O que é Câncer de Próstata

O câncer de próstata se caracteriza como consequência da transformação de células da próstata de forma anormal, podendo, assim, se espalhar por todo o órgão e, em casos mais graves, até mesmo fora dele.

A próstata é uma glândula pertencente ao aparelho reprodutor masculino e está localizada logo abaixo da bexiga e na frente do reto e da uretra. Como todo órgão possui várias células em seu composto, com a próstata não seria diferente. Porém, mesmo diante disso, a maioria dos casos de câncer de próstata tem início nas glândulas responsáveis por produzirem parte do líquido seminal (sêmen), que protege e nutre os espermatozóides.

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Na maioria das vezes, o tumor cresce de forma lenta e estima-se que, cerca de 80% dos pacientes com mais de 80 anos que morreram por conta de outros problemas, nem sabiam que tinham o câncer em seu organismo. Por outro lado, em outros casos, o câncer se desenvolve e se prolifera de maneira muito rápida.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) informam que o câncer de próstata é o segundo mais comum tipo de câncer entre os homens brasileiros, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. O INCA ainda estima que, em 2016, mais de 61 mil casos serão diagnosticados ao longo do ano. Com relação aos números de mortes causados por câncer, o de próstata está na segunda posição a primeira é ocupada pelo câncer de pulmão.

Índice neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é Câncer de Próstata
  2. Causas e fatores de risco do Câncer de Próstata
  3. Tipos
  4. Estágios
  5. Sintomas do Câncer de Próstata
  6. Diagnóstico
  7. O Câncer de Próstata tem cura?
  8. Tratamento do Câncer de Próstata
  9. Terapias alternativas
  10. Complicações
  11. Convivendo com o câncer
  12. Prevenção

Causas e fatores de risco do Câncer de Próstata

Por mais que constantes estudos sejam feitos todos os anos, ninguém ainda descobriu a causa exata do câncer de próstata. Porém, acredita-se que alguns fatores de risco influenciam em seu desenvolvimento. Confira a seguir quais são:

Idade

A idade do indivíduo é considerado como um fator principal de risco, ou seja, quanto mais velho, maior o risco. O câncer de próstata é raro em homens com menos de 45 anos e mais comum em quem tem mais de 50 anos.

Genética

Estatísticas comprovam que a genética é um fator de risco para o câncer de próstata. A doença é mais comum de acometer pessoas de determinados grupos étnicos, bem como se elas possuem alguém na família que já teve ou tenha esse tipo de câncer.

O câncer de próstata é considerado como hereditária nas seguintes situações:

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  • 3 ou mais parentes de primeiro grau são afetados;
  • 2 parentes de primeiro grau diagnosticados antes dos 55 anos;
  • Acontecimento em 3 gerações consecutivas (avô, pai e filho).

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Câncer do Reino Unido divulgaram, em abril de 2013, que quando o gene BRCA2 é defeituoso, ele possui uma forte influência em fazer com que o câncer de próstata se espalhe de maneira mais rápida. Os pesquisadores ainda alertaram que, quando o homem é alertado sobre o caso, ele deve ir imediatamente ao tratamento, seja ele feito através de cirurgia ou radioterapia.

Alimentação

Vários estudos indicam que determinadas dietas e/ou alimentos podem possuir um efeito preventivo para câncer de próstata ou não.

Dentre os alimentos que são capazes de prevenir esse tipo de câncer, estão:

  • Soja;
  • Selênio;
  • Chá verde;
  • Alto consumo de vegetais.

Já com relação aos alimentos que podem aumentar as chances de alguém desenvolver o câncer de próstata, são os seguintes:

  • Falta de vitamina D no organismo;
  • Dieta rica em carne vermelha.

Medicação

Alguns estudos indicam que há uma relação entre o desenvolvimento do câncer de próstata com o uso constante de anti-inflamatórios.

Obesidade

Outro estudo apresentou comprovações bem claras de que homens obesos tendem a ter uma chance bem maior de desenvolvimento de câncer de próstata. Além disso, o risco de metástase (câncer espalhado para além do órgão afetado) e morte também é maior entre os obesos.

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Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)

Homens que já tiveram gonorréia possuem maior chance de desenvolverem câncer de próstata, de acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Michigan (EUA).

Agente Laranja

O Agente Laranja é uma mistura de dois herbicidas utilizado como desfolhante pelo exército dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. Veteranos expostos a esse agente possuem um índice maior de risco de desenvolvimento de câncer de próstata cerca de 48%.

Enzima PRSS3

Cientistas da Clínica Mayo (Flórida, EUA) constataram que a enzima PRSS3 muda o meio em que as células do câncer estão, transformando-as em mais suscetíveis à metástase.

Tipos

A maioria dos casos de câncer de próstata são desenvolvidos, originalmente, nas glândulas produtoras de sêmen. A esse tipo de câncer, dá-se o nome de adenocarcinoma.

Há outros tipos existentes, ainda, mas bem menos comum. São eles:

  • Sarcoma;
  • Carcinoma de células pequenas;
  • Tumores neuroendócrinos;
  • Carcinomas de células transicionais.

Estágios

Descobrir em qual estágio o câncer se encontra é fundamental para determinar o tipo de tratamento que o paciente receberá. Sabendo disso, é hora de conhecer quais são os estágios classificatórios do câncer de próstata:

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Sistema de estágio AJCC TNM

Esse sistema foi desenvolvido pelo Comitê Americano de Câncer (em inglês, American Joint Committee on Cancer) e é uma forma de descrever quão rápido o câncer está se espalhando no organismo. Ele é baseado em 5 pedaços-chave de informação:

  1. A extensão do tumor principal (T);
  2. Se o câncer já se espalhou para os linfonodos próximos (N);
  3. Se o câncer se espalhou para outros órgão (metástase) (M);
  4. O nível do PSA no momento do diagnóstico;
  5. A classificação de Gleason, baseando-se na biópsia da próstata.

Esse sistema possui 2 estágios de classificação:

  • O estágio clínico, baseado nos resultados dos exames físicos, testes laboratoriais, biópsia da próstata e eventuais testes de imagem.
  • O estágio patológico, baseado nos resultados acima listados juntamente com os resultados da cirurgia (caso tenha sido realizada).

Cada um desses estágios usa as mesmas categorias para a classificação do câncer:

Categorias T

A categoria T abrange 4 tipos de subcategorias que descrevem a extensão do tumor na próstata:

T1:

Quando o médico consegue sentir o tumor ou vê-lo através de um ultrassom transretal.

  • T1a: o câncer é descoberto acidentalmente durante a ressecção transretal da próstata feita para a Hiperplasia Benigna Prostática (um aumento da próstata não-canceroso) e não está presente em mais do que 5% de tecido analisado;
  • T1b: o câncer também é descoberto através da ressecção transretal da próstata, porém está presente em mais de 5% do tecido coletado;
  • T1c: o câncer é encontrado em uma biópsia de agulha feita por conta do aumento do PSA.

T2:

Quando o médico consegue sentir o câncer com um exame digital retal ou o vê através de um ultrassom trans-retal, porém constatando que ele ainda está junto à próstata.

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  • T2a: o câncer está localizado em metade ou menos da metade da próstata;
  • T2b: o câncer está em mais da metade de um dos lados da próstata;
  • T2c: o câncer está em ambas as partes da próstata.

T3:

Quando o câncer já se estendeu para fora da próstata, atingindo, provavelmente, as vesículas seminais

  • T3a: o câncer se estendeu para fora da próstata, mas não atingiu as vesículas seminais;
  • T3b: o câncer atingiu as vesículas seminais.

T4:

Quando o câncer atingiu tecidos de outros órgãos, como a esfíncter uretral, o reto, a bexiga e/ou a parede da pelve.

Categorias N

As categorias N descrevem se o câncer já atingiu regiões próximas dos gânglios linfáticos.

NX:

A região próxima dos gânglios linfáticos não foi avaliada;

N0:

O câncer não se espalhou para a região próxima aos gânglios linfáticos;

N1:

O câncer se espalhou para um ou mais gânglios linfáticos próximos.

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Categorias M

Essas categorias descrevem se o câncer já atingiu partes mais distantes do corpo do paciente.

M0:

O câncer não se espalhou para além dos gânglios linfáticos.

M1:

O câncer se espalhou para além dos gânglios linfáticos.

  • M1a: o câncer se espalhou para fora da bacia;
  • M1b: o câncer se espalhou para os ossos;
  • M1c: o câncer se espalhou para outros órgãos, como pulmões, fígado e/ou cérebro.

Sistema de categorias de risco D’Amico

Esse sistema não é usado para todos os tipos de câncer de próstata como o sistema AJCC, porém consegue estimar o seu risco de espalhamento para fora da próstata.

Esse sistema utiliza o nível de PSA, a pontuação de Gleason e a fase T do câncer, podendo dividir os homens, assim, em 3 grupos de risco: baixo, intermediário e alto.

Sintomas do Câncer de Próstata

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Em grande parte dos casos, no estágio inicial do câncer de próstata, não são apresentados sintomas, tanto é que grande parte dos homens descobrem que possuem o tumor após a bateria de exames de rotina.

Quando os sintomas são existentes, o paciente costuma ter, normalmente, apenas um ou um conjunto dos listados abaixo:

  • Micção mais frequente;
  • Levantar mais vezes à noite para urinar;
  • Dificuldade em começar a urinar;
  • Dificuldade em continuar a urinar uma vez que começou;
  • Sangue na urina;
  • Micção dolorosa;
  • Ejaculação dolorosa (menos comum);
  • Atingir ou manter uma ereção (menos comum).

Em casos avançados de câncer, os seguintes sintomas são possíveis:

  • Dor nos ossos, principalmente na coluna vertebral, pélvis ou costelas;
  • A parte próxima do fêmur pode ficar dolorosa.

Se o câncer se espalhou para a coluna e comprimiu a medula:

  • Fraqueza da perna;
  • Incontinência urinária;
  • Incontinência fecal.

Diagnóstico

O câncer de próstata pode ser diagnosticado através de diversos exames, incluindo os de detecção precoce (toque retal e dosagem de PSA). Conheça os exames diagnósticos na lista abaixo:

TRIMprob (Sonda de Ressonância do Tecido Interferômetro)

Exame não invasivo, o TRIMprob é realizado em consultório e dura em torno de 10 minutos. Nele, ondas eletromagnéticas são emitidas, capazes de indicar alguma alteração na próstata. Normalmente, esse exame é indicado para quem já fez o toque retal e a dosagem de PSA através de exame de sangue.

Biópsia

A biópsia é o único exame capaz de detectar efetivamente um câncer. No caso do de próstata, a biópsia é realizada através do método core biópsia ou por agulha grossa. Em boa parte dos casos, ela é auxiliada por por uma ultrassonografia transretal.

Cintilografia óssea

Esse exame é feito apenas quando há suspeita de que o câncer se espalhou para os ossos e consiste na aplicação de uma pequena quantidade de composto radioativo no paciente. Essa substância se acumula em áreas dos ossos que podem estar com anormalidades causadas pela metástase, artrite ou outras doenças dos ossos.

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Tomografia computadorizada

Enquanto a máquina gira em torno do paciente, diversas imagens de raios-x são feitas, produzindo imagens detalhadas de uma parte do organismo em uma tela de computador.

Após as primeiras imagens, um contraste radioativo é injetado no paciente para que novas imagens possam ser feitas, dessa vez com um maior contraste das estruturas do corpo.

Ressonância magnética

A ressonância magnética se utiliza de ondas de rádio e ímãs fortes ao invés de raios-x e consegue constatar se o câncer já atingiu as vesículas seminais e a bexiga.

Radioimunocintilografia

Assim como a cintilografia óssea, a radioimunocintilografia usa pequenas quantidades de material radioativo para verificar se o câncer está ou não limitado à próstata.

Biópsia de gânglio linfático

Exame realizado para verificar se o câncer atingiu os gânglios linfáticos.

Biópsia cirúrgica

Durante a cirurgia de retirada da próstata, o médico retira um dos gânglios e o analisa em um microscópio. Dependendo do que seja encontrado, ele decide se mais tecido precisará ser retirado ou não.

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Laparoscopia

Pequenas incisões são feitas no corpo do paciente, na região do abdômen, para que uma mini câmera e instrumentos específicos sejam inseridos. Caso nódulos linfáticos atingidos pelo câncer sejam detectados, o médico retira-os durante o procedimento ainda.

Biópsia por Aspiração com Agulha Fina

Esse método não é muito utilizado para detectar câncer de próstata, porém consiste na coleta de tecido através de uma biópsia realizada com uma agulha fina e tomografia como guia.

O Câncer de Próstata tem cura?

Sim. Como em qualquer tipo de câncer, as chances de cura vão depender bastante do estágio em que se encontra, bem como do momento do diagnóstico. Quanto menor o estágio do tumor, maior chance de cura e vice versa. É válido ressaltar que, mesmo o câncer sendo diagnosticado de forma precoce, é importante manter o acompanhamento do mesmo com o seu médico.

Tratamento do Câncer de Próstata

Cada caso de câncer de próstata deve ser tratado de forma individual, pois cada pessoa possui um organismos diferente da outra e, portanto, cada caso é diferente do outro.

Para começar, é importante saber qual é a classificação do câncer dentro do Escore de Gleason pontuação dada a um câncer de próstata de acordo com a sua aparência microscópica. Quanto mais baixo é o escore, melhor será o prognóstico do paciente:

  • Escore entre 2 e 4: significa que há cerca de 25% de chance do câncer se disseminar para fora da próstata em um período de 10 anos.
  • Escore entre 5 e 7: significa que há cerca de 50% de chance do câncer se disseminar para fora da próstata em um período de 10 anos.
  • Escore entre 8 e 10: significa que há cerca de 75% de chance do câncer se disseminar para fora da próstata em um período de 10 anos.

Tendo estabelecido o Escore de Gleason do paciente em questão, é chegada a hora da escolha do tratamento. Confira abaixo quais são as opções (lembrando que cada paciente pode precisar de um tipo de tratamento específico):

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Tratamento não-imediato

Muitos homens, em vários casos, são diagnosticados com câncer de próstata em um estágio relativamente inicial. Portanto, alguns médicos indicam o não-tratamento nesse primeiro estágio, mas é sempre importante estar em constante conhecimento sobre o avanço (ou não) do câncer.

Radioterapia

A radioterapia se utiliza de diversos feixes altamente potentes de radiação, que possuem a função de fazer com que as células cancerígenas sejam mortas durante o processo de tratamento.

A radioterapia para câncer de próstata pode ser feita de duas maneiras:

  • Radiação que vem de fora do corpo (radiação externa): nesse tipo de radioterapia, o paciente recebe diretamente raios potentes de radiação e dura apenas alguns minutos. Entretanto, é preciso realizá-lo diversas vezes na semana;
  • Radiação colocada dentro do seu corpo (braquiterapia): a braquiterapia consiste na introdução de sementes radioativas diretamente na próstata, que podem ser de dois tipos: temporária (com altas doses de radiação) ou permanentes (com baixas doses de radiação).

Por ser um tipo de tratamento intenso, alguns efeitos colaterais podem acometer o paciente, como:

  • Dor na hora de urinar;
  • Micção frequente e/ou urgente;
  • Dor ao passar as fezes;
  • Disfunção erétil;
  • Diarreia;
  • Perda de pelos pubianos;
  • Cansaço;
  • Cistite.

Terapia hormonal

A terapia hormonal consiste na injeção de hormônios que param a produção da testosterona no organismo do paciente. Fazendo essa pausa na produção do hormônio em questão, as células cancerígenas podem morrer ou crescer de forma mais lenta.

As opções de terapia hormonal existente são:

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  • Medicamentos que param a produção de testosterona: os medicamentos mais utilizados nessa opção de tratamento são o Leuprolida, o Goserelina, o Triptorrelina e o Histrelina. Às vezes são utilizados também o Cetoconazol e o Abiraterona.
  • Medicamentos que bloqueiam a produção de testosterona: medicamentos como Bicalutamida, Flutamida e Nilutamida podem ser utilizados. Porém, quando não causam nenhum efeito, o Enzalutamida também pode ser administrado no paciente.
  • Cirurgia de remoção dos testículos: sem os testículos no corpo, o nível de testosterona no organismo masculino diminui consideravelmente.

Esse tipo de tratamento é feito quando o câncer já está em estágio avançado. Quando ele se encontra em estágios iniciais, a terapia hormonal é recorrida para que o tumor possa ser encolhido antes da radioterapia.

Assim como outras formas de tratamento, essa também causa alguns efeitos colaterais, como:

  • Disfunção erétil;
  • Ondas de calor;
  • Perda de massa óssea;
  • Libido reduzida;
  • Inchaço das mamas;
  • Ganho de peso.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Cirurgia para remoção da próstata

Essa cirurgia consiste na remoção não só da próstata, mas também de parte do tecido que está ao redor e de alguns nódulos linfáticos. São vários os tipos de cirurgia que podem ser feitos:

  • Cirurgia robótica: um cirurgião, através de um console, realiza a cirurgia através de um robô para mover os instrumentos. Cerca de 95% das cirurgias de câncer de próstata realizadas nos EUA são feitas dessa maneira, trazendo resultados bem eficientes.
  • Incisão feita no abdômen: comparada aos outros tipos de cirurgia, essa feita através da incisão no abdômen gera menos risco de danos aos nervos, que pode causar problemas no controle da bexiga e ereções.
  • Incisão entre o ânus e o escroto: a cirurgia perineal, como é chamada, permite um tempo de recuperação menor do paciente.
  • Prostatectomia laparoscópica: com o auxílio de uma câmera, através de pequenas incisões feitas no abdômen, o cirurgião realiza a cirurgia. Esse tipo de laparoscopia pode causar alguns danos colaterais, como incontinência urinária e disfunção erétil. Em raros casos, a cirurgia pode ser fatal.

Congelamento do tecido da próstata

Também chamado de criocirurgia ou crioablação, o congelamento do tecido da próstata consiste na inserção de pequenas agulhas na próstata para que, assim, um gás gelado possa congelar o tecido em volta do órgão e, em seguida, um segundo, o que faz com que o mesmo tecido reaqueça.

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Esse procedimento mata as células cancerígenas, porém pode causar efeitos colaterais também, como:

  • Disfunção erétil;
  • Incontinência urinária.

Quimioterapia

Com a quimioterapia o uso de drogas específicas faz com que as células cancerígenas que, eventualmente, se proliferam rapidamente sejam mortas. É uma opção de tratamento para pacientes que já estão com o câncer no estágio de metástase, ou seja, o câncer se espalhou para outros lugares do organismo além da próstata.

Os principais efeitos colaterais dessa forma de tratamento são:

  • Infecções;
  • Cansaço;
  • Perda de cabelo;
  • Feridas na boca;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas e vômitos.

Imunoterapia

A imunoterapia usa o sistema imunológico do paciente para combater as células cancerígenas que estão em seu organismo. Esse tipo de tratamento tem um alto custo e, além disso, muitos homens não não respondem a ele.

Terapias alternativas

Algumas terapias podem ser complementares aos tratamentos já citados. Elas não trazem necessariamente a cura para o câncer, porém podem ser efetivas na melhora do mesmo. Várias são as opções dessas terapias, entre elas:

  • Arteterapia;
  • Terapia de dança ou movimento;
  • Exercícios físicos;
  • Meditação;
  • Musicoterapia;
  • Técnicas de relaxamento;
  • Espiritualidade.

Complicações

Mesmo com os devidos tratamentos sendo realizados, algumas complicações podem vir a acontecer. Entenda melhor cada uma delas logo abaixo.

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Metástase

O câncer, se já em estágio avançado, pode se espalhar para outros órgãos que não só a próstata. Dependendo do local que atinja, alguns problemas podem surgir:

  • Ureteres: os tubos que transportam a urina dos rins à bexiga podem sofrer graves problemas renais;
  • Ossos: pode haver dor e/ou fraturas.

Incontinência urinária

Os tratamentos para o tumor na próstata, ou até mesmo ele próprio, podem causar incontinência urinária no paciente.

Disfunção erétil

Da mesma forma que acontece com a incontinência, os tratamentos para câncer de próstata podem acarretar em disfunção erétil, ou seja, a incapacidade de conseguir uma ereção ou manter uma.

Fatores metabólicos

Um paciente tem maior risco de morte quando outros fatores interferem em seu organismo e saúde, de acordo com cientistas da Universidade de Umeå, Suécia. Esses fatores são:

  • Hipertensão;
  • Nível de açúcar elevado no sangue;
  • Nível de lipídios sanguíneos elevado;
  • Alto IMC (índice de massa corporal).

Convivendo com o câncer

Nem sempre encarar o fato de possuir um câncer é fácil, por isso alguns cuidados durante e após o tratamento são necessários.

Alimente-se bem

Por conta do tratamento que será indicado a você, provavelmente ganho ou perda de peso pode ocorrer. Tente não se importar tanto com isso. Lembre-se, sempre, de que isso é passageiro e é consequência do tratamento de algo maior.

É indicado que pequenas refeições sejam feitas várias vezes ao dia, para que sintomas como náuseas e/ou vômitos sejam evitados. Em alguns casos, suplementos nutricionais podem ser indicados, para garantir que a sua nutrição está sendo feita da maneira correta.

Exercite-se

Vários são os casos de câncer que causam cansaço em excesso no paciente. Para que isso possa ser melhorado, a prática de exercícios pode ser indicada. Mas nada de ir ao extremo logo no início, pois é preciso ir aos poucos, para que o seu corpo possa se acostumar ao exercício.

Vários são os benefícios do exercício físico:

  • Melhora o condicionamento cardiovascular;
  • Ajuda na perda de peso, quando aliado à uma dieta adequada;
  • Melhora a musculatura;
  • Reduz a fadiga;
  • Diminui quadros de ansiedade e depressão;
  • Faz com que você se sinta mais feliz e melhor consigo mesmo;
  • Reduz as chances de um novo câncer.

Mantenha seus amigos e familiares por perto

Essas pessoas podem oferecer o apoio, tanto físico quanto emocional, que você tanto precisa nesse momento. Por isso, mantenha-as por perto. Lembre-se que toda ajuda é bem vinda.

Continue a expressão sexual

Muitos pacientes, quando diantes de um caso de disfunção erétil, acabam por evitar o sexo. Porém, o mais indicado é que você continue praticando algumas expressões com sua parceira(o), como o toque, o abraço ou o beijo.

Prevenção

Não há uma forma efetiva de se prevenir o câncer de próstata, porém, quando diagnosticado precocemente, os índices de cura são bem altos. Para isso, é preciso que todo homem acima dos 50 anos faça exames preventivos numa frequência anual. Esses exames consistem em checagem do PSA, através de exame de sangue, e no toque retal. Em casos de qualquer suspeita, uma biópsia do tecido da próstata deverá ser realizado.

Compartilhe esse texto com seus amigos e familiares e faça com que ele chegue ao maior número de pessoas. Quanto mais gente souber sobre os riscos e formas de tratamento para o câncer de próstata, melhor.

Referências

http://www.accamargo.org.br/tudo-sobre-o-cancer/prostata/32/
https://www.hcancerbarretos.com.br/cancer-de-prostata
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/prostata/definicao++
http://www.ladoaladopelavida.org.br/campanha/novembro-azul
http://www.medicalnewstoday.com/articles/150086.php
http://www.cancer.org/cancer/prostatecancer/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Escore_de_Gleason
http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/prostate-cancer/basics/definition/con-20029597
http://www.your.md/condition/cancer-of-the-prostate
http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2016/10/18/mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-prostata-2/?from_rss=None
http://www.oncoguia.org.br/cancer-home/cancer-de-prostata/33/149/

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