Óleo de Rícino: para que serve, benefícios, como usar, emagrece?

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Atualmente a mamona ganhou espaço nos jardins e escritórios como item decorativo devido à coloração intensa e acentuada. Mas a planta não é conhecida apenas por sua exuberância e estética.

Utilizado há décadas com fins medicinais e terapêuticos, o óleo de rícino, extraído da mamona, se mostra cada vez mais versátil. Além das tradicionais utilizações laxativas, o extrato oleaginoso tem mostrado excelentes efeitos na pele, unhas e cabelo.

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O que é óleo de rícino?

O óleo extraído das sementes da mamona (Ricinus communis) é uma substância rica em nutrientes e sua utilização é geralmente relatada para fins estéticos e medicinais. Ainda que não haja comprovação científica dos efeitos em tratamentos de patologias, o produto apresenta ótimos resultados para usos cosméticos.

A sua utilização medicinal e terapêutica não é recente, sendo uma substância bastante conhecida entre as comunidades de terapia natural. Os efeitos laxativos, lubrificantes, anti-inflamatório e antioxidante são relatados já no antigo Egito.

Devido às elevadas quantidades de ômega 6 e 9, sais minerais e vitamina E, o extrato natural também adentrou o mercado cosmético, sobretudo nos produtos para cabelos e pele.

O óleo é extraído das sementes da mamona através de processos mecânicos e químicos. Após a limpeza e higienização, a planta é cozinhada e prensada, resultando na extração de parte do óleo. No entanto, cerca de 50% do composto ainda se mantém nas sementes.

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Então se aplica solventes como hexano, heptano e éteres de petróleo, sem interferir na composição do extrato.

Quando a finalidade do extrato é medicinal, o método empregado é a prensagem a frio, em que se obtém um óleo mais límpido, livre de toxinas, sem acidez e impurezas. O resultado é um produto de cor neutra, aroma leve e consistência oleosa, constituído sobretudo por ácido ricinoleico (ômega 9).

Como o produto ainda pode ser utilizado na indústria, a prensagem a quente pode ser feita, o que gera um produto com grau maior de acidez, cerca de 1%, e até 0,5% de impurezas. Na área industrial, o composto é empregado como matéria-prima para o biodiesel.

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é óleo de rícino?
  2. O que é a mamona?
  3. A ricina
  4. Para que serve? Conheça os benefícios
  5. Óleo de rícino emagrece?
  6. Como usar
  7. Usos terapêuticos
  8. Efeitos colaterais
  9. Contraindicações
  10. Onde comprar

O que é a mamona?

A mamoneira é uma planta que pode se desenvolver em diversas regiões do Brasil, sobretudo devido à sua adaptação geográfica e climática (em geral, é bem tolerante à seca). Enquadrada na categoria dos arbustos, suas folhas possuem formas simples e os frutos se parecem com cápsulas que podem ou não ter espinhos externos.

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É no fruto que se concentra a parte mais tóxica da mamona, a proteína ricina. As sementes da mamona são formadas essencialmente por óleo, chegando a 49% do total. Os outros elementos são a água (6%), proteínas (17%), carboidratos (13%), fibras (12%) e cinzas (3%).

A ricina

Apesar de ser conhecida pelos inúmeros benefícios, a mamoneira possui a toxina ricina, uma proteína que pode causar lesões ao organismo mesmo que em quantidades pequenas. Se ingerida, injetada ou inalada, a toxina pode causar queimaduras, distúrbios intestinais, irritação, falência de órgãos e levar à morte.

A ricina age no organismo inativando os ribossomos, que são estruturas atuantes na produção e síntese de proteínas. Ao entrar em contato com as células, a ricina desativa as estruturas ribossômicas e inibe a síntese proteica, comprometendo as funções biológicas.

Além disso, a substância promove a liberação de citocinas, causando a lesão de membranas e a morte celular. De maneira simplificada, a ação da ricina no organismo apresenta uma inibição da síntese de proteínas irreversível, e uma ocasional morte celular.

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A toxicidade é extremamente alta e sua capacidade de inativação ribossômica é de aproximadamente 1500 ribossomos por minutos. Assim, a intoxicação pode levar à morte em apenas 36 horas devido ao choque hipovolêmico.

Nos casos de inalação, os pulmões podem ser afetados, sofrendo inflamações, edemas e necrose. Na injeção de ricina, há alterações hepáticas, hemorragia gastrointestinal, necrose hepática e necrose linfoide local (morte dos tecidos próximos da injeção).

Apesar da alta toxicidade da ricina, o óleo de rícino não oferece nenhum risco à saúde, logo que a toxina ricina não é extraída junto, permanecendo como subproduto e sendo descartada.

Casos famosos de intoxicação

Nos EUA, atentados utilizando o tóxico ricina são bastante conhecidos. Em 2013 uma tentativa de envenenamento através de uma carta foi identificada pelo sistema de segurança da Casa Branca. O destinatário era o, até então, presidente Barack Obama.

Dias antes, o senador americano Roger Wicker foi alvo de uma tentativa bastante parecida. Ambos os casos foram identificados e não resultaram em vítimas.

Além disso, a substância ganhou ainda mais notoriedade ao ser utilizada no seriado Breaking Bad, em que o protagonista Walter White utiliza a ricina numa tentativa de envenenamento.

Para que serve? Conheça os benefícios

A utilização do óleo de rícino é bastante ampla, tendo finalidades terapêuticas, cosméticas e medicinais.

Cosméticos

O produto é rico em ômega 6 e 9, restaurando e fortalecendo os cabelos, sobrancelha, pele barba e unhas.

Nos cabelos, a utilização do óleo estimula o crescimento capilar devido ao fortalecimento da raiz, diminuindo a queda devido à quebra. A aplicação ainda forma uma camada protetora, envolvendo e selando as cutículas, minimizando a perda de água, o ressecamento e os danos causados pelo sol.

O óleo de rícino possui componentes antibacterianos e antifúngicos que podem amenizar a proliferação dos agentes no couro cabeludo, que causam o enfraquecimento dos fios. Além disso, a dificuldade de crescimento dos cabelos é amenizada devido aos nutrientes e vitamina E.

A caspa, que é uma descamação do couro cabeludo, também pode ser minimizada com a hidratação promovida pelo óleo. Assim, casos leves e moderados podem ser tratados e solucionados com aplicações contínuas do composto rícino.

O produto também pode ser utilizado para promover o fortalecimento da sobrancelha, bem como estimular o seu crescimento.

Na pele, a aplicação promove a hidratação e auxilia na elasticidade, melhorando a aparência ressecada e diminuindo marcas expressivas. Devido à hidratação profunda, o óleo de rícino pode ser utilizado inclusive em calos e áreas ásperas, suavizando as regiões.

O óleo rícino, diferente de muitos óleos, tem ação adstringente, ou seja, não obstrui os poros. Sua ação auxilia na limpeza da pele e reduz a incidência de espinhas devido ao ácido ricinoleico.

Aplicando o produto regularmente, é possível amenizar os sinais de envelhecimento e suavizar sinais de expressão devido à hidratação. Através do estímulo da produção de colágeno e elastina, o óleo é uma opção para melhorar a aparência da pele.

Apesar da consistência oleaginosa, o extrato de rícino geralmente pode ser usado em todos os tipos de pele, já que sua utilização não estimula a oleosidade.

Na barba, serve para hidratar, fortalecer e estimular o crescimento dos pelos faciais.

Rico em vitamina E, o óleo de rícino ainda pode ter ótimos efeitos se aplicado nas unhas e cutículas. O extrato natural ajuda no fortalecimento, diminuindo a quebra e melhorando o aspecto estético.

Suas propriedades antibactericidas podem ter efeito na proteção das bordas da unha. Assim, irregularidades na superfície da unhas tendem a diminuir.

Terapêuticos

Se aliado a massagens, o óleo de rícino pode favorecer a circulação sanguínea, melhorando dores e inflamações musculares. Mas o uso mais comum do produto é para regulação intestinal.

A ingestão estimula os movimentos peristálticos, melhorando o fluxo intestinal. Apesar de ser natural, o produto não deve ser usado de forma contínua e sem indicação médica, logo que há efeitos adversos, como alterações da flora intestinal.

Medicinais

Ainda que seja empregado há anos como recurso medicinal, o produto não é reconhecido cientificamente como alternativa no tratamento de patologias. No entanto, há relatos e alguns estudos que apontam possíveis benefícios do óleo aliado ao tratamento de enxaqueca, inflamações e infecções.

Óleo de rícino emagrece?

O óleo de rícino pode ser utilizado para melhorar o trânsito intestinal, aliviando o inchaço causado pela constipação.

Apesar de promover o estímulo intestinal, o produto não deve ser utilizado com frequência, pois pode alterar a flora intestinal devido à ação laxativa.

Além disso, o extrato pode ser aplicado sobre a pele para estimular a circulação de regiões determinadas. Através de massagens e da ação do óleo, o sistema circulatório pode ser melhorado, favorecendo a eliminação dos inchaços e a retenção de líquidos.

Portanto, o óleo por si só, não causa o emagrecimento.

Como usar

No cabelo

O enfraquecimento e queda do cabelo causados por fungos ou bactérias podem ser melhorados com a aplicação do óleo de rícino. O ideal é diluir o extrato com outros produtos para que sua concentração não interfira na respiração dos poros capilares. Assim, é possível utilizar diariamente o composto.

Se for aplicado sem enxágue, sugere-se mantê-lo mais afastado do couro cabeludo, pois o contato prolongado pode gerar irritação. Além disso, não se deve utilizar secadores, chapinhas, químicos (como tinturas) ou se expor ao sol após a aplicação.

Hidratação profunda

Para nutrir os fios intensamente, pode-se misturar 1 colher do óleo às máscaras hidratantes geralmente utilizadas. Após a lavagem do cabelo, ainda com ele molhado, aplica-se a mistura, deixando que ela aja por cerca de 20 minutos. Depois, basta enxaguar e aplicar o condicionador.

Também é possível utilizar o produto concentrado (puro) a cada 2 semanas, aplicando-o diretamente nos fios e o deixando agir por 2 horas. Recomenda-se o estímulo capilar através da massagem, pois os movimentos auxiliam a circulação sanguínea do couro cabeludo e promovem a selagem das cutículas.

Controle de frizz e reconstrução capilar

Através de um tratamento chamado umectação capilar é possível recuperar os fios, dando um aspecto mais leve, saudável e nutrido aos cabelos. O processo pode ser realizado no couro cabeludo ou somente no comprimento dos fios, repondo os nutrientes, tratando os danos e selando as cutículas.

A umectação capilar consiste na escolha e aplicação de algum óleo 100% vegetal. Devido à consistência mais densa e viscosa do extrato de rícino, o ideal é misturá-lo com outro produto (como óleo de coco) para que seja mais fácil removê-lo. A aplicação deve ser realizada com os cabelos secos, que podem estar sujos ou limpos.

Se a o processo envolver a raiz dos cabelos, o couro cabeludo deve ser massageado para ativar e estimular a circulação sanguínea. Usar uma touca ou enrolar uma toalha ajuda a intensificar a hidratação. Recomenda-se deixar o óleo agir por pelo menos 2 horas e enxaguar bem.

Uma maneira fácil de remover todo o óleo aplicado é condicionar antes de enxaguar os fios. Após isso, o produto vai deixar o óleo de rícino menos viscoso e facilitar a completa remoção.

Ressecamento e caspa

Para realizar um tratamento pontual, aplique aproximadamente 1 colher de óleo de rícino no couro cabeludo e massageie a região com movimentos circulares.

Os movimentos fazem com que o óleo naturalmente seja aquecido e penetre com mais facilidade nos poros do couro cabeludo e nas cutículas os fios.

Deve-se deixar o produto agir por, pelo menos, 2 horas e enxaguar o cabelo, lavando-o normalmente.

Também é possível realizar a hidratação diária colocando 1 colher do extrato de rícino no shampoo e misturando bem. Sugere-se que a lavagem seja feita com a massagem e estimulação do couro cabeludo durante o banho e, em seguida, o enxágue normal para retirar todo o produto.

Fios renovados

Deve-se misturar 1 colher de óleo de rícino a 2 colheres de óleo de argan. O composto deve ser aplicado nos fios durante a noite, deixando sua ação ocorrer até a manhã seguinte.

Para potencializar a hidratação, pode-se enrolar uma toalha na cabeça, ou utilizar um touca, fazendo com que o cabelo fique mais aquecido.

Na manhã seguinte, a lavagem ocorre normalmente. O tratamento pode ser feito, em média, 1 vez por semana.

Na pele

Hidratação profunda

O ideal é misturar o produto a outros óleos naturais, como o óleo de coco ou de amêndoas. A proporção pode ser 1:1, ou seja, pode-se usar uma colher de cada óleo.

Para que o produto atue profundamente, é indicado lavar a pele com água morna ou quente para que os poros se abram, passando uma camada à noite e retirando-o no outro dia. O processo pode ser repetido a cada 15 dias.

Hidratação diária

Adicionar uma colher de óleo de rícino no creme ou loção corporal potencializa a ação do hidratante. A combinação tende a ser mais facilmente absorvida pela pele, que não apresenta um aspecto oleoso e dispensa a necessidade do enxágue.

Pontos extremamente ressecados e ásperos, como calcanhar e sola do pé, podem ser amenizados com a utilização de compressas com o óleo. Para isso, mistura-se o extrato de rícino com outro extrato natural, como o óleo de amêndoas. Umedecendo o algodão, faz-se compressas de 15 minutos por dia.

Amenizar cicatrizes e estrias

A utilização diária do produto auxilia a amenizar e disfarçar cicatrizes e estrias através da hidratação profunda. Para isso, deve-se misturar o produto a outro óleo natural, como o de amêndoas, na proporção de 1:1, ou seja, 1 colher de cada óleo.

O composto deve ser aplicado diariamente sobre a região afetada com a realização de movimentos circulares, que facilitam a absorção e penetração dos óleos na pele.

Em geral, indica-se utilizar o produto a noite, antes de dormir, e lavar a região na manhã seguinte.

Hidratação de peles mistas e oleosas

Apesar da consistência oleosa do produto, o extrato de rícino pode ser aplicado em peles mistas e oleosas sem acentuar o problema.

Para obter os benefícios, ele deve ser misturado com o óleo de girassol ou de coco, numa proporção de 1:5, ou seja, 1 colher de óleo de rícino para 5 de óleo de girassol.

A mistura pode ser aplicada diretamente na pele, incluindo no rosto, com movimentos circulares ou com um algodão umedecido. Aproximadamente 2 horas após a massagem, a pele deve ser enxaguada.

O ideal é que, antes de realizar o tratamento, a pele seja lavada com sabonete neutro e adstringente. No dia seguinte à aplicação, o processo de limpeza deve ser repetido, favorecendo o controle da oleosidade.

Limpeza de pele e acne

O óleo auxilia na limpeza e hidratação da pele, reduzindo também o aparecimento de acnes.

Após lavar o rosto com água quente, que promove a abertura dos poros, deve-se umedecer um algodão com uma pequena quantidade de óleo de rícino e aplicar na pele do rosto ou da região afetada pela acne. Com movimentos circulares e leves, o óleo é estimulado a penetrar nos poros e facilitar a retirada de impurezas.

Após isso, pode-se tirar o excesso de óleo com um algodão limpo e seco ou lavar o rosto com sabonete neutro.

Nas unhas

Para deixar as unhas mais fortes, protegidas e saudáveis, aplique uma camada do óleo uma hora antes de fazer as unhas ou diariamente, no período da noite. O ideal é que se deposite o produto ao longo de toda a superfície e também na cutícula.

A aplicação tem melhores resultados se for feita sem o uso de esmaltes, pois eles formam uma camada e diminuem a penetração do óleo.

Na sobrancelha

Deve-se ter cuidado com a aplicação devido à região dos olhos, que é bastante sensível.

Para aplicar o óleo com cuidado e evitar que ele escorra, pode-se utilizar um tubo vazio de rímel ou adquirir um pincel de sobrancelha em lojas de cosméticos.

No caso da reutilização do tubo, a embalagem e as cerdas precisam ser deixadas de molho e enxaguadas com água abundante, a fim de remover todas as partículas da máscara de cílios.

A pele e a sobrancelha devem ser limpas com algodão e demaquilante, promovendo a higienização correta. Espere, ao menos, 5 minutos antes de aplicar o óleo para que todo o demaquilante evapore ou seque, evitando reações entre os produtos.

Insira uma pequena quantidade do extrato e rícino no tubo vazio ou umedeça o pincel diretamente no óleo, cuidando para que não se acumule em excesso nas cerdas, podendo escorrer pelo rosto.

Com cuidado, aplique o líquido na região da sobrancelha, como se estivesse penteando os fios seguindo a direção do crescimento.

O produto pode ser lavado 2 horas após a aplicação com água morna ou fria e sabonete neutro.

Na barba

A aplicação pode ser feita 3 vezes na semana quando entrar em contato direto com a pele ou até 5 vezes se for aplicado somente nos fios da barba.

O óleo deve ser utilizado em uma pequena quantidade, cerca de 1 colher de sopa, com movimentos circulares.

É necessário que a pele esteja limpa, preferencialmente com sabonete neutro. Também é importante secar bem os pelos, garantindo que a penetração do composto seja eficiente.

Se o óleo for concentrado apenas nos fios da barba, a hidratação pode ser feita antes de dormir e o rosto deve ser lavado no dia seguinte. Se for aplicado diretamente na pele, deve-se remover o extrato após 2 horas, utilizando água morna e sabonete neutro.

Usos terapêuticos

Alívio de dores

O óleo de rícino é abundante em ácido ricinoleico, conhecido como ômega 9.  Este ácido graxo confere ações analgésicas e anti-inflamatórias, atuando como antibactericida e podendo amenizar dores. Para isso, a aplicação pode ser feita através de compressas e massagem na região acometida pela dor ou inflamação muscular.

Laxante

O óleo de rícino pode ser indicado em casos de prisão de ventre, se não houver suspeita de doenças relacionadas (como obstrução intestinal ou doença de Crohn), e antecedendo exames como a colonoscopia.

Em geral, indica-se a ingestão de 15mL (uma colher de sopa), com atuação entre 1 e 3 horas. O óleo promove a irritação da mucosa intestinal e o acúmulo de água no órgão, estimulando a ação purgativa. A utilização com fins laxativos deve ser indicada por um médico, pois pode trazer riscos à saúde.

Efeitos colaterais

Em geral, o óleo de rícino não apresenta efeitos colaterais quando devidamente utilizado. As possíveis reações adversas incluem alergia ao composto, que causam irritação, coceira e vermelhidão na pele ou couro cabeludo.

Em contato com os fios de cabelo, o produto pode interferir na oleosidade, alterando a densidade e volume.

Se aplicado rente às mucosas (como lábios e nariz) ou na região dos olhos, o extrato natural pode causar irritação, desenvolvendo uma reação inflamatória.

Na ação laxativa, o efeito pode ser acompanhado de cólicas, desconforto abdominal, náuseas, vômitos, desidratação e irritação do cólon. Os sintomas tendem a diminuir em até 5 horas se não for constatada superdosagem.

Quando há o uso prolongado ou frequente, ainda que nas dosagens recomendadas, o óleo pode alterar o fluxo intestinal, causando lesões na parede do intestino e problemas de absorção de nutrientes.

Teste alérgico

Antes de utilizar o composto, é indicado realizar um teste alérgico, garantindo que não haverá efeitos adversos com o produto. A avaliação, chamada de teste de contato, pode ser feita com a aplicação de uma mínima quantidade do óleo na região do antebraço. Deve-se esperar 24 horas e avaliar a região.

Em casos alérgicos, podem surgir vermelhidão, coceira, bolhas, descamação e alterações da superfície da pele. Se nenhum sinal for verificado, bem como nenhuma reação interna, entre elas a falta de ar, taquicardia ou tonturas, o produto pode ser utilizado de modo cosmético sem riscos alérgicos.

Contraindicações

O extrato de rícino é contraindicado para grávidas, lactantes, crianças pequenas e indivíduos que possuam cólon irritável e obstrução intestinal.

Especialmente para grávidas, o produto pode induzir a contração do útero, acarretando o parto prematuro ou, na gravidez inicial, levar ao aborto. Também são relatados casos em que se relaciona o óleo com a evacuação do mecônio ainda na barriga da mãe.

O mecônio é substância pastosa encontrada no intestino do bebê, que é eliminada, geralmente, em até 24 horas após o nascimento.

Em lactantes, o óleo pode interferir na composição do leite materno, tendo efeitos também no bebê, como a alteração do trânsito intestinal.

Onde comprar

O óleo de rícino para fins estéticos pode ser encontrado em casas de cosméticos, manipulação e produtos naturais.

Já o óleo de rícino medicinal, para uso laxativo, encontra-se em farmácias e deve ser adquirido sob indicação médica. No Consulta Remédios é possível encontrar as melhores ofertas em redes online que entregam por todo o Brasil.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.


Utilizado há décadas, o óleo de rícino é conhecido por muitos devido às possíveis propriedades terapêuticas. No entanto, não há comprovação científica de que o produto atue incisivamente nas patologias.

Estudos não apontam malefícios ou danos devido à utilização, salvo os casos contraindicados ou em superdosagens. Quando aliado aos demais tratamentos sugeridos na literatura médica, a substância pode ter efeitos positivos no organismo.

Assim, o extrato de rícino, como opção medicinal, pode agir concomitante aos demais medicamentos. Além disso, como muitos extratos naturais, o óleo de rícino é uma opção cosmética natural que tem se popularizado. Para fins estéticos, o produto demonstra propriedades potentes e acessíveis.

No nosso blog você confere várias dicas para melhorar sua saúde e bem-estar!

Referências

https://www.medicalnewstoday.com/articles/319844.phph

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