Daniele (Minuto Saudável)
03/02/2019 08:00

Conheça ingredientes perigosos de cosméticos e seus riscos à saúde

Todos os dias utilizamos produtos, como shampoos, perfumes, cremes para corpo, protetor solar ou maquiagens. Mas, às vezes, na correria do cotidiano não paramos para analisar do que eles são feitos.

Muitos utilizam ingredientes que podem ser considerados tóxicos, causando reações alérgicas ou expondo o organismo a doenças.

Apesar de haver uma regulamentação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determina os parâmetros seguros do uso de cada substância, os debates ainda são grandes sobre a real garantia desses limites.

Além disso, há marcas e empresas que não cumprem as determinações, o que expõe ainda mais os consumidores aos riscos.

Por isso, selecionamos alguns dos ingredientes mais comuns nos cosméticos para você ficar de olho nos produtos que utiliza e cuidar melhor de sua saúde. Confira!

Parabenos

O parabeno é um substância utilizada como conservante nos cosméticos, evitando o crescimento de bactérias e fungos na composição dos produtos.

A Anvisa estabelece que, dentro da quantidade determinada, os parabenos não representam riscos à saúde. Porém, pesquisas mostram que o componente tem potencial para provocar alergias e envelhecimento precoce da pele.

Além disso, apesar de pouco conhecida a metabolização da substância, há indícios que os parabenos possam afetar os hormônios, incidindo em maiores riscos de câncer de mama e problemas de fertilidade.

Nos rótulos, o parabeno pode ser localizado pelo termo paraben ou com outros nomes terminados com o termo, como: ethylparaben, methylparaben, butylparaben.

E não é difícil encontrá-lo. Basta olhar a embalagem de alguns produtos como protetor solar, shampoos, desodorantes, hidratantes e cremes dentais.

MEA-DEA-TEA

Mea, dea, tea são as iniciais dos compostos monoetanolamina (MEA), dietanolamina (DEA) e trietanolamina (TEA). Responsáveis por produzir as espumas nos produtos cosméticos, esses compostos dão origem a nitratos e nitrosaminas, considerados cancerígenos.

Testes demonstraram que essas substâncias afetam rins, fígado e sangue sendo prejudiciais à saúde.

Nos rótulos, é possível procurar os componentes pelos nomes em inglês diethanolamine, monoethanolamine e triethanolamine. Em geral, são comuns em sabonetes, shampoos e sais de banho.

Alumínio

Este metal é comum de ser encontrado em antitranspirantes, responsável por deixar as axilas secas ao impedir o suor.

Porém, há possibilidades do alumínio ter relação com o câncer de mama. Isso porque estudos identificaram a altas concentrações da substâncias no tecido mamário das pacientes, sobretudo na região próxima às axilas.

Além disso, o alumínio é um gerador de radicais livres, que provocam o envelhecimento acelerado da pele e rugas, além de problemas de pele que são associados ao contato com o alumínio as irritações, manchas e casos de infertilidade.

Triclosan

É um composto químico utilizado como conservante em produtos cosméticos, como loções corporais, desodorantes, cremes dentais e sabonetes.

No ano de 2017 seu uso foi banido nos EUA pela Food and Drug Administration (FDA), pela alegação de que o uso prolongado pode causar resistência às bactérias e alterações hormonais.

No entanto, no Brasil a substância continua sendo utilizada com um limite de 0,30% pela Anvisa, mesmo havendo indícios de que a substância possa se acumular no corpo e cause alergias e alterações endócrinas.

Nos rótulos dos produtos é possível localizar o triclosan pelos termos 2,4,4′-trichloro-2′-hydroxy diphenyl ether, triclosan e 5-chloro-2- (2,4-dichlorophenoxy) – phenol.

Acetato de tocoferol

É um composto químico utilizado em uma variedade de cosméticos e que é, muitas vezes, anunciado como vitamina E. No entanto, vale destacar de ela é a versão artificial do nutriente — a natural é chamada apenas de tocoferol.

A versão sintética da vitamina E pode causar alergia, queimação, descamação e formação de bolhas na pele.

O composto pode ser localizado nos rótulos pelo nome tocopheryl acetate, sendo comum encontrá-lo em sombras para olhos, blush, pó, base e hidratantes.

Amônia

A amônia é um composto químico bastante utilizado em tratamentos para o cabelo, como tinturas, pós descolorantes e compostos para alisamento.

Esse composto pode causar irritação na pele, olhos e, se for inalada, acaba provocando sensação de asfixia e queimação das vias aéreas.

Formol

Atualmente, o uso do formol como alisante é proibido pela Anvisa.

A legislação permite que a substância seja adicionada aos cosméticos apenas durante a fabricação, na quantidade de 0,2% em cosméticos para cabelos e 5% para unhas (o que funciona apenas como um conservante).

No entanto, não é difícil encontrar marcas que ultrapassam esse limite e, também, salões que usam o produto para agir no alisamento de escova progressivas, por exemplo.

Quando inalado, pode causar queimaduras nas vias respiratórias, irritação nos olhos e na pele, além de ter potencial cancerígeno.

Pode ser encontrado nas embalagens por outros nomes, como: ácido glioxílico, óxido de metileno e aldeído fórmico.

Sulfato de sódio

O sulfato de sódio é um tipo de detergente utilizado em produtos cosméticos para ações de limpeza, como sabões, shampoos, sabonetes, produtos esfoliantes, demaquilantes e tinturas de cabelo.

No contato com a pele, ele pode gerar alergias, coceira no couro cabeludo ou ardência nos olhos.

Já houve rumores que o sulfato poderia ser cancerígeno, mas a Anvisa publicou um parecer técnico afirmando que até hoje não foi encontrada relação com atividade carcinogênica (capaz de estimular o câncer).

Mas em longo prazo, o uso de cosméticos com o sulfato de sódio pode provocar dermatites (inflamação na pele), irritação aos olhos e mucosas, além de haver possível relação com casos de câncer devido à contaminação pelo solvente 1,4-dioxano.

Nos rótulos dos produtos o sulfato de sódio pode ser identificado por sodium lauryl sulphate ou SLS.

Derivados do petróleo

O petróleo é utilizado como ingrediente nos cosméticos por ser um material barato e por sua versatilidade, sendo usado em diferentes tipos de produtos.

Os derivados mais comuns são o óleo de vaselina, petrolato e óleo mineral.

Estes derivados do petróleo fazem mal à saúde, pois criam uma camada capaz de obstruir os poros, que acaba impedindo a pele ou cabelo (dependendo do produto) de respirar.

E não é só isso, esses derivados podem estar contaminados de impurezas que causam câncer.

Nos rótulos é possível identificar os derivados de petróleo pelos nomes Petroleum, Petrolatum, Mineral Oil. São comuns na composição de cremes, óleos corporais e algumas maquiagens.

Propilenoglicol

O propilenoglicol é um tipo de álcool diol, sendo um dos ingredientes que entram em contato profundo na pele humana.

A substância tem potencial sensibilizante, ou seja, pode causar alergias e irritações, como dermatite de contato, urticária de contato e irritação subjetiva (formigamento ou dor na pele sem lesões aparentes).

Nos rótulos é possível identificar o propilenoglicol por propylene glycol. Seu uso é comum  na composição de esfoliantes, shampoos e gel de banho.

Tolueno

O tolueno é um solvente utilizado nos esmaltes de unha, que permite uma aplicação eficaz e adesão do verniz à unha. Estudos associam a grande exposição à substância a danos ao sistema nervoso central, coração, respiração e sistema reprodutivo.

Quando inalada, ela é rapidamente conduzida aos pulmões e à corrente sanguínea prejudicando o bem-estar e podendo causar imediatamente irritação das vias respiratórias e dores de cabeça, além dos danos ao organismo.

Nos rótulos é facilmente encontrado por toluene.

Fragrâncias

Um perfume é feito por três componentes, a essência ou óleo essencial, diluente e o fixador.

Muitos dos cosméticos utilizam fragrâncias feitas com óleos sintéticos, que derivam do petróleo. Por isso, podem causar alergias, alterações nos hormônios, enxaqueca e até um elemento possivelmente cancerígeno.

Alguns fabricantes não descrevem o tipo da essência utilizada e apenas colocam nos rótulos perfum ou parfum.

Chumbo

O chumbo é um metal pesado que se acumula no sistema circulatório e pode prejudicar a saúde, causando anemia, intoxicação, disfunção renal e queimaduras, além de ser possivelmente cancerígeno.

Este metal é tão forte que consegue contaminar o bebê durante a gestação, sendo enviado por meio corrente sanguínea da mãe.

A Anvisa regulamentou que a quantidade de chumbo nos produtos deve ser menor que 0,6% nas tinturas capilares e menor que 20ppm em outros cosméticos, como os batons — produtos que frequentemente apresentam o componente na formulação.

Apesar de algumas embalagens dizerem não conter chumbo, nos rótulos é possível encontrar o metal por outros termos, como PABA ou ácido aminobenzóico, algumas vezes com porcentagem maior do que o recomendado.


Com tantos ingredientes que podem prejudicar a pele e a saúde, é necessário estar de olho nos rótulos. Procure escolher os que não contenham estes ingredientes em sua composição ou em menor quantidade possível.

Compartilhe esse artigo com seus amigos e familiares, para que eles saibam dos ingredientes usados nos cosméticos que podem afetar a sua saúde!

Fontes consultadas

01/02/2019 10:20

Daniele (Minuto Saudável)

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