O que é Hipertireoidismo

O hipertireoidismo, também chamado de “hipertiroidismo” é uma condição que ocorre quando há produção excessiva de hormônios da tireoide pela glândula tireoide. Isto acomete diversas funções do organismo, pois a glândula trabalha em excesso.

A glândula tireoide localiza-se no pescoço, e logo abaixo de sua laringe as cordas vocais. Ela é responsável por produzir dois hormônios: triiodotironina (T3) e tiroxina (T4).

O T3 e o T4 são levados através do sangue para todas as partes do corpo, regulando o metabolismo, que é a maneira como o corpo usa e armazena energia. A função da tireoide é controlada pela hipófise, que é uma pequena glândula localizada na base do cérebro, a qual produz o hormônio estimulante da  tireoide (TSH), que induz a  tireoide a produzir T3 e T4.

Acomete mais as mulheres entre as idades de 20 a 40 anos, porém, os homens também podem vir a ter essa condição. Também é comum em gatos idosos, afetando cerca de 2% dos gatos com mais de 10 anos, causado por tumor benigno.

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é Hipertireoidismo
  2. Hipertireoidismo engorda?
  3. Hipertireoidismo na gravidez
  4. Causas
  5. Sintomas do Hipertireoidismo
  6. O Hipertireoidismo tem cura?
  7. Qual profissional devo procurar? E qual o diagnóstico?
  8. Tratamento
  9. Grupos e fatores de risco
  10. Complicações e Prognóstico
  11. Como prevenir?

Hipertireoidismo engorda?

Sim. O desempenho da tireoide está diretamente ligado ao metabolismo do paciente, são os hormônios tireoidianos que regulam o consumo das calorias. Esse aumento de peso pode acontecer de 3 maneiras, vejamos:

Desacelerar o metabolismo

Quando o metabolismo é mais devagar, então a quantidade de calorias gastas diminui. Se o paciente continua a ingerir a mesma quantidade de calorias que antes, o seu peso consequentemente vai aumentar.

Assim, os hormônios tireoidianos baixos vão interferir na glicemia, que aumentará o apetite.

Aumento da retenção de líquidos

Cerca de 2 kg a 5 kg de aumento de peso estão relacionados à retenção de líquidos. Com o metabolismo mais lento, a temperatura do corpo diminui e associa-se à retenção de água.

Depressão e ansiedade

Muitos pacientes com hipotireoidismo sofrem de ansiedade e depressão, levando-os a comer mais para se sentirem bem. Com isso, vem a dificuldade em emagrecer.

Já as mulheres acometidas pela doença engordam com maior frequência devido a diversos fatores: estresse contido, flutuações hormonais, dietas “ioiô”, etc.

Hipertireoidismo na gravidez

Pode surgir antes ou durante a gravidez e se não for tratado adequadamente poderá causar complicações como:

  • Parto prematuro.
  • Descolamento da placenta.
  • Baixo peso ao nascer.
  • Hipertensão sanguínea na mãe.
  • Problemas de tireoide para o bebê.
  • Deslocamento da placenta.
  • Insuficiência cardíaca na mãe.
  • Aborto.

O hipotireoidismo na gravidez pode ser detectado através de exame de sangue, e o tratamento será feito pela administração medicamentos que regulam o funcionamento da tireoide. Os sintomas durante a gestação costumam ser:

  • Calor e suor excessivo.
  • Cansaço.
  • Ansiedade.
  • Coração acelerado.
  • Náuseas e vômitos de grande intensidade.
  • Perda de peso ou incapacidade ganhar peso, mesmo que a grávida tenha uma boa dieta.

Na maior parte dos casos, as gestantes já apresentavam sintomas da doença antes da gravidez, por esta razão, nem todas percebem as alterações causadas no corpo quando engravidam.

A tireoide mais comum durante a gestação é a “Doença de Graves”. Depois do parto, é fundamental que a mãe continue o acompanhamento médico, pois é comum que a doença permaneça por toda a vida da mulher.

Causas do Hipertireoidismo

A causa mais comum do hipertireoidismo é a Doença de Graves, que ocorre quando o sistema imunológico ataca a glândula tireoide, provocando seu aumento e a estimula a produzir excesso de hormônios.

Essa doença é crônica e, normalmente, acomete pessoas com histórico de doenças da tireoide. Alguns pacientes com a Doença de Graves também desenvolvem inchaço atrás dos olhos, provocando a protrusão (deslocamento) dos para fora do globo ocular.

Porém, diversos outros fatores podem provocar o hipertireoidismo, vejamos:

Adenomas secretores de TSH:

Menos de 1% dos casos de hipertireoidismo ocorrem por secreção inapropriada de TSH, a principal causa é os adenomas na hipófise; mesmo sendo benignos, o seu crescimento pode comprimir as estruturas cerebrais e causar alterações neurológicas como perda da visão.

Adenoma tóxico:

Similar à doença de Plummer, desconsiderando o fato de haver apenas um adenoma solitário produzindo os hormônios em excesso.

Doença de Plummer ou bócio multinodular tóxico:

Ocorre pela formação de adenomas, tumores benignos na tireoide que são quimicamente ativos e produzem T4 e T3 de modo independente da tireoide ou dos níveis de TSH circulantes.

Bócio difuso tóxico:

Doença autoimune em que o organismo produz anticorpos que estimulam a produção e a liberação de hormônios pela tireoide, pode associar-se a outras doenças autoimunes.

Bócio uninodular tóxico (Adenoma Tóxico):

Os adenomas são nódulos únicos, em geral com mais de 3 cm de diâmetro, que produzem em excesso os hormônios da tireóide.

Excesso de hormônio tireoidiano:

Pacientes que fazem reposição excessiva de hormônios podem apresentar um quadro de hipertireoidismo; basta a correção da dose para que os sintomas desapareçam.

Inflamação da tireoide (tireoidite):

Por causa de infecções virais ou outros motivos, como a tireoidite após o parto.

Tireoidite:

Ocorre pela inflamação da tireoide. Pode ser devido a infecções virais, causas auto-imunes outras que não doença de Graves, pós-parto, etc.

Outras causas:

  • Tumores não-cancerígenos da tireoide ou da glândula pituitária.
  • Tumores nos testículos ou ovários.
  • Ingestão excessiva de iodo.
  • Superdosagem de hormônio da tireoide.

Causas menos comuns do hipertireoidismo:

  • Nódulos tireoidianos: tumores na glândula tireoide, que podem secretar excesso de hormônio tireoidiano.
  • Tireoidite subaguda: inflamação dolorosa da tireoide, tipicamente causada por vírus.
  • Tiroidite linfocítica: inflamação não-dolorosa, é causada pela infiltração de linfócitos (um tipo de célula branca do sistema imune) na tireoide.
  • Tireoidite pós-parto: tireoidite que se desenvolve logo após o término da gravidez.

Sintomas do Hipertireoidismo

Se não for tratado, o hipertireoidismo pode levar a outros problemas de saúde, sendo alguns dos mais graves envolvendo o coração (batimentos cardíacos acelerados e irregulares, insuficiência cardíaca congestiva) e ainda os ossos (osteoporose).

Pacientes do hipertireoidismo leve e os idosos podem não apresentar quaisquer sintomas. Para as pessoas que apresentam, eles podem ser:

  • Aumento da transpiração.
  • Aumento do apetite.
  • Afilamento da pele.
  • Ansiedade.
  • Bócio (glândula visivelmente aumentada) ou nódulos na tireoide.
  • Exoftalmia (olhos saltados).
  • Fraqueza muscular.
  • Batimentos cardíacos acelerados.
  • Cansaço/fadiga.
  • Cabelos quebradiços.
  • Perda de peso.
  • Diarreia ou evacuações frequentes.
  • Diminuição ou cessar da menstruação.
  • Dificuldade para dormir.
  • Desenvolvimento da mama em homens.
  • Irritabilidade.
  • Intolerância ao calor.
  • Inquietação.
  • Irregularidade menstrual.
  • Infertilidade.
  • Mãos trêmulas.
  • Problemas dos olhos, tais como irritação ou desconforto.
  • Pressão alta.
  • Pele fria e úmida.
  • Ruborização da pele.
  • Sensação de calor.
  • Tremores nas mãos.
  • Taquicardia, arritmia e palpitações.

O hipertireoidismo tem cura?

Sim, porém só para alguns casos e quando o tratamento é iniciado cedo e da forma adequada que foi recomendada pelo médico especialista.

Qual profissional devo procurar? E qual o diagnóstico?

O médico responsável é o endocrinologista. Para fazer o diagnóstico ele poderá solicitar exames específicos, devido a doença ser facilmente confundida com outras, investigando, primeiramente, o histórico médico do paciente e fazendo o exame físico.

Durante o exame, o especialista poderá detectar um ligeiro tremor nos dedos do paciente quando estão estendidos, assim como reflexos hiperativos, alterações oculares e quente, a pele úmida.

O médico também irá examinar a glândula tireóide, pedindo para o paciente engolir saliva para ver se é alargada, acidentado ou verificar o pulso para ver se ele é rápido. Entre os exames e testes a serem solicitados posteriormente estão:

  • Exame de sangue: para medir os níveis de hormônio no sangue.
  • Teste de colesterol: será preciso verificar os seus níveis de colesterol, quando baixo, ele pode ser sinal de uma taxa metabólica elevada, em que o corpo está queimando colesterol rapidamente.
  • Teste de absorção de exame radioativo.
  • T4, T4 livre, T3: servem para medir a quantidade de hormona da tiróide (T4 e T3) está no sangue.
  • Teste de nível de hormônio estimulante da tireóide: o TSH é um hormônio da hipófise que estimula a glândula tireóide a produzir hormônios. Quando os níveis de hormônio da tireóide são normais ou altos, o TSH deverá ser menor. Um anormalmente baixo TSH pode ser o primeiro sinal de hipertireoidismo.
  • Teste de triglicéridos: é testado o nível de triglicerídeos, semelhante ao baixo colesterol, triglicerídeos baixos pode ser um sinal de uma taxa metabólica elevada.
  • Varredura da tireóide e captação: permite que o médico veja se a tireóide é hiperativa. Em particular, ele pode revelar se toda a tireóide ou apenas uma única área da glândula está causando a hiperatividade.
  • Ultrassom: mede o tamanho de toda a glândula da tiróide, bem como quaisquer massas dentro dele. Os médicos também possível utilizar ultra-sons para determinar se uma massa sólida ou é cística.
  • Tomografia computadorizada ou ressonância magnética: podem mostrar se um tumor da hipófise está presente que está causando a condição.
  • Teste de captação de rádio iodo: para este teste, o paciente toma uma dose pequena, oral de iodo radioativo (radioiodine). Ao longo do tempo, o iodo se acumula na glândula tiróide, porque ela utiliza o iodo para fabricar hormônios. Depois de 2, 6 ou 24 horas (às vezes depois que todos os três períodos de tempo) o paciente será reexaminado para determinar a quantidade de iodo na glândula tireóide tem absorvido. A alta absorção de radioiodine indica que a glândula tireóide está produzindo muito tiroxina.
  • Varredura da tireóide: injeta-se um isótopo radioativo na veia no interior do cotovelo ou, por vezes, em uma veia da mão. O tempo necessário para este procedimento pode variar, dependendo de quanto tempo leva o isótopo para chegar à glândula tireóide. O iodo radioativo quando administrado por via oral é utilizada para a imagem a glândula tireóide.

Tratamento do Hipertireoidismo

O tratamento para o hipertireoidismo vai depender de diversos fatores dependendo do paciente, o médico poderá indicar como tratamento:

Medicamentos antitireoidiano:

Diminuem a quantidade de hormônio produzido pela  tireoide:

  • Metimazol: é o mais indicado.
  • Propiltiouracila (PTU): indicado para grávidas e lactantes. Como o PTU tem sido associado a efeitos secundários, ele não é utilizado rotineiramente fora da gravidez.

Ambos os medicamentos controlam mas podem não curar o hipertireoidismo.

Iodo radioativo:

Cura o problema da tireoide, mas geralmente leva à sua destruição permanente. Provavelmente, o paciente precisará tomar comprimidos de hormônio tireoideanos para o resto de vida a fim de manter os níveis hormonais normais.

Cirurgia:

Visa remover a  tireoide (tireoidectomia), e é uma solução permanente, mas não a preferida pelos médicos, devido ao risco de danos às glândulas para tireoides (que controlam os níveis de cálcio no organismo) e aos nervos da laringe (cordas vocais). O médico geralmente recomenda a cirurgia quando os medicamentos antitireoidianos ou terapia com iodo radioativo não são apropriados.

Beta-bloqueadores:

Como o Atenolol, não baixam os níveis de hormônio da  tireoide, mas podem controlar sintomas graves, como a frequência cardíaca acelerada, assim como tremores e ansiedade.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Grupos e fatores de risco

Dos grupos e fatores de risco do hipertireoidismo, temos:

  • Ter histórico familiar de hipertireoidismo.
  • Sexo feminino: as mulheres têm mais chances de contrair o problema do que homens.

Complicações e Prognóstico

Se não é feito um tratamento adequado, o hipertireoidismo poderá acometer ao paciente as seguintes complicações:

  • Crise de tireoide, “tireotoxicose” ou “tempestade tireoidiana”: é uma piora nos sintomas do hipertireoidismo que teve origem em uma infecção ou estresse.
  • Febre.
  • Baixo nível de atenção.
  • Dor abdominal: em que a internação imediata é necessária.
  • Frequência cardíaca acelerada.
  • Insuficiência cardíaca congestiva.
  • Fibrilação atrial.
  • Osteoporose.
  • Problemas cardíacos: uma das complicações mais graves da doença envolvem o coração, as quais incluem um aumento da frequência cardíaca, ou seja, um distúrbio do ritmo do coração chamada fibrilação atrial e insuficiência cardíaca congestiva, que é uma condição em que o coração não pode circular o sangue suficiente para atender às necessidades do seu corpo. Geralmente são reversíveis com o tratamento adequado.
  • Ossos frágeis: se não tratado também pode levar a ossos fracos, quebradiços (osteoporose). A força dos ossos depende, em parte, da quantidade de cálcio e outros minerais que eles contêm. Muito hormônio da tireóide interfere com a capacidade do corpo para incorporar cálcio nos ossos.
  • Problemas oculares: pacientes também com oftalmopatia de Graves podem desenvolver problemas oculares, incluindo: abaulamento, olhos vermelhos ou inchados, sensibilidade à luz, e desfoque ou visão dupla. Se não tratada pode levar à perda da visão.
  • Pele inchada: rara, pacientes com a doença de Graves podem também desenvolver “Graves Dermopatia”, que afeta a pele causando vermelhidão e inchaço, muitas vezes nas pernas e nos pés.
  • Thyrotoxic: uma crise de hipertireoidismo também coloca em risco de thyrotoxic, que é uma intensificação repentina de seus sintomas, levando a uma febre, pulso rápido e até mesmo delírio.

Leia mais: O que é Osteoporose, sintomas, tratamento, causas, tem cura?

Prevenção do Hipertireoidismo

Ainda não há evidências científicas para a prevenção do hipertireoidismo. O que pode ser feito é consultar um médico endocrinologista para diagnosticar a doença mais cedo e poder iniciar o tratamento mais adequado.


Compartilhe este artigo com mais pessoas para que elas também conheçam os riscos do hipertireoidismo e entendam a importância de diagnosticar a doença o mais cedo possível!

Referências
http://www.endocrino.org.br/entendendo-tireoide-hipertireoidismo/
http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-hipertireoidismo/
http://www.mdsaude.com/2010/03/hipertireoidismo-doenca-de-graves.html
https://www.abcdasaude.com.br/endocrinologia/hipertireoidismo
https://www.tuasaude.com/sintomas-de-hipertireoidismo/
http://saude.ig.com.br/minhasaude/2015-07-14/veja-8-sinais-do-hipertireoidismo.html
http://www.copacabanarunners.net/hipertireoidismo.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipertiroidismo

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