Corrimento Marrom (claro, escuro): na gravidez, o que pode ser?

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O que é corrimento marrom?

O corrimento marrom, também chamado de fluxo de sangue vaginal amarronzado, pode significar uma liberação de sangue antigo pelas vias genitais. É frequente para algumas gestantes, no início da gravidez.

Em algumas condições, quando acompanhado de sintomas como dores, coceira, vermelhidão e mau odor, se torna preocupante, pois pode significar indício de alguma doença.

O corrimento em si contém uma quantidade pequena de sangue coagulado, que se junta à secreção vaginal e se torna dessa cor. Pode ser causado por restos de menstruação, traumas, corpo estranho, infecção, implantação do embrião no útero nos primeiros dias da gravidez, atrofia vaginal, gravidez ectópica ou algum tipo de câncer ginecológico.

Corrimento marrom claro e escuro

O corrimento marrom pode se manifestar por diversas causas. Outra variação é a intensidade da sua cor, pois em algumas mulheres apresenta um tom mais claro e em outras um tom escuro.

Quando se trata do marrom escuro, normalmente, está relacionado pela quantidade de sangue em sua composição, o que pode indicar feridas no colo do útero, nas tubas uterinas, paredes vaginais ou ser resquício de menstruação.

O corrimento marrom claro, no entanto, está mais associado à implantação do óvulo no útero, o que provoca um sangramento mais leve. Esse tipo também pode estar associado a uma irritação provocada, por exemplo, pelo uso de sabonete íntimo em excesso, o que provoca um desequilíbrio no pH vaginal.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações?

  1. O que é corrimento marrom?
  2. Corrimento vaginal normal
  3. O que é pH vaginal?
  4. Qual a diferença entre corrimento e secreção de muco?
  5. Causas do corrimento marrom
  6. Sintomas
  7. Corrimento marrom é sinal de gravidez?
  8. Corrimento marrom na menstruação
  9. Corrimento marrom na menopausa
  10. Corrimento marrom com o uso de anticoncepcional
  11. Quando procurar um médico?
  12. Como é feito o diagnóstico?
  13. Corrimento marrom tem cura?
  14. Tratamentos
  15. Convivendo
  16. Prognóstico
  17. Como prevenir
  18. Perguntas frequentes

Corrimento vaginal normal

O corrimento vaginal, também conhecido como corrimento vaginal fisiológico, é algo natural em quase todas as mulheres com idade reprodutiva.  Ele é formado por uma combinação de bactérias naturais da flora vaginal, secreção de muco e células mortas da vagina.

O volume desse corrimento pode variar de acordo com alguns fatores, tais como gravidez, maior produção hormonal, ciclo menstrual, ovulação, desequilíbrio no pH vaginal e uso de anticoncepcionais a base de estrogênio.

Esse tipo de corrimento, normalmente, apresenta volume de 1mL a 4mL diariamente, sem odor ou odor suave.

A aparência desse corrimento pode variar, mas normalmente está entre espesso, elástico ou aquoso, de cor transparente ou branca.

Desempenha o papel de lubrificante vaginal, mantém a região úmida e limpa, impedindo o surgimento de infecções.

Quando o corrimento marrom é normal?

O corrimento marrom é normal em algumas situações, como após a menstruação, contato íntimo ou diante de alguma irritação das paredes vaginais.

Antes de ficar assustada com o corrimento, confira em quais situações ele pode ser considerado normal:

  • Após contato íntimo durante gestação;
  • Nos primeiros dias após a menstruação;
  • Quando a mulher apresenta alguma alteração hormonal;
  • Mudança de anticoncepcional;
  • Medicamentos hormonais, como medicamentos para tireoide.

Quando o corrimento marrom acontece por um período maior de 3 dias, pode ser sinal de que há algum problema, como infecções vaginais. Contudo, nesses casos, o corrimento marrom não acontece isoladamente, outros sintomas como coceira, dores e mau odor o acompanham.

O que é o pH vaginal?

É muito comum ouvirmos falar sobre o pH vaginal quando o assunto é saúde íntima. Esse termo está quase sempre presente em comerciais ou rótulos de produtos íntimos, mas porque ele é tão importante?

A sigla pH significa potencial hidrogeniônico. Representa uma escala que mede a acidez de um determinado meio. No caso do pH vaginal, a escala mede a acidez da região vaginal.

A escala varia de 0 a 14, sendo 7 igual a neutro, de 0 a 7 considerado ácido e de 7 a 14 classificado como alcalinas ou básicas.

A região vaginal possui pH entre 3,8 e 4,5 normalmente, o que se encaixa na escala de acidez.

Esses números funcionam como uma espécie de termômetro da saúde vaginal. É natural a presença de algumas bactérias e fungos na região, que não causam danos a saúde da mulher. Eles produzem ácido láctico que ajudam a reduzir o valor do pH.

Por ter esse índice mais ácido, quando está regulado, o pH não permite que outras bactérias sobrevivam, impedindo infecções e irritação.

Vários fatores externos podem interferir no processo natural da vagina em manter sua acidez, como uso de medicamentos, abafamento, falta de higiene adequada, roupas muito justas e suor.

O uso de antibióticos, por exemplo, pode acabar tanto com as bactérias saudáveis para a região vaginal quanto com as nocivas.

Para manter o pH vaginal dentro da escala ideal, recomenda-se o uso de sabonetes íntimos que ajudam a mantê-lo ácido, pois são menos agressivos à pele e às mucosas. Além disso, o uso de roupas mais largas e de algodão também são indicadas, pois ajudam na ventilação.

Durante o período menstrual, cuidados básicos como a troca regular do absorvente também ajudam a manter a região íntima saudável.

Qual a diferença entre corrimento e secreção de muco?

A secreção do muco é um nome utilizado para se referir aos corrimentos que são normais em um organismo saudável. O muco genital representa o período de ovulação da mulher e acontece uma vez ao mês.

O corrimento, quando acontece, é em uma coloração diferente do muco genital, o que pode indicar que o fluído está contaminado pela presença de outras bactérias.

A palavra corrimento é mais utilizada quando se trata de um sintoma proveniente de uma infecção ou outras doenças.

No entanto, isso não significa que todo corrimento é sinal de alguma doença. Por isso, o ideal é identificar se há a presença de outros sintomas e se a duração ultrapassou o que é considerado normal e procurar ajuda médica.

Causas do corrimento marrom

Várias condições podem provocar o corrimento marrom. As causas mais comuns envolvem a presença de vaginites, infecção provocada por bactérias e fungos. Também acontece por alergia a substâncias, como espermicidas, ou presença de um corpo estranho, o que é mais raro.

Algumas condições consideradas raras que podem provocar o corrimento marrom são:

  • Infecção pelo HPV;
  • Infecção pelo verme oxiurus;
  • Herpes;
  • Alergia ao sêmen;
  • Corpo estranho, como absorvente interno ou camisinha “perdida”.

Conheça alguma das causas mais comuns:

Vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana é uma das principais causas do corrimento vaginal. Ele é provocado pela proliferação anormal das bactérias naturais da região vaginal.

Uma das bactérias recorrentes em casos de vaginose bacteriana é a Gardnerella vaginalis.  Sua proliferação, além de causar corrimento, provoca um cheiro forte e bem desagradável.

Cisto no ovário

O cisto no ovário é uma alteração benigna que pode acontecer em mulheres de diferentes idades. Se assemelha a uma espécie de bolsa ou saco, podendo apresentar interior sólido ou cheio de líquido. Normalmente, esses cistos aparecem na superfície ou dentro do ovário.

Ainda que seja uma lesão não considerada grave, pois muitas vezes desaparecem espontaneamente, o cisto no ovário pode provocar sintomas como menstruação irregular, fortes cólicas e dores durante relação sexual. O corrimento marrom pode acontecer por consequência.

Doença inflamatória pélvica

A doença inflamatória  pélvica, como o próprio nome sugere, é uma inflamação que ocorre nos órgãos reprodutores femininos.

Uma das causas para essa doença é a propagação de bactérias sexualmente transmissíveis da vagina para o útero, ovário e tubas uterinas.

Pode manifestar, além do corrimento marrom, febre, dor pélvica, forte odor vaginal e sensibilidade durante movimento cervical. Para o tratamento dessa doença, o uso de antibióticos pode ser recomendado.

Tricomoníase

A tricomoníase é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) causada pela presença do protozoário Trichomonas vaginalis.

Os principais sintomas dessa doença, nas mulheres, são o corrimento (marrom e amarelado ou amarelo-esverdeado), o odor forte, a vermelhidão genital, coceira, dor durante relações sexuais, dificuldade para urinar e outros.

Gravidez ectópica

Essa é uma gravidez que acontece no lugar errado, digamos assim. O certo é que o óvulo seja fertilizado no útero, na gravidez ectópica, normalmente o óvulo se aloja na tuba uterina.

Nesses casos, o que acontece normalmente é um aborto espontâneo, pois as tubas uterinas não possuem nutrientes e espaço suficiente para o embrião se desenvolver. Por isso, ele acaba morrendo e o organismo o expulsa.

Alguns dos sintomas da gravidez ectópica incluem dores pélvicas, dores durante relações sexuais, dores abdominais e sangramentos, como o corrimento marrom, por exemplo.

Irritação do colo do útero

A irritação do colo do útero, ou cervicite, é uma condição considerada comum. Acontece, principalmente, por uma contaminação por DST, como herpes, clamídia e gonorreia.

Também pode ocorrer em mulheres durante o período pós-parto ou estar relacionado ao uso contínuo de pílulas anticoncepcionais, o que, nesse caso, pode ser diagnosticado como uma cervicite crônica.

Os sintomas da irritação do colo do útero também incluem dores durante ato sexual, sangramentos, corrimento,  dores e febre.

Vaginite atrófica

Vaginite atrófica, também chamado de atrofia vaginal, é uma doença em que a falta de estrogênio provoca um ressecamento e afinamento da mucosa vaginal.

Essa atrofia pode levar a uma inflamação e provocar o corrimento. Normalmente, a vaginite atrófica acontece após a menopausa.

Alergia

O uso de alguns produtos pode desencadear o surgimento do corrimento marrom. Algumas mulheres, por alergia ao lubrificante da camisinha, espermicidas, sabonetes íntimos, perfumes e outros agentes, acabam tendo como resposta a alergia esse sintoma.

Síndrome dos ovários policísticos

A síndrome dos ovários policísticos é uma condição muito próxima ao cisto no ovário, tendo como principal diferença o tamanho e o número de cistos.

A causa dessa doença ainda é pouco conhecida, mas as hipóteses incluem uma combinação de fatores ambientes e genéticos.

Além de provocar menstruação irregular e corrimento, pacientes com ovários policísticos podem apresentar excesso de pelos no rosto, seios e abdômen, acne e obesidade.

Câncer do colo útero

O câncer do colo do útero ou câncer cervical é uma doença provocada pela presença de um tumor maligno. Os dois tipos mais frequentes de tumor maligno no colo do útero estão relacionados à infecção pelo HPV.

Na fase inicial, o câncer no colo do útero é assintomático. Os sintomas, quando surgem posteriormente, incluem sangramento vaginal após relações sexuais, sangramento entre os intervalos de uma menstruação para outra, após a menopausa e o corrimento marrom com mau cheiro.

Ao que a doença avança, os sintomas podem incluir hemorragias, obstrução intestinal e das vias urinárias, dores abdominal e lombar, presença de massa palpável no colo do útero, perda de peso e apetite

Sintomas

O corrimento marrom, em si, já se trata de um sintoma. Ele pode significar a presença de várias doenças ou ainda ser considerado uma resposta normal do nosso organismo a algumas condições específicas.

Veja quais sintomas que, junto ao corrimento marrom, indicam que ele não é algo normal:

  • Coceira;
  • Odor forte e ruim;
  • Dores abdominais;
  • Ardência;
  • Vermelhidão;
  • Quando o corrimento marrom acontece após relação sexual;
  • Febre;
  • Dor pélvica.

Corrimento marrom é sinal de gravidez?

Algumas mulheres, dentro das primeiras 12 semanas de gestação, podem sofrer com um corrimento marrom. Ele é, nesses casos, um sangramento semelhante à menstruação. Um dos motivos para que isso aconteça é pela implantação do embrião na parede uterina, processo também conhecido como nidação.

Normalmente, a nidação é caracterizada por um sangramento mais claro que o corrimento marrom, podendo ser mais próximo de um rosado. O fluxo também é bem inferior ao fluxo menstrual e a duração é de poucos dias.

Durante a gestação, a vagina pode ficar mais sensível e por isso ter sangramentos durante relações sexuais ou durante exames ginecológicos. O risco de infecções também é maior nesse período.

Os sangramentos ou corrimentos durante a gravidez, mesmo quando considerados comuns, não devem ser omitidos ou menosprezados. É aconselhado a orientação de um ginecologista, em todos os casos.

No período de puerpério, após o parto, é possível que a mulher sofra com um corrimento chamado lóquio. Ele pode ser similar ao corrimento marrom ou ter outras variações de cor.

Ele acontece por consequência de perda de sangue, tecidos do interior do útero e muco. Diante da presença do lóquio, converse com o médico ginecologista ou obstetra como proceder.

O tempo de duração do lóquio varia de mulher para mulher, mas a média é de 3 a 6 semanas.

Corrimento marrom na menstruação

O corrimento marrom pode estar presente durante o ciclo menstrual, mas normalmente ocorre após ou antes da menstruação de fato.

É o resultado  de “restos de menstruação” que a mucosa uterina não conseguiu eliminar totalmente.

Em algumas pessoas, esse corrimento pode acontecer durante as primeiras menstruações, ainda na adolescência.

Não é considerado grave, pois é a eliminação de sangue coagulado e tecido. Pode ter duração de 3 dias.

Corrimento marrom na menopausa

A menopausa também pode provocar o corrimento marrom, ainda que não seja tão comum. Quando acontece, está relacionado a diminuição na produção de hormônios presentes no período menstrual.

A ausência de alguns tipos de hormônios pode ressecar a mucosa e provocar uma irritação na área genital, causando coceira em alguns casos.

Corrimento marrom com uso de anticoncepcional

O corrimento marrom quando acontece por consequência do uso de anticoncepcional pode significar sinal de sangramento de escape.

Esse tipo de sangramento pode acontecer durante o início do uso da pílula anticoncepcional, ainda nas primeiras cartelas, pois o organismo ainda está em fase de adaptação a todos os hormônios extras que está recebendo.

A recomendação é de que se procure orientação médica se o corrimento acontecer por mais de 3 dias.

O corrimento também pode acontecer devido ao uso desregulado do anticoncepcional.

Quando procurar um médico?

Em algumas situações o corrimento marrom não é considerado grave, mas é importante saber quando esse sintoma deve ser motivo de ida ao médico.

Se o corrimento não tiver relação com o ciclo menstrual, com o uso de pílulas do dia seguinte ou anticoncepcional e, ainda, persistir por mais de 3 dias, é um alerta para procurar ajuda médica.

Na gravidez, momento em que o corrimento marrom pode ser comum e não significar risco para a saúde do bebê e da mãe, também é um sinal de que é preciso procurar um médico, nem que seja apenas para tirar a dúvida e não ter preocupação.

Além disso, quando o corrimento marrom vem acompanhado de outros sintomas como cólicas, coceira e odor forte também significa que é hora de voltar ao ginecologista.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do corrimento vaginal marrom é feito através de exames clínicos realizados pelo médico ginecologista.

Durante a consulta, o médico poderá avaliar através do relato da paciente, da análise dos sintomas e com exames complementares qual a causa do corrimento.

É possível que o médico entenda a necessidade de colher uma amostra do corrimento para avaliar o pH vaginal, através de uma investigação microscópica e cultura.

Tem cura?

O corrimento marrom é considerado um sintoma e sua cura depende da causa, diagnóstico e tratamento específico.

Tratamentos

O tratamento do corrimento marrom depende do que causou esse sintoma. Cada causa possui um tratamento diferente.

O uso de antifúngicos ou antibióticos pode ser recomendado para infecções, ou cremes de estrogênio para vaginite atrófica.

Não existe um tratamento que possa solucionar o corrimento marrom por diferentes causas, somente o médico poderá dizer qual será o melhor a ser feito.

Convivendo

O corrimento marrom não é uma condição em que o paciente tenha que se acostumar a conviver. Em algumas circunstâncias ele é considerado normal, mas quando ocorre com frequência pode ser um alerta de que há  algum outro problema de saúde.

A principal posição que as mulheres devem ter em relação a esse sintoma é de não sentirem vergonha ou esconderem do médico ginecologista, pois é comum que o corrimento marrom aconteça.

Prognóstico

O corrimento vaginal, marrom ou de outra coloração, é uma das razões mais comuns que levam a mulher a uma consulta ginecológica, tendo como causa mais frequente a vaginose bacteriana, candidíase e tricomoníase. Essas três doenças somam 90% das secreções vaginais consideradas anormais.

A maioria das doenças que provocam o corrimento marrom apresentam tratamento e cura. Portanto, o que torna esse sintoma preocupante, em alguns casos, é a demora por um diagnóstico e início do tratamento.

Como prevenir

Algumas mudanças simples na rotina são suficientes para evitar o corrimento vaginal marrom.

Exames preventivos

Uma das melhores formas de prevenir o corrimento marrom é manter uma rotina saudável de consulta ao ginecologista. Com exames regulares e seguindo as orientações do médico ginecologista, as chances desse sintoma se manifestar por causa de uma doença são menores.

Uso de roupas íntimas de algodão

Uma das recomendações mais comuns de ginecologistas é de que as mulheres façam o uso de calcinha de algodão, para manter a região íntima mais seca do que quando se tem o uso habitual de calcinhas com outros materiais.

Evitar calças e shorts apertados

Assim como o uso de roupas íntimas de algodão, evitar calças e shorts apertados também ajudam a evitar o corrimento. Dessa forma, a região não fica abafada pela pressão das roupas, o que melhora a transpiração e evita a proliferação de microorganismos que podem provocar infecções.

Evitar duchas íntimas

Não é saudável o uso de duchas íntimas. A higienização da região íntima da mulher deve ser feita diariamente, mas com a limpeza da região externa da vagina durante o banho.

Perguntas frequentes

É normal corrimento marrom após relação sexual?

Não, o corrimento marrom não deve ser considerado normal nessa situação. Esse sintoma está relacionado a vários doenças. O ideal é que se procure um médico para investigar a causa.

É normal corrimento marrom quando se trata de uma gestação mais avançada?

Depende. Durante a gravidez, a parede vaginal pode estar mais sensível. Por esse motivo, podem acontecer pequenos sangramentos, como, por exemplo, após se ter relações sexuais.

No caso do corrimento marrom, especificamente, pode ser causado por resquícios de sangue do útero. Não é considerado grave nesses casos.

Contudo, a gestante deve atentar-se ao volume de sangue, a presença de dores, coceira e mau cheiro. Esses sintomas sim podem indicar outra doença mais grave.

É normal corrimento marrom com mau odor?

Não, o mau cheiro não é considerado normal. Além do desconforto, pode ser indício de que a mulher está com uma infecção, como a tricomoníase e a vaginose.

Os preservativos podem provocar corrimento marrom?

Sim, o látex presente nas camisinhas pode provocar alergia em algumas mulheres e, como consequência, ter seu pH vaginal desregulado. Dessa forma, as chances de proliferação bacteriana aumentam e a possibilidade de ocorrer uma vaginose bacteriana também.

Essa infecção pode provocar o corrimento marrom. Diante dessa situação, a mulher deve procurar aconselhamento médico de um ginecologista. O abandono do uso de preservativos não deve ser feito sem a substituição de outro preservativo ou método anticoncepcional, para prevenir doenças sexualmente transmissíveis ou uma gravidez indesejada.

O que pode ser corrimento marrom acompanhado de cólicas?

O corrimento marrom acompanhado de cólicas pode significar coisas diferentes em cada paciente.

Em alguns casos, pode ser indício de gravidez, uma vez que a nidação pode provocar cólicas e o corrimento marrom.

Esses dois sintomas também podem indicar que a menstruação está próxima. Pode também acontecer após o fim do ciclo menstrual, sem representar riscos à saúde da mulher. Contudo, somente o ginecologista poderá dizer se é comum ou não.

Com qual frequência devo ir ao ginecologista?

A periodicidade recomendada para as idas ao ginecologistas são de uma vez ao ano, para toda mulher que já teve ou tem vida sexual.

Nessa consulta de rotina, deve ser feita uma avaliação clínica que inclua exame de toque, exame pélvico e coleta de material para o exame Papanicolau.


O corrimento vaginal é algo comum, mas dependendo da sua coloração e de outros sintomas que acompanham, pode significar um alerta para a saúde.

Neste artigo discutimos o que significa o corrimento marrom em cada uma de suas possíveis causas e como não há motivos para ter vergonha de falar sobre o assunto. Você já teve esse sintoma em alguma das condições? Fique à vontade para deixar seu comentário. Obrigada pela leitura!

Referências

https://www.mdsaude.com/2011/03/corrimento-vaginal-vaginite.html
http://sbmfc.org.br/media/NHG%2048%20Corrimento%20vaginal.pdf
https://www.healthline.com/health/womens-health/why-is-my-period-brown
Camargo, K., Alves, R., Baylão, L., Ribeiro, A., Araujo, N., Tavares, S., & Santos, S. (2015). Secreção vaginal anormal: Sensibilidade, especificidade e concordância entre o diagnóstico clínico e citológico. Revista Brasileira De Ginecologia E Obstetrícia, 37(5), 222-228. doi: 10.1590/so100-720320150005183

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