O omeprazol não faz mal. O uso contínuo de medicamentos inibidores da bomba de próton (classe terapêutica da qual faz parte o omeprazol) é relativamente seguro. Porém, requer acompanhamento detalhado de profissionais qualificados como médicos(as) e farmacêuticos(as). 

Deve-se avaliar criteriosamente a necessidade desses medicamentos, bem como o tempo de uso indicado para cada patologia.

Porém, muito se fala sobre os riscos do uso desses medicamentos. 

Isso surgiu porque um estudo realizado por um grupo de pesquisadores de Hong Konglevantou uma polêmica relacionada ao uso de inibidores da bomba de prótons e o aumento do risco de câncer de estômago. 

No grupo estudado, observou-se um aumento de 2,4 vezes no risco de desenvolvimento do câncer de estômago.

No entanto, diversos órgãos relacionados à gastroenterologia mundial classificaram a pesquisa como inconclusiva. Principalmente, por não ter um perfil amplo dos pacientes, e sim de um grupo específico de uma única localidade. 

Então, o estudo pode não refletir, por exemplo, o perfil do paciente brasileiro e sua relação com o câncer gástrico.

O omeprazol, assim como os demais inibidores da bomba de prótons possui uma grande importância no tratamento de doenças gastroesofágicas. As mais comuns são gastrite, refluxo gastroesofágico, úlceras pépticas, e doenças relacionadas à hipersecreção mais raras como a síndrome de Zollinger Ellison e também no tratamento de Helicobacter pylori.


Para que serve o Omeprazol?

O Omeprazol foi o primeiro dos inibidores da bomba de prótons, lançado no final da década de 80, na Europa, e o primeiro a ser utilizado na prática clínica. Assim, trouxe uma nova perspectiva para o tratamento de desordens gástricas relacionadas à acidez. Mostrando-se superior aos medicamentos utilizado para esse fim antes do seu lançamento.

O medicamento atua diretamente na diminuição de suco gástrico no estômago. Por isso, é usado na melhora de doenças gástricas, por diminuir a acidez do suco estomacal, além da cicatrização de úlceras gástricas.

Ele atua bloqueando efetivamente a liberação de ácido feita pelas células localizadas na parede do estômago. 

Em geral, deve ser tomado pela manhã. Suas doses variam de 20mg até 80mg por dia, dependendo da orientação médica. Sua ação tem início em aproximadamente trinta minutos após a ingestão.

O tratamento costuma durar algumas semanas, ou meses, até que seja notada uma melhora do quadro do paciente. Em casos mais específicos, o médico gastroenterologista pode recomendar que este medicamento seja usado continuamente.

Quais são os efeitos colaterais do medicamento?

Os inibidores da bomba de próton são bem tolerados e, de modo geral, seus efeitos colaterais são raros. Porém, o uso prolongado pode favorecer o aparecimento de efeitos indesejados. São relatados entre 1% e 10% dos pacientes que o utilizam. As reações podem aparecer de diversas formas. 

Entre as mais comuns podemos citar as dores de cabeça, diarreia, dores abdominais, náuseas, vômitos, tonturas, rash cutâneo, constipação e dores nas costas.

Outras reações mais raras podem ser encontradas na literatura, porém apenas aparecem em menos de 1% dos pacientes.  As reações indesejada cessam assim que o medicamento é suspenso.

O uso indiscriminado, sem prescrição, além do tempo prescrito ou associado com outros medicamentos pode causar sintomas adversos mais intensos. é um problema recorrente associado aos inibidores da bomba de prótons. 

Para o fígado

O omeprazol, assim como outros medicamentos precisa passar pelo fígado para que seja eliminado do organismo no tempo adequado, sem causar prejuízo para o paciente. Quando se possui algum tipo de comprometimento hepático, esse processo pode ficar mais lento. 

Com isso, os medicamentos podem ficar na corrente sanguínea durante mais tempo do que o necessário, acumulando-se no organismo. O que pode provocar diferentes níveis de toxicidade.

O omeprazol deve ser utilizado com critério nesses casos, sendo importante informar o médico ou médica sobre doenças hepáticas pré-existentes.

O aumento das enzimas hepáticas é um efeito adverso do omeprazol, relatado entre menos de 1% dos pacientes que utilizaram o medicamento.

Para os rins

Apesar de existirem várias pesquisas relacionadas aos danos que os inibidores da bomba de próton podem provocar nos rins, não há uma conclusão definitiva sobre o assunto. Sabe-se que o uso indiscriminado do remédio, assim como de qualquer outro, pode expor o paciente a efeitos colaterais do medicamento.

O órgão é responsável pela filtração do sangue e eliminação de substâncias indesejadas ou tóxicas através da urina. Apesar de ser responsável pela limpeza do organismo, o contato com algumas substâncias podem provocar efeitos indesejados no próprio rim.

Publicações recentes relatam a correlação de inibidores da bomba de prótons e algumas doenças renais, como a nefrite intersticial aguda (NIA) e a doença renal crônica (DRC).

A NIA se inicia com pequenas lesões nos rins, que podem evoluir para a formação de cicatrizes, diminuindo a função renal. Ela apresenta sintomas como fraqueza, mal estar, dores pelo corpo, febre e erupções cutâneas.

Quando detectada, deve-se suspender o uso do medicamento e realizar um tratamento à base de corticoides, que pode estabilizar a doença, sem que haja prejuízo da função renal. Nos casos mais graves, ela pode evoluir para doença renal crônica, necessitando de acompanhamento especial.

Para o coração

Em 2015, um grupo de pesquisadores liderados pelo professor Nicholas Leeper, da Universidade de Stanford, publicou um estudo em que dados clínicos de mais de 2,9 milhões de pacientes foram analisados, correlacionando o uso dos inibidores da bomba de próton e o risco de sofrer um ataque cardíaco. 

Outros estudos publicados anteriormente mostravam uma ligação do risco de eventos cardiovasculares em pacientes que associavam clopidogrel (substância que evita a formação de trombos) e os inibidores da bomba de prótons. 

Durante algum tempo, utilizar esses dois medicamentos juntos era fortemente contraindicado. Porém, estudos mais recentes não reafirmaram essa correlação. 

Os pacientes que fazem uso contínuo de omeprazol e outros medicamentos concomitantemente devem sempre consultar seu médico e acompanhar o tratamento com um farmacêutico.  

Como substituir o uso do Omeprazol?

Em termos de medicamentos, os inibidores da bomba de prótons são os mais utilizados para os problemas gástricos e existem poucas alternativas de classes diferentes capazes de tratar as mesmas doenças. 

Apenas o seu médico ou médica é capaz de avaliar a possibilidade de substituição do omeprazol por outra classe de medicamentos.

Os antiácidos podem ser utilizados como alternativa para tratar os sintomas de azia, porém só são recomendados para uso esporádico. 

Para os pacientes com gastrite, refluxo e até mesmo úlceras gástricas, a mudança no estilo de vida é fundamental. Assim, algumas medidas importantes incluem:

  • Reduzir alimentos como as junk foods e industrializados;
  • Reduzir bebidas industrializadas ricas em açúcares;
  • Evitar bebidas alcoólicas;
  • Manter hábitos alimentares saudáveis.

Evite sempre a automedicação e nunca tome nenhum medicamento sem orientação. Apenas profissionais qualificados, como médicos(as) e farmacêuticos(as) são capazes de auxiliar na escolha segura de medicamentos.


O Omeprazol é um medicamento bastante utilizado para o tratamento de alterações relacioadas ao estômago, como úlceras e gastrite.

Muita gente tem dúvidas sobre a segurança do medicamento, sobretudo porque o tratamento tende a ser contínuo ou prolongado. No entanto, sempre que houver orientação e acompanhamento médico, a utilização é segura.

Em casos de dúvidas, é preciso conversar com o médico ou médica. Todos os sintomas e mudanças após o início do tratamento devem ser informados na consulta.

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