A dermatite de contato é um problema de pele relativamente comum. Consiste em uma inflamação na pele que surge a partir de uma alergia ou irritação. Pode ocorrer por diversos fatores e causa alguns sintomas característicos, como vermelhidão, descamação e coceira na pele.
Em muitos casos, para prevenir, basta evitar o agente causador da alergia. Para identificar a causa e receber um diagnóstico, é preciso consultar um dermatologista. O tratamento é estipulado após esse processo e pode ser feito com pomadas e medicamentos de via oral.
Continue a leitura para entender melhor a condição!
O que é dermatite de contato?
A dermatite de contato, também conhecida como eczema de contato, é uma inflamação causada pelo atrito entre a pele e alguma substância que provocou uma reação adversa. É caracterizada pelo aparecimento de erupções cutâneas avermelhadas e coceira.
Trata-se de uma condição simples, que dura poucos dias e que não costuma apresentar risco de morte quando tratada adequadamente e com acompanhamento médico. O tratamento consiste na aplicação de pomadas sobre a região acometida e uso de alguns medicamentos específicos.
A doença pode ser causada pelo contato com diversas substâncias, sem que o indivíduo precise, necessariamente, ter alergia a alguma delas. O quadro também pode ser ocasionado pela interação entre um produto para a pele e os raios ultravioleta do sol.
Se não tratada, a dermatite de contato pode evoluir para infecções bacterianas graves que apresentam risco para a vida do paciente.
Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:
- Qual o CID de dermatite de contato?
- Tipos
- Causas
- Dermatites causadas por plantas
- Sintomas
- Como é feito o diagnóstico da dermatite de contato?
- Dermatite de contato tem cura?
- Tratamento
- Remédios para dermatite de contato
- Dermatite de contato em bebês
- Convivendo
- Prognóstico
- Complicações
- Como prevenir a dermatite de contato?
Qual é o CID de dermatite de contato?
Na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a dermatite de contato está dentro do código L25 (dermatite de contato não especificada), mas pode estar dividida nas demais subclassificações, como:
- L25.0: Dermatite de contato não especificada devida a cosméticos;
- L25.1: Dermatite de contato não especificada devida a drogas em contato com a pele;
- L25.2: Dermatite de contato não especificada devida a corantes;
- L25.3: Dermatite de contato não especificada devida a outros produtos químicos;
- L25.4: Dermatite de contato não especificada devida a alimentos em contato com a pele;
- L25.5: Dermatite de contato não especificada devida a plantas, exceto alimentos;
- L25.8: Dermatite de contato não especificada devida a outros agentes;
- L25.9: Dermatite de contato não especificada, de causa não especificada.
Tipos
Existem alguns tipos de dermatite de contato que se diferenciam de acordo com a substância que atua como agente causador da condição. São eles:
Dermatite de contato alérgica
Como o nome sugere, esse tipo de dermatite acontece por conta da reação alérgica do paciente a um determinado produto ou substância.
A dermatite de contato alérgica é causada por uma reação imunológica individual. Isso significa que o produto que não causa nenhuma reação determinada em uma pessoa pode causar complicações em outra.
O problema também pode se manifestar na primeira vez que o paciente entra em contato com a substância alergênica ou anos após o primeiro contato.
Dermatite de contato irritativa
É o tipo mais comum de dermatite de contato. É caracterizada por uma lesão na pele e é desencadeada pelo contato com determinada substância ácida ou corrosiva.
A dermatite de contato irritativa não é um fenômeno individual, isso que dizer que ela surge porque tais produtos são irritativos para todas as pessoas e não apenas para o indivíduo afetado. Contudo, a gravidade da lesão pode variar de um paciente para outro.
A lesão costuma acontecer na camada mais superficial da pele e pode vir acompanhada de um processo inflamatório.
Dermatite por fotocontato
É o tipo mais incomum de dermatite de contato, embora não chegue a ser rara. É caracterizada pelo surgimento de lesões diretamente causadas pela interação entre algum produto colocado na pele (como um creme ou perfume, por exemplo) e a ação dos raios ultravioleta.
Dermatite de contato ocupacional
A dermatite de contato ocupacional não é exatamente um termo médico, mas sim jurídico. É usada para se referir a dermatites de contato que são adquiridas pelo (a) paciente a partir de determinadas práticas e tarefas realizadas no ambiente de trabalho.
Causas
Todos os tipos de dermatite de contato são causadas pelo contato da pele com algum produto, substância, componente ou reação química ao qual o organismo do paciente possui sensibilidade.
Essa sensibilidade pode ser um fenômeno individual (que está exclusivamente relacionado à resposta imunológica daquela pessoa) ou coletivo (quando o agente causador da dermatite é um produto que faz mal para qualquer tipo de pele a longo ou curto prazo).
Causas de dermatite de contato alérgica
Dermatites de contato alérgicas são causadas por um produto ao qual o paciente afetado tem alergia, mesmo que ainda não saiba disso. As alergias são fenômenos particulares, ou seja, que variam de organismo para organismo. Por isso, é comum que um produto absolutamente inofensivo para uma pessoa seja nocivo e alergênico para outra.
Alguns produtos que podem causar uma dermatite de contato alérgica são:
- Sabonetes;
- Perfumes;
- Preservativos;
- Cremes para o corpo;
- Esmaltes e removedores de esmaltes;
- Maquiagem em geral;
- Pomadas;
- Tintas;
- Conservantes de alimentos;
- Corantes;
- Colas;
- Metais, sendo mais comum o níquel, usado para fabricar bijuterias e botões de calças jeans;
- Plantas, como hera venenosa, carvalho venenoso e sumagre venenoso;
- Látex;
- Materiais usados para fazer tatuagens de hena;
- Corticoides;
- Shampoos;
- Condicionadores;
- Cremes de barbear;
- Desodorantes;
- Timerosal, componente químico de alguns medicamentos;
- Benzocaína, componente de alguns anestésicos;
- Antibióticos como gentamicina, neomicina e bacitracina;
- Esparadrapos e band-aids;
- Adesivos;
- Tinturas de tecidos;
- Casca de manga.
Causas de dermatite de contato irritativa
A dermatite de contato irritativa costuma ser causada por produtos que a pessoa afetada não necessariamente tem alergia.
O que acontece é que tais substâncias possuem em sua fórmula componentes que irritam a pele naturalmente. A exposição a longo prazo ou em quantidades muito grandes acabam causando esse tipo de dermatite. Alguns produtos que podem ser responsáveis por dermatites de contato irritativas são:
- Detergentes;
- Produtos de limpeza em geral;
- Solventes;
- Óleos para carros e máquinas;
- Alcalinos;
- Ácidos;
- Poeira;
- Cimento;
- Plantas como comigo-ninguém-pode, aglaonema, aroeira-pimenteira, aroeira-salsa, aroeira-mucuri, leiteiro-vermelho, aveló e filodendros;
- Fezes;
- Urina.
A dermatite por fotocontato é uma reação alérgica que resulta da interação dos raios solares com produtos aplicados sobre a pele. Tais produtos podem ser:
- Protetores solares;
- Bronzeadores;
- Cremes hidratantes;
- Perfumes;
- Maquiagem.
Dermatites causadas por plantas
Algumas plantas, aparentemente inofensivas, podem ser agentes causadoras de dermatites de contato. A espécie que causa o problema com maior frequência é a hera venenosa, seguida pelo sumagre e carvalho venenoso.
Isso acontece devido à presença natural de um óleo vegetal chamado urushiol, ao qual grande parte da população é alérgica (estima-se que cerca de 60% das pessoas tenham problemas ao entrarem em contato com esse componente).
A forma mais comum do contágio é por meio do contato direto das folhas da planta com a pele. No entanto, os componentes tóxicos do urushiol têm a capacidade de contaminarem roupas e objetos, aumentando as possibilidades de exposição às toxinas e, consequentemente, o aparecimento de dermatites de contato.
Em geral, as primeiras manifestações de dermatites causadas por plantas começam a aparecer até 48 horas depois do primeiro contato com o agente alérgico. Os sintomas podem durar, em média, de 2 a 3 semanas.
Sintomas
Os sintomas de uma dermatite de contato costumam ser totalmente dermatológicos, isto é, se limitam apenas a pele da área afetada. Eles podem aparecer em até 48 horas após o contato com o agente causador (dermatites irritativas) ou até 6 dias depois (dermatites alérgicas).
Os sinais mais comuns da doença são:
- Erupções cutâneas avermelhadas, geralmente semelhantes a grandes placas vermelhas;
- Coceiras e comichões;
- Pele extremamente seca ao redor da região afetada;
- Bolhas, que podem ou não ter secreção;
- Inchaço;
- Queimação.
As manifestações iniciais de dermatites alérgicas e irritativas são um pouco diferentes. Quando o problema aparece por conta de uma substância alergênica, o primeiro sinal costuma ser a aparição das tais placas avermelhadas na pele que coçam muito.
Já em dermatites irritativas, a primeira manifestação costuma ser vermelhidão intensa na região afetada, acompanhada de pele seca com rachaduras e coceira. Em casos mais graves, a lesão pode ser muito parecida com uma queimadura.
Quando pode não ser apenas uma dermatite de contato?
Embora as erupções cutâneas causadas por dermatites de contato seja bem características, é possível que outro problema de saúde seja confundido com a doença.
Por isso, é importante procurar a opinião de um profissional o quanto antes se suas erupções:
- Atingem seu rosto ou órgãos genitais;
- Não melhoram após um mês de tratamento;
- Estão se espalhando para outros locais;
- Latejam ou doem.
Além disso, também é fundamental procurar atendimento médico o mais rápido possível se o paciente apresentar febre (caracterizada por temperatura acima dos 37ºC).
Como é feito o diagnóstico da dermatite de contato?
O (a) profissional mais indicado para diagnosticar a dermatite de contato é o (a) dermatologista. Para chegar ao diagnóstico correto, o médico observará o padrão das manchas e fará algumas perguntas ao paciente.
Em casos de suspeita de dermatite de contato alérgica, também é possível que o (a) médico (a) solicite alguns testes cutâneos para detectar a origem do problema.
O exame mais comum consiste na aplicação de algumas substâncias alergênicas na pele do (a) paciente por meio de adesivos específicos para o teste. Assim, será possível observar como o organismo reage e descobrir a quais produtos a pessoa tem alergia.
Dermatite de contato tem cura?
Sim, a dermatite de contato é uma condição que possui cura. O tratamento geralmente dura poucas semanas e envolve a aplicação de pomadas específicas no local afetado e a administração de medicação oral.
Identificar e evitar o agente causador da alergia ou irritação também contribui para a solução ou prevenção do problema.
Tratamento para dermatite de contato
O tratamento tradicional para dermatite de contato consiste, principalmente, no uso de cremes e pomadas com esteróides em sua composição.
Esses medicamentos devem ser aplicados diretamente sobre as erupções cutâneas e de acordo com as orientações feitas pelo médico. Também é comum que médicos receitem remédios orais, como:
- Anti histamínicos, que suspendem o processo alérgico;
- Corticosteróides, que reduzem e combatem inflamações.
Em alguns casos, o (a) profissional de saúde também pode optar por prescrever antibióticos que combatem eventuais infecções bacterianas nos locais afetados pela dermatite.
Esse tipo de medicamento pode ser necessário porque o problema enfraquece as defesas da pele e a torna mais suscetível a infecção por microorganismos.
Remédios para dermatite de contato
É muito comum que tratamentos para dermatite de contato envolvam a administração de medicamentos, principalmente pomadas e cremes específicos para a condição. Seu (a) médico (a) pode receitar alguns dos seguintes remédios:
Pomadas e cremes
As pomadas e cremes recomendados para o tratamento de dermatite de contato costumam ter esteróides entre seus componentes. Os esteróides são hormônios que influenciam diretamente diferentes partes do corpo humano, entre elas alterações na pele.
Algumas das pomadas que podem ser receitadas pelo seu médico são:
- Trok-N;
- Novacort;
- Cetoconazol + Dipropionato de Betametasona + Sulfato de Neomicina;
- Emscort;
- Dexadermil.
Anti-histamínicos
Os medicamentos chamados de anti-histamínicos têm a função de inibir a produção de histamina, uma substância liberada quando o corpo entra em contato com alguma substância que causa alergia.
A histamina é diretamente responsável pelas manifestações físicas da alergia, como erupções cutâneas, coceira e inchaço. É por isso que esses medicamentos também são conhecidos como antialérgicos.
Alguns dos anti-histamínicos que podem ser recomendados pelo seu médico são:
Corticosteroides
Os corticosteroides (também conhecidos simplesmente como corticoides) são substâncias hormonais que regulam o metabolismo e o trabalho dos vasos sanguíneos no corpo humano, entre outras funções. Esses componentes são utilizados em quadros alérgicos porque possuem uma fortíssima ação anti-inflamatória.
Alguns dos corticosteroides que podem ser receitados pelo seu médico são:
Antibióticos
Os antibióticos são medicamentos utilizados para combater infecções bacterianas.
São extremamente necessários em casos de alergias que atingem a pele porque, quando há qualquer tipo de lesão em determinado órgão do corpo, essa parte do organismo fica mais suscetível a infecção por bactérias, que, por sua vez, podem causar problemas graves.
Em casos de dermatites, esses medicamentos podem ser ministrados tanto de forma oral (através de comprimidos) ou embutidos em cremes ou pomadas.
Alguns remédios com propriedades antibióticas que podem ser recomendados pelo seu médico são:
Atenção!
NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico.
As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento.
Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.
Dermatite de contato em bebês
Dermatites de contato são problemas dermatológicos relativamente comuns em bebês. Nos pequenos, é mais comum que a doença apareça em regiões com dobrinhas de gordura ou que ficam em contato constante com peças de roupa – como pescoço, perninhas, virilha e punhos.
Além disso, ela pode aparecer na região da pelve, sendo resultado de um contato prolongado com fezes e urina nas fraldas. Nesses casos, é conhecida como dermatite de fralda.
Assim como nos adultos, a dermatite de contato se manifesta em bebês através de manchas vermelhas com descamação ou bolhas que coçam.
Como, dependendo da idade, as crianças não podem reclamar verbalmente, é comum que chorem frequentemente e fiquem irritadas durante um quadro de dermatite.
Nesses casos, é fundamental fazer uma visita ao pediatra para que, por meio de testes, o (a) profissional descubra qual é a substância que está ocasionando o problema.
Em crianças pequenas, é comum que a dermatite suma por conta própria em períodos que variam de 2 semanas a 1 mês. Entretanto, os (as) pediatras geralmente recomendam pomadas específicas para a doença, que devem ser aplicadas diariamente, em camadas finas. Casos graves também podem precisar da administração de medicamentos com corticoides.
Os papais e mamães de bebês com dermatite de contato também precisarão ficar sempre de olho nas erupções cutâneas, para garantir que as regiões afetadas estejam sempre secas e limpas, evitando infecções.
Convivendo
A dermatite de contato é um problema de saúde simples. Se adequadamente tratada, costuma desaparecer em no máximo 10 dias. Por isso, é importante ir a uma consulta médica o mais rápido possível para se livrar logo da situação incômoda.
Embora a coceira de dermatites costume ser tentadora, é imprescindível resistir o máximo possível para evitar que o problema se complique.
Algumas dicas que podem te ajudar durante sua breve convivência com a dermatite de contato são:
Evite a substância que causou a reação alérgica ou irritativa
Uma das primeiras medidas que seu dermatologista deverá tomar será trabalhar junto com você para descobrir que substância é responsável pela sua dermatite de contato.
Normalmente, descobrir que produto ocasionou uma dermatite de contato irritativa é simples. Já a busca pelo agente causador de uma dermatite de contato alérgica pode dar um pouco mais de trabalho.
Quando descobrir que substância está causando o problema, é importante evitá-la ao máximo possível. Se a doença for ocasionada por um produto necessário no seu cotidiano, como cremes ou sabonetes, por exemplo, debata com o (a) dermatologista a possibilidade de trocar a marca ou mesmo substituir o produto manipulado.
Uma curiosidade é que é possível que seu corpo supere a alergia se ficar bastante tempo sem entrar em contato com o agente causador do problema.
Aplique os cremes e pomadas recomendados pelo (a) médico (a)
Seu dermatologista deverá indicar pomadas e cremes especialmente elaborados para tratar dermatites de contato. É importante seguir as recomendações do profissional e evitar aplicar produtos que não tenham sido receitados por ele.
Utilizar um creme desconhecido, mesmo que seja recomendado por um amigo ou familiar em quem você confia muito, pode ser perigoso, já que o produto pode ter componentes que piorem seu processo alérgico.
Procure sempre seguir as instruções do (a) médico (a) e fique atento (a) ao rótulo de outros produtos que você venha a aplicar na pele.
Aplique compressas frias
O contato de compressas frias com a pele afetada pela dermatite provoca a contração dos vasos sanguíneos da região, diminuindo o inchaço e aliviando as coceiras. Por isso, essa pode ser uma boa tática para lidar com os sintomas da doença.
Para fazer uma compressa de água fria, basta seguir alguns passos simples:
- Umedeça uma toalha de algodão com água fria e a coloque em uma sacola plástica;
- Coloque a sacola plástica com a toalha dentro no congelador por cerca de 15 minutos;
- Aplique diretamente no local da dermatite até esquentar;
- Tente aplicar a compressa pelo menos três vezes ao dia, com intervalos de no mínimo duas horas entre elas.
Evite coçar
Coçar sua dermatite, principalmente utilizando as unhas, pode fragilizar e machucar a pele, causando dor e deixando à região mais suscetível a entrada de bactérias e outros microorganismos.
Se a coceira estiver insuportável, procure utilizar as palmas das mãos, coçando suavemente, agredindo a pele o mínimo possível.
Prognóstico
A evolução de uma dermatite de contato está diretamente relacionada com o tipo de substância que causou o problema, além da velocidade de resposta do sistema imunológico da pessoa afetada.
Por isso, o prognóstico é relativo. Algumas dermatites mais leves (em geral, do tipo alérgico) podem aparecer e desaparecer de uma hora para a outra, muito rapidamente. Outras, no entanto, podem levar a quadros inflamatórios intensos e persistentes.
Geralmente, a primeira etapa do desenvolvimento de uma dermatite de contato é vermelhidão e coceira.
Se não for tratada nesse estágio inicial, a tendência é que o quadro evolua com a aparição de bolhas que deixarão a pele seca (a ponto de desenvolver rachaduras) e escamosa.
Se o (a) paciente coçar a região utilizando as pontas das unhas, a pele provavelmente ficará sensível e dolorida ao contato, além de ficar mais sensível a infecções bacterianas.
Os sinais de que a dermatite de contato virou uma infecção bacteriana variam de acordo com o microorganismo que infectou a região. O sintoma que geralmente precede a complicação é a aparição de feridas e/ou ulcerações no local afetado.
Além disso, uma infecção causada por bactérias pode ocasionar sintomas como:
- Inchaço;
- Dor (principalmente latejante);
- Vermelhidão intensa;
- Sensação de calor repentina na região afetada;
- Feridas com pus e outros tipos de secreção;
- Febre.
Infecções bacterianas são a complicação mais grave de uma dermatite de contato. Caso o (a) paciente apresente qualquer um dos sintomas anteriormente descritos, é importante procurar auxílio médico o mais rápido possível.
Em geral, dermatites de contato não evoluem para quadros mais graves e são facilmente tratáveis e não causam risco de morte.
Complicações
Quando a dermatite de contato não é devidamente tratada, algumas complicações de saúde podem acometer o paciente, principalmente naqueles que não possuem diagnóstico ou apresentam coceira e irritação grave. Se persistente e sem tratamento, as seguintes complicações podem ocorrer:
Infecções bacterianas
Infecções bacterianas são complicações graves que exigem tratamento médico imediato e ministração de antibióticos. Dependendo da gravidade da situação, podem levar à morte.
Em casos de dermatites de contato, costumam ser causadas pelo contato de lesões na pele, geralmente causadas pela coceira, com microorganismos.
Na maior parte dos casos, as bactérias que infectam a pele após uma dermatite de contato são pertencentes às famílias estafilococos e estreptococos.
Os sintomas de uma infecção bacteriana podem variar de acordo com o tipo de microorganismo que se infiltrou na região. De forma geral, é importante ficar atento a:
- Sensação de calor na região da dermatite, que pode indicar o progresso de uma infecção bacteriana;
- Dores de qualquer tipo, com atenção especial a dores latejantes, com fisgadas ou pontadas;
- Inchaços, principalmente se forem doloridos ao apertar;
- Febre, sobretudo acima de 38ºC.
Se um (a) paciente com dermatite de contato apresentar sintomas de infecções bacterianas, é muito importante procurar um médico o mais rápido possível.
Infecções causadas por bactérias podem se espalhar rapidamente e/ou caírem na corrente sanguínea, gerando complicações sérias.
Celulite infecciosa
Bem diferente da celulite comum, a celulite infecciosa é um problema causado por uma infecção bacteriana. É caracterizada pela formação de grandes placas vermelhas na pele que costumam causar dor intensa.
É uma complicação relativamente comum em pessoas com feridas na pele e dermatites não tratadas, que se tornam portas de entrada para microorganismos.
Os principais sintomas de celulite infecciosa são:
- Pele intensamente avermelhada;
- Dores na região afetada;
- Surgimento de ínguas na região afetada;
- Dor de cabeça;
- Febre;
- Calafrios;
- Vômitos, em alguns casos.
A celulite infecciosa é considerada uma urgência médica que precisa de tratamento imediato. Se não tratada, pode ocasionar uma infecção generalizada (sepse) e até mesmo levar à morte.
Neurodermatite
Apesar do nome, a neurodermatite não é um problema que afeta a área neurológica, mas sim, uma doença de pele causada pela coceira excessiva.
Também chamada de líquen simples crônico, a doença causa irritação, coceira, surgimento de bolhas e feridas e a descamação da pele, que também fica extremamente seca e sensível. Costuma ser uma evolução de dermatites que não são adequadamente tratadas.
Apesar do incômodo causado pelo problema, o tratamento é simples e consiste na aplicação de pomadas e cremes com corticóides. Uma vez tratada, a neurodermatite costuma desaparecer em até 5 dias.
Como prevenir a dermatite de contato?
Existem algumas medidas que podem ser adotadas no dia a dia que ajudam a prevenir a dermatite de contato. A principal delas é certamente evitar o agente causador da dermatite.
Outros hábitos básicos de higiene e saúde também fazem parte. Confira as principais recomendações:
Evite substâncias ácidas e alergênicas
A melhor forma de evitar o desenvolvimento de uma dermatite de contato é ficar longe de potenciais substâncias que possam ocasionar o problema.
Por isso, para se prevenir, vale ficar o mais longe possível de substâncias ácidas, corrosivas ou que você saiba que tem alergia.
Se não for possível evitar produtos que fazem mal para a saúde da sua pele, é importante utilizar alguns apetrechos de segurança, como luvas e botas de borracha, para se proteger.
Também pode ser útil estudar a possibilidade de trocar produtos aos quais você tem alergia por variáveis sem os componentes que te fazem mal. Atualmente, inúmeras marcas dispõem de versões hipoalergênicas (que não causam alergia) de seus produtos, incluindo coisas como preservativos e produtos de limpeza.
Lave sua pele regularmente
Limpar a pele de forma adequada é uma excelente maneira de remover resíduos que possam causar dermatites de contato e outras modalidades de alergia.
Além de esfregar bem o corpo todo com sabonete e água corrente durante o banho, também é importante secar bem e ter cuidados complementares, como a aplicação de loções para limpeza de pele ao menos uma vez por semana, por exemplo.
Mantenha sua pele hidratada
Hidratar a pele também é uma forma de prevenção a dermatites, alergias e doenças que afetem a região em geral.
Para manter a pele hidratada, vale seguir algumas dicas:
- Invista em um bom hidratante (de preferência sem perfume ou corantes, para evitar alergias). Aplique duas vezes por dia, uma de manhã e uma à noite, antes de deitar. Passe no corpo todo, sempre em movimentos circulares para aumentar a absorção;
- Se possível, invista em um shower gel (“gel de banho”, em tradução livre). O produto é vendido em lojas de cosméticos e ajuda a hidratar e limpar a pele, além de deixá-la bem perfumada;
- Evite os banhos quentes, pois eles aceleram o processo de desidratação;
- Beba muito líquido.
Beba água
Beber água é uma forma barata, eficaz e natural de hidratar a pele e prevenir dermatites de contato.
Por isso, é importante tentar beber o máximo possível de líquidos naturais (como água, sucos e água de coco, por exemplo) para se manter hidratado durante o dia.
Cuidado com plantas
Algumas plantas podem causar dermatite de contato irritativa. Portanto, se você não conhecer determinada vegetação, é melhor evitar manusear as folhagens dela.
A dermatite de contato é um problema extremamente incômodo e que, como se não bastasse, também afeta diretamente a autoestima do indivíduo. Mas é importante manter em mente que a doença tem cura e é facilmente tratável. Procure um médico o quanto antes!
Para mais informações sobre saúde, continue acompanhando as redes sociais e o site do Minuto Saúdavel!