Eduardo (Minuto Saudável)
28/01/2019 11:10

Exame de sangue pode indicar riscos de Alzheimer 16 anos antes

Um novo estudo, publicado na revista periódica Nature Medicine, revelou que um simples exame de sangue pode prever os sintomas da doença de Alzheimer cerca de 16 anos antes do seu aparecimento.

Através do exame, é possível verificar o nível de uma proteína chamada, em inglês, de NLC.

Ela está presente nos neurônios e, quando começam a ocorrer danos cerebrais, vaza para o líquido cefalorraquidiano (líquido que envolve o cérebro e medula espinhal), em seguida, chega à corrente sanguínea.

Como uma das características do Alzheimer é, justamente, o acúmulo de placas dessa proteína, a identificação precoce dessas taxas, mesmo muitos anos antes, pode ser um sinal de alerta, inclusive para outras doenças neurodegenerativas, que também apresentam concentrações dessa proteína.

Para chegar a essa descoberta, o experimento, com mais de 400 pessoas, dividiu-se em dois tipos de voluntários: aqueles que já tinham caso de Alzheimer na família e tinham uma genética propícia ao desenvolvimento, e aqueles que não tinham tendência observável.

Nos resultados, vistos através de amostras de sangue e imagens cerebrais, a concentração da proteína (neurofilamento NLC) apareceu em níveis altos nas pessoas que apresentavam genética favorável à doença.

Já nos outros participantes, sem fatores de predisposição, o nível continuou baixo.

Os pesquisadores também associam esses altos níveis não só ao Alzheimer, mas também às perdas cerebrais e declínio cognitivo, pois foi observado que quanto maior a taxa de NLC, maior o dano à memória.

Os dois lados do diagnóstico precoce

O exame é um grande avanço na medicina, tendo potencial para ser um método de diagnóstico mais barato e acessível em comparação com os demais utilizados atualmente.

No entanto, identificar a presença da proteína nem sempre significa que a pessoa terá Alzheimer futuramente. Por isso, a detecção pode gerar ansiedade e preocupações desnecessárias.

Ainda assim, ela serve de alerta para que medidas preventivas sejam adotadas, como mudanças alimentares, uma rotina de sono adequada e a prática de atividades físicas.

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O próximo passo é determinar até quanto tempo depois do teste o declínio mental vai acontecer e caminhar em busca de tratamentos mais eficazes, já que a doença ainda não tem cura.


Diversas pesquisas investem na detecção precoce e nos tratamentos para o Alzheimer e os resultados podem trazer esperança para os milhões de pacientes que têm a doença.

Fonte: Nature Medicine

16/04/2019 17:24

Eduardo (Minuto Saudável)

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