Eduardo (Minuto Saudável)
22/03/2019 12:21

Material restaura ossos e pode substituir transplante de medula

Doenças que comprometem a estrutura dos ossos, como osteoporose e osteomielite, e que em alguns casos necessitam de um transplante de medula óssea, poderão contar com um novo aliado para o tratamento.

Cientistas russos desenvolveram um material capaz de reestruturar ossos e aumentar a divisão de células, auxiliando no reparo de lesões e manutenção da estrutura do tecido.

Para isso, os pesquisadores da Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia na Rússia utilizaram um material à base de nanofibras de policaprolactona.

Uma composição biodegradável utilizada como preenchedor absorvível que, ao entrar em contato com o tecido ósseo, promove a formação de uma camada de cálcio e fósforo — componentes presentes nos ossos.

Como o material age no osso humano?

Pelo estudo, esse material, quando em contato com proteínas, sais minerais e gás carbônico do sangue, componentes do plasma sanguíneo, formou em volta do osso um tipo de camada com cálcio e fósforo.

Como essas são as substâncias naturalmente presentes na estrutura principal dos ossos, o organismo promove uma reconstrução do tecido rapidamente.

Então os pesquisadores viram que logo após as nanofibras de policaprolactona realizarem esse procedimento, elas se desintegravam no sangue e apenas o novo tecido ósseo ficava.

Como o material pode evitar transplantes de medula óssea?

Por ter essa característica restauradora dos ossos, o material pode servir como um tipo de atadura no paciente que sofreu danos na estrutura óssea devido a doenças.

Como ajudou a aumentar a divisão das células em até 3 vezes, também é uma possibilidade alternativa ao transplante de medula óssea — tecido que fica dentro dos ossos.

A descoberta, pode diminuir a espera por um doador nos sistemas de saúde, já que é preciso que a pessoa doadora tenha algumas características compatíveis com o receptor.

Leia mais: Câncer na medula óssea é mais comum entre pessoas de idade


É importante que haja estudos como esses, pois abrem outras oportunidades para pesquisas ainda mais amplas capazes de reduzir o tempo de espera em filas de transplantes.

Fonte: G1

18/04/2019 16:05

Eduardo (Minuto Saudável)

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