Mal de Alzheimer: o que é, sintomas, tratamento, causas e mais

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O que é Mal de Alzheimer

Também conhecida por “esclerose” e “caduquice”. A Doença ou Mal de Alzheimer é uma enfermidade incurável, de caráter neurodegenerativo; agravando-se ao longo do tempo, contudo há tratamento.

A maioria de seus pacientes são pessoas idosas. A doença tem início com demência (principal causa) e/ou perda das funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), devido à morte das células cerebrais, o que faz reduzir a capacidade de realizar trabalho, ter relações sociais, interferindo no comportamento e na personalidade.

Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), no Brasil há cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade e 6% destes sofrem de Alzheimer. Nos EUA é a quarta doença que mais mata pessoas idosas entre 75 e 80 anos, perdendo apenas para o infarto, o derrame e o câncer.

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é Mal de Alzheimer
  2. Como identificar? Quais são os sintomas do Mal de Alzheimer?
  3. Qual profissional devo procurar? Qual o diagnóstico?
  4. O que causa o Mal de Alzheimer?
  5. Quais os tipos do Mal de Alzheimer?
  6. A doença de Alzheimer tem cura? Qual é o tratamento?
  7. Como funciona a interdição do paciente com Alzheimer?
  8. Informações úteis
  9. Grupo de risco

Como identificar? Quais são os sintomas do Mal de Alzheimer?

O paciente com Alzheimer começa perdendo as funções intelectuais, reduzindo as capacidades de trabalho, de relação social e os sintomas interferem no comportamento e na personalidade.

Inicialmente, o paciente perde sua memória mais recente, podendo até lembrar com precisão os acontecimentos de anos atrás, mas esquecer de ações simples, como ter acabado de realizar uma refeição. Com a evolução do quadro, a doença causa grande impacto no cotidiano da pessoa e afeta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.

A manutenção do chamado “estado de alerta” é um aspecto fundamental da Doença de Alzheimer, pois o estado de consciência é reduzido. O paciente responde aos estímulos internos e externos, mas pode responder mal ou errado, mesmo estando de “olho aberto”, acompanhando as pessoas e tudo o que acontece à sua volta.

Os sintomas, em geral, são associados ao envelhecimento. E mesmo com uma aparência saudável, os portadores do Mal de Alzheimer precisam de assistência ao longo do dia.

O quadro da doença evolui rapidamente, em média, por um período de cinco a dez anos, fase na qual a maioria dos pacientes chegam a morrer.

Qual profissional devo procurar? Qual o diagnóstico?

O neurologista ou o geriatra (médico de idosos). É preciso cuidado e atenção com os comportamentos e sintomas da pessoa idosa, pois a família, muitas vezes, acaba desconsiderando a doença porque assimila os sintomas à idade avançada da pessoa. Por isto também a dificuldade em fazer o diagnóstico.

Ao notar sintomas do Alzheimer, o próprio portador costuma tentar escondê-los por vergonha. A família precisa estar atenta e, se identificar algo fora do comum, deverá encaminhar o idoso à unidade de saúde mais próxima, mesmo que a unidade não tenha um geriatra ou um neurologista, outro profissional poderá atendê-la.

É preciso diferenciar o esquecimento normal de manifestações mais graves e frequentes, que são sintomas da doença, não é porque a pessoa está mais velha que não vai mais se lembrar do que é importante. Doenças como a hipertensão (que dificulta a oxigenação do cérebro), também podem ocasionar a falta de memória e demais sintomas de demências. Ainda, o hipotireoidismo pode provocar demências, para as quais há tratamento.

O que causa o Mal de Alzheimer?

Suas causas ainda são desconhecidas, mas algumas lesões cerebrais características desta doença são conhecidas, deixando fortes marcas no paciente. As duas principais alterações que se apresentam são: as placas senis, decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida; e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau.

Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

Estudos recentes têm demonstrado que estas alterações cerebrais já estariam instaladas antes do aparecimento de sintomas demenciais. Por isso, quando aparecem as manifestações clínicas que permitem o estabelecimento do diagnóstico, entende-se que a fase demencial da doença já esteja iniciada.

As perdas neuronais não acontecem de maneira homogênea, as áreas comuns mais atingidas são as de células nervosas (neurônios), responsáveis pela memória e pelas funções executivas que envolvem planejamento e execução de funções complexas. Posteriormente, outras áreas tendem a ser atingidas, ampliando as perdas.

Estudos dos mais variados indicam que a influência genética pode representar de 1 a 5% dos casos da doença; há relações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. Estudos apontam alguns aspectos como fatores importantes para o desenvolvimento da doença, são eles:

  • Aspectos ambientais: exposição/intoxicação por alumínio e manganês.
  • Aspectos infecciosos: infecções cerebrais e da medula espinhal.
  • Aspectos neuroquímicos: diminuição de substâncias através das quais se transmite o impulso nervoso entre os neurônios, tais como a acetilcolina e noradrenalina.

Quais os tipos do Mal de Alzheimer?

Esta doença pode ser classificada em dois tipos:

Início tardio

Refere-se aos casos nos quais as pessoas manifestam os sintomas com 65 anos ou mais de idade, sendo os casos mais frequentes.

Os riscos parecem ser maiores quando o indivíduo têm parentes de primeiro grau, como pai ou mãe que já teve a doença, porém, muitos não chegam a desenvolver, mesmo assim.

Início precoce

Caracteriza-se pelos casos de pessoas que manifestam os primeiros sinais da doença antes dos 65 anos, estando diretamente relacionados a genes que sofreram mutações e que causam alterações em proteínas por eles produzidas, levando as pessoas a apresentarem os sintomas mais cedo.

Esta é uma forma menos comum, porém mais grave, pois sua evolução é mais acelerada. Algumas poucas famílias parecem ter um gene que provoca a doença e que aumenta as chances de passá-la de pais para filhos como é o caso deste tipo de Mal de Alzheimer.

A doença de Alzheimer tem cura? Qual é o tratamento?

Não há cura, mas o tratamento pode auxiliar o paciente a viver melhor. No Brasil, o SUS oferece por meio do Programa de Medicamentos Excepcionais, três medicamentos de tratamento são:

Os medicamentos não impedem a evolução da doença. Os indicados para a demência têm alguma utilidade no estágio inicial, podendo apenas amenizar ou retardar os efeitos do Alzheimer.

Os pacientes do Mal de Alzheimer podem ter tratamentos voltados para o comportamento e também tratamentos específicos, veja:

Comportamento:

Para o controle da confusão, agressividade e depressão (sintomas comuns nos idosos com demência), podem ser administrados remédios calmantes e neurolépticos, como:

Específicos:

Para a melhora da perda de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro, os medicamentos mais indicados são:

Estes medicamentos podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária. Porém, seus efeitos podem ser temporários, porque a Doença de Alzheimer continuará progredindo. Esses remédios possuem efeitos colaterais (principalmente gástricos) que podem inviabilizar o seu uso.

E somente uma parcela dos idosos melhoram efetivamente com o uso dos anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos. O medicamento “Memantina” (Ebix ou Alois), recentemente lançado, atua diferente dos anticolinesterásicos.

Ele é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato. É mais usado na fase intermediária para a avançada do Alzheimer, melhorando, em alguns casos, a dependência do portador para as tarefas do dia a dia.

Outras medicações que podem ser indicadas pelo médico para o tratamento do Mal de Alzheimer são:

  • Alois.
  • Emama.
  • Eranz.
  • Exelon.
  • Memantina.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Como funciona a interdição do paciente com Alzheimer?

O processo de interdição consiste na avaliação do paciente por perito médico, o qual atestará a capacidade de discernimento do indivíduo. O laudo emitido servirá de orientação para o juiz decidir pela intervenção, ou não.

A interdição do paciente de Alzheimer é feita através de processo judicial, sendo necessária a atuação de um advogado. Mas em casos específicos, o Ministério Público poderá atuar, sendo desnecessária a representação por advogado. O paciente também deverá ser levado até a presença do juiz (se houver possibilidade) para que este possa conhecê-lo.

O representante do interditado (no caso, o doente de Alzheimer), chamado de curador, é nomeado pelo juiz, e passará a exercer todos os atos da vida civil do paciente interditado; administrando os bens, assinando documentos, e tudo o que se relacione à vida cidadã do enfermo.

O paciente inválido por causa da doença de Alzheimer receberá acréscimo de 25% ao valor de sua aposentadoria quando precisar de assistência permanente de alguém.

Informações úteis

Em 2002, o Ministério da Saúde publicou a portaria que instituiu no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) o Programa de Assistência aos Portadores da Doença de Alzheimer. Este programa funciona por meio dos Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, responsáveis pelo diagnóstico, tratamento, acompanhamento dos pacientes e orientação aos familiares e atendentes dos portadores de Alzheimer.

Atualmente, existem 26 Centros de Referência já cadastrados no Brasil. O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, vem investindo na capacitação de profissionais do SUS para atendimento aos idosos.

O envelhecimento da população brasileira é um fenômeno recente, pois, até os anos 50, a expectativa de vida da população era de aproximadamente 40 anos, observa. Atualmente a esperança de vida da população é de 71 anos de idade, lembra a coordenadora.

Estimativas do Ministério da Saúde indicam que 73% das pessoas com mais de 60 anos dependem exclusivamente do SUS. O atendimento aos pacientes que sofrem do Mal de Alzheimer acontece não só nos Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, mas também nas unidades ambulatoriais de saúde.

Grupo de risco

Pessoas idosas de 60 a 80 anos

Contudo, esta é uma condição que ninguém pode mudar, mas ela é, indiscutivelmente, o mais reconhecido fator de risco.

Embora a prevalência do Mal de Alzheimer aumente com a idade, isto não é uma condição normal da velhice. Ela é apenas uma doença que se aproveita do envelhecimento, mas não faz parte dele, pois muitas pessoas bastante idosas não a desenvolvem.

Pode ser normal para os idosos apresentarem sutis declínios em suas habilidades intelectuais, porém, não chega a afetar a sua capacidade de bom funcionamento no dia a dia.

Sexo feminino

Acomete mais as mulheres do que o homem (uma relação de 3 para 2), uma explicação pode ser porque as mulheres vivem mais.

Nível acadêmico

Outros estudos apontam que o baixo nível educacional e pessoas analfabetas (com pouca aprendizagem ao longo da vida) parecem ser mais predispostas a desenvolverem o Alzheimer.

Pessoas com atividade intelectual intensa parecem fazer mais sinapses (comunicação entre as células), o que pode fazer com que os sintomas demorem mais para aparecer. Melhor educação pode refletir numa maior capacidade cognitiva e de reserva cerebral, que pode adiar a manifestação clínica da doença.

Traumatismo cranioencefálico

Fraturas de crânio (osso que reveste o cérebro) e lesões no encéfalo especialmente quando há perda de consciência podem aumentar o risco para o Alzheimer. Os pugilistas (praticante de boxe) são profissionais que parecem possuir predisposição maior à Doença de Alzheimer por estes motivos.

Existem algumas práticas que merecem ser incorporadas na rotina do dia a dia mesmo não sendo possível prevenir o Alzheimer em 100%, indivíduos que mantém constante aprendizado, socialmente e fisicamente ativos, usufruindo de lazer periódico, que evitam beber em excesso e não fumam, têm controle do peso dentro dos padrões do IMC (índice de massa corpórea), também que fazem regularmente acompanhamento médico e exames preventivos e procuram ter uma boa noite de sono, são as mais propensas a controlarem o surgimento de doenças, condições ou complicações, preservando mais a saúde física e mental na velhice.


O nome desta doença refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrevê-la, em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como as características da doença.

Referências

http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/o-que-e-alzheimer
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/alzheimer
http://www.institutoalzheimerbrasil.org.br/demencias-Instituto_Alzheimer_Brasil/9/doenca_de_alzheimer
https://www.abcdasaude.com.br/neurologia/doenca-de-alzheimer

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26 Comentários

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  1. È muito estranho que só apareçam pessoas com mais de 65 anos portadora de alzhaimer. Eu tenho 54 anos e ao fazer um exame de imagem,apareceram pontos pretos na área branca do meu cérebro e algumas fata de ligações dos neurônios. Eu passei a esquecer algumas coisas depois de operar o coração. Hoje fui diagnosticada pelo neurologista com o alzhaimer. estou tomando VICOG 5mg 3x por dia. será que ainda vivo uns 10 anos sem demenciar?

  2. gostei muito desta matéria sobre alzheimer , minha mãe tem , vou usar a diga da música para ajudar-lá , está doente é terrível , eu pensava que só eu passava por isto, agradeço por tirar as minhas dúvidas

  3. Minha avó tem 84 anos e foi diagnosticada com Alzheimer esta semana.
    Porém, ela é cega e esta também com efisema pulmonar, se recusa a parar de fumar, esta ficando agressiva, quase não dorme a noite .. gostaria de algumas dicas para lidarmos com a situação.

  4. Acompanho diariamente minha mãe com esse problema e também sofro muito. Leio matérias, novidades e descobertas sobre o caso. Torço que logo apareça um novo medicamento ou alternativa para tratamento. Algumas medicações se mostraram promissoras em ratos, mas ainda não foram liberadas em humanos.

  5. Estamos lidando com esta situação em nossa família, minha mãe hoje com 73 anos ainda não foi diagnosticada e faz tratamento com Geriatra, toma antidepressivo e risperidona que a deixa menos agitada, todos os sintomas são bem parecidos com relatos acima. Fico muito triste e sofro em saber que esta doença progride com tanta rapidez, mas graças a Deus ainda a temos conosco e com muitos momentos de lucidez.

  6. Oi! Adorei o post! Minha mãe tem desde dos 76 anos. Hoje, com 84 anos, está passando muito mal após a segunda convulsão provocada, segundo os médicos, pela doença. Está cada dia mais debilitada. Há 10 anos vem piorando cada dia mais da perda da fala, andar e até conseguir comer. Nem sei mais o q fazer. Hoje meu irmão foi com ela para o hospital com a respiração muito ofegante.

  7. Parabéns pela matéria muito bem colocada, minha 2 avó teve e agora meu pai com 75 anos está começando com a doença, já perdeu muito peso e está ficando bem debilitado, já passou pelo geriatra que contatou a doença mas até agora estamos esperando o exame do Crânio para começar o tratamento pelo sus, mas a cada dia fica pior, vê várias pessoas em casa e reclama muito do dor no corpo, está sofrendo muito, será que as dores no copo são devido a doença?

    • Olá Alessandra!

      Existem diversos sintomas que podem estar associados a doença de Alzheimer. Porém, somente um médico é capaz de fornecer um diagnóstico preciso. É importante que na próxima consulta você relate tudo o que sua avó está sentindo ao médico.

  8. Muito triste essa doença. Descobri em minha mãe aos 79 devido a uma mudança no comportamento dela – eu fui entrega um copo com água e ela foi muito lenta ao receber, na mesa semana levei-a ao médico que constatou o problema e desde de então ela toma Epez 5g, porém depois de algum tempo tenho notado ela muito stressada, e ultimamente ela não quer mais comer, perdeu quase 15 quilos mas ainda está muito lúcida, faz quase que diariamente palavras cruzadas, parou a caminhada por está muito fraca e agora apresentou quadro de insônia. Tentamos por nós mesmos fazê-la comer, mas não tem jeito, é praticamente impossível, assim vamos leva-la a um novo geriatra. Vejo a partir lentamente e isso dói infinitamente.

  9. Minha vó tinha essa doença a mais ou menos uns 8 anos, nunca foi diagnosticada antes pq os médicos diziam apenas que era mal da idade , até que ela teve uma infecção pulmonar e teve que ser internada.No Hospital ela não entendia o q acontecia muito menos respondia as perguntas do médico então ele disse:ela tem alzheimer e aí foram só complicaçoes, a infecçao nao cessou, foi pra uti, o rins parou, fez 3 hemodialise e faleceu.Segundo os médicos a infecçao e a parada renal foi em decorrência do Alzheimer.Ela morreu dia 31 desse mês com 94 anos.

    Agora eu pergunto: Alzheimer causa infecçao pulmonar?

    • Olá, Renata.

      Sentimos muito pela sua avó. 🙁

      O mal de Alzheimer em si não causa infecção pulmonar. É uma doença neurodegenerativa somente. Contudo, devido a soma de fatores como a idade avançada e a dificuldade de comunicação causada pela doença, que pode fazer com que o paciente não consiga dizer se está com frio ou com calor, por exemplo, os portadores da doença estão mais susceptíveis à infecções pulmonares do que o resto da população.

  10. Estão de parabéns com matéria não sabíamos e com essa informação iremos tomar mais cuidado a nossa mãe que sofre com essa doença

  11. Meu nome é Henedino! Moro em Uberaba MG. Tenho 73 anos e já sinto que ando meio esquecido. Esqueço ciosa corriqueiras do dia a dia. andei lendo estas orientações. Confesso, estou começando a ficar assustado. Será que devo mesmo assustar???.
    Ha eu escrevi um livro e o tema central da minha historio é o Mal de Alzheimer.
    Curioso não.

    • Olá Henedino,

      As dificuldades com a memória em situações corriqueiras podem ser sintoma de outros problemas, incluindo o estresse. Ter problemas para lembrar algumas coisas é normal e acontece com todo mundo. Sugiro que consulte um médico para tirar todas as dúvidas, mas talvez ainda não seja a hora de se preocupar.

  12. Meu pai esta co essa doença~, esta na fase de ficar agressivo, teimoso e querer briga.
    Chora e diz que quer morrer.
    Muito triste.

  13. o que fazer quando uma pessoa que tem alzheimer não quer comer eu estou preocupada pois eu cuido da minha mãe e ela tem alzheime ja parou de andar e agora quase não fala a gente nunca sabe o que ela quer e agora a gente vai tratar dela ela não quer abrir a boca o que devo fazer

    • Olá Maria,

      Quando a doença avança tanto, não é raro que seja necessário uma cirurgia de gastrostomia, que permite que o alimento vá diretamente para o estômago ao invés de precisar ser mastigado e engolido. Converse com o médico sobre essa possibilidade.

  14. SOU CUIDADORA E CUIDO DE UMA PESSOA COM ESSE MAL TENTO O MAXIMO ATIVAR A MEMORIA DELA COM ATIVIDADES TIPO DANÇA PINTURA ATIVIDADES DOMESTICA CAMINHADA GOSTARIA DE MAIS ALGUMAS DICAS SE POSSIVEL.

    • Olá, Mara, tudo bem?

      Que bom que você está fazendo o possível para ajudar essa pessoa a se manter ativa! Isso é muito importante para dar qualidade de vida à pessoa que sofre com o mal.

      Uma dica bastante interessante é o uso de musicoterapia! Isso não precisa ser feito necessariamente através de um profissional. Você pode fazer em casa mesmo. É só escolher algumas músicas e botar a pessoa para ouvir! Fácil, não? O que você pode fazer para que essa atividade seja ainda mais interessante é colocar músicas que essa pessoa costumava ouvir bastante antes da doença começar a progredir. A música ativa memórias e faz o cérebro “reascender”. Por ser tão prática, fácil de ser posta a prova e acessível, tem-se usado a musicoterapia cada vez mais para ajudar a trazer mais qualidade de vida para pacientes que sofrem com o mal de Alzheimer.

      Tente praticar a musicoterapia e conte para nós como foi!

  15. Gostei muito desta matéria, pois, com 83 anos de idade, estou com um principio desta doença, mas estou tendo os cuidados recomendados pela neurologista que me assiste, procurando exercer minhas atividades na empresa (Construtora) de forma quase normal, reduzindo um pouco minhas horas de trabalho, dedicadas à parte administrativa, elaborando contratos, correspondências, assinatura de documentos, etc. Tenho consciência que preciso continuar trabalhando para ter uma vida mais saudável.
    Parabéns pela excelente matéria publicada.

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