Os dois problemas podem trazer confusão na hora do diagnóstico por terem sintomas muito parecidos. A tuberculose e a pneumonia apresentam a tosse como um dos sinais mais comuns da doença.

O diagnóstico se torna mais difícil, principalmente, em pacientes diabéticos, com insuficiência renal crônica, idosos, pessoas com problemas hepáticos ou portadores do vírus HIV.

Nesses casos, as pessoas podem apresentar quadros atípicos, tornando mais difícil o diagnóstico.

Mas, na hora de diferenciar é importante levar em conta o tempo que os sintomas levam para se agravar. A pneumonia costuma evoluir rapidamente, enquanto a tuberculose pode demorar até mesmo semanas para que o quadro piore e necessite de ajuda médica.

Uma das formas de distinção entre essas duas acontece quando o paciente apresenta sintomas típicos da pneumonia, como febre e tosse, mas mesmo com o tratamento de antibióticos não apresenta melhora do quadro. Dessa forma, a tuberculose pulmonar torna-se uma das principais suspeitas.

Outra diferença está no agente infeccioso. Enquanto a pneumonia ocorre por diferentes agentes, a tuberculose acontece por uma única bactéria, a Mycobacterium tuberculosis, também conhecida por bacilo de Koch.

Também se diferem pela transmissão, sendo a tuberculose altamente mais contagiosa do que a pneumonia.

Para o diagnóstico correto, também é importante analisar o tempo que a doença levou para se manifestar. A pneumonia é uma condição aguda, em poucas horas da infecção os sintomas começam a atingir o paciente.


O intervalo entre o surgimentos dos primeiros sinais e a busca por um médico pode ser de 48 a 72 horas, nesses casos. Já na tuberculose, o processo é diferente. Os sintomas surgem de forma gradual e mais lenta. A tosse, principal sintoma, também vai piorando com o tempo.

Fonte consultada

Dr. Paulo Caproni (CRM/PR 27.679 | CRM/SC 25.853 | CRM/SP 144.063), graduado em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP-SP (PROAHSA). MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde (CEAHS) pela FGV-SP


Minuto Saudável: Somos um time de especialistas em conteúdo para marketing digital, dispostos a falar sobre saúde, beleza e bem-estar de maneira clara e responsável.

Participe da discussão

4 comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

  1. Eu tenho a tuberculose desde 2014, já lá vão 5 anos que eu venho fazer o tratamento mais não a melhoria, ela vai e depois volta, a anos atrás embora já era doente mais ainda dava para se remediar, mais actualmente parece que as coisas só vêm piorando mesmo fazendo o tratamento, eu já não consigo falar em condições, pós eu fico muito cansado mesmo só conversando
    O meu raio x, recente apresentou o pulmão direito disfeito, parece que já não aparece no raio x.
    Eu tenho medo de morrer tão cedo, sou muito jovem só tenho 22 anos de idade, e me tornei muito dependente por causa dessa terrível doença que me assola a anos, pós eu pesso encarecidamente quem entende sobre essa doença, que me ajude a lidar com isso, me explicando como me cuidar, como se vive com isso

    Obrigado

    1. Olá, Raul.
      É importante que você receba assistência médica, para avaliar corretamente o seu quadro.
      Exames e um acompanhamento rigoroso são fundamentais para que o tratamento seja eficaz. Medicamentos e tratamentos complementares podem ser necessários, de acordo com a avaliação médica.

  2. Sou uma paciente de tuberculose, estou fazendo o tratamento a 3 meses e 5 dias. A exatamente 2 dias atrás, tive uma crise e não conseguia respirar de dor, fui ao pronto socorro, bateram o raio-x e o médico de plantão identificou que estou com pneumonia. Juro que até o momento não consegui entender. Isso é possível? É muito perigoso? Eu teria que ter internado?
    Contudo, o médico me passou uns remédios e pediu para que eu refizesse os exames após 10 dias. Não sei mais pq fazer, estou desesperada. Podem me ajudar?

    1. Olá, Nathalia.
      A pneumonia é uma doença que, em grande parte dos casos, felizmente possui tratamento. O mais indicado nesse caso é seguir as recomendações médicas, ou seja, fazer o uso dos medicamentos receitados e repetir os exames. Todas as dúvidas devem ser tiradas com o médico que te acompanha.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *