O que é Diarreia?

Conhecida popularmente como por vários nomes, que variam a cada região, por exemplo: “piriri”, “dor de barriga”, “disenteria”, “desarranjo”, etc. A Diarreia é bastante comum e tem como característica principal a evacuação de fezes líquidas (perda da consistência) com frequência e sem controle, raras vezes misturadas com sangue. Pode apresentar-se tanto na forma aguda quanto na crônica, dependendo do tempo de duração dos sintomas.

Pacientes como crianças, lactantes e idosos devem beber bastante líquido durante o período de diarreia para compensar a perda de água e sais minerais. A diarreia aguda costuma ser temporária, desaparecendo em poucos dias, de 2 a 3 dias. Mas se persistir por mais de 7 dias, é preciso consultar um médico, pois neste caso a diarreia já é considerada crônica, como é o caso da diarreia bacteriana (cólera), que não é considerada uma doença, mas sim um sintoma de infecção ou doença.

A desidratação é a pior de suas complicações, pois o volume das fezes pode ser composto por até 90% de água e, nesta fase, o risco de desidratação é muito alto; sendo que os adultos são mais resistentes, mas os bebês, crianças e idosos podem se desidratar com mais facilidade.

Boca seca, lábios rachados, letargia, confusão mental e diminuição da urina fazem diminuir as reservas de água do corpo humano e reduzem os níveis de dois importantes minerais: o sódio e o potássio, que são alguns indicadores de desidratação.

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é?
  2. Como identificar? Quais os sintomas?
  3. Qual profissional devo procurar? Qual o diagnóstico?
  4. O que causa? Qual é o tratamento para a Diarreia?
  5. Tipos de Diarreia
  6. Como prevenir? É transmissível?
  7. Complicações
  8. Grupos e fatores de risco

Como identificar? Quais são os sintomas?

O principal sinal da doença é a presença de fezes líquidas na evacuação, e podem variar conforme sua intensidade. O paciente também pode manifestar dores na região abdominal e uma vontade constante de ir ao banheiro.

Os sintomas mais comuns são:

  • Dores ou cãibras abdominais.
  • Fezes frequentes e líquidas, com a perda significativa, que pode levar à desidratação.
  • Febre (até 38°C), este tipo de febre geralmente um sinal de infecção bacteriana.
  • Vômitos.

Em caso de ocorrência de sangue ou muco nas fezes, febre alta, dor severa, uma longa duração da diarreia ou diarreia em bebês e crianças pequenas, consulte um médico imediatamente.

Quando ocorre a diarreia em crianças, a atenção deve ser redobrada, principalmente quando ela vem acompanhada de outros sintomas, como febre e vômito, pois pode levar a um problema sério de desidratação. Nesses casos, busque ajuda médica se os sintomas da criança não melhorarem em pelo menos 24 horas.

Qual profissional devo procurar? Qual o diagnóstico?

O clínico geral poderá realizar o atendimento e diagnóstico, através de testes laboratoriais para investigar as causas da diarreia. Quando há sinais de desidratação, o profissional investigará o perfil metabólico básico do paciente e a gravidade específica da urina.

Geralmente, o diagnóstico é baseado na análise dos sintomas clínicos. Os testes identificarão a origem infecciosa (viral, bacteriana).

O que causa? Qual é o tratamento para a Diarreia?

A diarreia tem como causa mais comum a infecção por vírus, bactérias ou outros parasitas que entram no organismo, causando gastroenterite (inflamação aguda que compromete os órgãos do sistema gastrointestinal). Suas causas são várias, de acordo com cada caso. Algumas causas que podem estar associadas à diarreia:

  • Abuso de laxantes.
  • Alergia ou pseudo-alergia alimentar.
  • Ansiedade extrema.
  • Doenças como: Doença de Crohn, colites ulcerosas, doença celíaca, síndrome do intestino irritável, intolerância à lactose, câncer intestinal (câncer colorretal) etc.
  • Cólera, em alguns países como na África, a diarreia pode ser uma infecção mais grave causada por bactérias.
  • Determinados medicamentos, como antibióticos ou laxantes que contenham magnésio equimioterapia.
  • Disfunção da motilidade do tubo digestivo.
  • Distúrbios hormonais.
  • Efeitos colaterais de alguns medicamentos, como antibióticos, altas doses de vitamina C e remédios para o coração e câncer.
  • Estresse.
  • Intoxicação alimentar.
  • Infecções por bactérias como a Salmonella e a Shigella.
  • Infecções virais.
  • Uma infecção intestinal (mais comum) como gastroenterite, que geralmente não é perigosa, exceto para crianças pequenas, devido ao risco de desidratação.
  • Intolerância a lactose e ao sorbitol (adoçante obtido a partir da glicose).
  • Parasitas intestinais causadores de amebíase e giardíase.
  • Problemas psíquicos.
  • Toxinas bacterianas, como a do estafilococus.

O tratamento poderá ser feito em casa de modo simples: ingerindo líquidos para evitar a desidratação. O médico também poderá receitar alguns medicamentos que normalmente não precisam de prescrição, devido o diagnóstico ser diferente para cada paciente. Entre os remédios que o especialista poderá receitar, estão:

Confira outros tipos de tratamento para a Diarreia:

Fitoterapia

As plantas medicinais a seguir demonstraram alguma eficácia para tratar a diarreia. Elas são frequentemente ricas em taninos (um principio ativo altamente eficaz contra a diarreia). Elas podem complementar o tratamento convencional.

  • A baga de mirtilo, a ser utilizada na forma de cápsula ou suco de mirtilo.
  • A alquemila, a ser utilizada na forma de chá ou infusão de alquemila.
  • O chá preto, a ser utilizado na forma de infusão (deixar em infusão por pelo menos 10 minutos para liberar todos os taninos).
  • A groselha, a ser utilizada na forma de suco de groselha.
  • A amora-preta, a ser utilizada na forma de infusão de amora-preta.
  • A semente de psyllium (grãos de psyllium), utilizar as sementes para regular o trânsito intestinal.

Remédios caseiros

  • Infusão de amora-preta.
  • Infusão de mirtilo.
  • Decocção de amora-preta.
  • Decocção de uva-ursi.
  • Leite e canela.
  • Sopa de cenoura.
  • Decocção de mirtilo.
  • Carvão ativado.
  • Decocção de alquemila.
  • Infusão de agrimônia.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Tipos de Diarreia

A diarreia, de modo geral, divide-se em dois tipos que vão depender do tempo de duração dos sintomas:

  • Diarreia aguda: é causada, geralmente, por bactéria ou parasita e dura menos de uma semana.
  • Diarreia crônica: pode indicar condições mais graves, como a Doença de Crohn e colites ulcerosas, sua duração varia de 3 a 4 semanas. Este tipo de diarreia ainda possui outras 9 classificações:
  1. Osmótica (má-absorção).
  2. Secretória.
  3. Inflamatória.
  4. Motora.
  5. Mista.
  6. Mole.
  7. Aguada.
  8. Com torções.
  9. Sem torções.

Conheça os subtipos da Diarreia:

  • Diarreia comum: provoca somente fezes soltas e de aspecto líquido, tem maior frequência nas crianças. Geralmente, está associada a uma combinação de estresse, remédios e alimentos; como o excesso de gorduras, cafeína, mudança do tipo de água ingerida ou ansiedade atípica.
  • Diarreia infecciosa: também atinge mais as crianças, acompanhada por febre, perda de energia e de apetite; normalmente é causada por viroses e bactérias. Se não tratada corretamente, seus sintomas podem persistir por até 1 semana.
  • Amebíase: tem como principais sintomas uma leve dor de estômago acompanhada de flatulência, febre, prisão de ventre, debilidade física e fezes líquidas com manchas de sangue. É causada por um protozoário que invade o sistema gastrintestinal através de água ou comida contaminada; como é uma infecção típica dos trópicos, manifesta-se em maioria nos habitantes das regiões de clima temperado.
  • Giardíase: causada pelo protozoário giárdia, os sintomas variam de uma simples dor estomacal até a diarreia persistente ou pela presença de fezes pastosas. Em outros casos, pode aparecer desconforto abdominal, eructação (arroto), dor de cabeça e fadiga. A giárdia espalha-se no aparelho digestivo através da ingestão de água e alimentos contaminados. E, ainda, pode ser transmitida por relações sexuais ou por excrementos.
  • Intolerância à lactose: algumas pessoas não conseguem digerir a lactose (tipo de açúcar encontrado no leite e seus derivados) porque não produzem a enzima chamada lactase. Os sintomas costumam ser diarreia, prisão de ventre, desarranjos estomacais e gases.

Como prevenir? É transmissível?

É possível tomar algumas medidas e cuidados para prevenir doenças que provocam a diarreia, veja:

  • Antibióticos: quando a diarreia está associada a antibióticos, sua prevenção poderá ser com o uso de suplementos que tenham bactérias benéficas em sua composição.
  • Iogurtes: com culturas vivas ou ativas (lactobacilos, por exemplo) são excelentes fontes dessas bactérias benéficas e ajudam a evitar a diarreia.
  • Lavar as mãos com frequência, principalmente após ir ao banheiro e antes de comer.
  • Usar álcool em gel para desinfetar as mãos com frequência.

Ao viajar, você pode ter também alguns cuidados extras como:

  • Beber somente água mineral e não usar gelo, a menos que ele seja feito com água mineral.
  • Beber muito líquido. Como a água não repõe a perda de sódio e potássio, aconselha-se suprir essa necessidade com soro caseiro ou outros líquidos que contenham tais substâncias.
  • Evitar vegetais não cozidos ou frutas com casca.
  • Evitar frutos do mar crus ou carne mal passada.
  • Evitar consumir lacticínios, principalmente se tiver intolerância à lactose.
  • Evitar café, leite, sucos de frutas e álcool desidratante poderoso -, em excesso.
  • Evitar alimentos muito temperados ou com alto teor de gordura (frituras, alguns cortes de carne, embutidos, etc.) até que as fezes voltem ao normal.
  • Não deixar de comer, o jejum agrava o quadro de desidratação, suspendendo o fornecimento dos nutrientes necessários para o organismo reagir.
  • Não faça uso de adoçantes à base de sorbitol.
  • Prefira ingerir arroz, caldos de carne magra, bananas, maçãs e torradas. Esses alimentos dão mais consistência às fezes, a banana, especialmente, é rica em potássio.
  • Suspender a ingestão de alimentos com resíduos: saladas, bagaço de frutas e fibras.

Complicações

Uma das piores complicações da diarreia é a desidratação e geralmente não leva a complicações mais graves. Alguns sinais de que o corpo está desidratado são:

  • Sede excessiva.
  • Diminuição da quantidade de urina (redução de fraldas molhadas em bebês).
  • Boca e pele secas.
  • Olhos encovados.
  • Redução nas lágrimas no choro.
  • Fraqueza.
  • Tontura.
  • Vertigem.

Grupos e fatores de risco

Qualquer pessoa pode apresentar diarreia. Contudo, alguns comportamentos podem contribuir para o aparecimento dela:

  • Consumo exacerbado de álcool e cafeína.
  • Ingestão de água e alimentos contaminados com fezes humanas ou de animais.
  • Viajar para países que não tenham bom saneamento de água.
  • Fumar.

Estima-se que cerca de 70% dos casos de diarreia infecciosa são virais e aproximadamente 30% bacterianas. Uma pequena porcentagem pode vir de parasitas. Compartilhe este artigo para que mais pessoas saibam acerca dos riscos da Diarreia e possam se prevenir!

Referências
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/diarreia
http://drauziovarella.com.br/letras/d/diarreia/
http://www.criasaude.com.br/N2415/doencas/diarreia.html
http://www.floratil.com.br/sobre-o-piriri/#o-que-e

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