O que é Dislexia: sintomas, teste, diagnóstico, tratamento, tem cura?

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A leitura e a escrita estão por toda parte. Nas placas de rua, no celular, no computador, na faculdade, nas escolas, no trabalho. Em qualquer lugar você encontra algo para ler. Entretanto, algumas pessoas podem sofrer com isso.

A dislexia causa dificuldade para o aprendizado, reconhecimento e decodificação durante a leitura e a escrita. Leia mais sobre essa condição que afeta muita gente!

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é dislexia?
  2. Tipos
  3. Causas da dislexia
  4. Fatores de risco
  5. Sintomas da dislexia
  6. Como é feito o diagnóstico da dislexia?
  7. Dislexia tem cura?
  8. Qual o tratamento para dislexia?
  9. Convivendo com dislexia
  10. Prognóstico
  11. Complicações da dislexia
  12. Como prevenir dislexia?
  13. Teste para dislexia
  14. Famosos com dislexia
  15. Perguntas frequentes

O que é dislexia?

A dislexia é um transtorno de aprendizado, com origem neurobiológica, que afeta a habilidade de uma pessoa de ler, escrever e calcular em diferentes intensidades. Em alguns casos também pode causar dificuldades com sons das palavras, seja ao escutá-las ou ao pronunciá-las.

O transtorno também pode afetar a noção espacial da pessoa, como dificuldade de situar-se nos ambientes e confusão entre direita e esquerda, além disso, sobretudo nas crianças, o paciente pode ser desastrado e com ações motoras mais lentas.

A condição costuma dar seus primeiros sinais no início da infância e idade escolar, mas pode demorar mais. O paciente pode apresentar demora para o início da fala, além de dificuldades de memorização de letras, decifração de palavras e interpretação de texto.

Esse transtorno pode trazer dificuldades em relação a fala no início do aprendizado. A dislexia também pode afetar o desempenho escolar das crianças, mas com acompanhamento adequado de professores, tutores e pais, a escola é perfeitamente possível.

A condição genética pode ser hereditária e dura a vida toda, ainda que haja um tipo adquirido de dislexia, decorrente de traumas. Entretanto, com o suporte adequado, a habilidade de leitura e escrita pode melhorar.

Na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a dislexia é encontrada no código R48.

Tipos

Existem dois tipos de dislexia. São elas a dislexia do desenvolvimento e a dislexia adquirida. Este texto fala especificamente da dislexia do desenvolvimento, mas é importante apontar que existe a versão adquirida.

A dislexia do desenvolvimento é a versão genética da condição, sendo classificada como um distúrbio do aprendizado. A pessoa nasce com ela e segue sua vida inteira dessa maneira. Os sinais surgem já durante a infância e a pessoa convive com a condição pelo resto da vida.

Já a dislexia adquirida, como o nome sugere, é adquirida em algum ponto da vida por conta de uma lesão no cérebro que afeta a habilidade com as palavras, fazendo com que a capacidade de decifrar símbolos seja afetada ou perdida.

Recuperação deste tipo de lesão é possível, entretanto não é garantida. Lesões cerebrais podem ocorrer por inúmeros motivos e a possibilidade de cura varia de caso para caso.

Cada um destes tipos de dislexia pode ser dividido em outros dois que com frequência, especialmente no caso da dislexia do desenvolvimento, estão juntos. São eles:

Dislexia auditiva

A dislexia auditiva se relaciona a dificuldades com sons. Costuma se apresentar com dificuldades na fala, na identificação de rimas e a escrita pode conter sílabas trocadas por conta dos problemas de associação entre uma sílaba e um som. Pelo mesmo motivo, podem haver dificuldades com a leitura.

Dislexia visual

Este tipo de dislexia tem relação com a maneira como o cérebro interpreta os estímulos visuais. Pode haver confusão entre o lado direito e esquerdo, dificuldades de localização espacial, além de confusões com a interpretação de símbolos como as letras.

Causas da dislexia

A dislexia é causada por alterações genéticas, neurológicas e neurocognitivas, e pode ser hereditária. Isso significa que se alguém de sua família possui dislexia, é provável que ela não seja a única pessoa, mesmo que nos outros casos não haja diagnóstico.

Se uma criança tem dislexia, existem aproximadamente 40% de chance de que um irmão ou irmã tenha dificuldades de leitura também.

Essa alteração genética faz com que o funcionamento cerebral ocorra de maneira diferente do esperado. O cérebro, normalmente, interpreta os símbolos no papel — as letras — como sons e, ao unir os sons, forma palavras. Assim, durante a leitura, o órgão traduz as letras em palavras conhecidas.

Em alguém com dislexia, existe uma dificuldade em relacionar os símbolos com os sons. Isso pode fazer com que a criança confunda símbolos, especialmente os mais parecidos (apesar de isso não ser uma regra).

Assim, quando tenta escrever ou ler, a criança pode interpretar a letra “w” como se fosse a letra “m” ou a letra “q” como se fosse a letra “g”.

Existem algumas hipóteses sobre a maneira como isso acontece, apesar de não haver certeza. Entre elas estão problemas no desenvolvimento neuronal, além de alterações de nervos visuais e auditivos.

É possível, também, que estas alterações sejam causadas, em alguns casos, por falhas imunológicas do feto.

Fatores de risco

Não é possível “pegar” dislexia do desenvolvimento. Você nasce com ou sem a condição. Entretanto, sabe-se que o transtorno é genético e potencialmente hereditário. Portanto, se alguém da família tem dislexia, as chances da criança ter são maiores.

Caso algum dos pais tenha dislexia, as chances da criança também ter são maiores, mas não é porque um dos pais tem a condição que necessariamente a o filho a terá.

Existem pessoas que têm formas leves de dislexia e não sabem disso. Se alguém de sua família tem a condição e você acha que enfrenta dificuldades de leitura ou escrita, é possível que seja seu caso também.

Gestação

Alguns comportamentos maternos durante a gestação podem ser causa de transtornos de aprendizado, pois são capazes de afetar a formação e desenvolvimento fetal:

  • Fumo;
  • Ingestão de bebidas alcoólicas;
  • Alimentação inadequada.

Leia mais: O que comer na gestação?

Nascimento prematuro

Nascidos prematuramente estão no grupo de risco de transtornos de aprendizagem, não apenas da dislexia mas também do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Aqueles que nascem com menos de 2,5kg também têm maiores chances de desenvolver essas condições.

Acidentes

Apesar de a dislexia, geralmente, não poder ser contraída, existe o tipo adquirido. Acidentes podem causar danos cerebrais, o que por sua vez pode levar a dislexia adquirida.

Sintomas da dislexia

Existem diversos sinais que podem indicar a dislexia. Entenda as diferentes manifestações em crianças e adultos:

Dislexia infantil

No início da infância e na idade escolar, é esperado que as crianças aprendam a falar, ler e escrever. É nessa época que os primeiros sinais da dislexia começam a aparecer. A criança pode apresentar:

Dispersão

A criança com dislexia pode ficar dispersa com facilidade, voltando sua atenção para diversas coisas. A dificuldade de manter o foco pode ser um sinal da dislexia, mas também de outras condições.

Atraso com a linguagem

Os principais sinais da dislexia têm relação com a linguagem, em que a criança pode apresentar demora para aprender a falar ou se comunicar de maneira verbal.

As palavras sendo pronunciadas com dificuldade e lentidão, além de problemas com escrita e fala (que aparecem no início da alfabetização) também podem ser claros indicativos da dislexia.

Memorizar sons também pode ser difícil, assim como atribuir sentido a palavras, dar nome às coisas e interpretar textos.

Dificuldades com rimas

Crianças com dislexia podem apresentar dificuldades na identificação de rimas (a aranha arranha a rã e rã arranha a aranha), assim como com aliterações (o rato roeu a roupa do rei de roma).

Canções também pode ser difíceis para crianças com dislexia, tanto pela associação fonética (sons das palavras) quanto pela memorização da sequência.

Dificuldade na coordenação motora fina

A coordenação motora fina da criança pode apresentar-se afetada caso ela possua dislexia. Isso significa que os movimentos mais delicados e que exigem músculos menores — como aqueles relacionados à escrita — podem ser menos precisos.

Como o ato de escrever envolve um complexo mecanismo de habilidades linguísticas e motoras, o prejuízo na percepção e decodificação de palavras e letras afeta, também, a mobilização muscular.

Outros sinais

Além destes já listados, outros sinais podem aparecer na infância da pessoa com dislexia. Alguns deles são:

  • Desorganização;
  • Dificuldade em nomear esquerda e direita;
  • Dificuldade com mapas;
  • Rejeição de livros por conta da frustração com eles;
  • Vocabulário pobre.

Dislexia em adultos

A dislexia em adultos possui os mesmos sintomas que afetam as crianças e na maioria das vezes — as exceções sendo apenas casos de dislexia adquirida — acompanha a pessoa desde a infância.

O estado da condição depende de inúmeros fatores que variam desde a severidade da dislexia até a maneira como ela foi tratada durante o crescimento.

A leitura e escrita jamais serão tarefas fáceis para alguém com dislexia, mas caso intervenções tenham sido realizadas, essas atividades podem ser menos desafiadoras e limitantes.

Como é feito o diagnóstico da dislexia?

O diagnóstico de dislexia deve ser feito por uma equipe multidisciplinar que envolve neuropsicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos e neurologistas.

Os profissionais realizam testes de linguagem e aprendizagem individualizados, buscando sinais da condição. Os componentes da equipe multidisciplinar devem se comunicar para que haja um diagnóstico completo e fiel.

Esse diagnóstico funciona por exclusão. Os testes buscam avaliar as capacidades e funções cognitivas da pessoa sendo testada, o que inclui as habilidades de leitura, escrita, atenção, entre outras coisas. Alguns exames também envolvem análise da capacidade de interpretação de sons.

Os resultados podem excluir certas condições com sintomas parecidos e o que sobra é o diagnóstico.

Dislexia tem cura?

Não. Uma pessoa com dislexia sempre terá a condição. Entretanto, é possível realizar uma intervenção que busca facilitar a aprendizagem para a criança, reduzindo as consequências das dislexia. Esta intervenção pode ser realizada em qualquer idade, mas quanto mais cedo começar, melhor.

Qual o tratamento para dislexia?

A dislexia não é uma doença, portanto não se pode falar em tratamento, mas sim em intervenção, que se dá na forma de adaptações no aprendizado da criança ou do adulto.

Com métodos específicos para pessoas com dislexia, a leitura e a escrita, além de outros processos dificultados pela condição, podem ser alcançados.

Não existe tratamento medicamentoso. As intervenções psicopedagógicas trazem métodos de aprendizagem adaptados para que a criança aprenda mesmo com sua condição.

Os tratamentos costumam ser feitos, da mesma forma que o diagnóstico, por uma equipe multidisciplinar que envolve médicos, psicopedagogos, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais e dependem de quanto a dislexia afeta a pessoa.

Individualização

É importante que a intervenção aplicada seja feita de maneira individual, levando em consideração as particularidades de cada paciente. Nenhum caso de dislexia é igual ao outro, nenhuma pessoa é igual a outra, e isso faz com que a maneira de aproximação e de intervenção ideal seja diferente.

Lembrando que o método e as abordagens adequadas devem sempre ser avaliadas por profissionais.

Convivendo com dislexia

Ler e escrever, para aqueles com dislexia, sempre será um desafio se houver comparação com pessoas sem o transtorno de aprendizagem. Entretanto, é possível viver uma vida normal. Diversas pessoas podem ajudar.

Família

A família é um dos pilares de que a criança com dislexia irá precisar para ajudar seu desenvolvimento. O ambiente em casa é um dos mais importantes para isso.

Atividades que envolvam letras podem ajudar com diversão. Brincadeiras como forca e palavras cruzadas podem servir para que a criança pratique sem muita pressão. É importante que os pais apoiem e sejam compreensivos com as dificuldades que podem surgir.

As intervenções psicopedagógicas podem reduzir as barreiras para a escrita e leitura, além de existir inúmeras áreas que não utilizam tanto as habilidades linguísticas em que a pessoa com dislexia pode ser inserida.

Escola

A palavra chave para os educadores é informação. Entender o que se passa com o aluno com dislexia é essencial para que o professor possa fazer seu trabalho de maneira adequada, ajudando o aluno a contornar e vencer as dificuldades existentes.

Os educadores também podem utilizar atividades envolvendo letras, como forca e palavras cruzadas, além de incentivar a criança a praticar sudoko, um jogo tradicional com números, para auxiliar o desenvolvimento do paciente.

Acessórios

Existem itens específicos para pessoas com dislexia, que ajudam a passar por algumas das dificuldades do dia a dia. Entre elas estão:

Réguas de leitura

Existem maneiras de facilitar a leitura para quem é disléxico. A dificuldade com as palavras individuais continuará a mesma, porém isolar trechos do texto pode reduzir a dificuldade. Por exemplo, existem as chamadas réguas de leitura.

As réguas de leitura são réguas com lacunas colocadas sobre o texto a ser lido, ajudando a focar a atenção em uma única linha. Assim, existe menor chance de haver confusão com as letras das palavras das linha de baixo e de cima, assim como reduzir as chances de o leitor pular linhas.

Relógio para dislexia

Relógios, especialmente os analógicos, podem ser problemáticos para os pacientes. Os números também são símbolos e pode existir dificuldade de leitura deles.

Também existe a dificuldade relacionada ao número 6 nos relógios. Quando o ponteiro das horas aponta para o número 6, ele indica 6 horas. Entretanto, quando é o ponteiro dos minutos que aponta para o número 6, ele indica 30 minutos. Isso pode causar grande confusão em pessoas com dislexia.

Para isso, relógios para disléxicos podem ser produzidos com números tanto para minutos quanto para horas, pintados de cores diferentes e que combinem com os ponteiros.

O ponteiro de minutos pode ser preto, assim como os números dos minutos (que vai de 0 a 60), enquanto o ponteiro das horas pode ser vermelho, assim como os números das horas (que se mantém de 0 a 12).

Terapia

Claro que não se pode esquecer do acompanhamento com psicopedagogos, que podem dar grande auxílio para a criança que com transtornos de aprendizado, além de ser o profissional que é treinado para lidar com este tipo de condição.

O psicopedagogo é essencial para que a criança cresça e vença todos os problemas que podem se apresentar por conta da dislexia de maneira facilitada.

Leia mais: Psicologia (social, organizacional, online): o que é, faculdade e mais

Prognóstico

O diagnóstico de dislexia é definitivo e a condição acompanhará a pessoa até o fim da vida. Entretanto, apesar de a dislexia afetar um aspecto importante da vida, ela não é extremamente debilitante e intervenções psicopedagógicas podem reduzir muito as dificuldades enfrentadas.

Lembrando que quanto mais cedo o diagnóstico e a intervenção acontecerem, melhores os efeitos.

Complicações da dislexia

Se não diagnosticada, a dislexia pode trazer diversos problemas para a criança. Entre eles estão:

Atrasos de aprendizado

A dislexia é um transtorno de aprendizado e se não houver intervenção, o paciente será prejudicado pela condição e atrasos cognitivos podem surgir. Dificuldades de escrita e leitura são óbvias, entretanto quando essas dificuldades existem, outras áreas podem ser prejudicadas.

Qualquer atividade de aprendizado que envolva leitura sofrerá com a dislexia.

Os conhecimentos em história, matemática, português e ciências, para citar alguns, podem ser reduzidos nestas crianças, não por haver problemas de inteligência, mas simplesmente porque as informações chegam à criança de uma maneira que o cérebro dela não é capaz de compreender adequadamente.

Desinteresse pela escola

A dislexia consiste na dificuldade de associar símbolos com sons, por isso é difícil para que a criança com dislexia consiga transformar um texto composto por símbolos em palavras em sua cabeça. Para essa criança, sentar-se na escola por horas sem conseguir acompanhar o que está sendo ensinado pode ser frustrante

A frustração pode levar à falta de interesse no assunto e, além disso, deixá-las tensas e irritadas por conta da cobrança. Esses sentimentos podem causar uma resistência a ir para a escola.

Problemas de autoestima

A frustração por não conseguir fazer algo que os colegas conseguem pode ser grande o bastante para trazer prejuízos psicológicos à criança, que pode se sentir excluída do grupo ou até mesmo, em alguns casos, realmente ser excluída por colegas.

Isso pode trazer sérios efeitos e problemas de autoestima na criança, que podem acompanhá-la até a idade adulta.

Ansiedade

Da mesma forma que a dislexia pode levar a problemas de autoestima, ela também pode causar ansiedade. A necessidade de ler em sala de aula, por exemplo, pode gerar estresse e agitação na criança que sabe que não consegue ler bem e teme ser ridicularizada por isso.

Problemas de comportamento

O comportamento das crianças pode ser afetado pelos desafios encontrados por causa da dislexia. A frustração pode levar à indisciplina e raiva por parte das crianças.

Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)

A TDAH não é exatamente uma complicação da dislexia, mas uma condição que com frequência aparece junto dela. Entre 15% e 40% dos portadores de dislexia

Como prevenir dislexia?

Não é possível prevenir a dislexia. O que é possível, entretanto, é identificar a condição o mais cedo possível para que intervenções educacionais sejam feitas, buscando minimizar os problemas que a dislexia pode causar.

Entre os sinais iniciais, a dispersão, atraso no início da fala além de problemas com rimas e outros sinais já listados neste texto.

Teste para dislexia

Antes de tudo, é importante apontar o seguinte: Testes de internet não são confiáveis, especialmente quando se trata de uma condição tão complexa como é o caso da dislexia. Entretanto, se sua resposta para a maioria das próximas perguntas for sim, talvez seja uma boa ideia buscar um profissional para descobrir se você tem ou não dislexia.

Lembre-se de que este teste não serve como diagnóstico e mesmo que todas as suas respostas sejam sim, pode ser que você não tenha dislexia.

Preparado?

  • Você tem dificuldade em distinguir direita e esquerda?
  • Você tem problemas com mapas ou em ir para locais desconhecidos?
  • Você acha desconfortável ler em voz alta?
  • Fica nervoso quando tem que ler em público?
  • Sua leitura é lenta?
  • As letras parecem confusas para você?
  • Você tem dificuldade em realizar contas matemáticas simples de cabeça?
  • Você tem dificuldade em recordar tudo o que leu?
  • Costuma trocar letras quando escrever? (Especialmente se confunde letras parecidas, como d e p).
  • Livros são frustrantes e difíceis?
  • Você tem dificuldade para ler?

Se sua resposta foi sim para todas estas perguntas, talvez um médico, psicopedagogo ou neuropsicólogo possa te ajudar a ter certeza de um possível diagnóstico.

Famosos com dislexia

Diversas pessoas famosas são portadoras da dislexia. A dificuldade de aprendizado não quer dizer que você não pode alcançar o sucesso na vida. Entre estas pessoas estão:

  • Albert Einstein;
  • Agatha Christie;
  • Cher;
  • Henry Ford;
  • Steven Spielberg;
  • Robin Willians;
  • Winston Churchill;
  • Whoopi Goldberg.

Estas são apenas algumas das pessoas que ficaram famosas mesmo com a dislexia. A maioria listada aqui são atores que precisam ler os roteiros, mas a lista não é composta apenas desses profissionais. Agatha Christie foi uma grande escritora de mistério, mesmo com os problemas causados pela dislexia.

Perguntas frequentes

Dislexia é coisa de menino?

Não! É verdade que a dislexia afeta mais meninos do que meninas. Dependendo do estudo, a proporção pode alcançar até 4 casos em meninos para cada caso em menina, mas a condição ainda pode afetar garotas.

Também é mais comum que a dislexia seja identificada por professores com maior frequência em meninos. Existem estudos que indicam que a causa dessa diferença nas escolas é o comportamento entre os sexos.

Enquanto as meninas tentam lidar silenciosamente com o problema, os meninos tendem a ficar mais indisciplinados por conta da frustração com a dislexia, o que chama a atenção dos professores.

Dislexia é sinal de inteligência baixa?

Não! A dislexia não afeta a inteligência e crianças de todos os níveis cognitivos podem ter a condição. O transtorno é uma dificuldade de processamento de palavras e não tem relação com a inteligência.

A dislexia é um problema de visão?

Não. Um dos problemas principais da dislexia é na compreensão de como sons se relacionam aos símbolos que são as letras. A pessoa com dislexia encontra dificuldade em conectar uma coisa a outra, mas a visão não tem relação com isso.

Qual o significado de dislexia?

A palavra dislexia vem da união das palavras do grego DYS, que significa “dificuldade com” e LEXIS, que significa “palavra”. É literalmente “dificuldade com a palavra”.


A dislexia pode causar problemas na leitura e na escrita, mas com o apoio dos educadores, a criança pode crescer e conviver com a condição de maneira a contornar e lidar com as dificuldades.

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Fontes consultadas

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