O que é Doença de Addison, causas, sintomas, tratamento, tem cura?

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O que é doença de Addison?

Comum nos 40 anos, mas desenvolvendo-se em qualquer idade, a doença de Addison, também conhecida como insuficiência adrenal primária ou insuficiência adrenocortical primária crônica, atinge homens e mulheres.

Cerca de 4 a cada 100 mil pessoas são acometidas, tornando-se perceptível em situações de trauma ou estresse. Em idade pediátrica, as incidências são mais raras ainda.

Em 70% dos casos não se sabe a causa, no entanto, pressupõe-se que ocorra uma alteração nas glândulas adrenais (ou suprarrenais) provocada por doenças autoimunes, ou seja, o próprio sistema imunológico agride e extingue o córtex adrenal.

Os outros 30% são oriundos de patologias, câncer ou infecções. Já em bebês ou crianças, o problema nas glândulas adrenais é derivado de anormalidades genéticas. Os sintomas mais comuns são fraqueza, tontura ao se levantar e manchas escuras pelo corpo.

A doença de Addison tem esse nome devido ao médico inglês Thomas Addison, que a identificou pela primeira vez em 1855. Ela pode ser encontrada na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) através do código E27.1.

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é doença de Addison?
  2. Insuficiência adrenal: primária ou secundária?
  3. Fisiopatologia
  4. Causas
  5. Fatores de risco
  6. Sintomas
  7. Como é feito o diagnóstico?
  8. Doença de Addison tem cura?
  9. Medicamentos
  10. Convivendo
  11. Como prevenir
  12. Doença de Addison em cães

Insuficiência adrenal: primária ou secundária?

Insuficiência adrenal pode ser categorizada como primária ou secundária. No entanto, suas causas são distintas:

Insuficiência adrenal primária

O distúrbio adrenal primário ocorre devido à destruição ou inativação das funções glandulares por meio de doenças autoimunes, cânceres ou infecções, o que caracteriza a doença de Addison.

Insuficiência adrenal secundária

A insuficiência adrenal secundária é o nome dado para um problema parecido com a doença de Addison. Não se trata da doença de Addison em si, pois a causa do problema não tem origem nas glândulas adrenais, mas sim no cérebro.

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Neste caso, ocorre um problema com a glândula pituitária (ou hipófise). Ela é quem produz o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), responsável por impulsionar a fabricação de outros hormônios pelo córtex suprarrenal.

Por isso, apesar das glândulas suprarrenais não serem danificadas, a produção hormonal pode ser comprometida devido às alterações na produção de hormônios decorrentes da atuação anormal da hipófise.

Como resultado, a concentração de água, sódio e potássio no organismo sofre mudanças, além de afetar o domínio do corpo sob a pressão arterial e a reação em situações de estresse.

A ausência de andrógenos — hormônio esteroide que impulsiona ou monitora o desenvolvimento e manutenção de características masculinas e precursores de estrógenos (hormônios femininos) —, como a dehidroepiandrosterona (DHEA), pode ocasionar a perda de pelos corporais nas mulheres. Nos homens, a testosterona supre essa perda.

Entre as causas apontadas para o surgimento do distúrbio, estão:

  • Corticosteroides para fins de tratamento para doenças crônicas, como asma e artrite, e que param de tomar;
  • Tuberculose;
  • Infecção por fungos ou vírus;
  • Tumor primário (originado a partir do próprio órgão) ou secundário (que teve seu início a partir de outro órgão);
  • Hemorragia;
  • Trombose adrenal;
  • Amiloidose;
  • Sarcoidose (surgimento de células inflamatórias em várias regiões do corpo);
  • Hemocromatose (acúmulo de ferro no organismo);

Tais doenças são mais frequentes em pessoas mais velhas, e podem acometer homens e mulheres.

Fisiopatologia

As glândulas adrenais estão situadas sobre os rins e são formadas por tecidos distintos. Um deles constitui a parte externa da glândula, o córtex. Já o outro, forma seu interior, a medula.

Medula adrenal

A medula adrenal é responsável pela produção de dois hormônios: adrenalina e noradrenalina. O primeiro deles permite reação imediata do organismo em situações de perigo; o segundo tem como objetivo manter a pressão do sangue em níveis normais.

Córtex adrenal

O córtex adrenal produz hormônios esteroides, também conhecidos como corticosteroides.

Os mais importantes são glicocorticoides e os mineralocorticoides. Problemas como a doença de Addison podem causar deficiência na produção desses dois hormônios.

Glicocorticoides

Os glicocorticoides agem no metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras. Eles atuam na quebra dessas moléculas em glicose. Também possuem ação anti-inflamatória e imunossupressora (reduzem a atividade ou a eficiência do sistema imunológico).

A glicose serve de energia em condições de estresse. A falta deste hormônio no corpo pode ocasionar hipotensão (pressão menor que a normal), sensibilidade à insulina e problemas relacionados a carboidratos, gorduras e proteínas.

Entre as principais variedades de glicocorticoides está o cortisol, nomeado também de hidrocortisona. O componente permite a entrada de determinadas substâncias do sangue para tecidos que estão ao lado.

Sua ausência traz complicações como hipoglicemia (pouco açúcar no sangue) e redução de glicogênio hepático, que mantêm de forma constante a quantidade de glicose sanguínea.

Mineralocorticoides

Os mineralocorticoides controlam os níveis de água e sais no organismo. As alterações destes componentes resultam em baixa condensação de sódio (insuficiência de aldosterona, que faz a reabsorção do sódio) e alta de potássio.

Como consequência, pode haver desidratação grave, hipertonicidade do plasma (quando a concentração do sódio é maior que 160 mEq/L), acidose (pH sanguíneo inferior à 7,35), hipotensão e instabilidade circulatória.

Causas

As alterações na estrutura ou até mesmo a destruição da camada externa das glândulas adrenais diminuem a concentração de hormônios produzidos por ela, ocasionando a doença de Addison. As principais causas são:

Sistema imunológico

O sistema imunológico é formado por células, tecidos e órgãos que atuam juntos para proteger o corpo humano contra infecções e doenças.

Quando substâncias estranhas entram no organismo (antígenos), provocam a produção de anticorpos. Essa é uma resposta natural de defesa do organismo para atacar a causa do problema.

Contudo, se houver algum distúrbio com o sistema imunológico, ele passará a atacar seu próprio tecido e órgãos saudáveis. Esta condição é conhecida como doença autoimune.

Neste caso, 90% do córtex adrenal é destruído, tornando escassa a produção de hormônios esteroides, cortisol e aldosterona.

Câncer

As células cancerígenas se espalham rapidamente e destroem o tecido do corpo, podendo chegar até as glândulas suprarrenais.

Amiloidose

A amiloidose é um problema raro em que ocorre o acúmulo de amiloide (proteína produzida pelas células da medula óssea) em vários tecidos e órgãos, inclusive nas glândulas adrenais, alterando seu funcionamento.

Adrenoleucodistrofia (ALD)

Doença incomum, a Adrenoleucodistrofia (ALD), também chamada de doença de Lorenzo, danifica o sistema nervoso central e as glândulas adrenais.

Associada ao cromossomo X (feminino), ela é hereditária, passada de mãe pra filho. 50% das mulheres que apresentam o problema tem risco de transmitir para a criança, principalmente meninos.

Cirurgia

A remoção cirúrgica das glândulas suprarrenais devido à nódulos ou tumores, pode trazer complicações, como produção a insuficiente de cortisol.

Fatores de risco

Existem outros fatores de risco, como algumas doenças autoimunes, que possibilitam o surgimento da doença de Addison. São eles:

Medicamentos anticoagulantes

Pessoas que utilizam medicamentos anticoagulantes estão mais propensas a desenvolver o problema.

Genética

De acordo com estudos, pode estar relacionada com casos na família ou quando a pessoa possui outras doenças autoimunes:

  • Vitiligo: patologia que causa despigmentação na pele pela redução ou falta de melanócitos;
  • Diabetes tipo 1: produção de pouca ou nenhuma insulina. Como resultado, a glicose fica no sangue ao invés de ser aproveitada como energia;
  • Hipoatividade da tireoide (hipotireoidismo): ocorre quando há pouca quantidade de hormônios da tireoide.

Infecções

Algumas infecções podem originar lesões nas glândulas suprarrenais:

  • Tuberculose: doença infecciosa e transmissível por meio da inalação de aerossóis (partículas partículas suspensas no ar) ao espirrar, tossir ou falar. O pulmão é o mais afetado, mas outros órgãos e sistemas do corpo podem ser comprometidos, como as glândulas adrenais;
  • HIV: o vírus atinge o sistema imunológico, que defende o corpo humano de doenças, que, por sua vez, prejudica a glândula adrenal;
  • Infecções fúngicas hemorrágicas: relacionadas à meningite (inflamação das membranas que recobrem o cérebro e medula espinhal) e sepsia (quando o corpo todo reage a uma infecção, levando a incapacidade do órgão), danificam as glândulas adrenais.

Doença de Graves

A doença de Graves é ocasionada por um distúrbio do sistema imunológico, culminando no excesso de hormônios produzidos pela tireoide.

Ela é a principal responsável pelo hipertireoidismo, especialmente em mulheres entre 20 a 50 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade.

Disfunção testicular

A disfunção testicular ocorre quando há produção excessiva ou insuficiente de andrógenos, testosterona e diidrotestosterona. O surgimento do problema está relacionado a medicamentos, doenças ou traumas.

Anemia perniciosa

A anemia perniciosa, conhecida também como anemia microcítica, anemia perniciosa congênita, anemia perniciosa juvenil ou anemia por deficiência de vitamina B12, é gerada pela não absorção da vitamina B12 no intestino delgado, baixando os níveis de glóbulos vermelhos.

Dermatite herpetiforme

A dermatite herpetiforme, doença de Duhring ou dermatite herpetiforme celíaca, é percebida através de erupções cutâneas (bolhas e caroços) que coçam. Pessoas que possuem intolerância ao glúten são mais propensas a ter dermatite, no entanto, ela pode ser desencadeada em qualquer pessoa.

Hipoparatireoidismo

O hiporaratireoidismo ocorre pela baixa produção do hormônio da paratireoide (PTH), que equilibra a concentração de cálcio e fósforo nos ossos e no sangue, o que pode resultar em problemas nos ossos, músculos, pele e terminações nervosas.

Tratamentos contra a síndrome de Cushing

A síndrome de Cushing, também denominada de hipercortisolismo, é uma patologia caracterizada pelo alto nível de cortisol no organismo. Alguns de seus tratamentos podem causar a doença de Addison.

Sintomas

Por ser parecida com outras patologias, os sintomas da doença de Addison podem não ser percebidos de imediato. Tendem a progredir de forma gradativa ao longo de meses ou anos.

No entanto, em conjunto com o estresse decorrido de outras doenças ou traumas, pode provocar o agravamento do quadro bruscamente.

Entre os sintomas mais comuns, estão manchas e sardas escuras na pele, semelhantes a um bronzeamento. Elas se tornam evidentes quando expostas ao sol, mas podem aparecer em locais não tão perceptíveis, como a gengiva.

Pessoas negras também podem sofrer com o excesso de pigmentação, embora a alteração seja mais difícil de ser vista. As partes do corpo mais afetadas são: testa, joelhos, cotovelos, cicatrizes, dobras cutâneas e vincos (como nas palmas da mãos).

Manchas pretas azuladas podem surgir em volta dos mamilos, lábios, boca, reto, escroto ou vagina.

Os demais sintomas incluem:

  • Fadiga;
  • Fraqueza e dor muscular;
  • Sono fora do normal;
  • Cansaço;
  • Mau humor (depressão leve);
  • Irritabilidade;
  • Intolerância ao frio;
  • Falta de apetite;
  • Libido reduzida;
  • Perda de peso;
  • Urinar com frequência;
  • Ter muita sede;
  • Desidratação;
  • Não digerir alimentos;
  • Enjoo;
  • Vômito;
  • Diarreia.

Algumas mulheres apresentam ciclos menstruais irregulares ou o desaparecimento total da menstruação. Condições como hipoglicemia (pouco açúcar no sangue), nervosismo e preferência por alimentos salgados aparecem majoritariamente em crianças. Além disso, adolescentes podem ter sua puberdade adiada.

Em estados agravados, a pessoa com doença de Addison pode sentir dores abdominais fortes, pressão arterial baixa (hipotensão) — principalmente quando se está em pé, o que pode acarretar em tontura e desmaio —, apresentar insuficiência renal e sua condição progredir para uma crise adrenal.

Crise adrenal

Os indícios da doença de Addison tendem a se desenvolver de forma gradativa ao longo de meses ou anos. No entanto, em conjunto com o estresse, decorrido de outras doenças ou traumas, pode provocar o agravamento do quadro bruscamente.

Esse agravamento é chamado de crise adrenal ou Addisoniana.

A crise pode ocorrer em pessoas que não manifestam os sintomas ou em estágio inicial da doença. Neste estado, os efeitos compreendem:

  • Desidratação grave;
  • Pele pálida, fria e com suor;
  • Respiração rápida e superficial;
  • Vômito intenso;
  • Diarreia;
  • Dor de cabeça;
  • Fraqueza muscular acentuada;
  • Sonolência grave;
  • Perda de consciência.

Algumas condições favorecem a incidência de crises adrenais:

  • Pessoas portadoras da doença de Addison;
  • Cirurgias nas glândulas suprarrenais;
  • Lesão na glândula pituitária (hipófise);
  • Indivíduos que possuem insuficiência adrenal, mas que não tomam medicação;
  • Traumas físicos ou estresse severo.

Como é feito o diagnóstico?

Devido aos sinais pouco evidentes da doença de Addison, o médico poderá não percebê-la de imediato. Um alto nível de estresse pode tornar os sintomas mais evidentes e antecipar uma crise.

O especialista nesta área é o endocrinologista. Os testes aplicados por ele podem ser:

Exames de sangue

Através de um exame de sangue, o especialista poderá verificar a quantidade de cortisol ou o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). Pessoas com doença de Addison possuem ACTH maior que 22 pmol/L. Para o cortisol não há uma estimativa específica, mas normalmente é menor que 83 nmol/L.

Além disso, outros componentes poderão ser considerados:

Estimulação de ACTH

A avaliação dos níveis de cortisol se dá por meio da estimulação de ACTH, antes e depois do procedimento. Em pacientes saudáveis, a concentração do cortisol aumenta (superior a 500 nmol/L) após o contato com o hormônio adrenocorticotrófico, o que não ocorre em pessoas portadoras da doença.

Teste de potássio sérico

Nesta análise, é percebido a quantidade de potássio no organismo. A suspeita da doença se dá por níveis elevados.

Teste de sódio sérico

O intuito do teste é medir os níveis de sódio. Pessoas com o distúrbio tendem a ter níveis baixos.

Teste de glicose

O exame deve ser feito em jejum a fim de determinar a quantidade de glicose no sangue. Caso a quantidade esteja baixa, é um sinal da doença.

Exames de imagem

Os exames de imagem são feitos quando há indícios de calcificações nas adrenais (acúmulo de cálcio, deixando as glândulas com um aspecto endurecido), tuberculose renal ou pulmonar.

Doença de Addison tem cura?

A doença de Addison não tem cura. No entanto, de acordo com a avaliação e o tratamento adequado, é possível ter uma vida normal. O distúrbio traz complicações e até mesmo a morte quando o indivíduo recusa intervenção médica.

Qual o tratamento?

O tratamento da doença de Addison, quando realizado de forma correta, é eficaz, possibilitando que o paciente desenvolva suas atividades diárias normalmente. Doenças relacionadas também podem ser tratadas.

A tuberculose, por exemplo, pode ser tratada através de antibióticos por pelo menos 6 meses. Porém, distúrbios no sistema imunológico não podem ser curados.

O tratamento consiste em medicamentos via oral ou intravenosa:

Medicação

Devido a pouca produção dos hormônios pelas glândulas adrenais, a reposição é recomendada. Uma das alternativas é o uso de corticosteroides (esteroides) em substituição ao cortisol e aldosterona. Geralmente são apresentados em comprimidos, ingeridos 2 a 3 vezes por dia.

Pessoas em estados mais agravado podem receber o cortisol por intravenosa ou intramuscular e depois comprimidos de hidrocortisona.

Também pode ser preciso a restituição de cálcio e potássio no organismo. Apesar de não ser necessária, a reposição de desidroepiandrosterona (DHEA), de acordo com indícios, colabora para o bem-estar do paciente.

Os medicamentos devem ser aumentados em situações de estresse, infecção, cirurgia ou lesão, devendo ser utilizados por toda a vida. Contudo, doses elevadas sem necessidade e por um período prolongado podem acarretar em osteoporose (ossos frágeis e quebradiços), insônia e oscilações de humor.

Atendimento domiciliar

Em casos de emergência, como crise adrenal, uma saída é ter à disposição uma injeção de hidrocortisona, que pode ser aplicada no músculo ou na veia. Outras alternativas incluem injeções de sal, líquidos e demais hormônios glicocorticoides.

O médico poderá dar as instruções de uso, mas nas situações em que o paciente não esteja em condições, familiares podem fazê-lo. Vale ressaltar que o procedimento apenas estabiliza o quadro, não substitui o tratamento médico. Posteriormente se deve consultar o profissional da saúde.

Terapias alternativas

Como o estresse intensifica os sintomas do distúrbio, algumas alternativas, como o yoga e a meditação podem ajudar a aliviá-lo:

Yoga

A palavra yoga vem do sânscrito, língua indiana e que significa “unir ou integrar”. O intuito é trabalhar o condicionamento físico e psicológico do indivíduo, através de meditação, técnicas de respiração e posturas.

Meditação

Praticar meditação consiste em se concentrar em um objeto, pensamento ou em alguma atividade especificamente, com o intuito de ter um maior entendimento mental e emocional.

Medicamentos

Os medicamentos comumente utilizados para estabilizar o quadro da doença de Addison são:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

Pessoas acometidas pela insuficiência adrenal primária e que fazem uso da medicação, não sofrem restrições em sua dieta normal e nem em seus afazeres diários. Entretanto, episódios de fadiga são recorrentes.

Não tomar uma das doses ou a indisciplina acerca dos horários determinados pelo médico pode resultar em exaustão ou insônia. Deixar de administrá-la por completo pode causar uma crise adrenal.

Algumas pessoas podem apresentar doenças relacionadas, como diabetes ou hipotireoidismo, o que requer outras medidas de tratamento.

A consulta com o especialista deve ocorrer de 6 a 12 meses, com a finalidade de acompanhar o estado clínico do paciente, podendo mudar a dose da medicação, se necessário.

Certos cuidados ajudam a evitar contratempos:

  • Prescrições atualizadas de remédios de uso contínuo;
  • Medicamentos de reserva à disposição bem como o kit de injeção;
  • Tomar os comprimidos no horário determinado;
  • Avisar familiares e amigos sobre a condição e o que eles deverão fazer em situações de crise Addisoniana.

Identificação de emergências

Para portadores da doença de Addison é fundamental informar sua condição através de um bracelete, cartão ou colar e deixar registrado medicamentos e dosagem.

Em acidentes graves, indivíduos saudáveis liberam uma maior quantidade de cortisol, o que ameniza o estresse e tensão causados no corpo. Já as pessoas que não o produzem, a injeção de hidrocortisona é necessária, pois age em substituição ao cortisol, evitando uma crise adrenal.

No atendimento, os médicos precisarão saber, além da sua condição, os medicamentos e a dosagem correta que o paciente precisará receber.

As pulseiras ou colares de alerta médico contêm a informação sobre a doença e um número de contato de emergência. Elas podem ser encontradas em varejos.

Complicações

Se a doença de Addison não for tratada, ela pode progredir para uma crise adrenal e trazer sérias complicações, como estado de choque, convulsões, coma ou até mesmo a morte súbita.

Estado de choque

Em estado de choque, o fluxo de oxigênio diminui ou para por completo. Com isso, o funcionamento dos órgãos ou tecidos é comprometido, podendo ocasionar falência múltipla dos órgãos e outras complicações letais.

Nesta condição, a pessoa apresenta pulso rápido, fraco ou inexistente, pupilas dilatadas, perda de consciência, entre outros sintomas.

Convulsões

As convulsões surgem a partir de alterações nas atividades elétricas do cérebro. Os sintomas podem ser perceptíveis ou não, com duração de segundos ou de até 15 minutos. Em convulsões graves podem acontecer tremores intensos e perda de controle, em alguns casos, culminando em ferimentos.

Coma

Coma vem da palavra grega “koma” e quer dizer “sono profundo”. O indivíduo perde a consciência por um período de 4 semanas e melhora progressivamente, mas há casos de pacientes que permaneceram em coma durante anos ou décadas.

Este condicionamento é gerado por uma lesão momentânea ou permanente no cérebro. Além da inconsciência, a pessoa não consegue despertar, não reage a estímulos, como dor, som e luz.

Atividades corporais, como respiração e circulação sanguínea não são prejudicadas. No entanto, profissionais da área da saúde precisam garantir que o paciente esteja saudável, resguardando sua vida e funcionamento cerebral.

Como prevenir

O surgimento da insuficiência adrenal primária pode ser impedida somente prevenindo doenças e infecções que originam o distúrbio. Condições autoimunes não podem ser evitadas.

Já os que possuem o distúrbio, devem se atentar aos cuidados necessários para prevenir crises agudas que podem resultar em sua morte.

Doença de Addison em cães

Por se tratar de uma doença não infecciosa ou transmissível, não há riscos caso o cachorro se aproxime de outros animais ou do ser humano.

No geral, os sintomas são semelhantes ao homem:

  • Dor na região abdominal;
  • Falta de apetite;
  • Diarreia;
  • Vômito;
  • Beber muita água;
  • Urinar bastante;
  • Desidratação;
  • Perda de massa corpórea;
  • Perda de pelos;
  • Sensibilidade na pele;
  • Apatia.

A insuficiência adrenal primária pode ser confundida com outras doenças, o que pode gerar tratamento incorreto, levando à morte do seu melhor amigo.

No entanto, apresentar tais indicativos não significa que o animal tenha doença de Addison. Por isso, o veterinário deverá ser acionado para verificar qual é a causa do problema.


A doença de Addison é uma condição rara, causada por doenças autoimunes ou demais patologias. Ela não possui cura, mas com tratamento adequado, o indivíduo pode levar uma vida normal.

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Referências

https://www.healthline.com/health/addisons-disease
https://www.webmd.com/a-to-z-guides/addisons-disease
https://www.nhs.uk/conditions/Addisons-disease/
https://www.news-medical.net/health/Addisons-Disease-Causes-(Portuguese).aspx
https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/addisons-disease/symptoms-causes/syc-20350293

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