Anticoncepcional DIU (mirena, cobre): o que é, preço, como funciona

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O que é o DIU?

O Dispositivo Intra-Uterino (DIU) é um método contraceptivo de longa duração com grande eficácia. Ele é reversível, isto é, depois de retirar o aparelho, a fertilidade da mulher volta ao normal.

Existem 2 tipos de DIU: o de cobre e o hormonal, também conhecido como DIU de Mirena ou SIU (Sistema Intra-Uterino). Ambos possuem eficácia parecida e não causam efeitos colaterais graves.

Os dispositivos são um pequeno pedaço de plástico no formato de um T ou de uma ferradura que são inseridos dentro da cavidade uterina da mulher. Eles operam na região criando um ambiente hostil para os espermatozoides e impedindo a fertilização.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o DIU de cobre é considerado o método contraceptivo reversível de longa duração mais seguro e eficaz que existe. Ao contrário da pílula, com o DIU não existem esquecimentos, já que o aparelho é colocado dentro do útero.

Por isso, seu uso é incentivado para que se promova o controle de natalidade de maneira mais fácil e eficiente.

Vale lembrar que o DIU não protege contra DSTs. Trata-se somente e tão somente de um método contraceptivo, isto é, que procura evitar a gravidez.

Seu uso é mais indicado para mulheres que já tiveram um filho, pois mulheres que nunca pariram possuem um risco maior de desenvolver efeitos colaterais, além de se exporem a mais situações de risco de contágio de DSTs.

O uso do DIU é um método contraceptivo usado por apenas 2% da população em idade fértil segundo o Ministério da Saúde. Talvez isso se dê por causa do preço, ou então pela desinformação que paira sobre o assunto.

Por isso, descubra mais sobre o aparelho no texto a seguir e aproveite a oportunidade para tirar suas dúvidas. Boa leitura!

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é o DIU?
  2. Para que serve?
  3. Tipos
  4. Comparativo entre o DIU e o SIU
  5. Como funciona?
  6. Quem pode colocar?
  7. Como é colocado?
  8. Como o DIU é retirado?
  9. Vantagens e desvantages
  10. Contraindicações
  11. Complicações
  12. Preço
  13. Comparação entre o SIU e a pílula anticoncepcional
  14. Perguntas frequentes

Para que serve?

O DIU é um método contraceptivo eficiente e de longa duração. Serve para prevenir a gravidez indesejada, mas não oferece proteção contra DSTs. Depois de colocado, tem validade de alguns anos, dependendo do tipo colocado.

O DIU de cobre é o que dura mais tempo: 10 anos. Já o DIU hormonal, Mirena, ou também SIU, dura por volta de 5 anos.

Tipos

Existem, de modo geral, apenas 2 tipos de DIU. Ambos têm o mesmo objetivo, impedir a gravidez indesejada, mas o modus operandi de cada um é diferente. Entenda:

DIU de cobre

É feito de plástico e é revestido com cobre, ou cobre e prata. A presença desses metais em sua composição é tóxica para os espermatozoides, pois age os matando ou impedindo sua motilidade,o que impede a fecundação. Ele vem em formato de T e se fixa de maneira menos eficiente do que o SIU, que é em formato de ferradura.

O cobre é liberado em pequenas quantidades, causando algumas alterações no endométrio (tecido que recobre a parte interna do útero), no muco e na motilidade das trompas. O endométrio fica mais fino, o que impede a fixação do óvulo fecundado na parede do útero (nidação).

Dessa maneira, o que acontece é um leve processo inflamatório que não faz mal ao organismo, mas que torna a região hostil aos espermatozóides. As chances de engravidar com o DIU de cobre são de aproximadamente 0,7%.

Além disso, o DIU de cobre é considerado um dos métodos contraceptivos emergenciais mais eficazes da atualidade. Se colocado dentro de um período de 120 horas (aproximadamente 5 dias), ele garante até 99% de sucesso, já que, nesse meio tempo, ele tem a possibilidade e impedir a nidação e, com isso, a gravidez.

DIU hormonal/Mirena ou SIU

Diferentemente do DIU de cobre, o SIU contém levonorgestrel, substância que é semelhante à progesterona, um hormônio produzido naturalmente pelo corpo. Ele vem em formato de ferradura, que tem mais aderência e se fixa melhor no útero do que o DIU de cobre, que possui um formato em T.

O sistema libera esse hormônio em uma taxa constante e em quantidades pequenas (aproximadamente 20mcg a cada 24 horas). Essa liberação hormonal pode ser absorvida pela corrente sanguínea, mas normalmente se restringe ao útero.

Ela promove o espessamento do muco normal do canal cervical (abertura para o útero), de forma que impede a passagem do espermatozóide, impedindo a fertilização, além de promover os mesmos processos inflamatórios que ocorrem no DIU de cobre.

De acordo com a bula do DIU de Mirena, aproximadamente dois terços das mulheres que fazem uso desse sistema apresentam um bloqueio de menstruação. As chances de engravidar usando o SIU são de aproximadamente 0,2%.

Comparativo entre o DIU e o SIU

-SIUDIU
Carga hormonal 52mg de levonorgestrel, sendo liberados 20mcg por diaNão possui hormônios
Risco de engravidar 0,2%0,7%
Efeitos colaterais Suspensão da menstruação e leve aumento de pesoAumento do fluxo menstrual e cólicas mais fortes
VantagensReduz o fluxo menstrual e beneficia mulheres com endometrioseDura mais tempo, é mais barato, pode ser usado como método contraceptivo de emergência e não é afetado pelo uso de medicamentos
IndicaçõesPara mulheres com endometriose, na menopausa ou com dismenorreia (fluxo menstrual forte e doloroso)Para mulheres que tiveram câncer de mama e não tem problemas com o fluxo menstrual
ContraindicaçõesQuem teve câncer de mama nos últimos 5 anos ou possui doenças hepáticasMulheres alérgicas à cobre ou com alguma disfunção no metabolismo dessa substância
Tempo de validade5 anos5 a 10 anos

Como funciona?

O DIU é um método contraceptivo que funciona impedindo que o espermatozóide fecunde o óvulo. Este método não protege contra DSTs, mas busca simplesmente impedir a fertilização e a gravidez.

Basicamente, o aparelho cria um ambiente hostil para os espermatozóides, evitando sua chegada até as tubas uterinas, ou então tendo efeito espermicida.

O útero reage ao dispositivo como um corpo estranho, provocando uma reação inflamatória que interfere na migração dos espermatozóides, na fertilização e no transporte do óvulo. Isso impede que ele, quando fecundado, se fixe na parede do útero — processo conhecido como nidação.

Os dois tipos de DIU disponíveis no mercado se diferenciam entre si pelo seu mecanismo de ação. Entenda:

DIU de cobre

É tóxico para os espermatozóides e age matando essas células reprodutoras, ou seja, é um dispositivo com propósito espermicida. Além disso, deixa o endométrio mais fino, impedindo a fixação do óvulo fecundado na parede uterina.

DIU hormonal

Libera um hormônio em taxa constante, promovendo o espessamento do muco no canal cervical, impedindo a passagem do espermatozóide, além de deixar o endométrio mais fino.

Ele também afeta a movimentação dos espermatozóides dentro do útero e ajuda a controlar o desenvolvimento mensal da camada de revestimento do útero, o endométrio, fazendo com que ela fique fina e não permita a fixação de um óvulo fecundado na parede do útero.

Quem pode colocar?

A colocação do DIU é indicada para mulheres que procuram por um método de contracepção efetivo, por um longo período de tempo e de forma reversível.

É um dos métodos mais recomendados para o período de aleitamento materno, já que não interfere com a lactação. Outro aspecto que deve ser levado em conta para a colocação ou não do dispositivo se encontra na idade da mulher e em sua paridade, ou seja, se ela já teve ou não filhos.

Conforme a idade e a paridade aumentam, a eficácia do dispositivo também aumenta junto com sua tolerância, além de haver uma redução na incidência de efeitos colaterais.

Isso não significa, entretanto, que mulheres que nunca tiveram filhos não podem colocar o DIU. Nesse quesito, a opinião médica é divergente. Alguns médicos acreditam que mulheres que nunca tiveram filhos podem colocar, outros acreditam que não.

O melhor a ser feito, em casos de dúvida, é conversar com o seu médico ginecologista e avaliar quais os riscos e benefícios envolvidos na colocação do dispositivo e fazer a escolha que melhor se enquadra a sua situação.

Como é colocado?

O DIU é colocado no próprio consultório médico, não havendo necessidade de cirurgia ou hospitalização.

Com o uso de um espéculo, aparelho usado para afastar as paredes do canal vaginal, o ginecologista faz uma limpeza do colo do útero com um produto antisséptico a fim de prevenir infecções. O médico, então,  introduz o dispositivo pelo canal vaginal até o útero. Os fios de remoção do aparelho ficam no fundo do canal vaginal.

Esse processo dura entre 15 e 30 minutos e pode ser colocado em qualquer momento do ciclo. Entretanto, o momento considerado ideal para colocação do aparelho é durante a menstruação, pois o colo uterino se encontra mais dilatado.

Depois de colocado, a mulher deverá fazer um acompanhamento médico uma vez por ano para assegurar-se de que o DIU se encontra no lugar certo. Também é indicado voltar ao ginecologista 1 mês após a colocação para verificar sua localização.

Preparos antes da colocação

Antes de inserir o DIU, a paciente vai passar por uma série de exames para verificar as condições clínicas e físicas, como um ultrassom transvaginal, avaliação quanto a presença de DST’s e a existência de uma gravidez.

O ultrassom tem o intuito de saber se a mulher possui pólipos ou miomas uterinos, bem como o formato do útero. Nesses casos o implante pode não ficar bem posicionado, o que pode acontecer também se o útero for muito grande.

Como o DIU é retirado

Assim como na colocação, a remoção é feita no próprio consultório médico. Ela se resume a puxar o fio acoplado ao dispositivo. Nos casos em que o DIU se desloca dentro da cavidade uterina, o médico pode fazer uso de uma pinça ou escova ginecológica para encontrá-lo e retirá-lo.

Caso o DIU perfure o miométrio, músculo do útero, é necessário fazer um procedimento cirúrgico para removê-lo.

Vantagens e desvantagens

Vantagens Desvantagens
É um método prático e de longa duração, podendo durar até 10 anos Pode causar o aparecimento de anemia devido às menstruações mais longas e abundantes que o aparelho pode provocar
É reversível! Você pode escolher tirar o dispositivo e ainda vai ter chances de engravidar Causa risco de infecção no útero (aproximadamente 1%)
Quando usado corretamente, é 99% efetivo Se ocorrer infecção por transmissão sexual, há maior probabilidade de ela evoluir para uma doença mais grave
Você não precisa se preocupar de ter esquecido de se proteger, como na pílula anticoncepcional Aumenta os riscos de gravidez ectópica
Não afeta a amamentação Existe um pequeno risco de perfuração no útero (1 a cada 1000)
Não atrapalha o sexo Pode causar reações alérgicas, embora muito raras
 A versão em cobre não contém hormônios O dispositivo pode sair do lugar por conta própria
O DIU de cobre pode ser usado como um método contraceptivo emergencial O risco de gravidez ectópica é maior
O Mirena possui uma quantidade muito pequena de hormônios, diminuindo seus efeitos colaterais
O DIU hormonal, por possuir o formato de ferradura, se fixa muito bem Por conta do seu formato em T, pode se deslocar com mais facilidade

Contraindicações

Existem algumas restrições de uso. Em alguns, casos as contraindicações são absolutas, isto é, não se deve usar o DIU de maneira alguma, enquanto outras são relativas.

Converse com seu médico sobre a sua situação e confira as listas a seguir para já ter uma ideia do que falar com o médico.

Contraindicações absolutas

  • Gravidez suspeita ou confirmada;
  • Infecção pélvica aguda ou subaguda;
  • Má-formação uterina que impeça a colocação do DIU, como útero bicorno ou didelfo;
  • Suspeita ou presença de neoplasia uterina (tumor maligno no útero);
  • Sangramento genital de origem desconhecida.

Contraindicações relativas

  • Cardiopatias vasculares;
  • Inflamações pélvicas recorrentes;
  • Histórico de aborto séptico ou endometrite pós-parto nos 3 primeiros meses antes da colocação;
  • Anomalias na cavidade intrauterina incompatíveis com a permanência do DIU de cobre;
  • Estenose (estreitamento) do canal cervical;
  • Antecedente de gravidez ectópica (gravidez fora do útero);
  • Hipermenorreia (menstruação anormalmente longa) ou dismenorréia (menstruação anormalmente curta) intensa;
  • Cervicite aguda (inflamação do colo do útero);
  • Alterações de coagulação ou existência de algum tratamento com anticoagulantes;
  • Alterações no metabolismo do cobre, como a Doença de Wilson;
  • Prolapso uterino;
  • Entre a 2ª e 7ª semana após o parto;
  • Anemias;
  • Alergia ao cobre;
  • AIDS.

Efeitos colaterais

Antes de colocar o DIU, você deve conversar bastante com o seu ginecologista sobre sua situação de saúde e decidir com ele se esse método é o mais adequado para você. Só depois que todos os prós e contras forem analisados é que você deve colocar o dispositivo.

Se você seguir as instruções do médico e sempre se manter atenta aos possíveis problemas, complicações eventuais raramente se farão presentes.

Entretanto, para algumas mulheres, podem ocorrer alguns efeitos colaterais depois da colocação do dispositivo, como:

  • Contrações ou dores uterinas (mais frequentes em mulheres que nunca tiveram filhos);
  • Pequena hemorragia após a colocação;
  • Desmaio;
  • Corrimento vaginal.

Outra coisa que o DIU de cobre pode fazer, é deixar as menstruações mais longas e mais intensas. A dor das cólicas menstruais é outro fator que pode se intensificar.

Esses efeitos, entretanto, só acontecem com algumas mulheres e normalmente desaparecem depois de algumas semanas após a colocação.

O DIU hormonal, por outro lado, pode provocar a redução ou ausência do fluxo menstrual. Para algumas mulheres, isso seria mais um benefício do que algo ruim, mas acontece que ele também pode provocar pequenas saídas de sangue menstrual, denominadas de spotting, ou sangramento de escape.

Além disso, ele pode causar aumento de espinhas, dores de cabeça, dor e tensão mamária, retenção de líquidos, cistos no ovário e aumento de peso.

Período de adaptação

É muito comum que as cólicas aumentem depois da colocação do DIU. Entretanto, elas são facilmente contornáveis com o uso de medicamentos receitados pelo ginecologista. Portanto, não é necessário um período de recuperação e a paciente já sai do consultório livre para voltar às suas atividades.

A partir daí, a paciente deve somente voltar a fazer consultas regulares para avaliar se o aparelho se encontra na posição correta até que chegue o momento de retirá-lo.

Riscos

Não existem muitos riscos relacionados a colocação do DIU. O procedimento de colocação desse aparelho é simples e a paciente pode voltar às atividades normais no mesmo dia. Entretanto, o procedimento é delicado e algumas complicações, como a perfuração do útero, podem acontecer.

Perfuração do útero

Esse problema pode acontecer quando o DIU é implantado. No momento da colocação, é possível que o músculo vaginal se contraia e o aparelho acabe entrando no miométrio, a camada média da parede uterina.

Em casos mais graves, o DIU pode migrar para a cavidade abdominal e até mesmo perfurar o intestino. Além disso, nesses casos, a mulher fica mais susceptível a gravidez.

Queda do DIU

Muitas vezes, o útero pode acabar expulsando o DIU, pois o reconhece como um corpo estranho. É exatamente por esse motivo que se deve fazer uma consulta 1 mês depois da colocação: para ver se ele não se encontra fora do lugar.

Gravidez ectópica

A gravidez ectópica é quando o feto se desenvolve fora do útero, em outros lugares, como nas tubas, onde é mais comum, ou então no colo do útero e na cavidade abdominal. Isso acontece porque, depois da colocação do DIU, as tubas uterinas podem perder a mobilidade.

Cistos

Pode haver o surgimento de cistos uterinos em consequência da colocação do DIU. Quando isso acontece, sintomas como retenção hídrica e dor aparecem. Apesar disso, esses sintomas costumam diminuir e desaparecer sem a necessidade de tratamentos.

Gravidez com DIU

Como todo método contraceptivo, o DIU não é 100% eficaz. Por isso, mesmo sendo baixas, as chances de gravidez existem! Nesses casos, é recomendado fazer um ultrassom para realizar a retirada do dispositivo se ele estiver abaixo do feto.

Se o DIU estiver por cima, entretanto, o ideal é deixá-lo na cavidade uterina. Vale lembrar que o dispositivo pode aumentar muito discretamente as chances de aborto.

Preço

O DIU de cobre pode ser adquirido em qualquer farmácia por R$70,00 a R$100,00. Já os DIUs hormonais custam entre R$200,00 e R$600,00. O preço da sua colocação pode ser de até R$600,00, dependendo do médico.

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Entretanto, o DIU de cobre é oferecido de graça pelo SUS em maternidades e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para mulheres no pós-parto ou no pós-abortamento. O aparelho pode ser inserido até 10 minutos após a saída da placenta, mas ainda ficará disponível para a mulher por até 48 horas.

Se não for colocado dentro desse prazo, a mulher deve esperar 40 dias para fazer uma nova inserção. Nos casos de pós-aborto, o DIU deve ser colocado depois da curetagem.

Comparação entre o SIU e a pílula anticoncepcional

A principal diferença entre o DIU hormonal e a pílula está na quantidade de hormônio liberado no corpo. Enquanto o DIU libera por volta de 0,2mcg por dia, a pílula possui uma dosagem de aproximadamente 1mg.

Dessa forma, a pílula anticoncepcional possui muito mais hormônios do que o DIU. Além disso, como os hormônios do DIU se concentram no útero e não se espalham para a corrente sanguínea, como é o caso do anticoncepcional, seus efeitos colaterais são bem menores.

Perguntas frequentes

Posso usar o DIU se eu nunca tiver engravidado?

Essa é uma pergunta controversa. Enquanto alguns médicos dizem que mulheres que nunca engravidaram não devem usar o DIU, outros médicos dizem que não existem contraindicações.

O que se sabe é que mulheres que já tiveram filhos possuem uma tolerância maior ao dispositivo, sentem menos efeitos colaterais e experienciam uma maior eficácia do produto. A Anvisa, entretanto, recomenda que mulheres que nunca pariram não coloquem o dispositivo.

A melhor opção em casos de dúvida é conversar com o seu ginecologista. Ele é o profissional mais qualificado para decidir com você se é ou não uma boa ideia fazer o uso do aparelho.

O DIU causa o aborto?

Não! O DIU é um método contraceptivo, isto é, impede a concepção, ou seja, o encontro do espermatozóide com o óvulo. Portanto, ele nem deixa a gravidez ocorrer.

O outro mecanismo de ação do DIU é impedir que um embrião fecundado se fixe no endométrio, impedindo a nidação, ou seja, a fixação do óvulo fecundado no endométrio, o que, do ponto de vista médico, é o início da gravidez.

O DIU afeta a ovulação?

O DIU não altera a ovulação. Mesmo o DIU hormonal não possui esse efeito, já que as doses de hormônio liberada pelo dispositivo são muito baixas para ter alguma significância no processo ovulatório.

Portanto, sintomas como retenção de líquido e inchaço, comuns do período pré-menstrual da chamada fase-lútea, continuarão a acontecer mesmo depois da colocação do DIU.

Dói para colocar?

De modo geral, a maioria das mulheres toleram bem a colocação do DIU, sem sentir nenhum tipo de dor na sua colocação.

O que pode causar dor durante a colocação é o fato do médico, muitas vezes, precisar pinçar uma parte do útero para que o dispositivo fique bem colocado. É essa parte que pode ser bastante dolorosa para algumas mulheres.

Para evitar esses efeitos, muitos médicos optam pelo uso da anestesia. Entretanto, a dor é bastante variável e depende de cada mulher.

Acontece também de algumas mulheres sentirem dor e tontura após a inserção, mas esses efeitos costumam desaparecer depois de um curto intervalo de repouso.

É possível sentir a presença do DIU durante a relação sexual?

Não! É muito difícil que isso ocorra, porque o DIU fica dentro do útero e não no canal vaginal, que é onde a penetração ocorre.

Se você e seu parceiro sentirem a presença do DIU durante o ato sexual, o que é muito difícil, consulte um médico para ver se o aparelho se encontra no local certo.

Alguns parceiros podem sentir o fio de remoção do DIU, mas isso não é comum. Quando isso ocorre, não costuma causar problemas nem dor no parceiro e o médico tem como tomar atitudes para contornar a situação.

Como fica o sangramento depois da inserção?

Depende do tipo de DIU que você colocar.

O DIU de cobre é mais propenso a causar um aumento de sangramento mensal. Isso normalmente ocorre por causa da maior duração e intensidade do fluxo menstrual, mas também pode ser causado por sangramento irregular e escape entre os períodos.

Já no caso do DIU hormonal, o hormônio liberado pelo dispositivo faz com que a parede intrauterina se torne mais fina. Isso pode causar mudanças na menstruação, fazendo com que você tenha tanto períodos mais longos, quanto mais curtos, com sangramento mais leve ou mais intenso. Depende de caso a caso.

O mais comum no caso do DIU hormonal é a diminuição do fluxo ou ausência total dele. Quando ele é colocado pela primeira vez, antes da parede afinar. Depois da colocação, as mulheres podem ter escape (pequeno sangramento) não previsto, que normalmente desaparece após os primeiros meses de uso.

Caso esses sangramentos não desapareçam, você deve procurar o médico ginecologista para verificar se o sangramento não está ligado a outra causa.

O DIU pode sair ou ficar preso no útero?

Sim, mas esse tipo de fenômeno é muito raro. Às vezes, as contrações musculares do útero durante a menstruação podem tirar o DIU do lugar e até mesmo causar sua expulsão. Muito raramente, pode haver a perfuração da parede do útero.

O procedimento é seguro, pois é feito por um médico especializado e qualificado, que vai seguir todos os procedimentos necessário para garantir a segurança e colocação correta do aparelho.

Caso haja algum sangramento fora do normal, dor ou desconforto, o médico ou profissional da área deve ser informado o mais rápido possível.

É seguro usar absorventes internos durante a menstruação se eu estiver usando DIU?

Sim! Não há nenhum problema em utilizar absorventes internos enquanto faz uso do DIU. Isso porque o aparelho se localiza dentro do útero, enquanto o absorvente e coletor menstrual ficam dentro do canal vaginal, que é separado do útero por uma membrana que recebe o nome de colo do útero. Assim, não há contato entre as duas regiões.

O único cuidado a ser tomado é ao manipular o absorvente interno. Deve-se ter atenção para não puxar acidentalmente os fios de remoção do DIU. Eles geralmente são muito curtos, não sendo possível alcançá-los apenas com os dedos, mas vale a atenção.

Posso usar o DIU por mais tempo que o recomendado?

O tempo de uso recomendado para o DIU de cobre é de 10 anos. O do DIU hormonal é de 5. Após esse tempo, o aparelho deve ser substituído por um novo dispositivo.

Depois de uma cesariana, quanto tempo tenho de esperar para colocar o DIU?

Diferentemente do parto normal, em que o DIU pode ser colocado em até 48 horas após a expulsão da placenta, o tempo recomendado é de 40 dias após a cesariana.

Posso amamentar enquanto estiver usando o DIU?

Não há nenhuma contraindicação em relação à amamentação e o uso do DIU.

O DIU afeta a fertilidade?

Não! Se você quiser ter filhos após ter tirado o DIU, você tem 85% de chances de engravidar após 1 ano da retirada do aparelho.

Usando o DIU eu posso deixar de usar a camisinha?

Definitivamente não! O DIU não passa de um método anticoncepcional. Ele não te protege contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Então, mesmo com o DIU, continue usando camisinha.

Qual a possibilidade de engravidar usando o DIU?

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o DIU é um equipamento bastante eficaz para evitar a gravidez. De acordo com a organização, o DIU de cobre da ParaGard tem 0,8% de chances de gravidez, enquanto o DIU hormonal Mirena expõe a mulher a uma chance de engravidar de 0,2%.

O DIU pode ser usado como um método de contracepção emergencial?

Sim! O DIU de cobre é um excelente método de contracepção emergencial. Se você colocá-lo num intervalo de 120 horas (aproximadamente 5 dias) após a relação sexual, ele pode ter eficiência de até 99%! Alguns especialistas dizem que é o método de contracepção emergencial mais efetivo que existe.

O bom de usar o DIU de cobre como método de emergência é que você passa a ter um contraceptivo de longo prazo a partir da sua colocação. Como dito anteriormente, o DIU de cobre tem validade de até 10 anos!

O DIU era menos eficaz antigamente?

Sim! Os DIUS mais antigos eram diferentes dos atuais. Hoje em dia, o tipo de cobre e as quantidades dessa substância mudaram, garantindo mais eficiência. Por isso, procure sempre dispositivos que carregam o número 375 em seu nome. Eles possuem boas quantidades de cobre e vão funcionar melhor.


O DIU é um dos métodos contraceptivos mais seguros da atualidade. Seu uso traz poucos riscos, mas vale lembrar que não protege contra DST’s.

Você usa DIU? Conhece alguém que quer usar? Então envie este texto para ajudá-la a tirar suas dúvidas!

Referências

https://www.plannedparenthood.org/learn/birth-control/iud
https://www.webmd.com/sex/birth-control/iud-intrauterine-device#3
http://www.familyplanning.org.nz/advice/contraception/intra-uterine-device-iud
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs351/en/
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs244/en/

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