O que é Esquizofrenia (Paranóide e mais tipos), sintomas, tem cura?

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O que é Esquizofrenia?

A esquizofrenia é uma desestruturação psíquica que faz com que a pessoa perca a noção da realidade e não consiga mais diferenciar o real do imaginário. É um dos principais transtornos mentais de que se tem conhecimento.

Inicialmente, foi descrita pelo psiquiatra Emil Kraepelin, ao final do século XIX. Na época, ele deu à doença o nome de Demência Precoce. Já no início do século XX, outro psiquiatra, Eugen Bleuler, por achar o termo anterior inadequado ao que a doença realmente representa para o paciente e também para a sociedade, nomeou-a de esquizofrenia.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o paciente esquizofrênico não é extremamente perigoso, assim como também não possui dupla personalidade. Esses equívocos são comuns pela falta de informação da população perante a doença.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a esquizofrenia é a terceira causa de perda de qualidade de vida entre os 15 e os 44 anos de idade, dentre todas as doenças. A doença atinge cerca de 1% da população mundial e acomete pessoas de qualquer idade, porém tem maior incidência no começo da adolescência até o começo dos 20 anos em homens e, em mulheres, no final dos 20 anos até o começo dos 30.

Pelo fato de se desenvolver justamente em um período em que os conflitos naturais da adolescência ou do início da vida adulta -, a esquizofrenia, muitas vezes, passa despercebida pelos pais do paciente e até mesmo do próprio. Isso acontece porque os sintomas são confundidos com crises existenciais, revoltas contra o sistema e/ou o mundo, alienação egoísta, etc.

Índice neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é Esquizofrenia?
  2. Tipos de Esquizofrenia
  3. Causas e Fatores de risco
  4. Os sintomas da Esquizofrenia
  5. Diagnóstico
  6. Tratamento
  7. A Esquizofrenia tem cura? Como conviver com ela?
  8. Complicações
  9. Prevenção

Tipos de Esquizofrenia

Atualmente, são existentes 7 tipos de esquizofrenia. Confira abaixo quais são e quais as suas características:

Esquizofrenia paranoica

A esquizofrenia paranoica se desenvolve, na maioria dos casos, em uma idade mais avançado do que os outros tipos. É o tipo de esquizofrenia mais comum e se caracteriza por insistentes alucinações e/ou delírio, bem como alterações na fala e nas emoções.

Esquizofrenia hebefrênica ou desorganizada

Esse tipo de esquizofrenia geralmente tem desenvolvimento entre os 15 e os 25 anos de idade. Características como comportamentos e pensamentos desorganizados são muito comuns. Em contrapartida, delírios e alucinações, quando acontecem, passam de uma maneira muito rápida.

Esquizofrenia catatônica

A esquizofrenia catatônica possui características típicas sobre os movimentos e a fala, que podem alternar da extrema agitação para a extrema quietude. É a mais rara de todos os tipos.

Esquizofrenia indiferenciada

Esse tipo de esquizofrenia apresenta, normalmente, características de outros tipos, como a paranóica, a hebefrênica ou a catatônica, mas não se encaixa por completo em um deles.

Esquizofrenia residual

Pessoas afetadas por esse tipo de esquizofrenia já possuem um histórico de doenças mentais, porém só apresentam sintomas negativos conforme você verá a seguir.

Esquizofrenia simples

Os sintomas negativos são recorrentes nesse tipo de esquizofrenia e tendem a piorar de forma muito rápida. Já os sintomas positivos da doença são muito raros.

Esquizofrenia cenestopática

Na esquizofrenia cenestopática, o paciente possui características que não são abrangidas em nenhum outro tipo aqui relatados.

Causas e Fatores de risco

Ainda não se sabe ao certo quais as causas reais para a esquizofrenia. Porém, cientistas e pesquisadores acreditam que alguns fatores podem ter relação ou, ao menos, influenciar o desenvolvimento da doença em alguém.

Genética

Após diversas pesquisas realizadas, constatou-se que a genética é responsável por, pelos menos, 50% dos casos de esquizofrenia os outros 50% são decorrentes de fatores ambientais. A maior evidência desse dado é relacionado a estudos feitos com gêmeos idênticos, ou seja, pessoas que possuem os seus DNAs iguais.

Além disso, uma pesquisa norte-americana recente, publicada no dia 19 de outubro de 2016 no Jornal Nature, constatou que a doença é desenvolvida mais ativamente enquanto o cérebro do feto ainda está sendo formado. Outro ponto importante relatado na pesquisa é que o causador da doença não é composto apenas de um gene, mas sim de uma série deles o que é chamado de heterogeneidade.

Circuitos químicos do cérebro

As pessoas esquizofrênicas possuem regulações anormais em alguns de seus neurotransmissores e que, consequentemente, afetam células referentes ao pensamento e também ao comportamento.

Fatores ambientais

Por conta da alta complexidade metodológica, poucos estudos foram realizados referentes à relação de fatores ambientais com o desenvolvimento de esquizofrenia em uma pessoa. Todavia, alguns pontos foram descobertos e analisados:

Períodos do desenvolvimento cerebral

Fatores ambientais de risco

Período Pré-Natal

Viroses (influenza, rubéola, herpes) na mãe, principalmente quando ocorrem no segundo trimestre de gravidez.

Desnutrição materna.

Morte do marido.

Acontecimento de alto impacto na vida emocional da mãe.

Gravidez indesejada.

Depressão durante a gravidez.

Período Neonatal

Complicações na gravidez (sangramentos, diabetes, incompatibilidade rH, pré-eclâmpsia).

Crescimento ou desenvolvimento anormal do feto (baixo peso ao nascer, prematuridade, malformações congênitas, redução do perímetro encefálico).

Complicações na hora do parto (asfixia, parto cesáreo emergencial).

Interação atípica ou inexistente de mãe-filho.

Perda precoce de um dos pais.

Primeira Infância

Infecções do Sistema Nervoso Central, como meningite, encefalite ou sarampo.

Experiências psicológicas negativas.

Traumas, como abuso físico e/ou sexual.

Adolescência

Uso de determinadas drogas, como maconha e LSD.

Os sintomas da Esquizofrenia

Antes de conhecer quais são os sintomas característicos da esquizofrenia, é preciso atentar-se aos primeiros sinais que a doença causa. Confira abaixo:

Primeiros sinais da Esquizofrenia

Os sinais podem se apresentar de maneiras diferentes em cada pessoa. Às vezes, eles podem aparecer de forma branda, conforme os meses vão passando. Porém, em outras situações, esses sinais podem aparecer de forma bastante abrupta.

Dentre os comportamentos que podem estar diretamente relacionados com a esquizofrenia, estão:

  • Escutar ou ver algo que não existe;
  • Sentimento constante de estar sendo vigiado;
  • Maneira peculiar ou sem sentido de escrever ou falar;
  • Posição estranha do corpo;
  • Sentir-se indiferente diante de situações importantes;
  • Regressão na performance nos estudos ou no trabalho;
  • Mudanças na higiene pessoal e na aparência;
  • Mudanças na personalidade;
  • Afastamento muito visível de atividades sociais;
  • Respostas irracionais, com medo ou raiva aos parentes e/ou amigos;
  • Inabilidade em dormir ou concentração;
  • Comportamento inapropriado ou estranho;
  • Preocupação extrema com religião ou ocultismo.

Sintomas positivos

Considera-se como sintomas positivos tudo aquilo que não é normal de possuir, mas que o paciente possui. São caracterizados por comportamentos psicóticos que fazem com que a pessoa perca a noção de alguns aspectos sobre a vida.

Incluem-se em sintomas positivos:

Alucinações

Entende-se por alucinações aquilo que o paciente vê, ouve, tem cheiros e gostos ou, ainda, sente a presença de coisas que não existem, porém, para quem experiencia tudo isso, as alucinações são bem reais.

A alucinação mais comum entre os esquizofrênicos é a de ouvir vozes. Grande parte dos pacientes dizem que elas são rudes, críticas, abusivas ou perturbadores, mas há aqueles que dizem que essas vozes são amigáveis e agradáveis.

Normalmente, pessoas com esquizofrenia fazem atividades, discutem pensamentos ou conversam diretamente com essas vozes. Além disso, elas podem vir de diferentes lugares ou apenas de um em particular.

Delírios

O delírio acontece quando alguém tem plena convicção de que algo está acontecendo e de que ele é o alvo de alguma perseguição ou espionagem. Por conta disso, seus comportamentos são afetados, o que pode tornar a pessoa em alguém mais agressivo.

Episódios de delírio podem ter início de forma repentina ou podem se desenvolver ao longo do tempo semanas ou meses.

Pensamentos desordenados

Por conta dessas alucinações e delírios, muitas pessoas que sofrem do transtorno esquizofrênico podem ter dificuldade em ordenar os seus pensamentos e ações, o que acaba afetando, inclusive, a maneira de se comunicar e/ou falar com outras pessoas. Alguns pacientes dizem que sentem a mente “nebulosa”, impossibilitando de trabalharem melhor os pensamentos.

Movimentos desordenados (movimentos agitados)

Pessoas com esquizofrenia, às vezes, podem apresentar movimentos desordenados e/ou agitados de uma hora para outra e sem um motivo aparente. Ainda por conta das alucinações, pacientes afirmam que isso acontece por conta de outra pessoa que a está controlando.

Sintomas negativos

Ao contrário dos positivos, os sintomas negativos faz parte da fase crônica da doença e são caracterizados pela falta das emoções e comportamentos normais de uma pessoa. Dentre os sintomas, estão:

Redução da expressão de emoções através da fala ou tom de voz

Pacientes que possuem esse sintoma característico normalmente não são capazes de praticar a empatia, sentimento que faz alguém compreender o que o outros está passando/sentindo. Porém, isso não significa que a pessoa não tenha sentimentos ou algo do tipo, mas apenas que, no momento, ela é incapaz de demonstrar o que se passa.

Dificuldade em iniciar e sustentar uma atividade

Para quem não entende sobre os sintomas da esquizofrenia, essa falta de vontade em iniciar ou sustentar algo pode ser interpretada apenas como preguiça por parte do paciente. Entretanto, a complexidade da questão é muito maior, pois o ato de começar algo torna-se desafiador. Por conta disso, muitas pessoas acabam optando por realizar atividades passivas, que não exigem tanto esforço nem raciocínio, como assistir televisão.

Sentimento de prazer diminuído ao longo dos dias

Não importa o quanto algo dê prazer àquele paciente, ele não irá responder de maneira positiva à prática da atividade em questão. O prazer é reduzido e, por isso, muitas vezes a pessoa com esquizofrenia acaba abandonando algo pela metade.

Redução da fala

Falas e pensamentos podem perder uma lógica de encadeamento quando proferidos por alguém esquizofrênico. Para quem convive com o paciente, é muito importante a compreensão das frases, para que ele se sinta acolhido e apoiado.

Sintomas cognitivos

Em alguns pacientes, esses sintomas são bem brandos, mas, em outros, são mais graves e perceptíveis. Alguns dos sintomas cognitivos presentes na esquizofrenia são:

Dificuldade em tomar decisões

Com pensamentos muito peculiares, os esquizofrênicos acabam não compreendendo muita coisa do que lhe é dito e, por esse fato, fazem decisões imaturas num primeiro momento.

Dificuldade em prestar atenção em algo

Pacientes esquizofrênicos são mais distraídos e dispersos daqueles que não são, ações que acabam prejudicando a leitura e/ou a escrita. Por não conseguirem se focar 100% em algo, acabam tendo prejuízo, também, na hora de compreender algo.

Capacidade de compreensão baixa

Pelo fato de muitos pacientes não conseguirem se manter atentos a algo que está sendo explicado, alguns deles não conseguem compreender, de fato, o que está acontecendo.

Problemas com memória

Com a falta de compreensão das coisas, muitas pessoas acabam esquecendo coisas que foram lhe ditas ainda há pouco. O aprendizado também pode ser afetado por conta dessas falhas na memória, tendo que pedir explicação sobre algo mais de uma vez.

Sintomas neurológicos

Pacientes que possuem a doença em sua forma mais precoce ou grave, podem apresentar sinais neurológicos, tais como:

  • Tiques faciais;
  • Prejuízo em determinados movimentos (o que deixa o paciente mais desajeitado ou estabanado);
  • Movimentos mais bruscos e descoordenados;
  • Aumento na frequência do piscar de olhos;
  • Desorientação sobre direita-esquerda.

Muitos desses sintomas estão presentes em outros transtornos também, como Transtorno de Tiques e Síndrome de Gilles de La Tourette, o que dificulta ainda mais na hora de realizar um diagnóstico.

Não se sabe ao certo o motivo desses sintomas acontecerem, até porque grande parte dos pacientes não os possui. Porém, para quem apresenta os sintomas, eles acabam passando despercebidos por pessoas que não possuem grande intimidade.

Sintomas comportamentais

Por conta dos sintomas acima citados, alguns comportamentos dos pacientes podem ser afetados também. Mais uma vez: eles podem se apresentar de maneiras diferentes, vai depender muito de cada caso.

Os comportamentos que podem ser recorrentes quando há um quadro de esquizofrenia são:

Suicídio

Uma tentativa de suicídio pode acontecer tanto na fase aguda da esquizofrenia quanto na crônica e, para que isso não venha a acontecer, amigos e familiares precisam ficar atentos se o paciente está reclamando de forma recorrente sobre vozes ou se ele está se auto mutilando.

As tentativas de suicídio não são raras quando relacionadas à esquizofrenia e já somam em 50% entre os pacientes da doença. Dessas, cerca de 15% resultam em um final trágico a morte.

Agressividade

Pacientes agressivos são raros, pois a agressividade não é um sintoma comum na esquizofrenia. Porém, casos isolados de reações impulsivas ou ataques de raiva e/ou fúria podem acontecer.

Manias repetitivas

Resistentes a mudanças, alguns pacientes tem certa dificuldade em sair do padrão pré-estabelecidos por eles. Manias de higiene, vestuário ou alimentação são apenas alguns exemplos das que podem acontecer. Algumas pessoas com esquizofrenia, ainda, podem desenvolver rituais e repetições muito parecidas com as do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

Conversar sozinho / Rir sem motivo

Como vários esquizofrênicos escutam vozes, eles podem passar a ideia de que estão conversando sozinhos, quando, na verdade, estão apenas dialogando com quem está tão presente em seu dia a dia. O mesmo pode acontecer com risos imotivados. Esses sintomas são involuntários e automáticos e, por isso, muitas vezes não podem ser controlados.

Sintomas em adolescentes

Os sintomas em adolescentes são bem semelhantes aos apresentados nos adultos. Entretanto, nesses casos, eles são bem mais difíceis de serem reconhecidos. Isso acontece, muitas vezes, pelo fato de serem confundidos com comportamentos típicos da adolescência, como por exemplo:

  • Afastamento de amigos e familiares;
  • Queda de desempenho na escola;
  • Problemas para dormir;
  • Irritabilidade ou humor deprimido;
  • Falta de motivação.

Comparando com os dos adultos, alguns sintomas podem aparecer exclusivamente em adolescentes, para mais ou para menos:

  • São menos propensos a terem delírios;
  • São mais propensos a terem alucinações visuais.

Diagnóstico

Um paciente, para ser diagnosticado com esquizofrenia, precisa ficar em observação por um psicólogo ou médico psiquiatra, que irá avaliar suas ações e comportamentos. Caso a suspeita da doença seja confirmada, o especialista pedirá informações referentes ao histórico clínico do paciente.

Ainda não há nenhum exame capaz de detectar a presença da esquizofrenia em alguém, porém alguns testes podem ser feitos a fim de eliminar suspeitas de outras doenças que possuem sintomas semelhantes em seu processo de desenvolvimento.

Esses testes são:

  • Exames de sangue;
  • Estudos de imagem para descartar tumores e/ou problemas na estrutura do cérebro;
  • Avaliação psicológica para avaliar o estado mental da pessoa, bem como analisar comportamentos e a aparência.

Critérios para o diagnóstico

Como não há um exame específico para a detecção da esquizofrenia, alguns especialistas utilizam-se de critérios estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Portanto, para que uma pessoa seja diagnosticada como esquizofrênica, ela precisa apresentar:

  • Pelo menos dois sintomas típicos, como: Delírios; Comportamentos desorganizados; Fala desorganizada; Alucinações; Sintomas negativos que durem, pelo menos, 4 semanas.
  • Deficiência considerável na capacidade escolar ou, ainda, nas funções profissionais ou domésticas.
  • Sintomas que persistem por 6 meses ou mais.

Tratamento

O tratamento para a esquizofrenia pode ser dividido em 4 tipos, sendo os mais importantes o medicamentoso e o acompanhamento psicológico. Entenda melhor cada um deles a seguir.

Medicamentos para Esquizofrenia

Os medicamentos normalmente são utilizados para controlar os sinais e os sintomas que a doença causa no paciente. O psiquiatra poderá tentar vários tipos de medicamentos em diferentes doses e composições -, até encontrar o que obtém o melhor resultado.

Os medicamentos mais indicados para esquizofrenia são divididos em 3 grupos, que são:

Antipsicóticos típicos (ou “convencionais”)

Esses medicamentos controlam os sintomas positivos, como as alucinações e delírios. Dentre eles, estão:

Efeitos colaterais ocasionados pelo uso desses medicamentos são bastante recorrentes. Dentre esses efeitos, estão:

  • Boca seca;
  • Visão borrada;
  • Constipação;
  • Sonolência;
  • Vertigens.

Antipsicóticos atípicos (ou da “nova geração”)

Os medicamentos pertencentes a esse grupo tratam tanto os sintomas positivos quanto os negativos. Eles são:

Agentes antipsicóticos variados

Esses medicamentos possuem uma função diferentes dos medicamentos pertencentes aos outros dois grupos. Eles são usados para tratar a agitação presente em pessoas com esquizofrenia.

O Loxapina é o medicamento mais indicado dentro desse grupo.

Acompanhamento psicológico

Além do uso de medicamentos, é importante, em paralelo, fazer acompanhamento psicológico também, além de intervenções sociais. As formas de terapias podem ser:

  • Terapia individual: Essa terapia pode auxiliar o indivíduo a normalizar os seus pensamentos, além de fazer com que ele aprenda a lidar com o estresse e identificar sinais precoces de recaída.
  • Treinamento de habilidades sociais: Visa a melhoria da comunicação e das interações sociais, incluindo as necessárias em atividades diárias.
  • Terapia familiar: Super importante para fornecer suporte e educação sobre a esquizofrenia para familiares de pessoas que sofrem da doença.
  • Readaptação profissional: Auxilia a pessoa para encontrar e manter um emprego.

Hospitalização

Pessoas que estejam durante uma crise, ou que apresentem sintomas muito severos da doença, talvez precisem ser internadas para preservar a sua segurança, nutrição, sono e higiene básica.

Terapia eletroconvulsiva

Aqueles que não respondem ao tratamento medicamentoso, a terapia eletroconvulsiva é uma opção a ser considerada. Ela consiste na provocação de alterações na atividade elétrica do cérebro induzidas por passagem de correntes elétricas.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

A Esquizofrenia tem cura? Como conviver com ela?

Ainda não há como comprovar a cura para a esquizofrenia, porém a doença pode ser muito bem controlada através das formas de tratamento indicadas ao paciente. Para conviver sem maiores complicações com a doença, algumas medidas precisam ser consideradas:

Ajudando a si mesmo

Se você possui esquizofrenia, algumas maneiras de controlar a sua doença são as seguintes:

  • Controle o estresse: O estresse pode ser um gatilho para a psicose, portanto, mantê-lo sob controle é essencial para a sua melhora.
  • Tente praticar o sono em abundância: Quando o uso de medicamentos é feito, muito provavelmente você precisará de mais de 8 horas diárias de sono. Muitos esquizofrênicos possuem problemas com sono, mas algumas práticas podem fazer com que isso melhore. A prática de exercícios regulares e evitar cafeína são algumas delas.
  • Evite o uso de álcool e drogas: O abuso de qualquer substância química afeta os efeitos dos medicamentos, além de fazer com que os sintomas piorem.
  • Mantenha relações: Procure manter os seus amigos e familiares inseridos em sua vida e em seu plano de tratamento. Se você considerar a participação em grupos de apoio, participe!

Ajudando um membro da família ou amigo

Aprender sobre os distúrbios psicóticos e a esquizofrenia irá te ajudar a compreender o que o paciente experiencia. Além disso, há algumas formas de suporte a ele, que são:

  • Responda calmamente: Para o paciente, as alucinações parecem reais. Então, procure conversar de forma calma com ele, explicando que você vê as coisas de uma forma diferente, além de respeitá-lo.
  • Preste atenção nos gatilhos dos sintomas: Com isso, você pode ajudar com que o paciente evite a prática ou ingestão de substâncias que prejudiquem a sua saúde mental.
  • Ajude-o com os medicamentos prescritos: Muitos pacientes se questionam se precisam realmente fazer uso da medicação. Nesses momentos, você precisará incentivar seu conhecido a fazer uso dela da maneira correta.
  • Entenda a falta de consciência do paciente: Algumas pessoas que sofrem de esquizofrenia não tem a noção de que realmente possui a doença. Portanto, não tente convencê-las disso, apenas as apoie e se mostre prestativo.
  • Ajude a pessoa a evitar drogas e álcool: Se você tem conhecimento de algum tipo de vício químico pelo paciente, ajude-o a evitar o consumo das substâncias, pois elas podem desencadear uma piora considerável nos sintomas.

Complicações

Quando não tratada, a esquizofrenia pode causar diversos problemas e limitações na vida do paciente. Algumas complicações da doença podem ser causadas ou associadas a:

  • Suicídio, tentativas de suicídio ou pensamentos suicidas;
  • Ferir a si mesmo;
  • Desordens de ansiedade e de transtorno obsessivo-compulsivo;
  • Depressão;
  • Abuso de álcool ou drogas, incluindo o tabaco;
  • Inabilidade de trabalhar ou acompanhar a escola;
  • Problemas financeiros;
  • Isolamento social;
  • Problemas de saúde;
  • Vitimizar-se demais;
  • Comportamento agressivo.

Prevenção

Não há uma maneira de prevenir a esquizofrenia ou qualquer outro distúrbio mental. Porém, vale ressaltar que, quanto mais cedo a doença for diagnosticada, melhor será o tratamento e maior será o controle dos sintomas.

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Referências

http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/
http://www.nami.org/Learn-More/Mental-Health-Conditions/Schizophrenia
http://www.psicosite.com.br/tra/psi/esquizofrenia.htm
https://www.rethink.org/diagnosis-treatment/conditions/schizophrenia
http://www.webmd.com/schizophrenia/guide/mental-health-schizophrenia
http://www.mentalhealthamerica.net/conditions/schizophrenia
https://www.nimh.nih.gov/health/topics/schizophrenia/index.shtml
http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/schizophrenia/home/ovc-20253194
http://www.medicalnewstoday.com/articles/36942.php
http://www.nhs.uk/Conditions/Schizophrenia/Pages/Introduction.aspx
http://edition.cnn.com/2016/10/19/health/schizophrenia-genome-study/index.html

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54 Comentários

  1. Olá, ha alguns anos venho passando por problemas com a minha mãe, que aparenta ter esquizofrenia, mas não aceita tratamento achando que tudo que se passa em sua cabeça é real! Seus sintomas são achar que esta sendo vigiada/perseguida, cores de roupas, câmeras, algumas pessoas, stress com qualquer coisa… e praticamente tudo é capaz de a deixar irritada. Os últimos anos tem sido os piores, me dói em ver que a doença vem se agravando sem que ela perceba, pois antes ela não era assim. A algumas semanas a levamos no posto de saúde o que não obteve se resultados por falta de médicos especializados na área, sou filha unica e gostaria de conselhos e ajuda pois isso tem acabado comigo pouco a pouco!!!

    • Olá, Michele!

      Sentimos muito pela situação em que você e sua mãe se encontram. Vocês já foram buscar tratamento médico especializado com um psicólogo ou psiquiatra? Ele é o médico que pode diagnosticar a esquizofrenia, e o fará com base no que o paciente e no que os familiares relatam. Se não foram, converse com sua mãe sobre a possibilidade de buscar atendimento especializado. Dessa forma, um diagnóstico mais preciso poderá ser feito e, se for o caso da sua mãe ter esquizofrenia, o médico poderá encaminhar formas de tratamento efetivas de fato.

      Agora, é importante que os familiares de pacientes esquizofrênicos também busquem por ajuda. Existe uma grande variedade de grupos de apoio para pessoas com esquizofrenia e seus familiares. Existem tanto grupos online quanto em locais físicos. Uma boa ideia para conviver melhor com a sua mãe pode ser buscar o auxílio de um desses grupos. Você não precisa necessariamente levá-la junto contigo às reuniões. Só o fato de você ir a esses lugares e trocar experiências pode te ajudar a ter ideias novas de como lidar e conviver melhor com a situação.

  2. Sou filha única de uma mãe esquizofrênica, então toda a pressão/ obsessão dela recai sobre mim. Minha mãe não tem vida, essa doença acabou completamente com ela. Na juventude ela ouvia vozes, era andarilha, muito rebelde, não queria tomar medicação. Não tinha recursos para cuidar de mim, então fui criada pela minha avó, mas sempre estivemos com ela por perto. Sempre foi uma luta imensa, na época da minha avó e hoje minha. Após certo tempo ela aceitou tomar medicação, mas mesmo medicada e com acompanhamento psiquiátrico é uma pessoa de difícil convívio, incoerente nas atitudes, fala alto demais, tem sérias limitações cognitivas, sendo completamente limitada, não consegue fazer coisas simples sozinha. Fora a preguiça imensa. Eu tenho muita pena, pois minha mãe não tem vida, não tem amigos, fica o dia inteiro dentro de casa só comendo e dormindo. A família insiste para ela fazer qualquer atividade que seja – artesanato, cozinhar, tricô – mas ela não quer. Mente totalmente vazia. Por conta disso, tenta viver a minha vida – por isso a obsessão comigo. Também não enxerga a realidade, vivendo em um mundo particular completamente distorcido.
    Por conta do distúrbio, nunca parou em emprego. É uma vida muito triste, e ao longo dos anos os parentes foram perdendo a paciência com ela por conta de tantos conflitos, muitos se afastaram. É muito pesada essa questão, tenho consciência que sendo filha tenho que amar e honrá-la, ela é minha mãe, nunca a desampararei, mas é muito complicado o dia a dia. Tive que bloquear ligações dela para o meu celular, pois ela me ligava mil vezes para mim durante meu trabalho e quase fui prejudicada por isso. Apesar da genética, graças ao Senhor não contraí a doença.
    Deus me conforta nos momentos difíceis e Jesus sempre está comigo para me dar forças para a luta, pois é complicado, porém minha confiança está em DEUS sempre!

  3. Olá, meu nome é Douglas. Adquiri a esquizofrenia no ano de 2008, quando eu tinha 13 anos e atualmente tenho 22 anos incompletos. Creio que a razão seja por fatores genéticos, já que tenho dois primos com doença mental, mas a diferença é que meus primos possuem a deficiência mental desde o nascimento e tem sérios problemas referentes a fala e a percepção, logo não é a chamada esquizofrenia. Outra questão seria ao fato de eu ter uma predisposição a doença e por algum motivo que abalasse meu emocional, a esquizofrenia seria desencadeada; um exemplo disso seria ao caso de eu não ter tido contato com meu pai durante a infância, e posteriormente na fase da adolescência, ele ficava em torno da escola, me abordando, e com isso foi um baque para mim. Com o surgimento da esquizofenia apresentava transtornos do pensamento e do sono, e com isso o meu rendimento escolar caiu expressivamente. Durante o meu tratamento com psiquiatra, o mesmo recomendara medicamentos que poderiam variar, conforme as necessidades do tratamento, para inibir os sintomas, no entanto, os medicamentos também acarretavam em sintomas negativos como sonolência, dificuldade em ficar parado em um mesmo lugar. Não fui reprovado em nenhuma turma durante o ensino fundamental II, já que eu procurava estudar de forma ativa, salvo na disciplina de matemática, em que eu tinha sérios problemas para compreender e com isso fui reprovado na disciplina no 7°, 8° e 9° ano, mas em um conselho escolar eles resolveram me aprovar. Da rede particular de ensino, fui para a rede pública em turma do ensino médio. Tive problemas para socializar, mas conseguia estudar de forma eficiente, já que o sistema público facilita para o aluno em termos da ementa curricular. Nessa escola, houve divulgações para os alunos se inserirem ao mercado de trabalho, por meio de iniciativas como o SENAI, e eu tive a vontade de aprender a área que eu optei, no caso a da tecnologia da informação e resolvi entrar, no entanto, foi uma atitude precipitada, ainda mais para quem toma remédios psicotrópicos, já que estudava no período matutino na escola e no período noturno no SENAI, com isso, fui obrigado a tomar a medicação às 22:30 da noite, e o horário habitual era às 19H, com isso ficava muito sonolento na escola, e culminou em minha reprovação no ano de 2013. Consegui pular o 3° ano, através do ENEM, já que a minha idade concedia tal benefício. Em 2015, ingressei em uma universidade, e optei pelo curso de LETRAS – Língua Portuguesa, modalidade EAD na UNOPAR, no entanto, ficava tenso pelo alto valor da mensalidade, já que quem bancava meus custos era a minha mãe, além de eu não ter gostado da metodologia do curso, e com isso minhas notas não eram satisfatórias. Nesse período, meu pai voltou a me procurar, e ficava em torno da universidade, e eu não queria ter um contato com ele, já que ele nunca me deu atenção nos primórdios de minha vida. Com isso, resolvi trancar a matrícula e ingressei no ano seguinte para a Universidade Estácio de Sá, na modalidade EAD, já que quem apresenta transtornos emocionais inibe a pessoa de ter um convívio efetivo com os outros estudantes pela modalidade presencial. Atualmente estou no 4° período e está previsto para terminar no 1° semestre de 2019. Mas estou preocupado quanto à minha aprovação, devido a questão de disciplina que envolve o estágio supervisionado em turmas do ensino médio e ensino fundamental II, já que não estou engajado socialmente para ficar em uma sala de aula com vários alunos. No segundo semestre de 2017 resolvi trancar a matrícula justamente por causa do estágio, mas minha mãe ficou transtornada pelo meu feito, e no semestre deste ano, fui obrigado a reabrir a matrícula, já que ela estava pagando pela mensalidade e se eu não tivesse reaberto a matrícula, iria parecer que ela não tinha pagado nada. Eu era para realizar o estágio neste semestre, no entanto, não consegui oficializar, pela falta de comunicação minha e do funcionário da secretaria regional de educação, no que concerne aos documentos comprobatórios para começar o estágio. Espero que no segundo semestre deste ano, eu tenha forças para realizar o estágio em turmas do ensino médio e ensino fundamental, já que o dinheiro da minha mãe não é suficiente para pagar e quem complementa o dinheiro para pagar à universidade é minha avó, e não quero terminar de realizar o curso de Letras sem ter o certificado, e com isso o dinheiro investido por minha mãe e minha avó seria em vão. Uma ressalva, quem garante a minha sobrevivência é minha avó que já tem 70 anos, e se não fosse ela, eu já teria morrido de fome, já que minha mãe também depende dela, já que está recebendo pouco em um estabelecimento comercial e no hospital não recebe já há um bom tempo. Minha esperança é conseguir o certificado do curso de Letras – Língua Portuguesa e com base nas minhas vivências ao longo do curso, poder agregar em meu currículo e na possível inserção no mercado de trabalho, com isso, o dinheiro que eu poderia conseguir, impediria que minha avó realizasse serviços exaustivos em um condomínio que moramos, para complementar à renda dela e conseguir pagar as contas dela. Tenho procurado sempre evoluir intectualmente e espiritualmente, já que estou em tratamento junto com meu outro primo que possui deficiência mental, com um médico especializado em oridologia, e a base das receitas dele, é em produtos naturais, que de certa forma poderia abolir o uso do medicamento, em específico, a risperidona.

    • Gostei da sua estoria. Vc e um guerreiro, continue assim, se supere a cada dia os seus medos e fraquezas que quando vc menos esperar tera a vitoria. Deus te abencoe

    • Douglas,
      Continue firme em seus objetivos, com toda certeza vai concluir esse curso e ser um grande profissional,

      Força, foco e fé

    • Eu fui diagnosticado com esquizofrenia aos 23 anos, em 2010. Tive ao todo três crises ao longo desses oito anos, por causa do abandono do uso dos medicamentos. Mas, depois do último transtorno, que foi em 2014, resolvi não parar mais o tratamento. Realmente os efeitos colaterais, no início, são ruins, como sono, problemas na visão e lentidão em atividades que exigem um grau de complexidade cognitiva mais precisa, como matemática. Até 2015, eu estudava Computação na Universidade Federal do Ceará. Mas, por conta desses problemas, eu resolvi mudar de curso realizando um novo ENEM, para o curso de Geografia (bacharelado) na mesma instituição que me acolheu. Bom, por experiência própria eu recomendo que você procure a palavra de outros profissionais; no meu caso, aqui em Fortaleza, eu passei por cinco psiquiatras diferentes da rede pública de saúde… Mesmo assim, tive um bom acompanhamento. A regra de ouro neste caso foi: não deixar a doença vencer, mesmo que em alguns momentos você veja que algo não está indo bem, comece de novo que ao final vai dar certo. Procure ter tranquilidade e evite fazer julgamentos antecipados; às vezes aquilo que você achava que iria dar errado acontece o oposto, dá certo. Posso dizer que a minha qualidade de vida é satisfatória. Também o que me ajudou muito foi colocar fé em Deus, principalmente em situação que não temos o controle para mudar. Enfim, não devemos nunca pensar que vamos fracassar em algo. No curso de Geografia, por exemplo, no início eu ficava muito receoso em fazer apresentação de seminário por pensar que as palavras não fluiriam corretamente, mas me elogiavam dizendo que eu tenho uma boa oratória. A vida é feita de altos e baixos mesmo, a diferença está apenas em você, em que você acredita e como você acredita. Abraços.

  4. Ótima matéria!
    Pena que não a vi antes!
    Meu sobrinho foi diagnosticado com esta doença a cinco anos e infelizmente no dia 24/05/2018 ele entrou para a estatística dos 15% que se suicidam. Foi muito triste e doida esta perda, a dele não era agressiva quem não sabia do problema dela nem percebia que era doente. Ele dizia que ouvia vozes, e essa voz mandava ele caminhar andar e andar e também tirar a vida, se sentia carente e incapaz pois não conseguia trabalhar mais. Fazia o tratamento porém tinha tempos que ficava rebelde e parava de tomar a medicação e consumia bebida alsólica, a uns dois três meses voltou a tomar a medicação porém não passou pelo psicologo antes e entrou numa depressão muito forte essas causas que podem passar a ser problema quando não tratada quase todas ele apresentava. que tristeza ele não conseguiu se enforcou tinha 33 anos um menino muito esperto, ativo, introvertido e brincalhão boa parte da sua vida. Só lamento!

  5. ola, mateia excelente porém ha uma falta nos tipos de esquizofrenia que diz ser 8, e consta no texto somente 7….

  6. Minha mãe tem essa doença, ela engravidou de mim e mais um feto na mesma gestação,o outro morreu e eu nasci, tenho 16 anos, tenho alguns sintomas, mas tenho fé em deus,estou muito triste e assustado por passar de mãe pra filho, sei que a chances são grandes de desenvolver isso em minha vida algo muito raro, isso é muito triste. Sofri muito por ela ser assim, não quero sofrer também..

  7. Excelente matéria! Esclarecedora nos detalhes, dando-nos as informações necessárias para auxiliar os pacientes portadores desta doença. Obrigado!

  8. O Olá Essa materia me ajudou muito, tive a oportunidade de me indentifica com ela , Aqui descobri todo os meus sintomas e acho que é o meu problema.
    tenho dificuldades com relacionamentos, tenho poucas amizade, me extresso com facilidade, sou fechada demais … Tenho Dificuldades para concentração, sem pasciencia, começo e nao término as atividades, sou muito desorganizada, moro só a minha casa é uma bagunça, demoro para por em Ordem mais em poucos minutos tudo fica fora do lugar, não aguento mais isso.
    Pensamentos de suicídio, pesquiso pessoas que cometeram e nao endendo pq essa curiosidade e varias outras coisas que li aqui. Tenho 43 anos preciso de ajuda, pago aluguel nao tenho condições financeira e difícil, a minha sorte não tenho vicios de substâncias químicas, só me solo muito não saio, não sou Feliz… vontade de nada

    • Olha, eu sempe suspeitei de ter essa doença, atépoq meu pai tinha, eu começei a ir na igreja evangeluca e as vozes e sintomas desapareceram 80%, ore e clame a Jesus Cristo ele é o unico que pode nos ajudar de verdade, va a uma igreja eu recomendo pois me ajudou e ajuda.

      • Se você acha que tem esquizofrenia, eu aconselho a buscar ajuda médica. Busque um psiquiatra que possa diagnosticá-lo e se possuir a doença, ele o medicará. A fé ajuda, mas a medicina também. As duas coisas tem que andar juntas.

  9. Incrível a matéria.
    Tenho um irmão que sofre com a doença, faz o tratamento a 9 anos.
    Não consigo entender o porque ele não consegui conviver o dia a dia sozinho precisa sempre de uma pessoa por perto.
    Tanto para alimentação quando a higiene como se ele tivesse se tornado uma criança. Penso em colocá-lo em uma clínica psiquiátrica.
    Possa ser que ajude nos comportamentos, pois tive que parar minha vida pra cuidar dele. Lado positivo, ele não agride. Um rapaz com 33 anos respeito mútuo a mim que cuido dele. Ótima pessoa, o problema é não conseguir sobreviver só.

  10. Olá me chamo Michel e tenho 28 anos, eu sofro desta doença, ta sendo mt difícil nos últimos dias, a doença ataca a sua cabeça do nada, vc fica abeira de surtar, mas por um lado sou mt controlador e consigo até q segurar bem as ponta, ngm sabe da minha doença carrego desdos 17 anos, e eu ler sobre a doença me deixou um pouco mais confortável e tranquilo e saber sobre oq mais ela causa, tenho mt medo de contar proa meus familiares e eles acharem q sou maluco, choro mt por conta desta doença, mas vou seguir em frente e me tratar, agr estou mais aliviada e mt obrigado, melhor Post q javi sobre esta doença.

    • Oi Michel ! que bom que agora mais maduro voce se entende e entende a situacao que voce se encontra, nao fique triste com isso,todos nós de alguma forma passamos por problemas de um jeito ou de outro,cada um tem um tipo de situacao a enfrentar e voce já é um vencedor por assumir que tem um problema,muitos sabem que tem mas preferem se enganar e acabam por adiar o alivio quando esse poderia chegar mais rapido..nao te conheço mas saiba que Deus sabe exatamente quem voce é..afinal foi Ele quem te criou e te ama muito..e mesmo sem te conhecer vou estar orando por voce. Deus te abençoe!

    • nunca fiz exame,mas suspeito ter essa doença desde a adolescencia,meu pai teve, eu começei a ir na igreja evangelica e inclusisve eles expulsam os demonios que causam esse mal na mente, bem estou bem melhor, alem das vozes e pertubações desparecerem 80% eu conheci Jesus e seu amor…paz!

  11. Eu Gostei dessa informação inclusive meu irmão sofre com essa doença e está fazendo o tratamento.

  12. me chamo JAINE tenho 26 anos faço acompanhamento com psicólogo a um ano e quatro meses e recentemente aos meus olhos identifiquei que tenho alguns dos sintomas de esquizofrenia, meu psi já tinha me avisado que eu fosse ao psiquiatra mais não quis acreditar, devido a vários traumas na infância e na vida adulta.

  13. Excelente matéria. Minha mãe com 82 anos foi diagnosticada com a doença, está muito agressiva, tem mania de perseguição e sai pra rua para xingar vizinhos. Está sendo um transtorno.

  14. Muito bom, gostei muito, tirou todas as minhas dúvidas, estou com minha mãe com esta doença e não sabemos (filhos) como falar. Ela não quer ir ao médico e está muito complicado, mais com calma se consegue tudo. Obrigado, matéria perfeita.

  15. Alguem poderia me ajudar? Meu irmao esta com sintomas de esquisofrenia, nao tem convenio.
    Alguem pode me indicar um bom lugar que seja gratuito para leva lo para fazer acompanhamento

    • oi Claudia, hoje em dia, por meio da política de saúde as pessoas podem encontrar ajuda gratuita através de atendimentos psiquiátrico, psicológico e outras terapias no CAPS (Centro de Apoio Psicossocial) procure uma unidade dessas na sua cidade e agende atendimento.
      Siga em busca de ajuda e não espere os sintomas se agravarem.
      Boa sorte.

  16. adorei muitu a materia ao ler fiquei feliz pois esta explicativa muitu bom gostei obrigada e assim ficara mais por dentro da doenca muitu obrigada gostei

  17. Excelente matéria, fui diagnosticado com essa doença e até então não aceitava. Hoje reconheço que preciso de tratamento. Obrigado

  18. Muito boa a matéria não sei se é verdade mas dizem que muitas doenças mentais está relacionada a algum tipo de inflamação no organismo, inflamações permanente e que não aparecem como se fosse incubada, devido vários fatores, como exemplo uma alimentação errada ou insalubre

  19. Fui diagnosticado com esquizofrenia paranóide, porém não apresento dois dos sintomas principais, que é ouvir vozes e ter alucinações. Qual é o critério?

    • Olá Edmundo,

      Os sintomas se manifestam de maneiras diferentes em cada paciente e nem sempre você irá apresentar todos os sinais que caracterizam a doença. É importante que você converse com seu médico para esclarecer suas dúvidas!

  20. Matéria brilhante. Muito instrutiva. Para quem tem familiares acometidos com esta doença, é muito importante estes conhecimentos. “O maior problema de alguém com doenças mentais, está no não conhecimento da família”.

  21. Adorei a reportagem…foi muito esclarecedora…meu marido já tem dois casos na família de esquizofrenia….e de uns 5 anos pra cá eu acho que ele tá com essa doença….mas ele não quer procurar ajuda…como fazer para ajudar?

    • Olá, Simone!

      Converse mais com seu marido. Se não for possível, converse com outras pessoas próximas à ele para procurar ajuda médica. É muito importante que se busque ajuda de um especialista, no caso um psiquiatra, pois somente ele poderá dizer se de fato a esquizofrenia está afetando o seu marido.

  22. Obrigado por essa matéria e super importante pois meu esposo foi diagnosticado com esquizofrenia e eu não sabia nada da doença obrigado

  23. Meu irmão mais velho, Filho do mesmo pai e da mesma mãe que eu, está hoje com 29 anos, e foi diagnosticado com a doença desde os seus 17, é uma grande luta, e semana passada meu irmão que é filho somente da mesma mãe que eu está tendo os mesmos sintomas do meu irmão mais velho, ele está internado e tudo indica que é esquizofrenia. E pra mim foi muito importante ter lido tudo isso, tem um conteúdo rico, informações que em todos esses anos de luta com meu irmão mais velho não tínhamos, talvez consigamos uma melhora maior deste meu outro irmão, obrigada.

    • Boa Tarde Cris,

      Eu tenho dois irmãos da mesma mãe e pai que foram diagnosticados com esquizofrenia,
      sofro muito em vê los em surto mas graças a Deus aceitaram e tomam a medicação.
      Tenho muita fé em Deus de que nada é por acaso, e ele não da fardo que não possamos carregar.

  24. Adorei a matéria e bem explicativa, sobre o que é, os diversos tipos, e como se apresentam os sintomas e tratamentos…

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