Gangrena: o que é, tipos, sintomas, tratamento, tem cura?

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O que é gangrena?

A gangrena é caracterizada pela morte e putrefação de tecidos do corpo devido à falta de circulação sanguínea local. Pode trazer consequências graves se não for tratada.

É estranho pensar que uma parte do corpo pode morrer sem que o resto do organismo vá junto, não é mesmo? Pois é bem isso que acontece na gangrena: as células, em falta do oxigênio trazido pelo sangue, morrem pouco a pouco. E como tudo que morre, o tecido começa, também, a apodrecer.

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Esse fenômeno é mais comum nas extremidades do corpo, como pés e mãos, em especial os dedos. No entanto, pode ocorrer também em outras partes, como nas pernas e braços ou até mesmo órgãos internos.

A “preferência” pelas extremidades é fácil de ser explicada: quando a circulação sanguínea vai mal, são justamente os tecidos mais externos que sofrem a perda do sangue. Deste modo, a necrose se inicia na própria pele, e vai progredindo para os tecidos mais internos com o tempo.

O problema é mais comum nos idosos por conta de diversas condições crônicas que, muitas vezes, aparecem com a idade: doenças vasculares, diabetes e baixa na imunidade são grandes fatores de risco para o desenvolvimento da gangrena.

A condição pode ou não envolver uma infecção bacteriana, que deve ser tratada o mais rapidamente possível a fim de evitar complicações severas.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é gangrena?
  2. Gangrena e necrose: qual a diferença?
  3. Causas
  4. Tipos de gangrena
  5. Fatores de risco
  6. Sintomas
  7. Como é feito o diagnóstico da gangrena?
  8. Gangrena tem cura?
  9. Como tratar a gangrena?
  10. Medicamentos para gangrena
  11. Prognóstico
  12. Complicações
  13. Como prevenir a gangrena?

Gangrena e necrose: qual a diferença?

Tanto a gangrena quanto a necrose são processos que envolvem a morte de um tecido, mas qual a verdadeira diferença entre elas?

Pois bem, para compreender isso, vale lembrar que as células têm, de fato, uma vida útil: elas são programadas para morrer quando envelhecem, a fim de dar espaço para células mais jovens e com mais força. Esse processo é chamado de apoptose.

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Na necrose, a morte celular é repentina e em grande quantidade, ou seja, diversas células saudáveis morrem antes do tempo, por inúmeras razões. A gangrena, por sua vez, é um tipo de necrose causada pela falta do abastecimento de sangue nos tecidos, que pode ou não ser seguida de putrefação (apodrecimento).

Causas

A gangrena é causada pela falta de oxigenação dos tecidos, ou seja, quando o sangue não consegue alcançar seu destino. Isso pode ocorrer por conta de:

Obstruções

Obstruções nos vasos sanguíneos impedem que o sangue chegue até os tecidos. Elas podem ser causadas por trombos, acúmulo de colesterol nas paredes arteriais (aterosclerose), êmbolos, entre outros.

Infecções

Caso haja alguma infecção não controlada em algum tecido, as bactérias podem tomar conta do pedaço e impedir que o sangue chegue no local. Na maioria desses casos, há também a putrefação dos tecidos após a morte.

Ferimentos e traumas

Ferimentos graves como aqueles causados por tiros, acidentes de carro e outras situações de extremo impacto podem acabar danificando os vasos sanguíneos. Além disso, não é raro que essas lesões abram espaço para a entrada de bactérias e outros microrganismos que pioram ainda mais a situação.

Tipos de gangrena

Dependendo da maneira na qual a gangrena se manifesta, ela pode ser classificada em diferentes tipos. Alguns exemplos são:

Gangrena seca

Como o nome diz, a gangrena seca é caracterizada pela ausência de fluidos na pele. Ela apresenta aspecto seco, com uma coloração que varia de castanho para roxo azulado e até mesmo preto. Além disso, o tecido pode apresentar até mesmo uma leve depressão em relação aos tecidos saudáveis.

Esse tipo de gangrena costuma se desenvolver num ritmo devagar e é mais comum em pessoas com doenças vasculares e diabetes.

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Gangrena úmida

Quando há uma infecção bacteriana, dá-se o nome de gangrena úmida. Ela é caracterizada por inchaço, aparecimento de bolhas na pele e umidade. É mais frequente após lesões como queimaduras, úlceras de frio e outros ferimentos graves.

Em diabéticos, a gangrena úmida ocorre principalmente por conta de fenômenos como o “pé diabético”, caracterizado pelo aparecimento de ferimentos pequenos nos pés. Essas lesões, quando pequenas, podem passar despercebidas pelo paciente, que não realiza a assepsia correta.

Ao ser detectada, o tratamento da gangrena úmida precisa ser feito o mais rapidamente possível, pois esse tipo tende a se espalhar rapidamente e pode ser fatal.

Gangrena gasosa

Trata-se do tipo mais grave de gangrena, que pode afetar até mesmo os músculos. É chamada, também, de mionecrose, e costuma ser causada por uma bactéria chamada Clostridium perfringens. Muitas vezes, está relacionada a feridas mal higienizadas.

É chamada de “gasosa” pois a bactéria costuma produzir toxinas e gases que se espalham rapidamente para os tecidos em torno do foco principal. Costuma ocorrer em casos de lesões graves que atrapalham a oxigenação dos tecidos, como após uma cirurgia ou acidente automobilístico.

Sua aparência costuma ser normal no início, ou seja, não costuma aparecer na pele rapidamente. No entanto, com o tempo, a pele pode apresentar coloração acinzentada ou um roxo avermelhado.

Aos poucos, há o surgimento de elevações como bolhas profundas na pele. Ao serem pressionadas, essas elevações fazem um som de estalo por conta do gás dentro dos tecidos.

Outros tipos de gangrena

Alguns tipos de gangrena são classificados de acordo com aspectos especiais como causa e localização. Exemplos desses casos são:

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Gangrena diabética

A gangrena diabética é aquela causada pela diabetes, ou seja, em decorrência de uma má circulação nos tecidos ou até mesmo pela entrada de bactérias em ferimentos pequenos.

Alguns médicos acreditam que a diabetes mal controlada acelera o processo de proliferação de bactérias.

Gangrena interna

Não é apenas na pele que a gangrena pode acontecer: os órgãos internos podem sofrer com o problema também! Esse tipo de gangrena costuma acontecer em órgãos como a vesícula biliar, intestinos e apêndice, sendo causada pela falta de circulação nessas áreas.

No caso dos intestinos, não é raro que ela se desenvolva a partir de uma hérnia intestinal que acaba “torcendo” o canal.

Caracterizada por sintomas como dor severa e febre, a gangrena interna pode ser fatal se não for tratada.

Gangrena de Fournier

Mais comum em homens, a gangrena de Fournier é aquela que acontece na região dos órgãos genitais. Ela pode se desenvolver em decorrência de uma infecção na área genital ou no trato urinário.

Os sintomas mais comuns desse tipo de gangrena são dores genitais, inchaço, vermelhidão e maciez ao toque.

Gangrena sinergística de Meleney

Trata-se de um tipo de gangrena raro que ocorre cerca de uma ou duas semanas após um procedimento cirúrgico. Costuma causar lesões cutâneas bastante dolorosas.

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Gangrena embólica

Esse tipo de gangrena é causada por uma embolia, ou seja, pela obstrução de uma artéria devido a um trombo, tecido adiposo, ar (gás) ou corpos estranhos como pontas de cateter.

Gangrena simétrica

Acontece nos dois membros, de maneira simétrica. Se o dedão de um pé é afetado, o outro também é. Esse tipo de gangrena está relacionado a distúrbios vasculares.

Gangrena ofídica

Esse tipo de gangrena está relacionado a picadas de cobras e animais peçonhentos. Nesses casos, pode haver uma necrose que evolui para gangrena, em especial nas pontas dos dedos.

Fatores de risco

Diabetes

A diabetes é uma condição caracterizada pela dificuldade do corpo com a insulina, um hormônio que controla os níveis de glicose (açúcar) no sangue. Isso pode ocorrer devido a uma falta de produção da substância ou uma resistência aos seus efeitos.

Grandes quantidades de açúcar no sangue podem danificar os vasos sanguíneos, o que pode levar a uma baixa ou interrupção total da circulação em certas partes do corpo (como os pés, por exemplo).

Doenças vasculares

Pessoas com doenças que afetam diretamente os vasos sanguíneos são mais suscetíveis a desenvolver gangrena. Doenças como aterosclerose (caracterizada pelo estreitamento e endurecimento das artérias) e trombose (coágulos que se formam dentro das veias) podem facilmente cortar o fornecimento de sangue para certas áreas do corpo.

Cirurgias ou lesões severas

Qualquer lesão que afete a pele e os tecidos abaixo dela é um fator de risco para a gangrena, especialmente se há, junto disso, uma condição que afeta a circulação.

Cigarro

Com o tempo, o cigarro estreita os vasos sanguíneos, podendo chegar ao ponto de “estrangular” a artéria. Deste modo, o tabagismo aumenta o risco de gangrena.

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Obesidade

Enquanto a obesidade frequentemente é acompanhada de problemas como diabetes e doenças vasculares, o estresse do peso extra pode ser, em si, responsável pela compressão das artérias ao ponto de diminuir a circulação sanguínea em algumas partes do corpo.

Imunidade baixa

Pessoas que sofrem com imunidade baixa têm maiores chances de contrair microrganismos que podem se proliferar rapidamente ao ponto de causar uma gangrena. Neste grupo estão incluídas pessoas com HIV, pessoas que fazem quimioterapia ou usam medicamentos imunossupressores.

Uso de drogas injetáveis

Em casos raros, o uso de drogas pela via intravenosa pode ser uma porta para a transmissão de bactérias causadoras da gangrena. Isso pode acontecer tanto com o uso de drogas ilegais — por meio de seringas compartilhadas, por exemplo — quanto ao injetar medicamentos intravenosos com agulhas mal esterilizadas.

Sintomas

Devido a grande variedade de manifestações da gangrena, os sintomas podem variar bastante. Alguns sintomas gerais são:

  • Coloração atípica da pele, podendo se apresentar pálida, avermelhada, azulada, roxa, castanha ou até mesmo preta (como piche);
  • Inchaço;
  • Uma marcação bem clara entre pele saudável e danificada;
  • Dor repentina e severa seguida da perda de sensibilidade local permanente;
  • Pele “fina”, brilhante, junto com a perda de pelos na região.
  • Sensação de baixa temperatura na pele afetada.

Nos casos de gangrena úmida ou gasosa, pode ocorrer:

  • Formação de erupções que podem apresentar fluidos malcheirosos;
  • Secreções fétidas saindo de ferimentos — essas secreções podem ter coloração castanho-avermelhada;
  • Som de estalo ao tocar a pele em caso de gangrena gasosa, por conta do movimento do gás por dentro da pele.

Em alguns casos, a gangrena é mais profunda, como acontece na gangrena gasosa ou interna. Alguns sintomas dessas condições são:

  • Inchaço e dor intensa nos tecidos afetados;
  • Febre baixa e sensação de mal-estar geral.

Sinais de alerta

Caso a gangrena não seja percebida e tratada rapidamente, o paciente pode sofrer o chamado “choque séptico” ou “sepse”. Trata-se de quando as bactérias entram em contato com a corrente sanguínea, causando uma inflamação sistêmica em todo o corpo. Os sintomas incluem:

  • Pressão arterial baixa (hipotensão);
  • Febre, embora a temperatura também possa se apresentar abaixo do normal;
  • Aceleração dos batimentos cardíacos;
  • Confusão mental;
  • Falta de ar.

A gangrena é uma emergência médica e deve ser atendida rapidamente independente de apresentar sintomas mais graves. Se você desconfia que alguma parte do seu corpo está iniciando um processo de gangrena, procure um médico o mais rápido possível!

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Como é feito o diagnóstico da gangrena?

Por conta do caráter emergencial da gangrena, o diagnóstico é feito, preferencialmente, por um médico de emergência em um ambulatório. Dependendo dos sinais presentes na pele, o médico pode perceber que se trata de gangrena rapidamente, mas deve requisitar exames para descobrir as causas e a extensão da infecção.

Alguns testes frequentemente pedidos para ajudar no diagnóstico da gangrena são:

Exame de sangue

O sangue contém substâncias que podem deixar claro se há uma infecção ou não. Os glóbulos brancos, principal linha de defesa do corpo contra microrganismos, estão presentes em maiores quantidades quando há uma bactéria causando uma infecção.

Exames de imagem

Exames como tomografia computadorizada, raios-X e até mesmo ressonância magnética podem ser realizados na área afetada para descobrir a extensão da necrose e infecção.

Esses testes são capazes de criar imagens das estruturas internas do corpo, e alguns são mais precisos que outros. O médico deverá escolher qual o mais indicado para você de acordo com acessibilidade e precisão dos resultados.

Angiograma

O angiograma é um exame de imagem que consiste na aplicação de uma substância contrastante na corrente sanguínea para visualizar o fluxo da corrente sanguínea. Esse exame pode ser bem útil para descobrir se existe alguma artéria bloqueada que pode estar causando a gangrena.

Cirurgia

Em alguns casos, um pequeno procedimento cirúrgico pode ser realizado para conferir a extensão da infecção.

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Cultura

Amostras de tecido ou secreções podem ser coletadas e enviadas para análise.

No laboratório, os biomédicos criam uma cultura, ou seja, um ambiente para que as bactérias possam crescer livremente — quase isso, porque é um ambiente pequeno e controlado, impedindo que elas vão para onde não deveriam —, a fim de detectar o microrganismo responsável pela infecção.

Essa etapa é importante para descobrir quais os medicamentos corretos para erradicar a bactéria.

Gangrena tem cura?

Pois bem, a gangrena tem cura, mas não sem sacrifícios. Embora você possa se livrar da infecção, muito provavelmente terá que remover o tecido morto, que não irá crescer de volta. Uma vez que o tecido passou pelo processo de necrose, não é mais possível trazê-lo de volta à vida, mas você não terá mais gangrena a partir do momento que removê-lo.

Como tratar a gangrena?

Enquanto não é possível salvar os tecidos já afetados pela gangrena, o tratamento é extremamente importante para impedir que a doença avance ainda mais.

O tratamento não tem muito segredo: consiste na retirada do tecido morto e no uso de antibióticos para erradicar as bactérias que estão se proliferando também nos tecidos saudáveis.

Cirurgias

Existem algumas cirurgias diferentes que podem ajudar na gangrena:

Remoção do tecido morto (desbridamento)

Provavelmente a cirurgia mais comum em casos de gangrena, consiste na remoção do tecido afetado pela doença. Isso é importante especialmente em casos de gangrenas com infecção, visto que o maior foco infeccioso vem dessa parte.

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Revascularização

Se for possível, o cirurgião pode tentar uma revascularização. Essa cirurgia consiste em reparar vasos sanguíneos danificados, a fim de restabelecer a circulação sanguínea naquele local.

Esse procedimento é extremamente importante nos casos de gangrena seca, que é causada por problemas nesse fluxo. Quando reparado, esse fluxo impede que a gangrena continue se desenvolvendo.

Angioplastia

A angioplastia constitui na implantação de um balãozinho inflável dentro de uma artéria estreita, restabelecendo a circulação local.

Reconstrução da pele

Caso seja necessário, o médico pode pegar um enxerto de pele de uma parte do corpo que não costuma aparecer muito e colocá-lo no local danificado. Essa cirurgia tenta preservar a estética e função da região que sofreu necrose. No entanto, ela só funciona se a infecção tiver sido resolvida e a circulação local esteja boa.

Amputação

Em casos mais sérios, nos quais a gangrena se espalhou tanto a ponto de tomar um pé ou membro inteiro, pode ser necessária uma amputação, que consiste na remoção total do membro afetado.

Oxigenoterapia hiperbárica

Há quem acredite que, principalmente no caso de gangrena gasosa, o uso de oxigênio na terapia pode ajudar. Desta forma, o paciente é colocado em uma câmara com oxigênio puro, cuja pressão vai aumentando gradualmente até atingir 2,5 vezes a pressão da atmosfera.

Os médicos acreditam que, assim, o paciente consegue adquirir maiores quantidades de oxigênio e desacelerar o crescimento de bactérias anaeróbicas (que têm preferência por ambientes com pouco oxigênio).

Cada sessão dessa terapia dura cerca de 90 minutos e podem ser necessárias até 3 sessões por dia.

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Medicamentos para gangrena

Os medicamentos frequentemente recomendados para gangrena são antibióticos, geralmente administrados por via intravenosa enquanto o paciente está em regime ambulatorial.

Alguns antibióticos usados são:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Prognóstico

O prognóstico da gangrena depende muito do tipo. Pessoas que sofrem com gangrena seca são as que têm as melhores chances de se recuperar completamente, visto que não há uma infecção e a necrose se espalha lentamente.

Já pessoas com gangrena úmida ou gasosa podem ter um prognóstico bom se forem rapidamente atendidas e tratadas. Nesses casos, as chances de recuperação total são grandes. Aqueles que demoram muito para procurar ajuda ou serem atendidos têm prognósticos piores.

Complicações

Quando não tratada, a gangrena pode trazer uma série de desdobramentos graves, como:

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Aumento da área infectada

Nos casos de gangrena úmida e gasosa, as bactérias conseguem se espalhar facilmente pelos tecidos, até porque a falta de circulação sanguínea dificulta a atuação do sistema imunológico contra esses microrganismos.

Dessa forma, a infecção aumenta rapidamente, acometendo também o tecido saudável ao redor do foco original de infecção.

Infecção generalizada

Com a rápida proliferação das bactérias, se não tratada, a infecção pode atingir a corrente sanguínea e ser transmitida para o corpo inteiro. Essa condição é conhecida como sepse e é altamente fatal.

Amputação

Algumas vezes, a área atingida pela gangrena é tão grande que não resta outra alternativa a não ser amputar. Isso acontece mais frequentemente quando a doença acomete um pé ou um membro inteiro.

Morte

Em especial nas gangrenas com infecção, o risco de morte é alto quando o tratamento não é feito adequadamente.

Como prevenir a gangrena?

Sabendo que a gangrena tem causas bem definidas e fatores de risco claros, algumas dicas para isso se prevenir são:

  • Se você tem diabetes, mantenha os níveis de glicose controlados seguindo o tratamento corretamente;
  • Sempre limpe bem feridas abertas, de preferência com soluções antissépticas que eliminam as bactérias presentes na pele;
  • Cheque seus pés com frequência: a diabetes pode danificar os nervos e feridas pequenas que podem servir de entrada para bactérias acabam passando despercebidas;
  • Pare de fumar;
  • Perca peso e mantenha uma alimentação saudável e balanceada, a fim de evitar depósitos de gordura que bloqueiam a passagem do sangue nas artérias (placas ateroscleróticas);
  • Se você passou por alguma cirurgia ou sofreu um acidente grave recentemente, lembre-se sempre de trocar os curativos com frequência e manter a pele sempre bem limpa;
  • Caso você vá viajar para um lugar no qual há chances de expor ao frio por tempo prolongado, leve roupas adequadas e mantenha-se aquecido para evitar úlceras de frio (frostbite);
  • Evite usar receitas caseiras para livrar-se de calos e verrugas nos pés — esses métodos podem acabar machucando o pé, facilitando a entrada de microrganismos;
  • Ao andar fora de casa, evite estar descalço ou apenas com meias, pois o chão pode estar cheio de bactérias ou objetos que podem machucar os pés;
  • Esteja sempre atento aos sapatos: tamanhos e formatos inadequados podem causar ferimentos;
  • Procure ajuda médica assim que perceber mudanças na pele, como palidez, frieza, alterações na coloração e perda de sensibilidade.

Saber que uma parte do seu corpo está morrendo não é nada legal e pode ter consequências bastante graves. Por isso, é de extrema importância que as pessoas saibam reconhecer os sintomas e sinais da gangrena, a fim de procurar um tratamento o mais rápido possível.

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Referências

http://www.copacabanarunners.net/gangrena.html
https://www.tuasaude.com/gangrena/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gangrena
http://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas/gangrena-gasosa
https://www.news-medical.net/health/What-is-gangrene.aspx
http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/gangrene/home/ovc-20336984
http://www.healthline.com/health/gangrene
http://www.nhs.uk/conditions/gangrene/Pages/Introduction.aspx
http://wp.ufpel.edu.br/patogeralnutricao/files/2013/05/Necrose-cop.pdf
http://www.healthline.com/health-slideshow/7-reasons-to-quit-smoking#3
http://www.healthline.com/health/gangrene#overview1
http://saude.culturamix.com/noticias/a-gangrena-seus-principais-sintomas-e-formas-de-tratamento
http://www.medicalnewstoday.com/articles/158770.php

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