Cerca de 25% da população brasileira sofre com problemas de pressão alta, condição que faz com que o coração trabalhe com mais esforço e que é fator de risco para AVC, infarto, etc.

Essa é uma patologia que não tem cura e pode ter diferentes causas: fatores genéticos, obesidade, uso excessivo de álcool ou tabaco, diabetes, estresse, etc.

Quando a pessoa sofre de hipertensão (pressão alta), é comum que precise tomar medicamentos para tratar o problema pelo resto da vida. Dentre esses, está o remédio Losartana.

Veja, na sequência, como essa medicação atua no organismo e informações sobre seu uso:

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. O que é Losartana?
  2. Para que serve o medicamento Losartana?
  3. Qual o efeito da Losartana?
  4. Losartana tem efeito diurético? Emagrece?
  5. Qual a miligramagem disponível?
  6. Posologia: como usar conforme a bula?
  7. Quanto tempo a Losartana demora para fazer efeito?
  8. Quais os efeitos colaterais da Losartana?
  9. Losartana dá sono?
  10. Contraindicação: quem não pode tomar Losartana?
  11. Preço: qual o valor médio da Losartana?
  12. O que acontece se tomar Losartana em excesso?
  13. Por que tomar Losartana e Hidroclorotiazida?

O que é Losartana?

Losartana potássica é uma substância medicamentosa, presente como princípio ativo (PA) de remédios indicados para o tratamento de hipertensão (pressão alta), uma doença crônica e que pode muitas vezes não manifestar sintomas.

No geral, classifica-se como hipertensa aquela pessoa que apresenta pressão arterial superior a 140 x 90 mmHg (milímetro por mercúrio) — ou 14 por 9. Destacando que a condição é mais recorrente em pessoas acima dos 60 anos, que fumam, que consomem muito sal ou são sedentárias, por exemplo.

Apesar de ser um problema que pode ser tratado e controlado, a hipertensão não tem cura e precisa de acompanhamento médico — sobretudo porque é um fator de risco para problemas como o AVC, insuficiência renal e infarto.


Nesse sentido, a Losartana atua controlando a alteração da pressão, podendo ser usada sozinha ou em conjunto com uma medicação diurética (como a Hidroclorotiazida).

Além de tratar a hipertensão, também pode ser indicada para o tratamento de insuficiência cardíaca, proteção renal em pacientes com diabetes tipo 2 e casos de proteinúria (eliminação de proteína na urina devido complicação renal).

Também é usada para reduzir o risco de morbidade e mortalidade cardiovascular em pacientes hipertensos, com hipertrofia ventricular esquerda — aumento de espessura dos ventrículos do coração.

Ainda, a Losartana está disponível para administração oral, em comprimidos de 25mg, 50mg e 100mg, de forma que a dosagem varia conforme cada paciente, mas é sempre administrada uma vez ao dia.

Isso porque controla a pressão sanguínea por 24 horas, não induzindo a hipotensão (queda da pressão) nas primeiras horas. Com isso, permite a administração única.

Por fim, vale destacar que não é recomendada para gestantes, lactantes ou pessoas com doenças no fígado, rins ou insuficiência cardíaca.

Para que serve o medicamento Losartana?

De acordo com a bula, a principal indicação da Losartana é para o tratamento de pessoas com problemas de pressão alta (hipertensão). Nesses casos, quase sempre é necessário um uso contínuo como forma de manutenção, visto que a condição não tem cura.

Além disso, a Losartana também pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares (como o AVC e infarto do miocárdio).

Nesse sentido, a medicação ajuda a reduzir o risco de morbidade e mortalidade cardiovasculares. A bula indica que essa avaliação foi feita com base na incidência de morte cardiovascular, AVC e infarto em pacientes hipertensos com hipertrofia ventricular esquerda.

Ainda, pode diminuir a progressão de doença renal e reduzir a proteinúria — eliminação de proteína na urina causada por comprometimento nos rins.

Quando indicada para essas situações, o objetivo é que a Losartana possa retardar a progressão da doença renal (mesmo em pacientes em situação de insuficiência renal terminal). Além de também diminuir a proteinúria.

Porém, sua prescrição principal ainda é como medicamento anti-hipertensivo.

Qual o efeito da losartana?

A Losartana é categorizada como antagonista do receptor da angiotensina II (determinante da fisiopatologia da hipertensão). Nesse sentido, a medicação age dilatando os vasos sanguíneos para facilitar o bombeamento de sangue do coração ao resto do corpo.

Isso porque, normalmente, a angiotensina II estreita os vasos sanguíneos. Então, o tratamento com a Losartana atua para que os vasos relaxem.

Com isso, ela ajuda a reduzir a pressão alta e, em pacientes com insuficiência cardíaca, auxilia no melhor funcionamento do coração. Além disso, por conta de sua ação, também diminui o risco de doenças cardíacas e dos vasos sanguíneos (como AVC) em pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo.

De acordo com as indicações da bula, essa medicação também pode ajudar a proteger os rins em casos de diabetes tipo 2 e proteinúria (perda de proteína na urina devido a comprometimento nos rins).

Losartana potássica tem efeito diurético? Emagrece?

Embora a Losartana atue reduzindo a pressão arterial, assim como os medicamentos diuréticos, ela não aumenta a eliminação de líquidos. Ou seja, não tem efeito diurético.

Porém, não raras vezes os(as) especialistas indicam o uso de uma medicação diurética junto à Losartana, como a Hidroclorotiazida. O que é feito a fim de potencializar os efeitos anti-hipertensivos.

De toda forma, o uso da medicação não emagrece (com ou sem diurético). Isso porque mesmo substâncias que auxiliam o funcionamento do sistema urinário não proporcionam emagrecimento.

Considerando que, nesses casos, o que ocorre é apenas a maior eliminação de líquidos e não de gordura corporal. Então, mesmo que a pessoa sinta a diminuição do inchaço, não corresponde a um emagrecimento real.

Vale destacar, porém, que em alguns casos isolados o uso da Losartana pode provocar uma sensação de inchaço como efeito colateral.

Qual a miligramagem disponível?

Os medicamentos que contam com a Losartana como princípio ativo estão disponíveis na miligramagem de 25mg, 50mg e 100mg. Todas em versão comprimido.

No geral, isso facilita na hora da administração da dose, considerando que a dose máxima mencionada na bula é de 100mg diárias — quando houver indícios que pode trazer benefício adicional ao(à) paciente.

Além disso, visto que a dose também pode ser mais baixa (como 25mg), também ajuda para que a pessoa não precise quebrar o comprimido.

Lembre-se de seguir a indicação médica na hora de comprar o remédio, confira se a medicação corresponde ao que foi prescrito.

Posologia: como usar conforme a bula?

De acordo com a bula, habitualmente a dose indicada de Losartana para início e manutenção do tratamento é de 50mg administrada uma vez ao dia.

Em alguns casos específicos, pode ser que o(a) médico(a) aumente a dose para 100mg, uma vez ao dia. Isso, apenas quando comprovado que pode haver algum benefício adicional.

Vale destacar que para pacientes tratados(as) com altas doses de diuréticos (ou com perda do volume de líquido extracelular), deve-se considerar uma dose de apenas 25mg diárias. 

Lembrando que isso deve ser decidido por profissionais responsáveis, com base em cada caso.

A bula reforça, ainda, que não há necessidade de fazer ajuste de posologia para idosos ou pacientes com disfunção renal (mesmo que sob diálise). Mas que para quem tem histórico de problemas hepáticos, recomenda-se uma dose mais baixa.

Quantos losartana posso tomar por dia?

A quantidade de comprimidos ingeridos por dia depende de quantos miligramas foram prescritos na receita. Ou seja, lembre-se de sempre conferir a dosagem indicada e verificar a miligramagem que consta na caixa, pois há versões com 25mg, 50mg e 100mg.

Conforme mencionado, a bula indica que a dose máxima se restrinja a 100mg por dia. Mas a indicação é de geralmente 50mg diárias (em dose única) na maioria dos casos. Em casos específicos, quando a dose é menor ou maior do que 50mg, a administração também é feita em uma só vez.

Vale destacar que é imprescindível seguir a recomendação médica quanto ao uso do medicamento, a fim de realizar um uso seguro e apresentar os resultados desejados. 

Além disso, podem haver situações específicas em que a quantidade diária de comprimidos pode ser maior ou menor que o indicado. Desde que de acordo com orientação profissional. 

Mas, no geral, é importante sempre seguir a orientação da bula:

  • Pacientes com insuficiência cardíaca — a dose inicial costuma ser de 12,5mg ao dia, passando por 25mg, até chegar a dose habitual de manutenção (50mg diárias);
  • Pacientes com diabetes tipo 2 ou proteinúria (para proteção renal) — a dose habitual é de 50mg, podendo chegar até 100mg diárias em casos específicos.

Quanto tempo a losartana demora para fazer efeito?

De forma geral, logo nas primeiras horas após a ingestão da Losartana, ela já começa a fazer efeito no organismo. Porém, a bula indica que seu efeito anti-hipertensivo máximo deve ocorrer após 3 a 6 semanas do início da terapia.

Sendo assim, é comum que a pessoa comece a sentir os efeitos nesse período. Quando isso não acontece, o ideal é buscar auxílio do(a) médico(a) responsável pelo tratamento.

Dessa forma, ele(a) poderá realizar um diagnóstico e avaliar a necessidade de mudanças de dose e/ou medicação. Ainda, também é possível que opte por aguardar mais um período antes de fazer alterações no tratamento.

Isso tudo considerando que, quase sempre, a Losartana é uma medicação de uso contínuo e prolongado — de forma que maiores resultados são notórios a longo prazo.

Quais os efeitos colaterais da Losartana?

Assim como qualquer medicação, a Losartana também pode causar efeitos colaterais em quem faz seu uso. Porém, a bula indica que no geral são reações leves e que costuma não ser necessário interromper o tratamento.

As possíveis reações adversas, listadas na bula do medicamento, são:

  • Hipersensibilidade;
  • Inchaço da face, lábios e/ou língua;
  • Tontura;
  • Fadiga;
  • Erupção cutânea;
  • Mal-estar;
  • Fraqueza;
  • Dor abdominal;
  • Inchaço;
  • Dor no peito;
  • Náusea;
  • Faringite;
  • Diarreia;
  • Dor de cabeça;
  • Insônia;
  • Cãibras;
  • Congestão nasal.

Vale destacar que a bula indica frequências diferentes dos efeitos adversos de acordo com cada caso. Assim, caso haja qualquer sintoma, busque orientação médica ou farmacêutica.

Em caso da manifestação de um (ou mais) efeitos colaterais, busque auxílio médico a fim de diagnosticar se o problema está relacionado ao uso da medicação. De toda forma, o(a) médico(a) poderá indicar os cuidados corretos.

Losartana dá sono?

Sim. Em alguns casos, o uso da Losartana pode provocar reações colaterais que envolvam distúrbios do sono — tanto no sentido de provocar sonolência quanto provocar insônia.

Dessa forma, mesmo que a bula indique que no geral os efeitos colaterais dessa medicação são leves, você pode sentir alguma dessas alterações.

Considerando que a Losartana no geral é de uso contínuo, caso você sinta alguma alteração, procure auxílio médico. Assim, o(a) profissional poderá diagnosticar se o problema está (ou não) associado à medicação.

Em caso positivo, será possível indicar tratamentos ou cuidados que podem ajudar a diminuir e até eliminar essas reações indesejadas.

Contraindicação: quem não pode tomar losartana?

De acordo com a bula, a Losartana é contraindicada para pessoas com hipersensibilidade à losartana potássica (princípio ativo) ou a outro componente da fórmula. Ainda, não deve ser usada por pessoas com doenças no fígado, rins ou insuficiência cardíaca, além de gestantes (a partir dos 3 meses) ou lactantes.

Sendo assim, é imprescindível que o(a) cardiologista responsável pelo seu caso tenha acesso a todas essas informações previamente. 

Além disso, o uso concomitante de Losartana com produtos contendo alisquireno não é indicado para pacientes com diabetes mellitus e insuficiência renal.

É de suma importância que você siga corretamente as instruções quanto a administração deste medicamento, a fim de realizar um uso seguro.

Preço: qual o valor médio da Losartana?

A Losartana é o princípio ativo de diversas medicações, classificadas em diferentes versões (referência, genéricos e similares) — o que pode causar variação de valores.

Nesse sentido, confira a seguir algumas das medicações que têm como princípio a Losartana e seus respectivos preços*:

  • Losartana Potássica EMS (genérico) — a caixa com 30 comprimidos de 50mg varia entre R$6 e R$15;
  • Corus (similar intercambiável) — disponível em caixa de 25mg e 50mg, variando entre R$5 e R$35;
  • Losartec (referência) — o preço da caixa (25mg e 50mg) pode variar entre R$25 e R$60;
  • Losartana Potássica Medley (genérico) — disponível em caixa de 50mg e 100mg, varia entre R$4 e R$30.

*Preços consultados em junho de 2020. Os valores podem sofrer alterações.

Lembre-se de sempre seguir a orientação médica quanto a miligramagem e versão do medicamento, a fim de realizar o tratamento de forma segura e adequada para seu caso.

O que acontece se tomar Losartana em excesso?

De acordo com indicação da bula, em caso de superdose é imprescindível buscar auxílio médico de forma imediata. Nesses casos, os sintomas que costumam se manifestar são pressão arterial baixa e ritmo cardíaco acelerado.

Entretanto, em alguns casos, também é possível que os batimentos cardíacos fiquem lentos.

Assim, reforça-se a necessidade de não ultrapassar a dosagem prescrita pelo(a) médico(a) responsável. Considerando que, além desses sintomas, uma superdose também pode aumentar o risco de efeitos colaterais indesejados.

Por que tomar Losartana e Hidroclorotiazida?

O uso da Losartana é indicado para o tratamento de pessoas com pressão alta. Porém, não raras vezes pode ser recomendado o uso conjunto com Hidroclorotiazida (medicação diurética). Assim, a combinação desses remédios é feita a fim de potencializar os efeitos anti-hipertensivos e diminuir riscos de eventos cardiovasculares.

Desta forma, a Losartana atua bloqueando a angiotensina II (substância que estreita os vasos sanguíneos) e faz com que os vasos relaxem. Já a Hidroclorotiazida faz com que os rins eliminem mais sal e água.

Isso é necessário porque não só substâncias químicas (como a angiotensina) alteram a pressão, mas fatores externos como o consumo excessivo de sal também podem causar essa desregulação.

Dessa forma, o uso das duas medicações tende a apresentar maiores efeitos sob a pressão alta.


O tratamento para a hipertensão (pressão alta) é muito importante para manter a qualidade de vida de quem sofre com essa condição. Além de prevenir problemas mais graves, como o acidente vascular cerebral (AVC).

Então, se esse é o seu caso, realize sempre o acompanhamento médico e siga as orientações.

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