Apesar de ser uma doença comum e que muitas vezes é facilmente tratada, a gripe pode trazer complicações.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que a gripe seja responsável por afetar de forma grave 3,5 milhões de pessoas anualmente.

Com a mudança de temperatura entre as estações, a doença se torna ainda mais frequente, pois alguns hábitos, como deixar os ambientes menos ventilados por causa do frio, facilita a transmissão do vírus.

Para se manter protegido, especialmente se tratando dos grupos de risco, é fundamental receber anualmente a vacina.

No texto a seguir explicamos como ela ajuda nessa proteção, quem deve tomar e tiramos as principais dúvidas. Confira!

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é a vacina contra a gripe?
  2. Campanha de vacinação
  3. Vacinação da gripe: o que muda de 2018 para 2019?
  4. Novas estratégias da OMS para o controle da gripe
  5. Do que a vacina é feita?
  6. Vacina trivalente e quadrivalente
  7. Como funciona o esquema de doses?
  8. Quem deve tomar?
  9. Devo me vacinar todo ano?
  10. Gestantes podem tomar a vacina?
  11. Quanto custa a vacina contra a gripe?
  12. Contraindicações
  13. A vacina possui efeitos colaterais?
  14. A vacina da gripe pode causar a gripe?
  15. Outros cuidados para evitar a gripe
  16. Perguntas frequentes

O que é a vacina contra a gripe?

A vacina contra a gripe é uma imunização para impedir que diferentes cepas do vírus da gripe causem a doença, sendo a principal forma de prevenção.


Essa é uma vacinação disponibilizada pelo SUS e por unidades de saúde privada. Na rede pública, a vacina da gripe é a trivalente, que protege contra 3 diferentes subtipos do vírus da gripe, sendo 2 deles da Influenza A (H1N1 e H3N2) e um vírus da Influenza B.

A vacina é destinada aos grupos prioritários, como idosos, crianças de 6 meses até 5 anos, pessoas com doenças crônicas e condições clínicas específicas, gestantes, profissionais da saúde,  pessoas em situação de cárcere e profissionais do sistema prisional.

Nas redes privadas, a vacina pode ser tomada por qualquer pessoa que queira receber a imunização.

A principal diferença é que, a dose disponibilizada nos centros privados de vacinação é a quadrivalente, que protege de 2 subtipos do vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e 2 subtipos do vírus Influenza B.

Ela é segura e não possui grandes complicações, no entanto, como toda vacina, pode causar efeitos colaterais leves, como dores no local, mal-estar e febre.

Após receber a vacina, o tempo necessário para que ela comece a fazer efeito é, em média, de 2 a 3 semanas. Por conta desse tempo é que as campanhas acontecem antes da temporada de inverno, quando a circulação do vírus é maior.

Campanha de vacinação

Anualmente, o Ministério da Saúde promove a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe, para alertar os grupos de risco sobre a necessidade de receber a dose anual da vacina. Em 2019, acontece a 21º edição.

Em 2018, a campanha teve início no dia 23 de abril e se estendeu até o dia 1 de junho, com a intenção de vacinar gratuitamente mais de 54 milhões de pessoas do grupo prioritário.

Este ano, a campanha está prevista para acontecer entre os dias 10 de abril a 31 de maio. O dia de mobilização nacional,  conhecido como dia D, acontecerá em 4 de maio.

No entanto, no Amazonas, a campanha começará ainda mais cedo, ainda no mês de março. Por conta do número de mortes já registradas no estado, o governo decretou que a situação é de emergência e por isso antecipou a imunização. Já são 24 mortes confirmadas, sendo o vírus H1N1 o predominante em circulação.

A previsão é que chegue cerca de 1 milhão de doses da vacina até o final de semana no estado. Primeiramente, as doses serão aplicadas nas crianças e gestantes, posteriormente a vacina será destinada para os outros grupos de risco.

Vacinação da gripe: o que muda de 2018 para 2019?

O que muda de 2018 para 2019 é o início da imunização. Este ano a campanha foi antecipada para que o número de mortes causadas pela infecção sejam reduzidos, especialmente pelo número de vítimas já registradas no estado do Amazonas.

A composição também é diferente, como divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A vacina trivalente, disponibilizada pelos serviços públicos de saúde, devem conter dois subtipos do vírus Influenza A e um subtipo do vírus Influenza B, sendo eles:

  • Um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09;
  • Um vírus similar ao vírus influenza A/Switzerland/8060/2017 (H3N2);
  • Um vírus similar ao vírus influenza B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87.

Na vacina quadrivalente, além dos três citados acima, deve conter também um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013 (linhagem B/Yamagata/16/88).

Esse tipo de vacina, no entanto, só é disponibilizado nos serviços particulares de saúde.

Segundo a Anvisa, as vacinas aprovadas com essas cepas são as seguintes:

Na composição da vacina no ano de 2018, as especificações foram as seguintes:

  • um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09;
  • um vírus similar ao vírus influenza A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2);
  • um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013;
  • um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008 (somente na quadrivalente).

Leia mais: O que é a Gripe H1N1, sintomas, prevenção e transmissão

Ações da campanha

Dentro da campanha, materiais informativos são disponibilizados nos postos de saúde e nas redes sociais e sites das instituições de saúde. O Ministério da Saúde fica responsável por divulgar sobre a importância da vacina, as metas para o ano e alertar os grupos de risco.

Além do atendimento nas unidades de saúde, dentro da campanha acontece o Dia D de mobilização nacional.

Em 2018, aconteceu no dia 12 de maio, com 65 mil postos espalhados pelo país e 240 mil funcionários da saúde trabalhando para atender a população.

Novas estratégias da OMS para controle da gripe

Uma das preocupações da Organização Mundial da Saúde é uma possível nova pandemia provocada pelo vírus Influenza, sendo uma das prioridades elaborar novas estratégias para prevenir a doença em todos os países.

Recentemente, a organização publicou o que pretende realizar, nesse sentido, para evitar que a influenza sazonal se torne uma preocupação mundial.

A estratégia tem dois propósitos principais. Um deles é o de construir nos países planos mais competentes de vigilância, controle, prevenção e preparação para evitar esses casos.

Para que isso aconteça, cobra-se dos países que seja elaborado um programa específico para conter a transmissão do vírus, como é a campanha de vacinação contra a gripe no Brasil, por exemplo.

O outro objetivo é desenvolver ferramentas para melhor controlar, tratar e prevenir a doença, como investir em pesquisas de vacinas, antivirais e tratamentos que ajudem a reduzir o número de vítimas da doença, especialmente dentro dos grupos de risco.

Um dos programas da OMS, presente há mais de 65 anos, é o Global Influenza Surveillance and Response System (GISRS) – um sistema global de vigilância à influenza, formado por centros de saúde parceiros da OMS nos países.

Do que a vacina é feita?

A vacina contra a gripe é produzida a partir das diferentes cepas do vírus da gripe, que são cultivados em ovos embrionados de galinha, sendo por isso que as vacinas contêm traços de proteínas do ovo.

Esses vírus são purificados e fragmentados por um processo químico, no qual são inativados.

Anualmente, essa composição é atualizada para atender às necessidades da população de acordo com os vírus que estão em circulação, considerando que ele passa por constantes mutações.

Todas essas modificações passam por processos verificados e orientados pela Organização Mundial da Saúde, que deve aprovar a vacina para aplicação na população.

Quando ela é aplicada em uma única dose, é uma vacina sem conservantes. Mas, quando está na apresentação multidoses, contém um conservante derivado do mercúrio, o timerosal.

Podem apresentar também antibióticos (neomicina e gentamicina) e formaldeído, compostos utilizados na produção para evitar contaminações. Além disso, pode ter cloreto de sódio e água para injeção.

Qual a diferença da vacina trivalente e quadrivalente?

A vacina quadrivalente é oferecida nos serviços privados de saúde e contém 2 diferentes subtipos do vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e 2 subtipos do vírus Influenza B, de acordo com os que estão em circulação no ano anterior. A trivalente possui os mesmos subtipos da Influenza A, mas apenas um vírus da Influenza B.

A trivalente, além disso, é a versão disponibilizada pelos postos de saúde públicos, oferecidas gratuitamente aos grupos de risco. No entanto, também é uma vacina disponível nas clínicas particulares.

Na quadrivalente, os dois subtipos da Influenza B são da linhagem Victoria e Yamagata. Na trivalente, somente um subtipo dessas linhagem está presente na vacina, sendo suficiente para evitar a maioria dos casos de gripe que podem ser causados por esses vírus.

Essa diferença, de ter um subtipo a menos do vírus Influenza B, acontece pelo fato desse tipo de cepa não ser tão comum em circulação no Brasil, não sendo portanto obrigatório.

Como funciona o esquema de doses?

A vacina da gripe pode ser aplicada em um esquema de doses, que, de acordo com a faixa etária do paciente, muda um pouco.

Crianças de 6 meses a 9 anos de idade

Para crianças dentro desta faixa etária, a vacina da gripe é aplicada em duas doses quando se trata da primeira imunização.

Entre uma vacina e outra é necessário um intervalo de um mês. A partir disso, a vacina deve ser tomado anualmente.

Adolescentes, adultos e idosos

Nas crianças com idade acima dos 9 anos, adolescentes, adultos e idosos, a vacina da gripe é feita em uma única dose, também com a necessidade de revacinação de forma anual.

Quem pode tomar?

Quase todas as pessoas com idade a partir de 6 meses de vida podem receber a vacina contra a gripe, mas existem grupos de risco que são prioridade de imunização. São eles:

  • Crianças de 6 meses até 5 anos de idade;
  • Gestantes e puérperas;
  • Profissionais da área da saúde;
  • Povos indígenas;
  • Professores;
  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional;
  • Pacientes com doenças crônicas e condições clínicas específicas.

Devo me vacinar todo ano?

Sim. O ideal, especialmente para os grupos de risco, é que a vacina contra a gripe seja tomada anualmente.

Para estes grupos, a imunização é prioridade por eles apresentarem características que os tornam mais suscetíveis a contrair a doença ou terem complicações por conta dela.

Segundo Karina Chiuratto, farmacêutica e professora do curso de Capacitação em Serviço de Vacinação em Farmácias do IBRAS, a vacina da gripe deve ser administrada nessa frequência devido ao tempo aproximado de proteção que oferece, que é de 12 meses, geralmente.

Além disso, uma característica dos vírus influenza é a mutação constante, ou seja, eles mudam as suas características e a vacina anterior não protege dos ‘novos’ vírus mutados. Por isso, anualmente a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a composição da vacina contra a gripe baseada na prevalência das cepas circulantes no ano anterior pelo mundo” explica.

O fato da vacina ser anual também ajuda a reduzir o número de mortes causadas pela doença. Em 2018 os casos de influenza foram mais que o dobro do que os ocorridos no ano anterior, em 2017, com 3.558 pacientes diagnosticados com a doença e 608 mortes.

Entre os mortos, o grupo mais afetado é o de idosos, seguido por pessoas que possuem alguma complicação cardiovascular ou diabetes.

Dessa forma, ter uma agenda de vacinação anual específica para os grupos de risco ajuda também a reduzir o número de mortes.

Gestantes podem tomar a vacina?

Sim, inclusive estão entre os grupos de risco que devem receber a imunização como prioridade.

Durante a gestação, o organismo da mulher passa por diversas mudanças, tendo entre as consequências desse período um prejuízo do sistema imunológico, que se torna mais frágil para que não haja rejeição ao bebê.

Dessa forma, fica mais sensível a sofrer infecções como resfriados e gripes, com um risco maior de complicações, como pneumonias e infecções respiratórias.

Essas infecções, além de causarem danos à saúde da mulher, também oferecem riscos ao bebê. Por isso, a vacina é fundamental para a proteção de ambos.

Leia mais: Grávida pode tomar paracetamol? Saiba a dosagem e riscos

Preço: quanto custa a vacina contra a gripe?

A vacina da gripe é disponibilizada gratuitamente nas unidades de saúde da rede pública, atendendo os grupos prioritários. No entanto, qualquer pessoa com idade acima de 6 meses de vida que queira ser vacinada pode recebê-la pela rede privada, na média de preço entre R$ 80 e R$ 160 por dose.

Contraindicações

Como explica Karina Chiuratto, algumas pessoas podem ter alergia aos componentes presentes em algumas vacinas, como proteína do leite, proteína do ovo, formaldeído, gelatina e outros.

Para essas pessoas, as vacinas são contraindicadas. Porém, se o profissional médico entender que o risco do paciente contrair a doença e sofrer sequelas é maior que o risco de reação alérgica causada pela vacina, o paciente pode ser aconselhado a se vacinar sim, mas, em um ambiente que assegure o seu atendimento emergencial imediato, geralmente em um ambiente hospitalar” explica Karina Chiuratto.

Segundo informações do Ministério da Saúde, a alergia ao ovo (alimento que está presente na vacina) é um problema que afeta 1,3% das crianças e 0,2% dos adultos.

Dessa forma, se a pessoa for capaz de comer o alimento sem ter qualquer reação, provavelmente não terá nenhum efeito colateral com o imunizante contra a gripe.

De todo modo, é importante que cada caso de alergia seja analisado individualmente, não sendo possível contraindicar a vacina de forma generalizada.

Pessoas que possuem alguma deficiência no funcionamento do sistema imunológico (imunossuprimidas) também precisam consultar um médico antes para que seja avaliado a relação risco-benefício de se receber a imunização.

Reações da vacina: quais os efeitos colaterais?

Como todas as vacinas, a da gripe também pode causar algumas reações adversas. Pode provocar desconforto no local, como dor, vermelhidão, endurecimento da região e mal-estar passageiro, semelhante ao início de um resfriado.

Essas manifestações podem ocorrer entre 15% e 20% das pessoas vacinadas, mas geralmente são leves e duram por até 48h.

Em casos raros, em pessoas que apresentam alergia a um dos componentes da vacina, pode ocorrer reações alérgicas leves, língua mais grossa e inchaço nos lábios.

A pessoa pode apresentar também um pouco de febre passageira, acompanhada da sensação de mal-estar e dores. É um quadro que acomete entre 1% a 2% das pessoas vacinadas.

É, de modo geral, mais comum na primeira aplicação da vacina e pode ter início de 6h a 12h após a injeção, persistindo por 1 a 2 dias.

Por isso, em alguns casos, pode ser recomendado que o paciente permaneça na clínica ou hospital durante alguns minutos após receber a vacina, pois, caso haja alguma reação alérgica, é possível receber o atendimento no local.

A vacina da gripe pode causar a gripe?

Não. Como explica Karina Chiuratto, não há chances da vacina causar a doença, pois ela não é feita com o vírus vivo, sendo portanto uma vacina inativada.

No entanto, sabe-se que algumas pessoas podem ter efeitos colaterais que se assemelham aos sintomas da gripe, como mal-estar, febre, dores musculares e dor de cabeça.

Contudo, mesmo a vacina não sendo capaz de provocar a doença é possível que a pessoa imunizada pegue a gripe por conta de alguns fatores como tempo para início da proteção, composição da vacina e falha vacinal, como explica a farmacêutica.

A vacina demora em torno de 7 dias para gerar proteção. Se o paciente já estava com o vírus influenza incubado ou entrou em contato com o vírus após a imunização, dentro dessa janela de 7 dias, a vacina aplicada não terá ação contra esse vírus”.

Em relação à composição, ela explica que nesses casos o paciente pode apresentar a gripe após a imunização, pois as vacinas disponibilizadas atualmente protegem contra até 4 cepas do vírus influenza.

Ou seja, o paciente pode receber a vacina e contrair uma gripe por ter entrado em contato com um vírus que não faz parte da composição da vacina.

A falha vacinal, nesse caso, é uma possibilidade para qualquer imunização pois nenhuma garante 100% de proteção.

Outros cuidados para evitar a gripe

A vacina é a principal forma de prevenção da gripe, mas existem vários outros cuidados que podem ser tomados para evitar a transmissão da doença.

Pequenos cuidados com a higiene pessoal e com o ambiente podem reduzir os riscos. Veja o que fazer:

Lave bem as mãos

Ao longo do dia, é comum levarmos a mão à boca ou aos olhos de forma frequente. Mas, com esse hábito, expomos nosso organismo aos vírus e bactérias no qual temos contato nas superfícies dos objetos, como em computadores compartilhados e no transporte público, por exemplo.

Por isso, além da vacina, é importante adotar o hábito de manter sempre as mãos bem higienizadas, lavando-as com maior frequência com água e sabão. Quando isso não for possível, o uso de álcool em gel pode ajudar também.

Cuidado ao tossir ou espirrar

Gripados ou não, devemos ter cuidado ao falar, tossir e espirrar, para não espalhar partículas de saliva e, possivelmente, algum vírus.

Nesses casos, ao tossir e espirrar, as pessoas devem cobrir a boca com a parte interna do braço ou com algum lenço descartável. É importante não usar a mão para cobrir a boca, pois assim, ao colocar a mão em superfícies, a contaminação será maior.

Não compartilhe objetos pessoais

Copos e talheres, por exemplo, não devem ser compartilhados, pois podem facilitar a transmissão do vírus entre pessoas infectadas e não infectadas. Se você convive com alguém que está gripado, evite o uso.

Deixe os ambientes bem ventilados

Apesar de ser mais comum em épocas frias do ano, a gripe não é causada por baixas temperaturas, mas sim pela circulação maior do vírus. Isso se dá principalmente pelo fato das pessoas deixarem os ambientes mais fechados.

Por isso, mesmo com o frio, tente manter sempre as janelas abertas, seja em casa, no trabalho ou no transporte público.

Tenha uma alimentação saudável

Para se proteger do vírus, nosso sistema imunológico precisa estar fortalecido. Uma das formas de mantê-lo assim é através da alimentação, incluindo alimentos ricos em vitamina C, ômega-3 e zinco na dieta.

Perguntas frequentes

A vacina protege também contra resfriados?

Não protege. A vacina da gripe protege apenas contra os vírus que causam a gripe, sendo o resfriado uma doença diferente.

É bastante comum que as pessoas confundam as duas doenças, mas, apesar do resfriado ser também uma doença causada por vírus e de ter sintomas semelhantes, ele costuma ser mais brando do que uma gripe, que pode levar o paciente à hospitalização.

O resfriado é frequentemente causado por vírus como o rinovírus, o vírus sincicial respiratório (VSR), o vírus parainfluenza, entre outros.

A duração de um resfriado também é menor do que de uma gripe, durando, em média, de 3 a 10 dias. A gripe, além de durar de 3 a 14 dias, é causada por diferentes vírus e tem febre alta como um sintoma característico.

Leia mais: Qual a diferença entre uma gripe e um resfriado?

A vacina pode interferir no resultado de exames laboratoriais?

Sim. É possível que a vacina cause alterações no resultado de alguns exames, como em testes laboratoriais para identificar a presença de outros vírus, como o HIV, vírus da hepatite C e HTLV-1.

Por isso, ao realizar algum exame, o paciente que recebeu a vacina deve informar o profissional responsável.

A vacina contra influenza é diferente para crianças, adultos e idosos?

Não. Como diz a farmacêutica Karina Chiuratto, não há diferenças nos tipos de cepas dos vírus de acordo com a faixa etária:

Porém, cada laboratório fabricante pode determinar, através de seus estudos clínicos, se a concentração de antígenos e outros componentes vão variar de acordo com a idade. Deste modo, é importante avaliar de qual laboratório fabricante a vacina será a mais indicada visto que existe variação entre doses pediátricas e adultas” completa.

Isto é, apesar de utilizar os mesmos vírus, a concentração pode variar de acordo com a idade do paciente.

Quem está com febre e/ou tomando antibiótico pode tomar a vacina?

Depende. O uso de antibióticos, segunda Karina, não contraindica a vacina. “Quanto à febre, não é recomendado a aplicação de qualquer vacina quando o paciente estiver com febre, o ideal é aguardar o fim do quadro para poder receber a vacina” explica.


Anualmente as campanhas de vacinação acontecem e com elas relembramos a importância da imunização para evitar complicações.

Se você está entre os grupos com prioridade para receber a vacina ou quer se prevenir da gripe, vá até uma unidade de saúde para receber a vacina. Obrigada pela leitura!

Fontes consultadas

Karina Lorena Meira Fernandes Chiuratto (CFR-PR 26256), graduação em Farmácia pela PUCPR (2013) e mestrado em Bioquímica pela UFPR (2016). Gestora da Qualidade no Laboratório de Análises Clínicas, LABCEN (2016) e fundadora da Vacynare.


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