O que é sarcoma de Kaposi?

O sarcoma de Kaposi é um tumor raro que acomete o tecido dos vasos sanguíneos e linfáticos. Causado pelo vírus HHV 8, é mais comum em pessoas com sistema imunológico reprimido.

Embora raro, o sarcoma de Kaposi se tornou mais visível na comunidade médica na década de 1980, com a pandemia do HIV, em especial nos pacientes com a doença em seu último estágio (AIDS).

Mesmo que seja pouco fatal, a mortalidade é alta entre os pacientes com o sistema imunológico comprometido. No entanto, os tratamentos disponíveis nos dias de hoje podem ajudar esses pacientes a levar uma vida plena.

O principal sintoma é o aparecimento de manchas na pele, de coloração vermelha ou violeta, que podem se limitar a uma só área ou se espalhar pelo corpo inteiro. De fato, elas podem acometer até mesmo os órgãos internos.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é sarcoma de Kaposi?
  2. Causas
  3. Tipos
  4. Grupos de risco
  5. Sintomas
  6. Como é feito o diagnóstico do sarcoma de Kaposi?
  7. Como é o tratamento?
  8. Medicamentos para sarcoma de Kaposi
  9. Prognóstico
  10. Convivendo
  11. Complicações
  12. Como prevenir o sarcoma de Kaposi?

Causas

O sarcoma de Kaposi é causado pela infecção pelo vírus HHV 8 (ou HVSK), da família do Herpesvírus. No entanto, não precisa se preocupar: esse vírus não tem qualquer relação — fora pertencer à mesma família — com os vírus HHV 1 e HHV 2, causadores da herpes labial e herpes genital.

Embora seja clara a relação do vírus com a doença, apenas a infecção não é o bastante para que o tumor se desenvolva. De fato, apenas 0,03% das pessoas infectadas chegam a desenvolver sarcoma de Kaposi. Isso porque o sistema imunológico de uma pessoa saudável é forte o suficiente para manter o vírus controlado, o que não ocorre em pessoas que utilizam medicamentos imunossupressores e portadores do HIV.

Transmissão do HHV 8

Não se sabe, ainda hoje, como se dá a transmissão do HHV 8. No entanto, vários casos apontam para o contato sexual e o contato com a saliva contaminada como as principais vias para infecção pelo vírus.

Tipos

O sarcoma de Kaposi pode ser classificado em 4 tipos, de acordo com sua origem e causa:

Sarcoma de Kaposi clássico

Esse tipo ocorre em pessoas idosas e não está relacionado a imunossupressão. Trata-se de um tumor raro, que acomete mais frequentemente etnias ligadas aos povos do oriente médio e mediterrâneo.

Sarcoma de Kaposi africano (endêmico)

A versão africana da doença leva esse nome por ser mais comum em pessoas da África equatorial. Assim como o clássico, não está ligado a imunossupressão. No entanto, esse tipo é mais agressivo e ataca preferencialmente jovens e crianças.

Sarcoma de Kaposi epidêmico

Associado ao HIV, esse tipo se tornou mais comum após a explosão da AIDS na década de 1980. É 15 vezes mais comum em homens do que em mulheres, em especial os homossexuais.

Não se sabe o porquê, mas a doença costuma atingir mais homens homossexuais soropositivos do que homens que adquirem a doença por meio de transfusão de sangue, uso de drogas injetáveis ou por relações sexuais com mulheres.

Sarcoma de Kaposi induzido por imunossupressores

Também conhecido como sarcoma de Kaposi pós-transplante, esse tipo se dá pelo uso de medicamentos imunossupressores. Tais medicamentos enfraquecem o sistema imunológico, sendo muito úteis em doenças autoimunes e em casos de transplante de órgão. Por conta dessa supressão, o organismo não consegue mais lutar contra o vírus, o que leva ao desenvolvimento da doença.

Grupos de risco

Por se tratar de uma doença que se manifesta em condições muito específicas, os grupos de risco são:

  • Homens: aA doença é 15 vezes mais comum em homens do que em mulheres;
  • Soropositivos: por conta do enfraquecimento do sistema imunológico que a doença causa, pacientes soropositivos são mais acometidos;
  • Homossexuais: não se sabe exatamente o porquê, mas os soropositivos homossexuais são os mais acometidos pelo sarcoma de Kaposi;
  • Portadores de doenças autoimunes e pessoas que precisaram de transplante de órgãos: essas duas condições implicam no uso de medicamentos imunossupressores, aumentando as chances do vírus se manifestar;
  • Idosos: por conta do sistema imunológico mais enfraquecido, efeito comum da terceira idade;
  • Pessoas de certas etnias: os povos do oriente médio, mar Mediterrâneo e África são os mais acometidos pela doença.

Sintomas

Na forma clássica da doença, os sintomas evoluem de maneira bastante lenta. Muitos pacientes não morrem por causa do tumor em si, conseguindo conviver bem com ele até a morte por outros motivos.

Já na forma relacionada à AIDS, os sintomas são bem mais agressivos e a doença evolui rapidamente. No entanto, por conta dos tratamentos anti-retrovirais disponíveis, o sarcoma de Kaposi não é mais tão agressivo quanto nas décadas passadas.

Na maioria das vezes, o tumor causa apenas sintomas cutâneos. No entanto, dependendo da extensão da doença, pode chegar a alguns órgãos internos, principalmente no trato respiratório e gastrointestinal. Outros órgãos que podem ser acometidos são linfonodos, ossos, pâncreas, testículos, fígado, coração e músculos.

Os principais sintomas do sarcoma de Kaposi são:

Na pele

Aparecimento de lesões cutâneas que variam entre vermelho, violeta e marrom, em formato de manchas ou até mesmo nódulos em alto relevo. Essas lesões acometem principalmente o rosto, membros inferiores (pernas e pés), mucosa oral e genitais.

Tais lesões podem se abrir e sangrar facilmente, além de poder causar ulcerações no local. Em outros casos, elas crescem tanto que passam a pressionar as estruturas próximas, especialmente quando há acometimento dos órgãos internos, provocando dor.

Por conta da retenção de líquido, pode haver inchaço dos membros inferiores.

Nos órgãos

Pulmão

  • Tosse com sangue ou escarro;
  • Falta de ar;
  • Dor no tórax.

Trato gastrointestinal

  • Sangramento nas fezes;
  • Obstrução intestinal (constipação);
  • Diarreia;
  • Dor abdominal.

Como é feito o diagnóstico do sarcoma de Kaposi?

O médico mais indicado para diagnosticar o tumor é o oncologista, especialidade que diagnostica e trata o câncer. O diagnóstico do sarcoma de Kaposi envolve diversos exames que podem indicar tanto a presença da doença quanto a sua extensão. Entenda:

Histórico médico

Caso haja suspeita, o médico poderá perguntar sobre o histórico médico do paciente e situações nas quais ele pode ter sido exposto ao vírus HHV 8, como durante atividade sexual, transfusão de sangue, entre outros.

Exame físico

No exame físico, o médico irá buscar atentamente os sinais do sarcoma. Ele deve procurar pelas lesões típicas da doença em locais como pernas, rosto, dentro da boca e até mesmo no reto (porção do intestino grosso que fica logo na saída para o ânus).

Biópsia

Ao suspeitar de sarcoma de Kaposi, o médico deve pedir uma biópsia das lesões cutâneas. Essas lesões costumam conter células cancerosas, vasos sanguíneos novos e células sanguíneas como glóbulos brancos e vermelhos.

Raio-X do tórax

A fim de detectar se o sarcoma atingiu os órgãos torácicos (pulmão, coração etc.), o médico pode solicitar um raio-X, exame que utiliza a radioatividade para criar imagens dos órgãos internos do corpo.

Broncoscopia

A broncoscopia é um exame que permite avaliar toda a parte superior do trato respiratório, como a traqueia e os brônquios principais.

Utilizando um endoscópio — aparelho fino e comprido com uma microcâmera na ponta, que permite a entrada por vários canais do corpo humano —, o médico irá procurar por lesões parecidas com as da pele pelo sistema respiratório.

Sangue oculto nas fezes

Caso haja suspeita de que o sarcoma atingiu o intestino, o médico pode pedir um exame de sangue oculto. Nesse exame, o paciente deve seguir uma dieta específica durante alguns dias e, depois, coletar uma amostra de fezes.

Essa amostra é enviada para o laboratório, onde um biomédico será capaz de detectar se há sangue nos dejetos.

Endoscopia digestiva alta

Na endoscopia digestiva alta, o médico utiliza um endoscópio para verificar se há lesões no esôfago, canal que leva o alimento da boca até o estômago.

Colonoscopia

A colonoscopia é um exame parecido com a endoscopia digestiva alta, mas vai pelo outro lado: o endoscópio entra pelo ânus e percorre todo o intestino grosso, a procura de lesões.

No geral, antes de uma colonoscopia, o paciente deve fazer uma dieta especial por alguns dias e depois fazer uma limpeza intestinal com medicamentos laxativos.

Endoscopia capsular

Como o intestino delgado é muito comprido e possui muitas curvas, o endoscópio tradicional não é capaz de passar por ali. Por isso, o médico pode sugerir uma endoscopia capsular, que não é exatamente uma endoscopia, mas tem a mesma função.

Neste exame, o paciente engole uma cápsula que contém uma pequena luz e câmera. Essa cápsula irá passar por todo o canal digestivo, tirando fotos do intestino delgado. As imagens são enviadas para um pequeno aparelho que o paciente leva consigo, que depois é conectado a um computador no qual as imagens são baixadas para serem analisadas.

No final do processo (que dura mais ou menos 8 horas), a cápsula é descartada juntamente com as fezes.

Enteroscopia de duplo balão

A enteroscopia de duplo balão é um exame do intestino delgado que é bem parecido com uma endoscopia, porém se utiliza de outros recursos para melhorar a visualização.

Nesse exame, o endoscópio é mais fino e comprido, sendo revestido por um tubo um pouco maior. Nas pontas, tanto do endoscópio quanto do tubo, há balões infláveis de látex. Quando o aparelho penetra o intestino delgado, ele vai até uma porção e infla-se o balão da ponta do endoscópio.

Em seguida, o tubo desliza para a região da ponta do endoscópio e o balão do tubo também é inflado. Assim, o balão da ponta do endoscópio é esvaziado e o aparelho pode seguir seu caminho. Esse processo ocorre cerca de 12 vezes durante o trajeto e serve para que o intestino se movimente e fique de uma maneira que facilite a passagem.

Num geral, esse exame costuma durar mais de 1 hora e pode ser feito tanto por via oral, como na endoscopia digestiva alta, quanto anal, como na colonoscopia.

Como é o tratamento?

O tratamento do sarcoma de Kaposi pode ser tanto local, no caso de poucas lesões, quando sistêmico. Para isso, os médicos que serão responsáveis pelos planos de tratamento são o dermatologista, oncologista e, no caso de sarcoma por AIDS, um infectologista.

Vale lembrar que alguns tipos de tratamento não impedem que novas lesões apareçam, pois são tratamentos apenas locais. Para impedir ou desacelerar o curso da doença, o tratamento é feito, preferencialmente, com quimio e radioterapia.

Algumas alternativas de tratamento são:

Tratamento tópico

Utilizando retinóides tópicos, pode-se tratar lesões locais sem muitos problemas. Esse tratamento é mais usado em casos de poucas lesões e ajuda muito na autoestima do paciente, que fica abalada pelo desconforto estético que elas causam.

Aplicando a medicação tópica diversas vezes ao dia, as lesões costumam diminuir e até mesmo desaparecer em poucos meses. No entanto, os efeitos colaterais incluem irritação cutânea e despigmentação.

Crioterapia

A crioterapia consiste no congelamento das lesões, o que mata as células e faz com que elas acabem caindo. É uma forma rápida de se livrar das manchas, mas não é muito útil em lesões mais profundas e pode deixar a pele esbranquiçada após o tratamento.

Excisão cirúrgica

Outro método a ser usado em lesões locais é a excisão cirúrgica, que consiste na retirada do tumor com uma faca cirúrgica. Utiliza-se anestesia local e, após o procedimento, é feito um pequeno ponto no local. O tratamento deixa uma pequena cicatriz onde costumava existir o tumor.

Curetagem

Na curetagem, o tumor é removido por meio de uma raspagem. Depois, utiliza-se eletrodo para destruir as células cancerosas restantes.

Terapia fotodinâmica

Nesse tipo de terapia, um medicamento especial é aplicado na pele. Esse medicamento é atraído pelas células cancerosas, se acumulando ali. No entanto, ele é sensível a certos tipos de luz. Após alguns dias, o paciente volta ao consultório e recebe um tratamento com as luzes que são capazes de matar as células.

O problema dessa terapia é que a pele costuma ficar sensível ao sol durante um tempo, por isso é importante tomar os devidos cuidados, como o uso de protetor solar todos os dias.

Radioterapia

A radioterapia utiliza feixes de radiação (raios-X ou prótons) para matar as células cancerosas. Costuma ser acompanhada de quimioterapia, mas pode ser realizada sozinha.

No caso do sarcoma de Kaposi, o tipo de radiação mais usado é chamado de eletronterapia, na qual os elétrons são usados. Isso porque esse tipo de tratamento não vai além da pele, evitando efeitos colaterais e danos em tecidos que estão saudáveis.

Já lesões na boca ou na garganta são preferencialmente tratadas com a radiação dos fótons, outro tipo de partícula que penetra mais fundo nos tecidos e, portanto, é mais agressiva que os elétrons.

A sessão de radioterapia se parece com tirar um raio-X: o paciente fica deitado em uma maca enquanto uma máquina grande se move ao seu redor. Essa máquina é programada para direcionar os feixes radioativos em pontos específicos, como as lesões cutâneas.

Em geral, os pacientes costumam fazer 1 sessão por semana, que não dura mais do que apenas alguns minutos. De fato, o tempo de preparação para a sessão é mais demorado do que ela em si.

Alguns efeitos colaterais da radioterapia são: mudanças na pele, fadiga, náusea e vômitos. Também pode haver diminuição de algumas células sanguíneas, o que pode resultar em anemia e baixa na imunidade.

Quimioterapia

A quimioterapia é um método de tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células cancerosas. Trata-se de um método de tratamento sistêmico, pois os medicamentos são distribuídos por todo o corpo, afetando também as células saudáveis. Mas não se preocupe: elas não são destruídas.

Os medicamentos usados no tratamento do sarcoma de Kaposi fazem parte de um grupo chamado antraciclinas lipossomais. Esse tipo de medicamento é melhor absorvido pelas células cancerosas, causando sua destruição sem ter tantos efeitos colaterais.

Embora a maior parte dos pacientes tenham uma melhora significativa com a quimioterapia, o sarcoma não costuma ser curado apenas com o tratamento. Quando os sintomas são atenuados ou entram em remissão, o paciente pode interromper a quimioterapia. No entanto, se eles voltarem, é necessário retomar o tratamento.

Em pacientes com AIDS

No caso dos pacientes com AIDS, a quimioterapia pode ser dificultada porque esses medicamentos também causam o enfraquecimento do sistema imunológico, expondo o paciente a maiores riscos.

Por isso, a quimioterapia não deve ser dada a um paciente infectado com HIV sem que ele esteja tomando, também, medicamentos antirretrovirais. Quando a quimioterapia consegue controlar o sarcoma, o tratamento pode ser interrompido e mantido apenas com os antirretrovirais, que devem manter a infecção do HHV 8 controlada.

Imunoterapia

Como o nome diz, esse tipo de tratamento utiliza o próprio sistema imunológico para destruir as células cancerosas. Isso pode ser feito tanto por medicamentos que imitam as células de defesa naturais do corpo quanto por drogas que dificultam o crescimento de vírus e estimulam a produção de antígenos contra os mesmos.

Os maiores problemas desse tipo de tratamento é que ele ainda está sendo estudado e seus efeitos colaterais podem ser bem prejudiciais à saúde. Além disso, grande parte dos pacientes não responde ou demoram muito para responder ao tratamento.

Medicamentos para sarcoma de Kaposi

Medicamentos tópicos

  • Alitretinoin;

Medicamentos intralesionais

Quimioterapia

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Prognóstico

A notícia de ser um portador de câncer nunca é boa, especialmente porque muitos tipos de câncer costumam voltar (reincidir). É o caso do sarcoma de Kaposi.

Geralmente, o tratamento não é capaz de curar a condição como um todo. Por isso, ela pode ocorrer novamente várias vezes, e a retomada ao tratamento se faz necessária. No entanto, mortes por sarcoma de Kaposi são muito raras, porque não é um tipo muito agressivo de câncer.

No entanto, para pessoas com HIV ou que tomam medicamentos imunossupressores, o tumor pode se desenvolver rapidamente e levar à morte em pouco tempo. Isso acontece mais quando o tratamento não é seguido adequadamente, visto que existem vários tratamentos eficazes disponíveis hoje em dia.

Em geral, mesmo com reincidências, a maior parte dos portadores do sarcoma de Kaposi consegue viver muitos anos com o tumor e morrem por outros motivos, como idade ou outras doenças crônicas que surgem com ela.

Convivendo

Ter o diagnóstico de sarcoma de Kaposi é o mesmo que viver na incerteza, pois mesmo após o tratamento completo, ele pode simplesmente voltar, tornando-se uma doença crônica. Por isso, aqui vão algumas dicas para conviver com esses sentimentos e condições:

Adaptações na rotina

Como o tratamento do sarcoma de Kaposi é demorado e muitas vezes demanda que você fique horas no hospital, algumas adaptações deverão ser feitas na sua rotina. Isso significa que será preciso incluir tempo para o tratamento nos planos daquela viagem que você quer tanto fazer nas férias.

Informe-se

Leia todos os materiais disponíveis sobre a sua condição, esteja sempre atualizado a respeito dos estudos clínicos e do desenvolvimento de novos tratamento para o sarcoma. Você poderia até mesmo participar de um estudo clínico promissor! Quem sabe?

Expresse suas emoções

Muitas vezes, as emoções são grandes demais para ficarem presas aí dentro. Conversar com os amigos e familiares sobre o que está sentido é bom, porque deixa tudo isso sair pra fora. Existem estudos que mostram que as pessoas conseguem deixar as emoções negativas irem embora se elas simplesmente as expressam ao invés de censurá-las.

Caso você sinta que o câncer está te fazendo sentir muitas coisas negativas, procure um profissional da saúde mental, como um psiquiatra ou psicólogo.

Esteja no aqui e no agora

O futuro é incerto para todo mundo, mas é ainda pior para quem tem um tumor crônico. Saber que ele pode voltar a qualquer momento é desesperador, mas é preciso sempre lembrar que vivemos no presente, não no futuro.

Por isso, não planeje as coisas pensando no que pode ser futuramente, mas sim no que é agora. Caso alguma coisa aconteça, sempre há a possibilidade de mudar os planos.

Focar no aqui e no agora é o melhor que você pode fazer para cuidar da sua saúde mental em condições como essa. Por isso, nunca se esqueça de quem você é, onde você está, e tenha sempre em mente que, independente de qualquer coisa, sua vida é sua, não do câncer.

Tire um tempo para fazer o que gosta

Se você gosta de jogar golfe, procure um campo e vá jogar no próximo final de semana. Sem desculpas, apenas faça! É muito difícil ficar em casa sabendo que sua doença pode te debilitar a qualquer momento, e essa atitude não vai te levar a lugar algum. Então, aproveite para fazer aquilo que gosta agora.

Não se sinta egoísta se precisar cancelar um jantar com a família no final de semana para fazer algum programa que ama. Embora os familiares sejam importantes, mais importante ainda é você aproveitar as coisas que deseja enquanto pode.

Tenha uma atitude positiva

Pensamentos positivos são o que faz o mundo girar! Mesmo que não haja cura para o seu problema, ainda existem muitas coisas no mundo que podem te trazer boas sensações e recordações. Vá atrás disso!

Nem sempre é possível pensar positivo, todo mundo tem os seus momentos ruins e não há como esperar que você não tenha. Se você sentir vontade, chore, desabafe. Não se force a ser feliz quando as coisas vão mal, mas busque sempre olhar o lado positivo.

Hábitos saudáveis

Cultivar hábitos saudáveis como uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos pode ajudar no processo de melhora e convivência com o sarcoma. Isso porque cuidar do próprio corpo promove mais energia e até mesmo sentimentos positivos, que colaboram com um olhar positivo no dia a dia.

Além disso, esses hábitos também ajudam a fortalecer o sistema imunológico, o que pode ser bem benéfico para pessoas com sarcoma de Kaposi epidêmico, visto que ajuda a controlar o vírus e impedir infecções por outros microrganismos.

Antes de fazer exercícios, no entanto, busque conversar com os médicos que cuidam do seu tumor. Só eles poderão dizer quais os tipos de exercícios mais indicados para você.

Cuidados posteriores

Mesmo após o tratamento e em estado de remissão, lembre-se sempre de continuar visitando seus médicos para um check-up. Desse jeito, você saberá logo no início caso o câncer tenha voltado, além de receber o tratamento mais rapidamente, o que aumenta as chances de remissão.

Grupos de suporte

Para algumas pessoas, participar de grupos de suporte faz bastante diferença. Estar junto de pessoas que entendem a sua condição pode aliviar um pouco a dor de ter um tumor recorrente.

Amigos e familiares podem se beneficiar nesses ambientes também: diversos grupos são focados nas pessoas que vivem em torno de alguém com tumor, pois são pessoas que também sofrem muito, que vivem com o medo da perda de alguém amado.

Complicações

Como qualquer tumor, há um risco de metástase associado, no qual as células cancerosas se multiplicam demasiadamente e atingem outros órgãos, fazendo com que estes também produzam células cancerosas.

No entanto, isso acontece muito raramente e quase nunca é fatal. Os indivíduos mais propensos às complicações são aqueles infectados por HIV ou que tomam imunossupressores.

Como prevenir o sarcoma de Kaposi?

Não existe uma maneira definitiva de prevenir o sarcoma de Kaposi, pois não se sabe claramente como o vírus HHV 8 é transmitido. No entanto, é recomendável sempre usar preservativos (camisinha) durante o ato sexual, independente da sua orientação, para evitar a transmissão do vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Pessoas que usam drogas injetáveis devem procurar uma reabilitação. Quem já foi infectado com o vírus HIV deve aderir ao tratamento antirretroviral adequadamente, pois é justamente ele que impede a manifestação da doença caso a pessoa esteja infectada com o HHV 8.


Mesmo sendo bastante raro, o sarcoma de Kaposi está aí e pode trazer diversas consequências para a saúde do paciente. Compartilhe este texto para que mais pessoas tenham mais consciência a respeito desse tumor!

Se tiver qualquer dúvida, pode perguntar que iremos responder com prazer!

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16 comentários

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  1. Nossa gente, são tantas doenças no mundo! Eu nem conhecia essa, mais o seu artigo é ótimo! Obrigada pelas informações…

  2. Eu to fazendo o tratamento de sarcoma de kaposi e sinto que as manchas estão desaparecendo. Antes de iniciar com o tratamento passei muito mal, pois nao tinha apetite.

    1. Sergito como posso lhe contactar também estou a passar por mesma situação preciso da sua experiência

      1. Meque, tem alguma forma de eu entrar em contato com vc? Também preciso saber… descobri hoje que tenho. Como foi seu tratamento?

  3. Agora sinto-me aliviado após ler esse conteúdo!
    Parabéns
    Estou em fase de tratamento dessa doença.

  4. Eu tive sarcoma de kaposi em 2016. Foi associado ao HIV. Como demorou para ser diagnosticado, e não utilizei os antiretrovirais, acabei desenvolvendo o sarkoma no meu esôfago. Passei por momentos muito difíceis. Fiz quimioterapia e acabei melhorando em alguns meses. O que posso dizer a todos é o seguinte: não esconda a doença das pessoas mais importantes. São elas que te darão o apoio necessário e a força para seguir em frente. Segundo o meu infectologista, eu iria morrer em três meses no máximo, se não tivesse tomado os antiretrovirais e e se não tivesse feito as quimioterapias. Erga a cabeça, pois tudo passa… E nunca se esqueça, tenha fé em Deus, ele sempre está conosco…

  5. Pessoal que está fazendo tratamento. Seria possível mantermos contato para troca de ideias?

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