Breno H. M. (Minuto Saudável)
04/03/2019 08:00

Herpes zóster: o que é, sintomas, tratamento, fotos, é contagioso?

A catapora, que é uma doença que costuma afetar crianças, desaparece depois de um tempo e então o paciente fica imune.

Com o tempo, esquecemos das bolhas na pele e achamos que a doença nunca mais vai nos incomodar. Anos depois, um formigamento incômodo nas costelas surge.

Ela se escondeu. A catapora, vencida pelo sistema imunológico da criança, se escondeu no corpo a espera de um momento oportuno para voltar.

Essa é a herpes zóster: uma nova tentativa por parte de um vírus adormecido que não é muito perigoso, mas que não podemos eliminar completamente de nosso corpo.

Continue lendo para aprender sobre a herpes zóster!

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é herpes zóster?
  2. Quais as causas da herpes zóster?
  3. Transmissão da herpes zóster?
  4. Fatores de risco
  5. Herpes zóster na gravidez
  6. Sintomas da herpes zóster
  7. Como é feito o diagnóstico?
  8. Herpes zóster tem cura?
  9. Qual o tratamento da herpes zóster?
  10. Medicamentos
  11. Existe tratamento caseiro para herpes zóster?
  12. Prognóstico
  13. Complicações da herpes zóster
  14. Como prevenir herpes zóster?
  15. Vacina contra herpes zóster
  16. Fotos da herpes zóster
  17. Perguntas frequentes

O que é herpes zóster?

A herpes zóster, também conhecida como cobreiro, é uma doença causada pelo vírus varicela zoster virus (VZV) ou herpesvírus humano tipo 3.

Ele não é o mesmo vírus que causa a herpes labial e genital, apesar da condição que ele causa receber o nome de herpes.

Esse vírus é o mesmo responsável pela catapora (também chamada de varicela), frequente em crianças.

Quando um paciente é infectado pelo vírus da varicela pela primeira vez bolhas aparecem e, depois de algum tempo, desaparecem e a pessoa está curada da catapora, normalmente sem necessidade de intervenção médica.

A infecção deixa o paciente imune à catapora, mas o vírus varicela zóster não é completamente eliminado.

Ele se aloja em um gânglio nervoso, uma estrutura que conecta os nervos à medula espinhal, e fica incubado por um tempo indeterminado, frequentemente por anos.

Os gânglios nervosos ficam do lado de fora do sistema nervoso central. São vários, e se localizam logo ao lado da espinha no decorrer da medula espinhal.

Eles se dispõem em pares, um gânglio de cada lado do corpo. Podem ser encontrados desde o pescoço até a base da coluna.

Um detalhe curioso sobre a herpes zóster é que como ela afeta um gânglio nervoso (que fica na raiz dos nervos) e se espalha apenas para o respectivo nervo, ela afeta apenas um lado do corpo. Se a herpes zóster está no lado direito, ela não irá se espalhar para o esquerdo.

No CID-10 o código da herpes zóster é B02.

O que desencadeia o despertar do vírus incubado não é certo, mas o resultado quando isso acontece é uma reativação do vírus.

Ele segue o caminho do nervo onde está alojado, causando bolhas na pele semelhantes às da catapora. Entretanto, nesse caso, as bolhas são localizadas apenas na região onde o nervo afetado se encontra.

A herpes zóster não pode ser transmitida pelo ar, apenas pelo contato, já que os vírus ativos só estão presentes dentro das bolhas na pele e no nervo. No decorrer de alguns dias, o sistema imunológico elimina a doença.

Quais as causas da herpes zóster?

Na catapora, o vírus VNV se aloja nos gânglios nervosos que se conectam à medula espinhal e afeta o corpo todo.

Depois que o sistema imunológico vence o vírus, o paciente adquire imunidade à doença, mas alguns deles ficam incubados nos gânglios. A herpes zóster é causada pelo despertar do vírus da catapora.

Não se sabe exatamente o que desencadeia o despertar do vírus, mas ele costuma acontecer anos depois da infecção inicial, frequentemente na idade adulta.

Acredita-se que enfraquecimentos do sistema imunológico ou estresse possam desencadear o reativamento viral.

Transmissão da herpes zóster

A transmissão da herpes zóster acontece anos antes da manifestação da doença, inicialmente na forma de catapora.

Essa doença é comum em crianças entre 3 e 13 anos e deixa a pessoa imune à infecção, mas é possível que alguém mais velho seja infectado caso não tenha sido vacinado e nunca tenha pegado a doença na infância.

A catapora pode ser transmitida de diversas formas, como ter contato direto com as bolhas ou com a saliva (que pode vir por tosses ou espirros) de alguém infectado, e com superfícies contaminadas, como maçanetas e controles, por exemplo.

Ela é facilmente transmitida, se espalha rápido, mas a doença costuma desaparecer depressa graças ao sistema imunológico.

Entretanto, o vírus se aloja em um nervo, preparando o corpo para uma possível reinfecção futura na forma de herpes zóster.

Herpes zóster é contagiosa?

Sim, mas não da mesma maneira que a catapora. Como a herpes zóster é especialmente localizada, ela não pode ser transmitida através da saliva, por exemplo.

Sua disseminação é mais difícil. O único jeito é o contato direto com as bolhas que a doença causa, já que o vírus ativo está dentro delas.

Também não é possível pegar a herpes zóster em si. O paciente que não tem imunidade VZV (por não ter tomado vacina nem ter contraído a doença na infância) pode contrair o vírus, mas a doença se manifestará na forma de catapora.

Se o paciente está imune, nada acontece e o vírus não se manifesta.

Fatores de risco

O único grupo de risco para a herpes zóster é ter contraído o vírus da catapora no passado. É importante notar que a contaminação pelo vírus da catapora pode não necessariamente resulta na doença se manifestando.

O sistema imunológico pode ser capaz de impedir que isso aconteça, o que resulta no vírus se alojando nos gânglios sem que os sintomas clássicos da catapora se manifestem. Nesse caso, mesmo que a pessoa não tenha tido catapora, ela pode ter herpes zóster, já que o vírus está lá.

Pessoas que nunca foram infectadas e entram em contato com o vírus não pegam herpes zóster, mas sim a catapora, que afeta o corpo todo, e só então ficam vulneráveis a outra doença.

Entretanto, acredita-se que a maior parte das pessoas seja portadora do vírus adormecido. Se você já teve varicela, é uma dessas pessoas. Algumas condições que favorecem a reativação do vírus são:

Acima de 50 anos

A herpes zóster é mais comum em pessoas de mais de 50 anos de idade, provavelmente por causa de mudanças biológicas relacionadas ao envelhecimento.

Imunodeficiências

Pessoas que possuem deficiências imunológicas, como portadores de HIV, têm mais chance de desenvolver a herpes zóster já que o sistema imunológico enfraquecido pode permitir que o vírus desperte.

Tratamentos imunossupressores

Pelo mesmo motivo das pessoas com imunodeficiências, quando se está em um tratamento imunossupressor existem mais chances do vírus da varicela despertar como herpes zóster.

Esses tratamentos incluem a quimioterapia ou o uso de medicamentos contínuos que reduzem a imunidade, como os usados após transplantes.

Herpes zóster na gravidez

A herpes zóster na gravidez não é um risco, já que a doença é bem limitada ao nervo afetado e não é capaz de alcançar o bebê.

Não existe motivo para preocupação, basta tratar a doença da mesma maneira que trataria sem a gestação.

Entretanto, a situação é diferente para a varicela. Caso você nunca tenha tido catapora, a infecção pelo vírus (que, na primeira vez, afeta o corpo todo) pode alcançar o bebê, o que representa um risco para ele. Por isso, é importante se vacinar contra essas doenças.

Sintomas da herpes zóster

Existem alguns sinais que indicam a presença da herpes zóster, e alguns são claros indicativos de que se trata da doença. Os sintomas são:

Febre

Um dos sintomas iniciais da herpes zóster, a febre se apresenta baixa. Ela é um sinal do sistema imunológico de que ele está combatendo uma infecção e aparece antes mesmo das erupções de pele.

Neuralgia

A neuralgia é causada pelo sistema imunológico se defendendo do vírus. É um grupo de sensações nervosas não relacionadas a estímulos exteriores.

Quando o VZV desperta e começa a percorrer o nervo que será afetado, é possível que haja coceira na pele, na região onde as futuras bolhas surgirão.

O formigamento é outro sinal de neuralgia, que indica o início da herpes zóster. Assim como a coceira, esse sintoma pode ocorrer na região onde as bolhas irão aparecer, no comprimento do nervo afetado.

A dor nos nervos também surge na neuralgia. Como a infecção está acontecendo nos nervos, a inflamação causada pelas defesas do corpo pode causar dor.

Além de destes sintomas, sensações como frio, calor e pressão podem ser sentidas na região por causa da neuralgia.

Bolhas

Os vírus se alojam na base de um nervo que sai da espinha dorsal e, quando é reativado, eles migram pelo nervo, causando as bolhas na pele. Elas são cheias de um líquido que contém os vírus ativos.

O curioso sobre a herpes zóster é que ela afeta exclusivamente um lado do corpo.

Como o vírus está na base do nervo que está conectado à espinha dorsal, mas não é capaz de afetar a espinha diretamente, ela só pode seguir para um lado e não consegue atravessar para o outro lado do corpo.

Curandeiros e benzedores se aproveitavam desde sintoma, marcando uma linha no meio do corpo do paciente e dizendo que “daqui não vai passar”, fazendo as pessoas acreditarem que as bolhas não iam para o outro lado do corpo por causa do que o curandeiro fez, quando não havia relação.

O vírus pode afetar qualquer nervo, o que significa que bolhas podem surgir em diversas partes do corpo como as pernas, os braços e até o rosto, onde o sintoma é mais perigoso já que pode afetar os nervos oculares.

Os locais mais comuns para o aparecimento das bolhas são:

  • A metade superior do rosto;
  • Os ombros e pescoço, na região das costas;
  • No comprimento da última costela, tanto na frente quanto nas costas;
  • Na barriga, tanto na frente quanto nas costas.

Coceira

As bolhas da herpes zóster podem causar coceira severa. Esse sintoma costuma ser aliviado pelo tratamento medicamentoso, mas também é possível usar compressas de água fria para aliviar a pele da coceira.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da herpes zóster é feito pelo clínico geral, médico infectologista ou pelo dermatologista.

Pode ser um diagnóstico difícil antes das bolhas aparecerem, o que pode levar de 5 a 10 dias após o vírus despertar.

Até lá, o único sintoma é a neuralgia, que pode ser causada por inúmeras outras condições.

Quando as bolhas aparecem, fica fácil identificar a doença com um exame clínico a partir de observação, já que o posicionamento delas é bastante característico, afetando apenas um lado do corpo.

Raspagem das lesões

Para garantir o diagnóstico, é possível que o médico realize a raspagem das lesões, o que permite que o líquido dentro das bolhas seja analisado em busca do vírus.

Herpes zóster tem cura?

Tecnicamente não. Depois de algum tempo, os vírus são destruídos pelo sistema imunológico, mas alguns ficam protegidos no gânglio nervoso. Lá, o sistema imunológico não é capaz de eliminá-los e o vírus volta para o estado incubatório.

O que significa que é possível que a herpes zóster volte. Entretanto, isso é extremamente raro e apenas 4% dos pacientes têm a recidiva. Quem já teve herpes zóster dificilmente terá outra vez.

Qual o tratamento da herpes zóster?

A herpes zóster costuma desaparecer sozinha. O próprio sistema imunológico está preparado para lidar com ela na maioria das vezes, portanto, o tratamento usado costuma ser focado em aliviar os sintomas até que a doença passe.

A exceção é quando a condição afeta idosos ou o rosto, já que no primeiro caso, existe risco maior e, no segundo, a visão pode ser danificada e, portanto, existe uma necessidade maior de lidar com a doença.

Nesse caso, medicamentos antivirais também são utilizados.

Medicamentos para herpes zóster

Os medicamentos usados para o tratamento da herpes zóster podem ter a ação de lutar contra a infecção ou simplesmente tratar a neuralgia, que é um sintoma que pode causar dores severas em alguns casos.

Nem sempre os medicamentos usados para o tratamento direto da infecção viral são necessários, já que o próprio sistema imunológico é capaz de lidar com a doença na grande maioria das situações.

Os medicamentos usados são:

Antivirais

Os medicamentos antivirais servem para eliminar vírus do organismo. Eles agem de diversas formas diferentes, impedindo a reprodução do agente, inibindo sua liberação, estimulando o sistema imunológico e muitos outros tipos de ação que variam de antiviral para antiviral.

No caso da herpes zóster, os antivirais mais utilizados são:

É importante notar que o aciclovir é um medicamento que só tem efeito sobre a herpes zóster durante as primeiras 72 horas após o aparecimento dos sintomas.

Se o diagnóstico tratamento for iniciado depois desse tempo, ele se foca apenas em reduzir a dor até que a doença desapareça.

Anti-inflamatórios corticoides

Para lidar com a neuralgia, anti-inflamatórios corticoides podem ser utilizados. Eles reduzem a inflamação dos nervos, diminuindo as dores e outros efeitos que o combate imunológico contra o vírus causa.

Existe a desvantagem, entretanto, de que esse tipo de medicamento é imunossupressor.

Eles reduzem a ação do sistema imunológico, o que pode fazer com que a infecção viral seja um pouco prolongada. Por isso, é frequente que sejam usados junto dos antivirais.

Entre os principais anti-inflamatórios estão:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Existe tratamento caseiro para herpes zóster?

Existem algumas coisas que você pode fazer para aliviar os sintomas, facilitar a recuperação e evitar problemas relacionados a herpes zóster.

Repouse

O repouso pode facilitar o trabalho de seu sistema imunológico. Assim, o vírus pode ser contido mais depressa, além ajudar a evitar possíveis danos nervosos que podem trazer complicações.

Não cubra a pele

Permitir que a pele fique em contato com o ar pode acelerar a cicatrização, enquanto cobri-las tem a tendência de dificultá-la, além de poder causar danos na pele ferida.

Não coce

Coçar as bolhas traz algumas consequências negativas.

Primeiro, dificulta a cicatrização, já que a coceira pode causar feridas. Segundo, espalha o vírus. No caso da herpes zóster, os vírus se encontram dentro das bolhas e coçá-las pode fazer com que elas estourem.

Quando as bolhas estouram, o vírus pode se depositar em roupas, objetos e nas mãos do paciente, o que facilita a contaminação de outras pessoas.

Leia mais: Sarampo coça? Conheça as fases e sintomas da doença

Aplique compressas geladas

Não se deve utilizar pomadas para a coceira da herpes zóster. Entretanto, compressas geladas podem ser utilizadas para aliviar este sintoma que é muito incômodo.

Prognóstico

O prognóstico da herpes zóster costuma ser positivo. As feridas causadas pela doença tendem a desaparecer em 2 a 4 semanas e, na maioria dos casos, não deixa complicações.

Raramente ela reincide e apresenta perigo apenas nos casos em que afeta os olhos.

Complicações da herpes zóster

Existem algumas complicações possíveis da herpes zóster e são elas os principais motivos para que as pessoas devam prestar atenção na condição.

Neuralgia pós-herpética (Neuralgia crônica)

A neuralgia pós-herpética acontece quando, mesmo depois da herpes zóster ser eliminada, a neuralgia persistir.

Isso pode acontecer quando os nervos são danificados durante a infecção viral, o que pode fazer com que os sintomas de dor, queimação e formigamento persistam.

Os casos de neuralgia pós-herpética, também chamada de neuralgia crônica, podem durar de 3 meses a vários anos e são mais comuns quando a herpes zóster afeta idosos.

A condição causa sofrimento e dores intensas, afetando movimentos simples. Levantar-se pode se tornar uma ação dolorida devido à neuralgia e até mesmo vestir-se pode ser complicado.

Não existe cura para essa complicação e o tratamento para a dor costuma ser extenso, mas é frequente que os nervos se regenerem aos poucos e a necessidade medicamentosa diminua.

Ceratite (no olho)

A ceratite é uma inflamação da córnea (a lente dos olhos) quando a infecção afeta o nervo ocular.

Quando o vírus afeta a córnea, ela pode desenvolver tecido cicatricial, o que prejudica severamente a visão.

Nos casos em que o nervo afetado pela herpes zóster é o facial, com possibilidade de danos ao nervo ocular e aos olhos, o tratamento é especialmente necessário para evitar complicações oculares e perda de visão.

Encefalite

Em casos raros, o vírus da varicela pode conseguir acessar o cérebro, causando uma inflamação no órgão.

Isso é extremamente perigoso, podendo causar danos e sequelas irreparáveis. Por isso, é muito importante buscar atendimento médico para análise da situação.

Entupimento arterial

A infecção pelo vírus da herpes zóster causa inflamações. Em casos em que o risco já é presente, isso pode causar entupimento de artérias.

O resultado desse tipo de entupimento pode variar de infartos a até AVC (Acidente Vascular Cerebral). É raro, mas possível.

Como prevenir herpes zóster?

A prevenção da herpes zóster se dá através da vacinação contra a varicela e, nos casos em que a pessoa já teve catapora, através da vacinação contra a herpes zóster.

É extremamente difícil evitar a varicela sem a vacinação, já que é uma doença transmitida com muita facilidade, especialmente entre crianças. Portanto, a maneira mais eficaz de evitá-la é através da vacinação.

Entretanto, por motivos de saúde, algumas pessoas não podem se vacinar. Nesses casos, algumas atitudes podem dificultar a contração da varicela.

Higienização

Lavar bem as mãos quando entrar em contato com pessoas que possam estar com uma contaminação ativa reduz as chances de ser infectado pelo vírus.

Cuidado com ambientes compartilhados

Ambientes compartilhados, como ônibus ou salas de aula, podem ter os vírus circulando. Quando puder, evite aglomerações e lave as mãos depois de usar um desses ambientes.

Vacina contra herpes zóster

Existe uma vacina contra herpes zóster. Como a doença é mais comum em idosos, recomenda-se que pessoas com mais de 50 anos sejam imunizadas, o que pode ser feito mesmo que o paciente já tenha tido um caso de herpes zóster antes.

Porém, essa vacina não está no calendário do SUS e só pode ser tomada em clínicas particulares.

Ela não é muito barata, podendo custar até R$ 450, mas protege contra a doença, principalmente àqueles mais vulneráveis a ela, os idosos.

Quem pode tomar a vacina do herpes zóster?

A vacina contra herpes zóster pode ser usada por quase qualquer pessoa, entretanto, existem contraindicações. Gestantes, pessoas imunossuprimidas (seja por doença como HIV ou por medicamentos) e pessoas que fazem tratamento com corticoides não devem receber o imunizador, já que problemas podem surgir.

O sistema imunológico dessas pessoas podem ter problemas com a vacina, portanto se deve evitá-la nesses casos.

Fotos de herpes zóster

Aqui você pode ver algumas fotos de como a herpes zóster se apresenta.

Pode afetar a região ocular:

Note que a doença só afeta um lado do corpo:

Perguntas frequentes

Posso ter herpes zóster mais de uma vez?

Apesar de raro, é possível que uma pessoa desenvolva a herpes zóster duas ou até mais vezes.

O vírus nunca é completamente eliminado, apenas controlado. Por isso, a vacinação contra herpes zóster pode ser recomendada depois dos 50 anos de idade, mesmo que a pessoa já tenha tido a doença.

Contágio da herpes zóster: como pega?

Não é possível contrair a herpes zóster diretamente.

Primeiro você precisa ter varicela, também chamada de catapora. A transmissão da catapora se dá com tanta facilidade que a maior parte das pessoas já teve a doença, provavelmente na infância.

O vírus pode ser transmitido tanto pelas feridas das bolhas quanto pela saliva e tosse de pessoas infectadas por catapora.

A herpes zóster se manifesta anos após a infecção original. Nesse estado, ela não pode ser transmitida pela saliva, mas apenas pelo contato com as bolhas.

Quanto tempo dura a infecção?

O ciclo do vírus da herpes zóster dura entre 2 a 4 semanas. Alguns casos podem apresentar dor nos nervos por algum tempo além disso. Quando essa dor passa dos 3 meses, ela já pode ser considerada neuralgia crônica.

Herpes zóster é sexualmente transmissível?

Não. O vírus da herpes zóster se encontra apenas nos nervos e nas bolhas causadas pela condição, portanto, o sexo não é um meio de transmissão.

Entretanto, é importante tomar cuidado já que o contato direto com as bolhas pode sim causar a contaminação pelo vírus.

Lembre-se de que o vírus da herpes zóster não é o mesmo das outras herpes. Existe a versão genital da herpes e esta sim é sexualmente transmissível.

Posso usar remédios caseiros nas bolhas?

Não. As bolhas da herpes zóster desaparecem sozinhas. Para lidar com a coceira, use compressas de água fria, sempre conforme orientação médica. O tratamento medicamentoso costuma aliviar o sintoma.

A utilização de receitas caseiras nas bolhas pode facilitar uma infecção por bactérias, o que pode evoluir para uma condição mais grave.


A herpes zóster é uma doença que pode afetar qualquer um que, em algum ponto da vida, já tenha contraído catapora. Ela causa dores nervosas e o aparecimento de bolhas que desaparecem em algumas semanas.

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Fontes consultadas

27/02/2019 16:25

Breno H. M. (Minuto Saudável)

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Ver comentários

  • Meu tio se diagnosticou desde 2006 com zoster nos dois olhos ao mesmo tempo, embora não tenha aparecido bolhas nem cobreiro nem inchaço algum, nem vermelhidão, apenas ele reclama que diminuiu a visão embora ele dirija muito bem. Ele também reclama que tem piorado a perda da visão embora não haja nenhum sintoma visível de zoster e aparentemente ele enxerga razoavelmente normal. Eu tenho tentado convecêlo a ir ao oftalmo para averiguar se realmente ele tem zoster nos olhos, pois embora ele reclame a perda da visão ele dirige muito bem, aliás um dos melhores motoristas que conheço. Tem alguma maneira de perceber se realmente a visão tem piorado por zoster sem fazer exames? Eu e minha família as vezes pensamos que ele está exagerando quando diz que perdeu drasticamente a visão. Por exemplo, ele diz não enxergar o que tem na tela de um smartphone, mas ele vê as horas no seu relógio de pulso, dirige em ruas movimentadas e estreitas, as vezes ele diz que não reconhece uma pessoa a dois metros dele, e em outros momentos ele reconhece alguém a 10 m. Você tem alguma idéia de como convecelo a ir ao oftalmo, ou identificar se ele realmente está gravemente com a visão comprometida?

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    • Olá.

      Existem alguns testes de vista na internet, mas apenas o oftalmologista pode realmente fazer um diagnóstico e ter certeza de o que pode estar errado. Ele pode dirigir bem mesmo com a visão parcialmente comprometida, mas isso também significa que ele está se expondo e expondo aos outros a um risco grande, caso esse comprometimento o impeça de ver e reagir a algo durante a direção, por isso o que ele está fazendo é muito perigoso.
      Recomendamos que seu tio vá a um oftalmo para fazer os exames necessários. Boa sorte e obrigado pelo comentário.

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