Breno H. M. (Minuto Saudável)
14/03/2018 08:00

Gordura no fígado: graus, sintomas, causas, tratamento e mais

O que é a gordura no fígado?

O acúmulo de gordura no fígado é chamado de esteatose hepática. Ela acontece quando as células do fígado começam a acumular gordura. O órgão, normalmente, possui um pouco de gordura, o que é natural. Entre 5 e 10% de seu peso costuma ser gordura. Porém, quando a quantidade da substância vai acima disso, o fígado está gorduroso.

Este acúmulo pode acontecer devido a alimentação ruim, abuso de bebidas alcoólicas ou sobrepeso. Apesar de pessoas obesas e diabéticas, além das alcoólatras, desenvolverem esta doença com mais frequência, qualquer um está sujeito a ter esteatose hepática.

Normalmente o fígado gorduroso não apresenta sintomas, especialmente no início, portanto pode ser difícil diagnosticar a doença. Porém, conforme a gravidade da doença aumenta, os sintomas podem ser sentidos e as consequências podem ser graves.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações

  1. O que é gordura no fígado?
  2. Tipos
  3. Graus da doença
  4. Causas
  5. Grupos de risco
  6. Sintomas
  7. Como é feito o diagnóstico da esteatose hepática?
  8. Esteatose hepática tem cura?
  9. Qual o tratamento?
  10. Medicamentos para esteatose hepática
  11. Remédios caseiros
  12. Convivendo
  13. Prognóstico
  14. Complicações
  15. Como prevenir a esteatose hepática?

Tipos

Existem dois tipos de esteatose hepática. A doença é classificada de acordo com a causa do acúmulo de gordura.

Esteatose hepática alcoólica

Na versão alcoólica da doença, a mais grave, a causa do acúmulo de gordura no fígado é o abuso de bebidas alcoólicas. O álcool é processado pelo fígado e o exagero no consumo da substância pode danificar o órgão seriamente.

Esteatose hepática não-alcoólica

Nesta versão, a doença é causada por outros fatores. Eles podem ser:

  • Sobrepeso e obesidade;
  • Hepatites virais;
  • Diabetes;
  • Colesterol ou triglicérides altos;
  • Alteração muito rápida de peso;
  • Uso de certos medicamentos como estrógeno, corticoides, antirretrovirais entre outros;
  • Inflamações hepáticas crônicas devido a outras doenças.

Esta versão da doença é reversível e curável e raramente precisa de medicamentos para o tratamento.

Graus da doença

A esteatose hepática é dividida em graus, dependendo da quantidade de gordura presente no fígado.

Grau 1 (Leve)

Neste grau, a doença não costuma causar sintomas ou qualquer consequência no corpo da pessoa. Os níveis de gordura estão pouco acima do ideal e reduzir estes níveis novamente para o saudável não é difícil através da alimentação e exercícios.

Grau 2 (Moderado)

Podem surgir sintomas característicos do acúmulo de gordura no fígado, como inchaço da barriga, dores abdominais ou fezes brancas. No caso de o acúmulo de gordura ser não-alcoólico, a cura ainda é possível e medicamentos ainda não são necessários. No caso de ser um caso alcoólico, a situação é um pouco mais complicada.

Grau 3 (Grande acúmulo)

Neste estágio, a esteatose hepática evolui para esteato-hepatite, uma inflamação no fígado causada pelo grande acúmulo de gordura. Esta inflamação causa danos nas células do órgão, o que, em repetição, pode causar fibroses, além de reduzir a eficácia do órgão.

Com o tempo e muitas fibroses, a condição pode evoluir para uma cirrose e o fígado pode se tornar completamente ineficiente. Isso pode levar a mais problemas envolvendo a falta de filtragem do sangue por parte do órgão. Neste estágio, a doença é extremamente perigosa.

Causas

As causas do acúmulo de gordura no fígado estão diretamente relacionadas aos hábitos do paciente. Ser sedentário, estar em sobrepeso e consumir muitas bebidas alcoólicas podem causar acúmulos de gordura e danos no fígado, mas estas não são as únicas coisas que podem levar a essa condição.

Sobrepeso

O peso elevado pode causar acúmulos de gordura no fígado e em outros órgãos, especialmente se a quantidade de gordura abdominal (na barriga) for grande.

Má nutrição

Uma nutrição ruim pode causar sérios problemas para todo o corpo, incluindo o fígado. Mesmo se a pessoa não tiver sobrepeso, se ela consumir muitas gorduras, o fígado pode passar a acumulá-las.

Perda brusca de peso

Perder muito peso rápido demais pode deixar um acúmulo de gordura no fígado, que proporcionalmente ficará com mais gordura. É importante que dietas sejam feitas de maneira saudável, sem ser muito radicais, para manter o corpo da pessoa com saúde.

A perda de peso brusca é uma causa do acúmulo de gordura no fígado especialmente em situações em que a pessoa está em seu peso ideal (IMC entre 18 e 25) antes de perder o peso rapidamente.

Sedentarismo

As gorduras que são acumuladas dentro das células do fígado são as triglicérides. Esse tipo de gordura é usado pelo corpo para a produção de energia, que é usada em exercícios físicos.

O sedentarismo permite que os triglicérides fiquem no corpo, eventualmente se acumulando nos órgãos. Realizar exercícios físicos elimina a substância antes que ela possa penetrar as células.

Uso de medicamentos

Alguns medicamentos podem levar ao acúmulo de gordura no fígado. É o caso da tetraciclina, um antibiótico, estrógenos, que são hormônios, e antiretrovirais de alta eficácia, como os usados no tratamento de HIV.

Grupos de risco

Algumas pessoas estão mais propensas a desenvolver acúmulos de gordura no fígado do que outras. São elas:

Obesos

Pessoas acima do peso possuem mais gordura em seus corpos, e isso se aplica aos órgãos. O fígado de pessoas obesas possui acúmulo de gordura e, dependendo de como é a dieta do paciente, este acúmulo pode ser grande.

A obesidade abdominal (grande acúmulo de gordura no abdômen) está claramente entre os principais causas que aumentam o risco do fígado gorduroso.

Alcoólatras

O consumo de álcool em excesso sobrecarrega o fígado e suas células podem começar a acumular gordura, além de serem danificadas de outras formas. Alcoólatras estão no grupo de risco para desenvolver a esteatose hepática alcoólica, que é a versão mais grave da doença.

Sedentários

Exercícios ajudam a eliminar a gordura do corpo, usando-a como fonte de energia. Isso impede que a gordura se acumule nos órgãos. Mesmo se você não estiver acima do peso, se for uma pessoa sedentária, o acúmulo de gordura pode acontecer em seu fígado.

Síndrome metabólica

Pressão alta, resistência à insulina e níveis elevados de colesterol e triglicérides estão conectadas com o acúmulo de gordura no fígado.

Mulheres

Mulheres possuem maior chance de desenvolver gordura no fígado devido ao hormônio estrógeno, que facilita o acúmulo de gordura.

Síndrome do ovário policístico

Existem estudos que ligam a síndrome do ovário policístico a maiores chances de desenvolver esteatose hepática.

Grávidas

A gravidez causa a produção de diversos hormônios no corpo feminino. O estrógeno, que já é produzido normalmente, alcança taxas mais altas durante a gravidez, e pode facilitar o acúmulo de gordura no fígado da mulher grávida.

Hispânicos e orientais

Pessoas de etnias hispânicas e orientais possuem maiores chances de desenvolver gordura no fígado, ao contrário de pessoas com origem africana, que possuem menos chance de ter um esteatose hepática.

Sintomas

A esteatose hepática em si não causa sintomas perceptíveis. Ela é apenas o acúmulo de gordura no fígado e raramente é percebida pelo paciente.

Aproximadamente 30% da população possui a doença, mas ela fica imperceptível e o paciente não sabe que a tem, descobrindo por acaso em outros exames. Porém, a esteatose hepática é um estágio prévio da esteato-hepatite.

Quando grande e prolongado, o acúmulo de gordura pode causar inflamação do fígado. É quando os primeiros sintomas aparecem.

A inflamação pode causar lesões no tecido do fígado, criando fibroses, que caracterizam a evolução da doença para esteato-hepatite. Ela é uma condição séria e que precisa ser tratada.

Esteatose hepática

No início, com a inflamação ainda leve, os sintomas são mais suaves, mas evoluem com o tempo. São eles:

Dor e desconforto abdominal

A inflamação pode causar dores e desconforto que podem ser sentidos pelo paciente.

Perda de apetite

O apetite é reduzido e pode haver perda leve de peso em decorrência disso.

Cansaço e fraqueza

O fígado inflamado pode causar fraqueza e cansaço.

Aumento do fígado

A inflamação aumenta o fígado. É possível perceber este aumento em exames de imagem como ultrassonografias.

Esteato-hepatite avançada

Se não tratada, a esteato-hepatite avança e pode causar sintomas mais sérios.

Fibrose

A fibrose ocorre quando há tecido de cicatriz no órgão. O fígado deve ser liso e maleável. Se tecido cicatricial aparece nele, ele perde sua maleabilidade e parte de sua função.

As fibroses podem aparecer em maior quantidade com o tempo. Quando o fígado está completamente coberto por fibroses, ele perde a função e a condição evolui para cirrose hepática.

Insuficiência hepática

Devido a inflamação e tecido cicatricial, o fígado pode não conseguir funcionar de maneira adequada, levando a insuficiência hepática.

Ascite

Ascite é como é chamado o acúmulo de líquido dentro da cavidade abdominal e isso pode ser causado pela inflamação do fígado.

Depois da evolução para cirrose, o risco de ascite é ainda maior. 85% dos casos de acúmulo de líquido abdominal são causados por cirrose hepática.

Encefalopatia

Encefalopatia é qualquer doença que afeta o cérebro. O fígado é um dos órgãos responsáveis pela limpeza do sangue. Se ele não funciona direito, toxinas podem se acumular nele.

O sangue então transporta as toxinas para o cérebro, podendo causar demências, convulsões, confusão mental, coma e até a morte.

Hemorragias

A inflamação do fígado pode causar sangramentos internos que são difíceis de perceber. Eles podem se tornar hemorragias.

Aranhas vasculares

Pequenos vasos dilatados na pele em formato de aranha podem aparecer, daí o nome popular da condição, chamada de telangiectasia. Podem se desenvolver em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns no rosto, no branco dos olhos (esclera) e nas pernas.

Icterícia

Entre os materiais que o fígado processa está a bilirrubina, um pigmento que o corpo produz por conta própria. Devido a inflamação, o fígado não consegue processar a bilirrubina e ela se acumula no sangue. Este acúmulo pode deixar a pele e o branco dos olhos amarelados.

Como é feito o diagnóstico da esteatose hepática?

Os médicos gastroenterologista e clínico geral podem diagnosticar a esteatose hepática. Na maioria dos casos o fígado gorduroso é encontrado através de exames laboratoriais e de imagem que buscavam outras condições, já que é comum que não haja sintomas.

Porém, após encontrar esta suspeita, o médico precisa realizar o diagnóstico diferencial, que busca diferenciar o tipo de doença existente, já que diversas delas possuem sintomas semelhantes. Alguns exames podem ser feitos para encontrar a esteatose hepática:

Exame físico

A partir do histórico do paciente e das queixas dos sintomas, o médico pode realizar o exame físico em busca de sinais. No caso da esteatose hepática, é possível que o médico sinta o fígado levemente maior do que o normal, além de sua textura e se o toque causa dor.

O exame físico não é preciso e serve para levantar suspeitas que devem ser investigadas através de outros exames.

Exames de sangue

Exames de sangue podem mostrar certas alterações na corrente sanguínea e podem levantar suspeitas de certas doenças, mas ainda não é um exame preciso o bastante para um diagnóstico completo de esteatose hepática.

Exames de imagem

Os exames de imagem são ideais para se identificar inchaços, mudanças de tamanho e textura do fígado, além de outras alterações.

Ultrassonografia, ressonância magnética e tomografia computadorizada são exames especialmente úteis para encontrar alterações no fígado. Porém, em alguns casos, o diagnóstico pode precisar de maiores especificações.

Biópsia

A biópsia é realizada com a retirada de um pequeno pedaço do órgão a ser examinado através de uma incisão. As células serão analisadas com cuidado em busca de alterações para que o diagnóstico seja realizado.

O problema da biópsia é que é um exame relativamente invasivo e que exige que o paciente fique em repouso por alguns dias para evitar sangramentos.

Elastografia transitória

Um exame que em muitos casos pode substituir a biópsia na busca pelas doenças hepáticas como a gordura no fígado, a esteato-hepatite e a cirrose, a elastografia transitória funciona como uma ultrassonografia que também é capaz de identificar a elasticidade do fígado e a quantidade de gordura acumulada.

É vantajosa pois é indolor e não-invasiva, trazendo o mesmo resultado de uma biópsia para a esteatose hepática. Este exame consegue identificar o acúmulo de gordura, o estágio do acúmulo e se existe fibrose.

Esteatose hepática tem cura?

Sim, a esteatose hepática tem cura, desde que não tenha se transformado em esteato-hepatite, já que as fibroses, na maioria das vezes, não podem ser revertidas.

A cura da esteatose hepática envolve reduzir o acúmulo de gordura no fígado através de mudanças de hábito.

Qual o tratamento?

O tratamento da esteatose hepática depende de sua causa, que deve ser eliminada.

Reduzir o álcool

Independente de a condição ser causada ou não por álcool, o corte do consumo de bebidas alcoólicas é necessário para a recuperação do fígado. Quando é a variação não-alcoólica, a redução basta. Porém, se a condição é a variação alcoólica da doença, é necessário haver o corte total do consumo alcoólico.

Se o paciente for alcoólatra, isso pode ser difícil e tratamento para a condição do alcoolismo pode ser necessário. O alcoolismo é uma doença séria, que precisa de tratamento. Além de ser um vício, o corte completo e súbito de álcool de alguém dependente da substância pode ser perigoso, visto que é uma das poucas substâncias cuja abstinência completa e súbita pode matar.

Exercícios físicos

Exercícios devem ser realizados para haver a eliminação de gordura extra do corpo e do fígado, além de reduzir o colesterol.

Perder peso caso esteja acima do ideal

Caso o paciente esteja com sobrepeso ou obesidade, perder em torno de 7% a 9% do peso no decorrer de 6 meses ajuda a reduzir a quantidade de gordura. Perder muito peso rápido demais, entretanto, pode piorar a situação.

Além disso, se seu IMC já está saudável, não é recomendável reduzir mais o peso visto que isso também pode causar aumento da gordura do fígado.

Mudanças alimentares

É importante evitar alimentos muito gordurosos e açúcares. Carboidratos devem ser reduzidos na dieta, assim como carnes vermelhas e frituras. Frutas, verduras e vegetais devem entrar com maior frequência da alimentação.

Medicamentos para esteatose hepática

Existem alguns medicamentos que podem ser usados para a esteatose hepática. Porém, seus resultados são discutidos na medicina e eles não são indicados na maioria dos casos.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Remédios caseiros

Existem algumas opções de remédios caseiros para o fígado gorduroso. Lembre-se de que esses tratamentos não são cientificamente comprovados e o tratamento médico ainda é necessário.

Certas plantas medicinais tem o efeito de ajudar na digestão de gorduras e diminuir o colesterol. Eles podem ajudar a controlar a gordura do fígado.

  • Alcachofra;
  • Jaborandi;
  • Boldo;
  • Picão preto.

É possível beber chás de todas estas plantas. Para fazer o chá, misture a erva com 200 ml de água bem quente.

Convivendo

Conviver com doenças hepáticas pode não ser fácil, mas criar o hábito de uma alimentação saudável ajuda a evitar tanto as doenças como seus sintomas.

A dieta deve ter uma redução na gordura e aumento na quantidade de fibras. O objetivo é fazer com que o fígado tenha que trabalhar menos e reduzir a quantidade de gorduras no corpo do paciente.

O que pode

Alimentos com fibra

Carboidratos demais podem ser prejudiciais para quem tem gordura no fígado, mas isso não quer dizer que eles precisam ser cortados. Grãos integrais são ricos em fibras e ajudam o sistema digestivo a eliminar gorduras e glicose. Pães, arroz e massas integrais são os indicados.

Além disso, você também pode comer cereais como a aveia e a granola, também ricos em fibras.

Frutas

Todo tipo de fruta é bem vindo. Elas servem de fonte de energia e não pioram a situação do fígado, facilitando o trabalho do órgão.

Verduras

Espinafre, alface, couve e outras verduras são extremamente recomendadas para substituir os alimentos gordurosos.

Carnes

As carnes devem ser reduzidas na alimentação, mas não precisam ser cortadas. Dê preferência a carnes grelhadas e não coma a gordura pois, com o fígado gorduroso, ela pode ser prejudicial.

O que não pode

Você deve evitar alimentos gordurosos como a linguiça, salsicha, presunto, queijos (especialmente os amarelos que são mais ricos em gordura), maionese, manteiga, embutidos, oleaginosas (por exemplo nozes e amendoim), entre outros alimentos gordurosos.

Não pode usar azeite demais. Normalmente, o azeite é visto como um tipo de gordura saudável, mas no caso do paciente de fígado gorduroso, qualquer tipo de gordura pode ser prejudicial e deve ser cortada ou reduzida.

Pode-se comer a carne, mas não a gordura.

Álcool

Você não pode beber enquanto trata o fígado gorduroso. O álcool é a principal causa da condição e deve ser completamente cortado da dieta.

Tabaco

O tabaco não causa gordura no fígado, mas é recomendável parar de fumar para facilitar a recuperação do órgão. O cigarro faz mal para todo o corpo e a redução de gorduras e cicatrização do fígado ficam comprometidas com o tabagismo.

Exercícios

É importante realizar exercícios físicos para evitar o acúmulo de gordura no fígado e no corpo todo. Caminhadas e corridas são recomendadas. Elas queimam gorduras e permitem uma vida mais saudável.

Prognóstico

Pode-se esperar que, com as mudanças de hábito necessárias, haja recuperação completa do fígado do paciente, que deve ficar completamente saudável após o tratamento.

Mesmo que a condição seja descoberta no grau 3, é possível haver cura. O problema só começa a se aproximar de permanente depois de fibroses começarem a aparecer.

Complicações

A doença pode evoluir para uma cirrose hepática. A cirrose hepática é caracterizada por tecido cicatricial cobrindo o fígado por completo, causando debilidade grave e até a completa perda das funções do órgão.

Trata-se de uma doença terminal e sem cura e a única chance do paciente é um transplante de fígado.

Como prevenir a esteatose hepática?

A prevenção da esteatose hepática pode ser feita pela alimentação saudável, a moderação do consumo de álcool e a realização de exercícios físicos. Além disso você pode:

Vigiar a circunferência abdominal

Manter a circunferência abdominal abaixo de 88 cm em mulheres e abaixo de 102 cm em homens garante que a quantidade de gordura abdominal seja saudável.

Mantenha um peso saudável

Manter o IMC na faixa ideal é o melhor para manter a saúde física. O IMC é calculado através da seguinte conta:

A massa é o peso da pessoa em quilogramas. A altura é medida em metros.

O IMC deve estar entre 18,5 e 25 para ser considerado ideal. Acima de 25 é sobrepeso, abaixo disso você está abaixo do peso.

Beba bastante água

Manter o corpo hidratado ajuda a mantê-lo saudável.

Tenha um sono saudável

Dormir é extremamente importante para a saúde. No caso do fígado gorduroso, a falta de sono atrapalha a eficácia da insulina, o que pode levar a esteatose hepática.


A esteatose hepática é uma doença sem sintomas que muita gente possui e não sabe, e é possível que nenhuma consequência saia disso. Porém, ela pode evoluir em doenças realmente sérias como a cirrose hepática.

Você pode prevenir esta doença através de alimentação saudável e exercícios.

Compartilhe este texto com seus amigos para que eles saibam sobre as consequências de um fígado gorduroso!

Fonte consultada

Borges, N. Efeitos da suplementação da colina e de frutooligossacarídeos na esteatose hepática em ratos wistar. http://dx.doi.org/10.11606/d.17.2008.tde-28032012-085320

18/04/2019 17:38

Breno H. M. (Minuto Saudável)

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Ver comentários

  • Me chamo Marcos sou baiano fiz um exame de ultrassom da barriga e deu gordura no fígado grau 3 fiquei apavorado, mas lendo esse material pude me conscientizar que minha cura depende exclusivamente de mim, gostaria de parabenizar ao site pela explanação verdadeiramente muito rica

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  • Agradeço as informações...

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  • Boa noite!
    Gostei da matéria, sobre gordura no fígado.
    Bastante esclarecedora em riquezas de detalhes...
    Parabéns. ....

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  • Matéria de grande valia para todos.
    Parabéns!!

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