Há algum tempo, acreditava-se que nosso cérebro não se alterava depois do indivíduo se tornar adulto, que era uma fórmula imutável, e que lesões neurais seriam permanentes.

Porém, estudos recentes provam o contrário: por mais grave que seja a lesão cerebral, o sistema nervoso mostra como nosso cérebro pode ser adaptável às mudanças!

Nosso cérebro pode ser entendido como uma série de caminhos e passagens que nossas sinapses fazem ao longo do neurônio, e ele está acostumado a fazer certo caminho todo tempo. Entretanto, o ser humano é propenso a mudanças ao longo da vida, a partir do meio em que está inserido.

Para entender melhor, podemos comparar o cérebro com outras partes do corpo. Exercitamos nosso corpo para poder ter um bom condicionamento físico. Com o cérebro, acontece a mesma coisa: podemos treinar nosso cérebro para pensar, agir e refletir sobre o que bem entendemos. Leia esse artigo até o final e saiba como!

O que é neuroplasticidade?

A neuroplasticidade, também conhecida por plasticidade neuronal ou maleabilidade cerebral, é a capacidade de mudança e reorganização dos neurônios de acordo com mudanças ambientais, experimentais, sociais, físicas e lesões mais graves.

O processo contínuo de mudança cerebral, de “reorganização” dos circuitos neurais, e da recepção de novas atitudes ou pensamentos, é o que se chama neuroplasticidade.

A neuroplasticidade não ocorre somente em pessoas com graves lesões neurológicas, esse processo ocorre a todo tempo, em todas as pessoas de todo o mundo! É um processo involuntário do nosso corpo e muito benéfico para nosso dia a dia.

Para poder exemplificar podemos levar em consideração um experimento realizado pelo cientista Pascual-Leone. O experimento consistiu em vendar adultos com visão saudável durante cinco dias. Nesse tempo as pessoas vendadas viveram e agiram como pessoas cegas, lendo braille e realizando atividades de discriminação auditiva.


Depois de realizar uma ressonância magnética, foi observado, pelo cientista, que o córtex visual começou a ser ativado pela audição e tato. O cérebro estava se adaptando!

O resultado prova que mesmo depois de adultos nosso cérebro consegue se adaptar a mudanças (drásticas ou não) e se reorganizar com base nas nossas maiores necessidades.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é Neuroplasticidade?
  2. Como funciona o Sistema Nervoso
  3. Como usamos nosso cérebro
  4. Mitos e verdades sobre a utilização do cérebro
  5. Tipos
  6. Neuroplasticidade e sua utilização na clínica
  7. Estimulação precoce
  8. Quando a Neuroplasticidade entra em ação?
  9. O que são lesões neurais?
  10. Problemas cerebrais têm cura?
  11. Como se dá a Neuroplasticidade?
  12. Neuroplasticidade e aprendizagem
  13. Como eliminar maus hábitos
  14. Os 10 fundamentos da neuroplasticidade

Como funciona o Sistema Nervoso

Para compreender como ocorre a neuroplasticidade, é preciso analisar como o sistema nervoso funciona e suas respectivas partes.

O sistema nervoso é composto por dois conjuntos: o Sistema Nervoso Central (SNC) e o Sistema Nervoso Periférico (SNP).

Sistema Nervoso Central (SNC)

O SNC é constituído pelo cérebro e a medula espinhal, sendo composto por milhões de neurônios.

Neurônios

São as principais células do sistema nervoso, que são responsáveis pela transmissão de estímulos nervosos ou sinapses. Acredita-se que um adulto pode ter cerca de 86 bilhões de neurônios em seu cérebro. Os neurônios são as únicas células do corpo humano que não se multiplicam, mas sofrem alterações para poder suprir as necessidades.

Sinapses

É o meio de comunicação entre os neurônios. Sinapses são a transmissão de impulsos nervosos entre um neurônio e outro. Toda vez que aprendemos algo novo, sentimos algo nunca sentido antes, ou até mesmo ganhamos um novo conhecimento sobre o mundo ou nós mesmos, as sinapses entre os neurônios são fortalecidas.

Sistema Nervoso Periférico (SNP)

O SNP é constituído pelo sistema nervoso fora do cérebro e da medula espinhal, sendo a forma que o SNC entra em contato com o corpo todo.

É por meio do SNP que o SNC pode responder a diversos estímulos, como por exemplo: no momento em que sua mão encosta em algo muito quente, o SNP leva a informação (por meio de sinapses nos neurônios) ao SNC, que vai agir retirando rapidamente sua mão do local. Esse é um processo que ocorre em milésimos de segundos.

Como usamos nosso cérebro

Cada parte do nosso cérebro é responsável por diferentes funções biológicas, como ver, sentir, respirar, ouvir, raciocinar e se movimentar. Em caso de danos em alguma dessas áreas, o cérebro se modifica (aí que entra a neuroplasticidade) para tentar reaver e suprir a necessidade.

Por exemplo: quando assistimos TV, nosso cérebro precisa coordenar a visão, audição, tato e ainda processar todas as informações que você recebe ao assistir.

Mitos e verdades sobre a utilização do cérebro

Muitas pessoas acreditam em alguns mitos ou verdades sobre o uso do cérebro, que são criados pelo senso comum. Vamos verificar alguns deles a seguir:

Posso ser mais lado direito do que lado esquerdo?

Pesquisas afirmam que nosso cérebro é dividido em dois hemisférios: o direito e o esquerdo. O direito é responsável pela parte criativa da pessoa, a intuição e a emoção. Já o lado esquerdo é responsável pelo raciocínio lógico-matemático.

Existem vários testes na internet para ver qual lado do seu cérebro é mais usado. Porém é impossível utilizar somente um lado do cérebro! Nós usamos ele inteiro para fazer contas de matemática, pintar um desenho ou correr.

Podemos verificar o exemplo da neurocientista Mary Helen Immordino-Yang, da Universidade do Sul da Califórnia, que acompanhou dois rapazes que sofreram lesões graves em seus cérebros. Um adolescente argentino chamado Rico e um americano nomeado Brooke (nomes fictícios) perderam metade de seus cérebros.

Rico teve que retirar o lado direito para conter sua epilepsia e Brooke perdeu o lado esquerdo por conta de uma doença autoimune. Depois das respectivas cirurgias, os dois conseguiram recuperar todas as suas capacidades iniciais.

Os jovens, andam, falam, pensam e até fazem contas matemáticas com perfeição. A neuroplasticidade fez com que a parte que não foi retirada se encarregasse pela parte faltando, compensando sua perda e tomando novas responsabilidades. Ao longo do tempo, os axônios – o rabinho que conecta um neurônio ao outro – se esticam para suprir a necessidade de algum neurônio danificado.

Usamos somente 10% do cérebro?

Muita gente acredita que usamos somente 10% do nosso cérebro, dando a entender que a outra parte fica inativa. A ciência já comprovou: é mito. Usamos todo o nosso cérebro, a quase todo momento.

Segundo o senso comum, os 90% do cérebro que fica desligado seria responsável por poderes sobrenaturais, como mover pequenos objetos com o poder da mente, conquistar a pessoa amada com mais facilidade ou até mesmo descobrir como ganhar muito dinheiro. Loucura!

Nosso cérebro está sempre ativo, a todo momento. Mesmo em atividades que parecem ociosas e sem sentido, como dormir, ver TV ou tomar banho, o cérebro está sempre funcionando. Na verdade, para realizar tais atividades, até utilizamos diferentes parte do nosso cérebro!

Dormir me deixa mais bonita?

Quantas vezes já ouvimos pessoas falarem que precisam do seu “sono de beleza”? Saiba que há um fundo de verdade nessa história! Dormir deixa sim as pessoas mais bonitas, mas dormir o dia todo que não vai fazer efeito.

Pesquisas afirmam que, quando dormimos, nosso cérebro organiza as informações que recebemos durante o dia todo. É nesse momento que as células responsáveis pela produção de mielina dobram sua produção, fazendo assim o reparo de danos no cérebro ser mais fácil.

Ao se referir a beleza, existem várias questões envolvidas, como ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e, claro, ter uma boa noite de sono!

Quando não dormimos direito, nosso corpo libera hormônios ligados ao estresse e ficamos mais irritados, o que causa palidez e aumento dos vincos da pele, aumentando também as olheiras. Tudo isso faz com que parecemos abatidos e cansados.

Por isso, é preciso manter uma rotina de sono, alimentação e atividades físicas para nos mantermos bonitos.

Tipos de Neuroplasticidade

Existem 5 tipos de neuroplasticidade: axônica, dendrítica, somática, sináptica e regenerativa. Vamos entender cada um deles:

Plasticidade axônica

Essa é a plasticidade inicial (e a mais fundamental) do desenvolvimento do cérebro. Ocorre entre 0 e 2 anos de idade.

Dentro da plasticidade axônica, existe o período crítico, que consiste no momento em que há mais ação da neuroplasticidade no sistema nervoso central. Ela ocorre em crianças, pois é a fase onde existem mais descobertas sobre a vida, o ambiente e o seu próprio corpo.

Plasticidade dendrítica

Caracterizada pelas alterações de tamanho, comprimento, disposição e densidade das espinhas dendríticas, a plasticidade dendrítica ocorre principalmente nas fases iniciais do desenvolvimento. Espinhas dendríticas são os “fiozinhos” que fazem a conexão e transmissão de informação entre os neurônios.

O axônio é o rabinho do neurônio e os dendritos são os “galhinhos” que ficam tanto na cabeça do neurônio quanto no final do axônio. São eles que recebem e liberam os neurotransmissores, que fazem a real comunicação entre os neurônios, enquanto o resto do neurônio repassa a mensagem de forma elétrica.

Plasticidade somática

Refere-se capacidade de regular a proliferação e a morte das células nervosas. Esta é uma capacidade presente apenas no sistema nervoso do embrião, e não sofre influência do meio externo.

Plasticidade sináptica

Equivale à capacidade das sinapses de se fortalecer ou enfraquecer, em resposta aos estímulos externos e internos.

Plasticidade regenerativa

É a regeneração de axônios afetados. Tem maior ação no sistema nervoso periférico, que é responsável por conectar o sistema nervoso central com outras partes do corpo humano.

Neuroplasticidade e sua utilização na clínica

A função da neuroplasticidade pode ser utilizada em algumas área da saúde, como a fisioterapia e a psicologia.

Nessas áreas, alguns exercícios são feitos para estimular as funções motoras e prevenir futuras perdas de cognição decorrentes de alguma lesão, fazendo com que as funções neuronais mudem e se adaptem. Pode ser utilizada também para induzir, ajudar ou até mudar certos hábitos considerados ruins.

Esses exercícios estimulam as sinapses e promovem um crescimento dos axônios para, assim, aumentar a plasticidade do cérebro. Esse tipo de exercício deve ser iniciado logo após a lesão (caso ocorra), quando o paciente já estiver estável, com atividades mais passivas e, aos poucos, ir aumentando de intensidade.

Em casos sem lesões neurais, como necessidade de mudanças de atitudes, é possível tratar com psicólogos que podem ajudar na readaptação do cérebro para realizar a mudança proposta.

Muitas pessoas subordinam a capacidade doentia da depressão – sim, é uma doença. Quando uma pessoa se encontra em um quadro depressivo, suas sinapses estão acostumadas com pensamentos e sentimentos negativos e mudar isso é trabalhoso.

Não se baseia apenas em “aumentar a autoestima” ou “pensar positivo”, a condição precisa ser tratada com um profissional qualificado e, em alguns casos, com medicação. É um processo que leva tempo, mas com a ajuda correta e a continuidade do tratamento, a mudança pode ocorrer.

Nesses casos, é de fundamental relevância a continuidade do tratamento, pois quanto mais treinado seu cérebro está, mais fixada essa ação pode ficar. Por isso, é importante visitar seu psicólogo ou fisioterapeuta toda semana!

Estimulação precoce

Com o surto de Zika vírus no Brasil, os nascimentos de crianças com microcefalia aumentaram drasticamente.

A microcefalia é uma doença em que a criança nasce com o tamanho do cérebro reduzido, o que prejudica seu desenvolvimento. Bebês com essa doença podem ser diagnosticadas ainda durante a gestação.

Logo que a criança nasce, é necessário que haja uma estimulação em sua neuroplasticidade, para que sequelas futuras possam ser evitadas.

Outra relação pode se dar entre neuroplasticidade e o autismo, que, quando diagnosticado cedo, pode resultar em uma melhora significativa no comportamento da criança se os estímulos certos forem aplicados, pois a neuroplasticidade está mais ativa na primeira infância.

Quando a neuroplasticidade entra em ação?

Por ser uma capacidade de mudança no cérebro, e não uma doença, ela ocorre diariamente e não tem como ser evitada. Porém, a neuroplasticidade ocorre mais em pessoas que sofreram alguma lesão neural e que precisem de mais mudanças.

Algumas condições que estimulam a neuroplasticidade podem ser:

  • Acidente Vascular Encefálico (AVE);
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Derrame;
  • Depressão;
  • Perfuração do encéfalo;
  • Grandes traumas;
  • Mudanças de personalidade;
  • Mudanças de sentimentos;
  • Mudanças de comportamento;
  • Novas aprendizagens;
  • Aprender a ler ou escrever;
  • Aprender a tocar um instrumento musical;
  • Aprender um novo idioma;
  • Mudança de emprego;
  • Autismo;
  • Reabilitação de vícios e dependências.

Tudo o que está listado acima faz nosso cérebro trabalhar, ativando a neuroplasticidade. E existem muitos outros estímulos que o homem nem teve a capacidade de listar.

O que são lesões neurais?

Lesões neurais, neurológicas ou cerebrais, são uma das mais graves lesões que podem ocorrer ao longo da vida, por terem sequelas muito graves que podem deixar o ser humano em estado vegetativo.

Uma lesão neural é a destruição integral ou parcial das células do cérebro. Podem ocorrer por uma série de doenças e traumas, os mais comuns são: Traumatismo crânio-encefálico (TCE), Acidente Vascular Cerebral (AVC) e até mesmo perfuração da massa encefálica.

As lesões neurais podem ser tratadas com medicação, fisioterapia ou cirurgias.

Problemas cerebrais têm cura?

Não é possível dizer que lesões e problemas cerebrais tenham cura, mas pode ocorrer uma mudança.

Certos distúrbios psiquiátricos, como autismo e déficit de atenção, podem ser diminuídos baseadas em exercícios cerebrais, mas não curadas.

Já atitudes menos graves, como vício em cigarros, podem ser revertidas com medicamentos e cigarros eletrônicos, mas ainda assim podem deixar sequelas. Para entender melhor como isso ocorre, acesse o texto sobre tabagismo!

Simples atitudes no dia a dia podem ser revertidas com estímulos diários.

Como se dá a Neuroplasticidade?

Não existe uma teoria científica que comprove o funcionamento exato da neuroplasticidade. Ainda existem vários neurocirurgiões que estudam minuciosamente o cérebro humano para poder responder a essa pergunta. Entretanto, podemos considerar que a neuroplasticidade pode se dar por:

Brotamento

É um novo crescimento da área lesionada por meio de axônios, como se os axônios se esticassem para alcançar outros neurônios mas longínquos.

Ativação de sinapses latentes

Existem algumas sinapses que ficam inativas no nosso cérebro e, após uma lesão, elas “acordam” e se tornam ativas, suprindo assim a necessidade.

Neuroplasticidade e aprendizagem

Dicas para induzir sua plasticidade (treine seu cérebro!)

  • Coloque seu cérebro para trabalhar: pense em tudo o que quer mudar e comece! Nada de preguiça.
  • Cuide do seu bem estar: bem estar não está só relacionado a alimentação e exercícios físicos. Fique em lugares com o mínimo de estresse, pois isso prejudica seu bem estar.
  • Mude suas rotas: pegar outro caminho para o trabalho ou faculdade faz seu cérebro pensar em diferentes rotas, e isso amplia seu conhecimento geográfico.
  • Exercite os dois lados do cérebro: tente fazer, com a mão direita, atividades que geralmente você faz com a mão esquerda.
  • Tente tomar banho de olhos fechados: feche os olhos ao tomar banho, deixe que seus outros sentidos tomem conta da tarefa.
  • Medite: meditar traz tranquilidade para o corpo e para a mente. Saiba mais logo abaixo.
  • Escute música: já foi comprovado que ouvir música é muito relaxante e ativa a memória.
  • Tenha uma alimentação saudável: nós somos o que comemos. Nosso corpo precisa de nutrientes para poder viver. Por isso, coma bem para manter os nutrientes bem equilibrados!

Meditação

Muitas pessoas não acreditam na meditação simplesmente por não parecer algo significativo, porém é possível comprovar diversos benefícios que a meditação traz ao seu cérebro.

Alguns dos benefícios são: ajuda a prevenir o envelhecimento cerebral, melhora a concentração, foco e atenção, reduz ansiedade e estresse, impulsiona a saúde e bem estar, ajuda a superar hábitos ruins, remover vícios e prevenir doenças cardíacas, melhora a aprendizagem e, ainda por cima, pode até aumentar a massa cinzenta do nosso cérebro!

Meditação passo a passo:

  1. Encontre um local calmo, onde não seja incomodado e sem distrações. Tirar eletrônicos do local pode ajudar;
  2. Ajuste a temperatura, a iluminação e os ruídos antes de começar a meditar. Se preferir pode até acender um incenso ou perfumar o local;
  3. Não medite com o estômago cheio, se você começar com essa prática depois de grandes refeições é quase certeza que pegará no sono antes mesmo de apagar a luz;
  4. Prepare um local confortável para deitar ou sentar. Almofadas e cobertores ajudam. Meditar sentado com as pernas cruzadas e a coluna ereta não é a única forma de fazer: o momento é seu, deixe ele com a sua cara;
  5. Evite roupas apertadas ou desconfortáveis, o bom e velho moletom pode ser seu principal aliado;
  6. Relaxe a musculatura, solte os braços e pernas e relaxe seu rosto;
  7. Não pense em tarefas que precisam ser realizadas mais tarde, esse tempo é para relaxar e não se estressar;
  8. Pratique a respiração, respirar profundamente ajuda a oxigenar corretamente o cérebro e a pensar com mais clareza;
  9. Trace com clareza seus objetivos com a meditação, porém, caso isso não ocorra, não se preocupe. Muitas coisas boas podem vir além do planejado com o exercício;
  10. Abra os olhos devagar. Depois de completar o exercício, não se afobe a voltar a fazer suas tarefas.

Observações:

  • Existem diversos vídeos e áudios que servem para guiar a meditação, mas lembre que o tempo é seu e você pode alterar o quanto quiser, o silêncio pode ajudar muito para algumas pessoas, já para outras uma música ou ruídos podem fazer bem;
  • Caso perceba que você começa a divagar, não se preocupe, apenas volte para o exercício quantas vezes forem necessárias, é assim que seu cérebro aprende a relaxar e completar o exercício;
  • Qualquer tempo de meditação por dia já é benéfico, mas quanto mais você meditar, mais tranquilo e aproveitador será seu tempo. Meditar por 5 minutos por dia é melhor que não meditar, porém meditar por mais de 1 hora pode fazer você perder o foco na meditação. Teste meditar por 30 minutos ou, se notar que precisa de mais, tente meditar por 50 minutos. O importante é saber quanto tempo será benéfico para você;
  • Vendas oculares podem ser muito úteis para pessoas que não conseguem se manter com os olhos fechados;
  • É possível escolher um local externo. Um bom parque, com árvores e grama, pode ajudar;.
  • Muitas vezes, o ato da meditação se baseia na observação da respiração, pois não é possível “parar de pensar”, apenas pensar em algo que não lhe traga estresse ou te deixe triste. Nesse sentido, a respiração ajuda a ocupar a mente;
  • Anotar o que vem a mente depois da meditação pode ajudar a se conhecer melhor.

A meditação é uma prática poderosa de autoconhecimento e autocura, procure um profissional que possa te ajudar a praticar a meditação de forma correta e eficiente.

Como eliminar maus hábitos

Pense em seu cérebro como um emaranhado de caminhos. Ele está acostumado a fazer certo caminho toda vez que você faz uma ação, mas, apesar da dificuldade, é possível mudar esse caminho.

Mudanças de hábitos podem ser difíceis e complicadas, pois já existe um caminho que as sinapses fazem pelo neurônio estabelecido, e mudar parece trabalhoso e cansativo.

Contudo, existem formas de mudar hábitos considerados desagradáveis. Confira:

  1. Comece identificando esses hábitos que você considera ruins. O fato de admitir que realiza um mau hábito é o primeiro passo para a resolução do mesmo.
  2. Deixe de fazer essa atividade. Se ela for fácil de ser excluída de sua vida, melhor. Entretanto, se sentir dificuldade, coloque outra atividade no lugar, que te faça esquecer do mau hábito.
  3. Resista ao ato de voltar a realizar a atividade, por mais acostumado que esteja nosso cérebro. Ele leva tempo para poder mudar de caminho.
  4. Centralize sua energia em um ato de cada vez. Realizar muitas mudanças pode ser cansativo para seu cérebro. Realizando uma de cada vez, ele vai se acostumar com uma para então começar a próxima mudança.
  5. Substitua um ato prazeroso por outro. Ao compensar seu cérebro, ele vai aceitar melhor a mudança que você deseja realizar.
  6. Não sobrecarregue seu cérebro. Planeje-se para poder realizar todas as mudanças que deseja em um determinado tempo.
  7. Lembre-se que é muito fácil tornar hábitos considerados bons em maus, fique atento com o que realmente você quer.
  8. Seja feliz acima de tudo! As mudanças vem com o tempo.

Os 10 fundamentos da neuroplasticidade

Em seu livro, Soft-Wired: How the New Science of Brain Plasticity Can Change Your Life, o   Dr. Michael Merzenich levanta 10 fundamentos da neuroplasticidade. Vamos conhece-los:

  • Para realizar uma mudança é necessário que seu cérebro esteja de “bom humor”: Tente estar sempre ativo, seu cérebro precisa estar motivado, controlado e pronto para a ação;
  • Quanto mais você tenta, mais você está motivado e alerta, e quanto melhor (ou pior) é o resultado, maior é a mudança do seu cérebro: Tanto para pior quanto para melhor, quanto mais focado seu cérebro está, mais longe você vai chegar. Força de vontade é necessária;
  • O que realmente muda no cérebro é a força das conexões entre os neurônios em conjunto: Quanto mais você pratica a ação, mais fortes as sinapses vão se tornando. A regularidade é fundamental;
  • Mudanças focadas no aprendizado melhora a cooperação entre células, o que é crucial para evitar recaídas: Suas células têm que trabalhar em conjunto, pois quanto mais células envolvidas, mais forte é a possibilidade de mudança, evitando recaídas aos velhos hábitos.
  • O cérebro fortalece as conexões entre os conjuntos de neurônios que representam momentos separados de atividades sucessivas: Isso quer dizer que o cérebro consegue criar uma “corrente” associativa, ao invés de processar as coisas separadas umas das outras. Sem isso, nossas atividades e memórias seriam como poças paradas ao invés de um rio fluente.;
  • Mudanças iniciais são temporárias: Para tornar uma mudança definitiva, seu cérebro precisa julgar se realmente essa ação lhe traz alguma vantagem, para então tornar a mudança permanente. Se realmente quer algo: persevere!
  • O cérebro é alterado pelo ensaio mental exatamente da mesma forma e envolvendo os mesmos processos que controlam as mudanças alcançadas através da interação com o mundo interno: O cérebro confunde a realidade com o que é imaginado, por isso ativa as sinapses com o simples ato de imaginar a ação. Então nem sempre é preciso realizar a ação, mas sim imaginá-la.
  • A memória guia e controla a aprendizagem: O nosso cérebro guarda na memória suas tentativas com bons resultados e descarta as não tão boas, e progressivamente melhora.
  • Cada processo de aprendizagem proporciona ao cérebro uma oportunidade de se estabilizar e reduzir atitudes irrelevantes, substituindo atitudes ruins por boas: Ao realizar a mudança de um hábito, novos caminhos são criados, e os antigos são apagados. Essa mudança apaga atos considerados irrelevantes.
  • Plasticidade cerebral é uma via de mão dupla; é fácil gerar tanto mudanças negativas quanto positivas: Fique atento com o que realmente você quer, mudanças negativas podem ser desenvolvidas com a mesma habilidade das positivas.

Não se preocupe, você não está preso ao cérebro que você nasceu. Desculpas como “sou assim mesmo” ou “eu nasci assim” não poderão mais ser usadas.

Depois de descobrir como regrar seu cérebro, mande para alguém que você ache que vai gostar do texto!


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4 comentários

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  1. Ótimas sugestões! Útil para alguns seria introduzir no artigo, informações mais profundas, para tornar o leitor (internauta) mais consciente da importância das informações.

  2. Ótimas sugestões! Útil para alguns seria introduzir no artigo, informações mais profundas, para tornar o leitor (internauta) mais consciente da importância das informações. Mais: Não me lembro no momento desta leitura, por fazer muito tempo, que a crença de que as “células nervosas não se reproduzem”, é mito. Não sei se lendo um livro de neuroanatomia, neuropsicologia. A única coisa da qual tenho lembrança, foi ter lido num livro relacionado à neurociência ou neuroanatomia.

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