Uma falta repentina de ar pode ser causada por muitos motivos. Um deles é a embolia pulmonar, uma condição tratável, mas que pode ter consequências drásticas caso as providências não sejam tomadas a tempo.

Entenda mais sobre essa doença, como prevenir-se e tratá-la no texto a seguir!

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é embolia pulmonar?
  2. O que é embolia pulmonar maciça?
  3. Quadros da embolia pulmonar: quando pode ocorrer?
  4. Embolia pulmonar crônica
  5. O que causa a embolia pulmonar?
  6. Quais são os fatores de risco para embolia pulmonar?
  7. Sintomas
  8. Como diagnosticar a embolia pulmonar?
  9. Embolia pulmonar é grave?
  10. Tem cura?
  11. Qual o tratamento?
  12. Medicamentos
  13. Convivendo
  14. Prognóstico
  15. Complicações: embolia pulmonar deixa sequelas?
  16. Como prevenir a embolia pulmonar?
  17. Perguntas frequentes

O que é embolia pulmonar?

A embolia pulmonar, também conhecida como tromboembolia pulmonar, é uma condição em que o funcionamento dos pulmões fica comprometido por conta da obstrução das artérias que levam sangue até esses órgãos.

Essas obstruções são mais comumente causadas por coágulos sanguíneos, também chamados de trombos, originários do sistema venoso profundo ou das veias pélvicas, renais, dos membros superiores ou do coração direito.

Isso faz com que sintomas como falta de ar, palidez e pulso acelerado se façam presentes. É preciso estar muito atento a esses sintomas, pois, se não tratada, a doença pode ser fatal.

Raramente, essa condição também pode ser causada por gordura proveniente de traumas ou fraturas, pelo líquido amniótico, por bolhas de ar ou por pedaços de tumor que se desprenderam do seu local de origem e viajam pela corrente sanguínea.

Essa doença pode ser encontrada na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) através do código I26.


O que é embolia pulmonar maciça?

A embolia pulmonar maciça é quando o coágulo sanguíneo acaba obstruindo 50% ou mais do fluxo sanguíneo da artéria pulmonar. Quando esse de quadro acontece, o atendimento médico deve ser imediato pois o risco de morte súbita é maior.

Quadros da embolia pulmonar: quando pode ocorrer?

Algumas situações favorecem o surgimento da embolia pulmonar, como:

Embolia pulmonar pós-parto

Uma das alterações no corpo feminino durante a gravidez é que o sistema de coagulação fica naturalmente mais ativo.

Dessa forma, o risco de tromboembolismo aumenta, especialmente em gestações de risco.

De acordo com os dados do Comitê de Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde, cerca de 2,5% das causas de morte por complicações da gravidez acontecem por conta da embolia pulmonar.

Além disso, durante partos complicados, o líquido amniótico pode ser forçado para dentro das veias pélvicas, podendo ser carregado pela corrente sanguínea até a artéria pulmonar e obstruir a circulação sanguínea.

Embolia pulmonar pós-cirurgia

Depois de cirurgias, especialmente aquelas em que o paciente deve passar por um longo período de repouso, as chances de embolia pulmonar aumentam.

Nesses casos, o paciente deve ficar muito tempo parado, o que aumenta as chances da formação e disseminação de coágulos que podem obstruir a artéria pulmonar.

Embolia pulmonar crônica

Quando o paciente apresenta um único quadro de embolia pulmonar e se recupera normalmente, essa situação é classificada como embolia pulmonar aguda.

Entretanto, cerca de 4% dos pacientes não conseguem se livrar de todos os coágulos, o que o deixa novamente em risco de apresentar mais um quadro de embolia pulmonar. Quando isso acontece, temos o quadro de embolia pulmonar crônica.

O que causa a embolia pulmonar?

O motivo pelo qual a embolia pulmonar acontece é algum material, normalmente coágulos de sangue, que se acumula e fica preso em uma artéria dos pulmões.

Tais coágulos normalmente são provenientes das veias profundas das pernas, numa condição conhecida como trombose venosa profunda (TVP).

Um dos principais motivos para a formação dos coágulos é a inatividade física. Se uma pessoa passa muito tempo sentada, a gravidade pode fazer com que o sangue se estaguine nas áreas inferiores do corpo, isto é, nas pernas.

Por isso, é comum que a embolia aconteça com pessoas que viajam bastante e passam muito tempo no carro, ou pacientes que devem ficar acamados por muito tempo.

Na grande maioria dos casos de embolia pulmonar, vários coágulos estão envolvidos no desenvolvimento da doença, mas não necessariamente todos de uma vez.

O que acontece é que as regiões e que o sangue não consegue mais fluir, por conta da obstrução causada pelo coágulo, podem morrer, o que é conhecido como infarto pulmonar.

Dessa forma, torna-se mais difícil para o pulmão fornecer oxigênio para o resto do corpo.

Apesar da causa mais comum da embolia pulmonar serem os coágulos sanguíneos, muitas vezes outras substâncias podem causar a obstrução das artérias, como:

Gordura

Após uma fratura em um osso longo, como a tíbia, pode acontecer a fragmentação de gordura. Essa gordura pode entrar na circulação sanguínea e obstruir a artéria pulmonar.

Líquido amniótico

Durante um parto complicado, o líquido amniótico pode ser forçado para dentro das veias pélvicas, formando um êmbolo que pode obstruir a artéria pulmonar, causando a embolia.

Bolhas de ar

Pode acontecer de bolhas de gás se formarem dentro da corrente sanguínea. Esse gás pode acabar obstruindo a artéria pulmonar, causando a embolia.

Partes de tumor

Em muitos casos, pode acontecer de um pedaço do tumor se desprender do seu tecido de origem e começar a viajar pela corrente sanguínea. Dependendo do seu tamanho, ele pode acabar obstruindo a artéria pulmonar.

Material infectado

Medicamentos intravenosos, infecções das válvulas cardíacas e inflamação de veias com formação de coágulos de sangue e infecção podem gerar material infectado que pode obstruir a passagem de sangue na artéria pulmonar.

Trombose venosa profunda

O principal fator de risco para a embolia pulmonar é o desenvolvimento de coágulos que obstruem as artérias pulmonares.

Uma das principais doenças que pode causar o surgimento desses coágulos é a trombose venosa profunda.

A doença pode ser descrita como o surgimento de um coágulo sanguíneo em alguma veia do corpo, em especial na coxa ou parte inferior da perna.

Outros nomes que podem descrever a mesma condição são tromboembolismo, síndrome pós-trombótica e síndrome pós-paralítica.

Quais são os fatores de risco para embolia pulmonar?

Existem diversos fatores de risco que podem contribuir para o surgimento da embolia pulmonar. Confira os principais:

Cirurgias

Procedimentos cirúrgicos, especialmente aqueles envolvendo o quadril, a pelve ou o joelho, aumentam a chance de desenvolver coágulos sanguíneos.

Principalmente durante o período de recuperação, a inatividade prolongada pode aumentar as chances de desenvolver coágulos também.

Câncer

Pacientes com câncer possuem um risco maior de desenvolver embolia pulmonar, pois pedaços do tumor podem se desprender do seu local de origem e obstruir as artérias pulmonares.

Histórico familiar

O histórico familiar de doenças cardiovasculares é um fator de risco tanto para o desenvolvimento de coágulos no sangue, quanto para outras doenças, como infarto ou AVC.

Fraturas na perna

Fraturas em ossos longos, como os da perna, podem fazer com que a gordura presente na medula desses ossos entre na corrente sanguínea, causando entupimento dos vasos sanguíneos.

Histórico de infarto ou AVC

Pessoas que já tiveram outros problemas cardiovasculares apresentam mais chance de formar coágulos, o que aumenta as chances de embolia pulmonar.

Obesidade

A obesidade aumenta os riscos para o surgimento de coágulos sanguíneos nas partes inferiores do corpo, o que aumenta as chances de desenvolver embolia pulmonar.

Leia mais: Saiba como prevenir a obesidade adulta e infantil

Sedentarismo

Um dos fatores de risco para o surgimento de coágulos nas partes inferiores do corpo é ficar muito tempo sentado e sem mover-se. Tanto que essa condição é bastante comum em motoristas, que passam muito tempo sentados.

Portanto, certifique-se de manter-se em movimento e praticar atividades físicas regularmente.

Tabagismo

O fumo causa a inflamação dos vasos sanguíneos, o que, por sua vez, pode aumentar significativamente a formação de coágulos na corrente sanguínea.

Idade

Pessoas acima dos 60 anos têm uma propensão maior a desenvolver coágulos sanguíneos nas partes inferiores do corpo, o que aumenta as chances de embolia pulmonar.

Reposição hormonal de estrogênio ou testosterona

Um estudo da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, mostrou que a reposição hormonal via oral pode aumentar o risco de desenvolver trombose venosa em até 58%.

Isso aumenta a possibilidade do surgimento de coágulos sanguíneos e, consequentemente, da embolia pulmonar.

Leia mais: Tratamento da menopausa: terapia hormonal e medidas alternativas

Sintomas

Caso o paciente apresente coágulos muito grandes, isto é, que causem uma grande obstrução na passagem de sangue, os primeiros sintomas podem ser a sensação de desmaio iminente ou a perda de consciência.

Nos casos em que o paciente acaba desmaiando, o corpo pode começar a tremer, como  em uma convulsão.

Nesses casos, a pressão arterial pode cair a níveis baixíssimos (choque) e a pele pode ficar com a cor azulada (cianose). São nesses casos onde o paciente está em maior risco de apresentar morte súbita.

A obstrução causada pelo coágulo na artéria pulmonar pode causar respostas inflamatórias no organismo, que podem levar a sintomas como diminuição dos níveis de oxigênio no sangue arterial. Entenda os principais sintomas:

Falta de ar

Um dos sintomas mais característicos da embolia pulmonar é a falta de ar mesmo em situações de repouso.

O paciente passa por essa experiência, também chamada de dispneia, pois o pulmão não está conseguindo realizar as trocas gasosas corretamente por causa do coágulo.

Hipoxemia

A hipoxemia acontece quando há uma baixa concentração de oxigênio no sangue arterial. Esse sintoma pode ter como consequência a agitação, confusão mental, taquicardia, arritmias e hipotensão arterial.

Hipertensão pulmonar

O paciente pode apresentar um quadro em que a hipoxemia leva a constrição (estreitamento) dos vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão dentro do órgão.

Dor torácica

Um sintoma bastante comum é a dor torácica, uma dor no peito, parecida com a dor de um infarto. Esse é um dos sinais claros de que é necessário buscar ajuda médica urgente.

Infarto pulmonar

Por volta de 10% dos coágulos podem causar infarto pulmonar, que é quando o sangue arterial (rico em oxigênio) não consegue chegar aos pulmões. Essa condição normalmente acontece em pacientes ou outras doenças cardiopulmonares preexistentes.

Hipotensão

Devido à falta de oxigenação, o coração pode ser afetado e começar a não trabalhar corretamente, fazendo com que o paciente apresente uma queda na pressão arterial.

Cianose

Por conta da falta de oxigênio no sangue, o paciente pode ter cianose, que é quando a pele apresenta coloração azulada nas suas extremidades.

Outro sintomas

Outros sintomas comuns da embolia pulmonar são:

  • Palidez na pele;
  • Pulso acelerado;
  • Tosse com ou sem sangue;
  • Suadouro;
  • Tontura;
  • Chiado ao respirar.

Como diagnosticar a embolia pulmonar?

A embolia pulmonar pode ser diagnosticada pelo clínico geral e pneumologista, através de procedimentos como a tomografia computadorizada, raio-x, angiografia pulmonar, ultrassom e ressonância magnética. Entenda mais:

Tomografia computadorizada

A tomografia computadorizada é um exame feito a partir da emissão de vários feixes de raio-x por um tubo que gira em torno do paciente de forma contínua.

A máquina então transforma as informações coletadas em imagens detalhadas, em diferentes planos, do corpo humano.

Não é um exame invasivo, nem provoca dor e, no caso da embolia pulmonar, pode ajudar a diagnosticar a saúde do pulmão e verificar a presença de coágulos sanguíneos.

Raio-X

O exame de raio-x gera imagens do interior do corpo humano através do uso de radiação ionizante.

É menos preciso do que a tomografia computadorizada, mas pode ser utilizado pela equipe médica para avaliar o estado de saúde dos pulmões. No caso da embolia pulmonar, sendo usado para verificar a presença de obstruções nas artérias pulmonares.

Angiografia pulmonar

A angiografia pulmonar também pode receber o nome de arteriografia pulmonar e é um exame que fornece imagens radiográficas dos vasos sanguíneos, avaliando o fluxo de sangue para os pulmões.

Dessa forma, é possível verificar a presença de coágulos ou obstruções nas artérias pulmonares.

Ultrassom com doppler

O ultrassom com doppler pode receber também os nomes de ecografia com doppler ou eco-doppler colorido.

Por meio dele, é possível avaliar a circulação dos vasos sanguíneos e o fluxo de sangue em determinado órgão ou região.

Dessa forma, o exame permite verificar a presença de coágulos sanguíneos que podem causar a embolia pulmonar.

Ressonância magnética

A ressonância magnética se utiliza de um campo magnético que provoca agitação nas moléculas do corpo para gerar imagens em grande resolução de dentro do corpo humano, podendo mostrar as estruturas internas dos órgãos.

Dessa forma, pode avaliar a saúde dos pulmões e detectar a presença de coágulos nas artérias pulmonares.

Embolia pulmonar é grave?

A embolia pulmonar pode ser considerada uma condição grave pelo risco de levar o paciente à morte súbita.

Estimativas dão conta de que aproximadamente 15% dos casos de morte súbita podem ser por conta da embolia pulmonar não identificada. Contudo, essa condição é tratável na maioria das vezes.

Cerca de 85% dos pacientes que passam por isso conseguem se curar através do tratamento medicamentoso e cirúrgico.

Tem cura?

Sim, a embolia pulmonar tem cura! Ela se dá por meio do tratamento com medicamentos anticoagulantes, que podem desobstruir as artérias pulmonares.

Qual o tratamento?

Uma vez que o médico tenha a suspeita de embolia pulmonar, ele provavelmente vai recomendar a internação do paciente para realização de mais exames e para o tratamento em si.

O procedimento convencional se utiliza de um certo tipo de medicamento, mas em raros casos pode ser necessário cirurgia.

Anticoagulantes

O principal tipo de tratamento é o uso de medicamentos anticoagulantes, que podem ser administrados via oral ou por injeção. Eles têm como objetivo impedir o crescimento dos coágulos sanguíneos presentes no corpo e a formação de outros novos.

Caso os exames complementares confirmem a suspeita de embolia pulmonar, o paciente deve tomar injeções de medicamento anticoagulante por pelo menos 5 dias, além de iniciar um tratamento com anticoagulantes via oral por no mínimo 3 meses.

Dessa forma, a recuperação da doença vai ser total, especialmente naqueles casos em que a doença é diagnosticada de maneira precoce.

Trombolíticos

Alguns pacientes podem fazer uso de medicamentos trombolíticos, que são mais eficazes para dissolver os coágulos e, consequentemente, tratar da embolia.

Contudo, o uso desses medicamentos pode induzir sangramentos, fazendo com que sua indicação seja limitada para alguns pacientes que apresentem maior gravidade clínica.

Cirurgia

Em casos raros, pode ser preciso que o paciente se submeta a uma embolectomia, um tipo de cirurgia de emergência que tem como objetivo remover o coágulo que está bloqueando a artéria pulmonar.

Essa cirurgia é feita através da inserção de um cateter com um aparelho de sucção na ponta na artéria. O cateter, então, puxa o coágulo para fora, permitindo que sangue volte a circular normalmente.

Filtro na veia cava inferior

Para pacientes que apresentam algum tipo de contraindicação ao uso de anticoagulantes, ou cujo tratamento com anticoagulantes não apresenta efeitos, pode ser necessária a colocação de um filtro de veia cava.

O procedimento nada mais é do que um dispositivo de metal que facilita a circulação sanguínea no local onde o coágulo está localizado.

Esse dispositivo é colocado através de um cateter inserido por uma veia do pescoço ou da virilha.

Medicamentos

Os medicamentos utilizados para o tratamento da embolia pulmonar são os anticoagulantes e tem como objetivo impedir o crescimento de coágulos sanguíneos que já estão presentes e a formação de novos.

Dentre os principais medicamentos, podemos destacar:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

Uma vez que você teve um quadro de embolia pulmonar, as suas chances de desenvolver outro são maiores, então, algumas mudanças de estilo de vida são necessárias.

Alimentação

Por conta do uso dos medicamentos anticoagulantes, por exemplo, pode ser necessária uma mudança da dieta.

A ingestão de alimentos ricos em vitamina K, que ajuda o corpo a realizar o processo de coagulação sanguínea de maneira correta, por exemplo, deve ser evitada durante o tratamento, pois eles podem impedir que os medicamentos funcionem corretamente.

Dessa forma, é necessário comer menos vegetais verde-escuros, limitar o consumo de peixe, fígado e alguns tipos de óleo vegetal.

Parar de beber durante o tratamento também é uma medida importante.

Medicamentos

Alguns medicamentos que podem interferir no funcionamento dos anticoagulantes, por isso, antes de tomar qualquer medicamento, converse com um médico. De modo geral, você deve evitar:

  • Aspirina;
  • Medicamentos para gripe;
  • Medicamentos para dor;
  • Medicamentos para dormir;
  • Antibióticos.

Exercícios físicos

Outra mudança de vida a ser adotada é a atividade física. Isso não só fará bem para a saúde como um todo, mas vai ajudar na circulação do sangue, impedindo a formação de coágulos muito grandes e que podem trazer riscos.

Prognóstico

Especialmente se diagnosticada de maneira precoce, o prognóstico da embolia pulmonar é bom. Através do tratamento com anticoagulantes, é possível curar-se e voltar às atividades normais.

Entretanto, nem sempre ela pode ser diagnosticada a tempo. Nesses casos, especialmente nos casos de embolia pulmonar maciça, o paciente pode sofrer morte súbita, geralmente poucas horas após a ocorrência da embolia.

Para isso acontecer, entretanto, existem alguns fatores que devem ser levados em consideração, como o tamanho do coágulo, o tamanho das artérias obstruídas, o número de artérias obstruídas, o efeito da obstrução na capacidade do coração bombear sangue e o estado geral de saúde da pessoa.

Depois do início do tratamento, o corpo pode demorar até 12 meses para se recuperar totalmente. Ainda assim, cerca de 50% dos pacientes apresentam recuperação parcial.

Porém, se não for tratada corretamente, ela pode ser fatal. A letalidade, nesses casos, é de aproximadamente 30%.

Complicações: embolia pulmonar deixa sequelas?

Existem algumas complicações que podem ocorrer caso o quadro de embolia pulmonar não seja tratado corretamente ou demore demais a ser diagnosticado. Entenda:

Hipertensão pulmonar

A hipertensão pulmonar ocorre quando a pressão arterial nos pulmões e no lado direito do coração é mais elevada do que o normal.

Isso ocorre porque, por conta da presença das obstruções nas artérias pulmonares, o coração é obrigado a trabalhar mais para empurrar sangue por dentro dos vasos.

Como consequência, há o aumento da pressão arterial dentro desses vasos e do coração. Isso pode levar a um desgaste desses órgãos e aumentar o risco para outras doenças cardiovasculares, como hipertensão, infarto e AVC.

Trombose crônica

Durante os processos de dissolução dos coágulos sanguíneos, é possível que o corpo fique com sequelas no interior das veias, com o funcionamento das válvulas comprometido.

Por conta dessas alterações valvulares, o retorno de sangue fica prejudicado e pode levar ao aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento e endurecimento da pele e até feridas.

Morte

Caso a doença não seja diagnosticada a tempo ou não seja tratada corretamente, o quadro sintomático do paciente pode piorar drasticamente.

A dificuldade em respirar pode dificultar a oxigenação de diversos órgãos, incluindo o coração, o que pode levar a uma parada cardíaca fatal.

Como prevenir a embolia pulmonar?

Existem várias maneiras de prevenir a embolia pulmonar. Confira as principais dicas:

Pare de fumar

O cigarro possui mais de 400 substâncias cancerígenas e o câncer é um fator de risco para a embolia pulmonar.

Alguns casos dessa doença são causados por pedaços de tumor que se deslocam do local de origem e obstruem as artérias pulmonares.

Além disso, um dos efeitos da nicotina no sangue é o estreitamento dos vasos sanguíneos, o que aumenta as probabilidades da formação de coágulos.

Pratique atividade física

A atividade física regular é uma das melhores maneiras de se prevenir doenças. Através dela, é possível melhorar o estado geral de saúde, bem como a imunidade, o que ajuda a prevenir infecções.

No caso da embolia pulmonar, a atividade física vai ajudar a manter a saúde dos seus vasos sanguíneos, evitando o surgimento de coágulos e prevenindo a doença em si.

Evite ficar muitas horas parado

Ficar sentado e parado por longos períodos de tempo pode dificultar a circulação, especialmente nas veias dos membros inferiores, as pernas. É lá que a maioria dos coágulos se forma e depois vai parar nos pulmões.

Se você tiver de passar muito tempo sentado, por conta do seu trabalho, por exemplo, você ainda pode evitar a formação de coágulos através dessas medidas:

  • Certifique-se de que há um espaço confortável para suas pernas;
  • Dobre e estique as pernas a cada 30 minutos enquanto estiver sentado;
  • Tire intervalos para ficar de pé e esticar as pernas depois de longos períodos sentado;
  • Pressione os pés contra o chão de tempos em tempos.

Essas medidas ajudam a manter a circulação nas pernas e evitam a formação dos coágulos.

Evite o álcool

O consumo excessivo de álcool pode trazer alguns problemas para o coração, como a pressão alta e risco aumentado de ataque cardíaco e AVC.

Isso porque, quando em excesso, o álcool pode causar batimentos irregulares (arritmia cardíaca), o que pode enfraquecer o músculo do coração como um todo ao longo do tempo.

Além disso, o álcool pode causar vasodilatação, o que permite que coágulos antes presos em algum lugar do corpo se desloquem pela corrente sanguínea, podendo atingir, por exemplo, as artérias pulmonares.

Outras medidas

Existem outras medidas simples que você pode tomar no dia a dia que podem diminuir as chances de desenvolver a embolia pulmonar. Dentre elas, destacam-se:

  • Usar meias de compressão durante viagens de avião muito longas;
  • Diminuir a ingestão de café e outras bebidas com cafeína;
  • Evitar tomar medicamentos para dormir;
  • Beber água regularmente;
  • Usar roupas confortáveis, que não apertem muito.

Perguntas frequentes

Qual a diferença de embolia e trombose?

A trombose nada mais é do que o bloqueio de um vaso sanguíneo por coágulos, impedindo o transporte do sangue. A embolia, por outro lado, é quando um coágulo que está obstruindo uma veia se desloca para uma artéria pulmonar, impedindo que o sangue arterial (rico em oxigênio) banhe uma determinada área.

O que causa a embolia pulmonar?

A embolia pulmonar é causada quando há alguma obstrução nas artérias pulmonares, comprometendo o fornecimento de oxigênio para esse órgão. Essa obstrução é mais comumente causada por um coágulo sanguíneo, mas também pode ser fruto de bolhas de ar, pedaços de tumor ou gordura proveniente de um osso quebrado.


Hoje você aprendeu um pouco mais sobre o que é a embolia pulmonar e o que fazer para preveni-la. Compartilhe esse texto com quem precisa!

Publicado originalmente em: 29/06/2017 | Última atualização: 12/03/2019

Fontes consultadas


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