvula ampliada, nariz quebrado ou deformado (exemplo: desvio de septo) podem influenciar na respiração, gerando o ronco. 

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Tipos de ronco?

O ronco pode ser classificado de forma primária ou secundária, ajudando na prescrição do tratamento mais adequado e os cuidados que o paciente deve ter para evitar complicações que comprometam a saúde.  

Ronco primário

Identifica-se como ronco primário, ou ronco comum, o ruído que não acontece por consequência patológica, ou seja, que não refere-se a uma doença. Nesse caso, acontece a obstrução da passagem de ar, mas não acompanhada da falta de ar durante o sono. 

Embora esse tipo de ronco não seja considerado tão grave, também pode prejudicar a qualidade de vida tanto da pessoa quanto daquelas próximas a ela, sendo necessário investigar a causa e adotar medidas para reduzir a incidência do ronco. 

Ronco secundário

Diferente do ronco primário, o secundário está relacionado a uma doença, já que ocorre a suspensão do ar durante o sono. Desse modo, nessa situação a pessoa pode ter algum tipo de apneia do sono. Em geral, é possível classificar a apneia do sono de 3 formas:

  • Obstrutiva: quando acontece o bloqueio parcial ou total das vias respiratórias superiores. O motivo seria alterações físicas (como o desvio de septo), doenças respiratórias, relaxamento excessivo na região da faringe;
  • Central: refere-se a uma deficiência no cérebro (especificamente no tronco cerebral), fazendo que não ocorra a sinalização da inspiração por parte do cérebro ao aparelho respiratório, levando a uma queda na oxigenação no organismo;
  • Mista: trata-se da apneia do sono que se dá tanto de forma destrutiva quanto central. Isso pode acontecer quando a pessoa tem apneia obstrutiva, porém, a demora no diagnóstico e tratamento leva à aparição de sinais de apneia central. 
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Como é feito o diagnóstico?

Normalmente quem ronca não percebe, já que isso ocorre quando se está dormindo, dessa forma, alguém que coabita o mesmo espaço e se incomoda com a situação acaba avisando a pessoa responsável pelo ruído. 

Após ser avisado do problema, é necessário que um (a) médico seja procurado para uma avaliação e elaboração de um diagnóstico preciso sobre a causa do ronco. 

De forma geral, a consulta pode ser feita com diferentes profissionais, visto que os sintomas que acompanham o ronco são diversos e cada um corresponde a uma especialidade diferente da saúde. Talvez seja necessário passar por todos os profissionais para que a avaliação seja completa. 

De acordo com o site especializado na comercialização de produtos para apneia do sono e terapia respiratória (CPAPS.com.br ), os médicos que podem ser úteis nessa questão são:

  • Pneumologista: quando há falta de ar e batimentos cardíacos acelerados durante um episódio de ronco, esse especialista é mais adequado, pois irá verificar a oxigenação do organismo;
  • Otorrinolaringologista: quem sofre com crises alérgicas ou inflamações nasais constantes, assim como acorda a noite com a boca seca, deve buscar esse profissional para analisar a estrutura das vias aéreas;
  • Neurologista: dificuldades para ter um sono tranquilo devido ao excesso de estresse, ansiedade ou oscilações de humor, nesse caso, o (a) neurologista é mais indicado para examinar a situação;  
  • Fisioterapeuta: com a solicitação de uma polissonografia, esse especialista pode descobrir como está  a atividade respiratória, muscular e cerebral (além de outros parâmetros) durante o sono, ajudando a identificar o que está provocando o ronco.

Ronco e apneia do sono são a mesma coisa?

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, roncar ou ressonar durante a noite, não significa que se tem apneia do sono. No entanto, o ronco é um dos sintomas deste distúrbio, sendo necessária análise médica para comprovar a doença, determinar a causa e iniciar o tratamento. 

Tratamento para o ronco

Dependendo do diagnóstico médico de cada pessoa, é possível dar início (com orientação profissional) a um dos principais tratamentos a seguir:

Terapia de CPAP

O CPAP (sigla de Continuous Positive airway Pressure) refere-se a uma aparelho que tem a capacidade de fazer pressão positiva contínua nas vias aéreas, assegurando o fluxo de oxigênio ininterrupto durante o sono. 

Portanto, ao se preparar para dormir, o (a) paciente deve colocar a máscara compressora que irá ajudar a manter as vias nasais e garganta desobstruídas, impedindo o ruído noturno. 

Dispositivos intraorais

Outra possibilidade para acabar com o ronco é o uso de aparelhos de resina acrílica, que são confeccionados sob medida para que o (a) paciente posicione dentro da boca antes de dormir. 

A função desses dispositivos é direcionar a mandíbula para a frente, inibindo o deslocamento da língua e permitindo a passagem livre do ar a noite toda. 

Cirurgia

Em casos mais graves de ronco, realizar uma intervenção cirúrgica chamada de uvulopalatofaringoplastia, pode ser a melhor opção para resolver o problema. 

Na cirurgia, o médico irá fazer modificações ao longo do trato respiratório com objetivo de corrigir qualquer alteração fisiológica que provoca a vibração que gera o ronco. 

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Como prevenir o ronco? 

Mulher feliz após uma boa noite de sono.Para manter boas noites de sono, vale ter uma rotina saudável para evitar o ronco!

Aqueles que desejam prevenir o ronco, podem pôr em prática algumas dicas que podem ajudar nesse objetivo.  Veja quais são:

Mudança do estilo de vida 

Os péssimos hábitos podem ser os grandes “vilões” de uma boa noite de sono! Em geral, a má alimentação, o sedentarismo, consumo excessivo de álcool e o tabagismo afetam a manutenção da tonificação muscular. Sendo assim, por consequência, leva ao aumento da flacidez dos tecidos moles da garganta e nariz.

Portanto, é válido substituir isso por:

  • Rotina alimentar nutritiva;
  • Prática regular de atividade física;
  • Diminuição (ou eliminação de vez) do consumo de bebidas alcoólicas e do cigarro (ou qualquer produto com tabaco na composição).

Isso não só  proporciona melhor qualidade do sono, mas também na saúde e bem-estar de forma geral.

Melhora da postura

A postura adotada na hora de dormir influencia muito no surgimento do ronco. Isso porque quando se deita de barriga para cima, a língua tende a relaxar completamente, muitas vezes impedindo o processo respiratório regular.

Dessa forma, corrigir a postura, passando a dormir de lado a noite toda, irá ajudar para que o fluxo respiratório aconteça de maneira adequada e o barulho seja evitado. 

Tratar doenças respiratórias

A obstrução das vias aéreas pode ocorrer com maior frequência na rotina de quem tem problemas como resfriado, gripe, sinusite e rinite. Sendo assim, é necessário identificar a causa e tratá-la, inibindo dessa forma o surgimento do ronco.  


Além de descansar, quando estamos dormindo o organismo aproveita para "atualizar'' diversas atividades, assegurando o equilíbrio do sistema imunológico, endócrino, neurológico e outras. Por isso, buscar ter uma boa noite de sono é essencial para a saúde e prevenção de doenças. 

Gostou deste conteúdo? Então continue acompanhando o Minuto Saudável para mais informações sobre saúde e bem-estar! 

Fontes consultadas

Imagem do profissional Rafaela Sarturi Sitiniki
Este artigo foi escrito por:

Rafaela Sarturi Sitiniki

CRF/PR: 37364Farmacêutica generalista graduada pela Faculdade ParananseLeia mais artigos de Rafaela
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