A cefaleia — ou dor de cabeça — é um sintoma muito comum durante a gravidez e pode estar relacionada com diferentes causas.

Em geral, costuma aparecer com mais frequência e intensidade no primeiro trimestre de gestação, podendo gerar preocupação na mãe com a saúde dela e a do bebê.

Porém, a dor de cabeça é um sintoma muito frequente em diversas pessoas. Ou seja, a cefaleia pode ou não ter relação com a gestação.

Além disso, a dor de cabeça por estar relacionada com algumas complicações na gravidez. Por isso, é importante entender a causa, observar a intensidade, a frequência e outros possíveis sintomas que acompanham a cefaleia. 

Neste texto, vamos explicar sobre a dor de cabeça na gravidez, as possíveis causas, o que a gestante pode tomar e alguns métodos caseiros para a aliviá-la. Vamos lá?

Dor de cabeça na gravidez é normal?

Sim. Principalmente nos primeiros três meses de gestação, a dor de cabeça é um sintoma muito comum. 

Nesse primeiro trimestre, muitas mulheres podem sentir enxaqueca. É um tipo de cefaleia que provoca uma dor intensa em uma região específica da cabeça. Ela normalmente aparece acompanhada de outros sintomas, como náusea, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

A enxaqueca é herdada geneticamente, mas a gravidez pode desencadear esse quadro. Alguns fatores como a produção hormonal intensa, o estresse e a alimentação podem estar relacionados com a condição.


Outros tipos de dor de cabeça também são normais nesse período inicial da gestação. Caso ela apareça com muita frequência ou seja muito intensa, é essencial consultar o(a) obstetra para identificar os possíveis riscos. 

Após os primeiros três meses, a tendência é que as dores diminuam naturalmente. Isso acontece devido à estabilização do nível de estrogênio (hormônio feminino responsável pela ovulação) e ao aumento na produção de endorfina (hormônio responsável pelo bem-estar).

O que pode causar dor de cabeça na gravidez?

Uma das principais causas para a dor de cabeça na gravidez é a alteração hormonal. O estresse e o cansaço aliados com as mudanças nos níveis hormonais podem gerar dor de cabeça e enxaqueca. Os sintomas podem parecer mais intensos do que eram antes da gravidez, e há alguns fatores contribuem para que isso aconteça.

Mudanças de hábito

Primeiramente, a gravidez faz com que a mulher realize algumas mudanças de hábito. Por exemplo, caso a mulher fume e beba café com muita frequência, deixar de fumar e diminuir o uso da cafeína podem contribuir para o surgimento da dor de cabeça, como sintomas de abstinência ao vício.

Pressão alta

Uma outra possível causa para a dor de cabeça na gravidez é a pressão alta. Normalmente, essa dor é constante e pode estar acompanhada de dor no estômago e visão embaçada. 

Esses são indícios da pré-eclâmpsia, uma doença hipertensiva específica da gravidez. Além da dor de cabeça, pode haver inchaços e retenção de líquidos. 

Na suspeita de pré-eclâmpsia, é necessário consultar um(a) obstetra para que seja determinado o tratamento correto e a gestante não corra riscos ou tenha complicações.

Outros fatores

É importante lembrar que a dor de cabeça durante a gravidez não necessariamente tem relação com a gestação. A cefaleia é um sintoma muito comum e pode estar relacionada com diversas causas.

Assim, se a mulher tiver sintomas crônicos de dor de cabeça ou enxaqueca, é importante fazer um tratamento preventivo antes da gravidez. Caso possível, essa é uma das formas de reduzir as dores de cabeça durante a gestação.

O que tomar?

Gestantes só devem tomar medicamentos com orientação profissional, indicados apenas em casos necessários. O uso indevido de remédios pode trazer prejuízos à mãe e ao bebê.

A aspirina, por exemplo, é um medicamento cujo risco para o feto é comprovado. Anti-inflamatórios no geral também não são indicados para gestantes.

Caso as dores sejam muito intensas e nenhum método caseiro funcione para diminuí-las, o remédio mais comum indicado por obstetras é o paracetamol.

Remédios caseiros

Com a possibilidade de medicamentos muito restrita, as gestantes costumam buscar por outras alternativas para reduzir a dor de cabeça. Por exemplo:

Chás e bebidas

Um remédio caseiro muito conhecido para combater a dor de cabeça é o chá de camomila. Ele tem propriedades relaxantes e pode ajudar a aliviar os sintomas. O chá de capim-limão também pode funcionar. 

A água de gengibre também é uma receita caseira conhecida. Ele é um ingrediente termogênico e possui propriedades anti-inflamatórias, o que o torna um bom ingrediente natural para reduzir as dores.

Repouso e relaxamento

Alguns outros métodos naturais podem funcionar para esse propósito. Em primeiro lugar, é sempre importante repousar e relaxar. Se a dor tiver muito intensa, uma compressa com água fria na testa pode ajudar a aliviar.

Um escalda-pés também pode ajudar na dor de cabeça, por mais que não pareça ter relação. A água quente estimula a circulação de sangue nos pés e acaba diminuindo a circulação nas artérias do crânio. Com isso, a pressão exercida é diminuída e a dor alivia.

Massagens nas têmporas — a região entre os olhos e as orelhas — também são uma boa opção para aliviar os sintomas. Usando os dedos, deve ser aplicada uma força através de movimentos circulares. Isso ajuda a reduz o fluxo de sangue nos vasos extracranianos.


A dor de cabeça é um sintoma muito comum no início da gestação. 

Porém, com o passar do tempo, a tendência é que as dores diminuam. O importante para a gestante que está nessa fase e sente dores constantemente é ser responsável com o uso de medicamentos, sempre consultando o(a) obstetra antes de medicar-se.

Nesse texto, apresentamos algumas possíveis causas da dor de cabeça na gravidez, e mostramos algumas sugestões de métodos caseiros para aliviar o sintoma.

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