O que é Artroscopia (joelho, ombro, quadril), preço, recuperação

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O que é artroscopia?

A artroscopia, também conhecida como cirurgia artroscópica, é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo que atua no diagnóstico e tratamento de doenças e lesões nas articulações.

Pode ser realizado nos ombros, cotovelos, tornozelos, quadril, mãos, pulsos e, o mais comum, nos joelhos.

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O nome artroscopia tem origem em duas palavras gregas, artro (articulação) e escopia (olhar), o que descreve muito bem o principal objetivo dessa cirurgia.

Através do artroscópio, instrumento utilizado durante o procedimento, os cirurgiões ortopédicos conseguem observar as articulações detalhadamente, o que um exame de imagem não permite.

Na cirurgia, o médico realiza incisões na região a ser tratada e introduz o artroscópio por esses pequenos cortes. Normalmente, tem duração de 45 minutos a 1 hora. Contudo, pode variar dependendo do caso.

As possibilidades de uso da artroscopia são diversas. É um tratamento comum em lesões traumáticas de atletas, por exemplo.

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Por ser minimamente invasiva, a recuperação é mais rápida. As dores também são menores quando comparadas a uma cirurgia aberta.

Continue a leitura e descubra como esse procedimento é realizado e em quais ocasiões é indicado.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é artroscopia?
  2. Para que serve?
  3. O que é o artroscópio?
  4. Como é feita?
  5. Artroscopia no joelho
  6. Artroscopia no quadril
  7. Artroscopia no ombro
  8. Quando deve ser feita?
  9. Contraindicações
  10. Cuidados pré-cirurgia
  11. Cuidados pós-cirurgia
  12. Resultados
  13. Quais os riscos?
  14. Preço da artroscopia

Para que serve?

A artroscopia é um procedimento cirúrgico que permite analisar ou tratar problemas das articulações do corpo como as do joelho, ombros, quadril e pequenas articulações como cotovelo, tornozelo e pulso.

O mais comum é o seu  uso no tratamento de problemas relacionados às articulações dos joelhos e ombros.

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Através do uso do artroscópio, equipamento utilizado durante o procedimento, o médico poderá investigar possíveis causas de dores e enxergar se há algum dano nas estruturas da articulação tais como as cartilagens e ligamentos.

Pode ser também utilizado como complemento de outros exames, como o raio X, como tratamento ou para diagnóstico. Durante a artroscopia, o médico pode aproveitar para fazer pequenas reparações.

O que é o artroscópio?

O artroscópio é o equipamento utilizado durante esse procedimento cirúrgico. Ele é uma espécie de instrumento endoscópico, pois permite que o médico possa visualizar dentro do paciente, através de pequenas incisões.

Existem diferentes tamanhos de artroscópio, pois variam de acordo com a região a ser tratada. Basicamente, o artroscópio é uma haste de espessura fina, composto por uma microcâmera na ponta e uma fonte de luz, para que seja possível enxergar as estruturas das articulações e, juntamente, se faz o uso de um monitor, para reprodução da imagem.

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Como é feita?

A artroscopia pode ser feita tanto para o tratamento como para o diagnóstico de alguma doença nas articulações. Sua duração varia de 45 minutos a 1  hora, onde o paciente pode receber a alta no mesmo dia.

Durante a cirurgia, o médico realiza  de dois a três furos na articulação do paciente. Essas  pequenas incisões também são chamadas de portais.

Uma  das incisões é utilizada para a introdução do artroscópio e o outra é utilizada para os casos em que é necessário operar o paciente, não apenas diagnosticar. Assim, as incisões permitem utilizar outros instrumentos que forem necessários.

Para tornar melhor a visualização, uma quantidade de soro fisiológico pode ser introduzido na articulação. Sua presença infla as estruturas da articulação e as tornam mais claras, facilitando o procedimento.

Assim, com o artroscópio no paciente, é possível compreender os danos na região e dar procedimento ao tratamento imediato ou a orientação de outros tratamentos, variando de acordo com a necessidade do paciente.

De um modo geral, a artroscopia não é considerada um procedimento complexo, mas ainda assim exige cuidados específicos. Pelo fato das incisões serem mínimas, o paciente não deve sentir dores fortes após o procedimento.

Durante a artroscopia, contudo, ele terá de receber anestesia, podendo ser local, regional ou geral, variando de acordo com o caso.

Artroscopia no Joelho

O joelho foi a primeira parte do corpo humano a experimentar a técnica da artroscopia, em 1918, quando o cirurgião Kenji Takagi a criou.

A técnica, inicialmente utilizada e difundida na Europa, demorou para ganhar popularidade. Nos EUA, por exemplo, só começou a ser praticada após a década de 1960.

A partir da artroscopia do joelho as técnicas foram sendo desenvolvidas e aplicadas nas demais articulações.

O que começou como uma forma de diagnóstico, passou a ser também uma forma de tratamento. Essa facilidade em observar por dentro das articulações contribuiu para tornar essa avaliação mais sistemática, precisa e ágil.

Também permite criar um registro mais completo do paciente, com o arquivamento das imagens e registro das patologias e do tratamento. Essa prática é recomendada entre todos os médicos, sendo para a avaliação do joelho ou qualquer parte do corpo.

Para o tratamentos das patologias que ocorrem nas articulações do joelho, os recursos possíveis são:

  • Artroscopia diagnóstica;
  • Sinovectomia;
  • Meniscectomia parcial;
  • Remoção de corpo livre;
  • Reparo meniscal;
  • Condroplastia;
  • Microfratura;
  • Transferência de plugue osteocondral;
  • Implante autólogo de condrócitos;
  • Reconstituição do ligamento cruzado anterior.

A artroscopia no joelho não é indicada em alguns casos, como quando o paciente apresenta algum tipo de infecção na pele, próximo de onde seria preciso realizar um corte para introduzir o artroscópio.

Também não é recomendado em casos de pacientes que não colaboram com os procedimentos pós-operatórios, o que pode causar complicações.

Patologias tratadas

A artroscopia no joelho é recomendada nos seguintes casos:

Sinovite

A sinovite é uma inflamação da membrana sinovial, uma camada bem fina de tecido conjuntivo responsável pelo revestimento dos tendões. Essa membrana e seu funcionamento são fundamentais para a saúde das articulações, pois é ela quem produz o líquido sinovial, responsável por lubrificar e reduzir os atritos entre as estruturas do joelho.

Essa inflamação ocorre por diferentes causas, tais como traumas, esforço excessivo das articulações, por infecção ou reação metabólica.

Os principais sintomas da sinovite são inchaço, dores e dificuldade de movimentar a articulação.

Ruptura meniscal

A ruptura meniscal é uma lesão que acontece no menisco, uma das estruturas principais para o bom funcionamento do joelho. Em cada um de nossos joelhos há 2 meniscos. Eles atuam como amortecedores de todo o impacto sofrido pela articulação.

Quando, por motivos que podem variar, esses meniscos sofrem algum tipo de ruptura, o paciente fica prejudicado. Além de dores, o paciente quando rompe um menisco sofre com inchaço e rigidez do joelho.

Nessa condição, o paciente pode acabar perdendo movimento total da articulação. Não tratar esse tipo de lesão pode ser perigoso, pois o menisco pode se desprender e “flutuar” pela articulação.

A artroscopia ajuda a diagnosticar e também auxilia no tratamento desta lesão, de forma pouco invasiva.

Artrite séptica do joelho

A artrite séptica é uma infecção das articulações provocada pela invasão de um tipo de microrganismo patogênico, podendo ser causada por uma bactéria, vírus ou fungo.

A artroscopia, nesse caso, é indicada para que seja possível realizar uma lavagem articular.

Nessa lavagem articular,  o médico utiliza uma grande quantidade de soro fisiológico para retirada do que está prejudicando a articulação, nesse caso, dependerá da causa da artrite séptica.

Nessa patologia, a artroscopia não é o primeiro procedimento utilizado para tratar o problema. Quem deve analisar a necessidade é o médico responsável, pois o tratamento da artrite séptica, normalmente, é baseado no uso de antibióticos.

Artrite

Existem vários tipos de artrite que podem prejudicar as articulações, tais como a artrite reumatoide, degenerativa, séptica e piogênica, por exemplo.

Cada caso, em particular, exige um diagnóstico e tratamento específico. A artroscopia é um recurso que pode auxiliar nesse processo, mas que cabe ao médico ortopedista essa avaliação.

Corpos livres

A artroscopia auxilia na retirada de corpos livres, como fragmentos de cartilagens ou de ossos.

Artroscopia no quadril

A artroscopia no quadril é um procedimento que auxilia na preservação da região, buscando diminuir dores e evitando que o paciente tenha de recorrer ao uso de prótese, em casos onde há complicações mais graves a articulação.

Esse tipo de cirurgia auxilia no tratamento de diversas patologias, sendo mais comum para tratar problemas como impacto femoroacetabular, lesões do labrum acetabular, lesões da cartilagem, para saturar ou reparar lesões de fibrocartilagem, lesões labrais e para suavizar proeminências ósseas.

Além dessas funções, a artroscopia pode ajudar na remoção de tecidos danificados, fragmentos de cartilagem e de outros corpos livres.

Durante essa cirurgia, o uso de soro fisiológico também pode ser feito, pois ele provoca uma distensão na articulação e cria um espaço necessário para que o médico consiga visualizar todas as estruturas.

Patologias tratadas

As lesões tratadas por artroscopia no quadril incluem os seguintes casos:

Lesões labrais

As lesões labrais são provocadas, normalmente, por alterações no formato dos ossos do quadril. É comum em pessoas que praticam atividades esportivas ou que realizam movimentos mais intensos, como em trabalhos mais pesados.

A artroscopia apresenta bons resultados no tratamento da maioria dos tipos de lesões labrais, evitando que essas alterações provoquem outras complicações.

Impacto Femoroacetabular

O tratamento de um impacto femoroacetabular é a principal indicação de uma artroscopia no quadril. O nome é pouco familiar, mas a condição é uma das causas mais frequentes de dor no local.

O impacto femoroacetabular é um desgaste provocado por uma condição em que o fêmur (osso da coxa) e o acetábulo (osso da bacia) possuem proeminências ósseas que entram em contato.

Esse atrito constante, além de provocar dor, causa danos à cartilagem da articulação.

Ressalto externo do quadril

Essa lesão, também conhecida como estalos no quadril, é uma condição que não provoca dores no paciente. Esses estalos acontecem em movimentos específicos do quadril, muitas vezes podem ser ouvidos até por pessoas próximas.

Geralmente, são provocados por um atrito entre os tendões e os ossos.  Em muitos casos, esses estalos não são considerados graves e nem mesmo necessitam de um tratamento específico.

No entanto, pode se tornar doloroso e esteticamente desconfortável. Em alguns casos, esses estalos surgem como sintoma de outros tipos mais graves de lesões na cartilagem ou pela presença de corpos livres, isto é, fragmentos de ossos ou de cartilagem.

Nesses casos, é comum que o paciente sinta dores ou uma sensação da articulação mais travada.

Dor glútea

A artroscopia pode ser utilizada para ajudar ortopedistas a investigar as causas de dores na região dos glúteos. No entanto, nesses casos o instrumento utilizado é diferente. No lugar do artroscópico se faz o uso de um endoscópico.

A principal indicação da cirurgia é para investigar se há uma compressão do nervo ciático, uma das principais causas de dores nesse local.

Bursite trocantérica

A bursite trocantérica é uma inflamação que ocorre nas bursas, um tecido sinovial localizado na região do quadril.

As bursas são como uma espécie de bolsas ou sacos vazios que realizam a função de proteger as articulações. Elas ajudam no deslizamento de tendões e fáscias musculares sobre o osso.

Cada pessoa apresenta 4 ou mais bursas em cada lado do quadril.  A inflamação de uma delas já se caracteriza como uma bursite trocantérica. O paciente apresenta dores e enfrentam algumas limitações com esta patologia, tendo dificuldade para realizar atividades físicas e dormir, por exemplo.

Artroscopia no ombro

A artroscopia nesta região do corpo também é um procedimento recorrente. Normalmente, é solicitado quando se há dores crônicas que não tiveram uma boa resposta aos tratamentos feitos com medicamento ou fisioterapia.

Por ser uma cirurgia que permite olhar para dentro, de forma pouca invasiva, se torna uma opção para esses pacientes.

Como toda cirurgia, a artroscopia no ombro também pode provocar algumas complicações. No entanto, não é comum que ocorram. Normalmente, os riscos associados são possíveis sangramentos, infecções ou lesões nos nervos ou ligamentos.

O tempo de recuperação costuma ser muito menor do que outros tipos de cirurgias abertas, tendo uma média de 1 a 2 meses, aproximadamente.

Pelo fato dos cortes realizados serem mínimos, o paciente não terá problemas com a cicatrização do local e nem preocupação com cicatrizes extensas.

Patologias tratadas

A artroscopia no ombro é indicada para o tratamento e diagnóstico de várias patologias. No entanto, em casos mais graves, como uma fratura ou rompimento de ligamentos, a artroscopia pode ser insuficiente.

Cabe ao médico avaliar qual procedimento será o ideal para o paciente. No caso de fraturas, por exemplo, a artroscopia pode ser utilizada apenas como diagnóstico.

Algumas doenças articulares no ombro  que a artroscopia ajuda a tratar e a diagnosticar são:

Reparação do manguito rotador

Manguito rotador é o nome usado para o grupo de músculos e tendões da articulação do ombro, ajudando a mantê-lo em posição e permitindo que os braços possam fazer movimentos de maior amplitude.

Quando ocorre algum dano a esses músculos e tendões, o paciente apresenta dores, limitação dos movimentos e fraqueza. É comum que esses danos ao manguito rotador torne desconfortável dormir de lado.

Remoção de esporão ósseo

O esporão ósseo, também conhecido como osteófito, é uma espécie de caroço ósseo que se forma nas bordas dos ossos. Quando esses esporões surgem na coluna, são popularmente conhecidos como bico de papagaio.

Esses esporões podem provocar sintomas como dores no local, limitação dos movimentos, inchaço ou inflamação.Neste caso, a artroscopia é utilizada como tratamento.

Remoção de corpos livres

A artroscopia no ombro, assim como em outras partes do corpo, pode ser utilizada para a remoção de corpos livres, como cartilagens soltas ou tecido inflamado.

Quando deve ser feita?

A artroscopia é indicada  para diversos tipos de lesões e em diferentes regiões do corpo, tais como joelhos, ombros, quadris e tornozelos.

Em regiões mais delicadas, como dedos, as articulações temporomandibular (ATM), punhos e cotovelos, a artroscopia também pode ser feita, mas nesses casos é necessário o uso de câmeras bem menores.

Esse procedimento também é recomendado em casos de exames anteriores inconclusivos, como os de raio X, ressonância ou tomografia.

Pode ser indicado em casos de inflamação, ruptura de tendões e lesões em ligamentos. Alguns problemas tratados, comumente, são:

Tendinite

A tendinite é uma inflamação que acontece no tendão. Normalmente, ocorre como consequência de uma Lesão por Esforços Repetitivos (LER).

Essa inflamação pode afetar diferentes partes do corpo como ombros, mãos, calcanhares, joelhos, cotovelos e pulso.

Calcificação

A calcificação acontece quando uma quantidade muito grande de cálcio se acumula nos tecidos moles, como em artérias, válvulas cardíacas e nas próprias cartilagens.

A artroscopia, nesse caso, pode ajudar a tratar possíveis danos provocados por essa calcificação, que acaba tornando esses tecidos mais rígidos e que pode desencadear várias lesões no paciente.

Lesões de menisco

O menisco é uma estrutura de fibrocartilagem localizada no joelho. Em cada joelho há dois meniscos responsáveis pelo bom funcionamento dessa articulação.

Eles estão localizados no centro de nossos joelhos e desempenham uma série de funções fundamentais, tais como a de amortecedores de impacto, lubrificantes, distribuidores das cargas que passam dentro da articulação e a de estabilizadores.

Também tornam melhor o encaixe entre o fêmur e a tíbia, ou seja, os meniscos são peças fundamentais e precisam estar em perfeito estado. No entanto, existem as lesões.

As lesões de menisco são bem recorrentes e acontecem com pessoas de ambos os gêneros e em diferentes faixas etárias. As causas podem variar, podendo ser de origem traumática ou degenerativo.

Os sintomas são dores no joelho e derrame articular, conhecido também como água no joelho, uma vez que ocorre uma produção excessiva de líquido sinovial, responsável por lubrificar as articulações.

A artroscopia no joelho pode ser recomendada para diagnosticar ou para ajudar no tratamento da lesão.

Fragmentos soltos de cartilagem ou osso

Algumas lesões podem provocar uma soltura de fragmentos de cartilagem ou de osso nas articulações.

Um exemplo é a  osteocondrite dissecante, condição em que um pedaço de cartilagem,  juntamente a uma camada bem fina de osso se solta. Normalmente, ocorre próximo à extremidade de um osso.

Acontece com maior frequência em homens jovens, normalmente como resposta a uma lesão ou após um trauma esportivo, como uma torção durante uma corrida.

Apesar de ser mais comum no joelho, esses fragmentos soltos também podem surgir em outras regiões, como tornozelo e cotovelo.

Durante o tratamento, a artroscopia é útil por permitir maior visibilidade do fragmento a ser retirado.

Contraindicações

A artroscopia não é indicada no caso de pacientes que apresentam infecção na pele ou alguma ferida próxima do local de inserção.

Também não é um procedimento recomendado para pessoas que sofrem com algum distúrbio de sangramento grave.

Quem deverá decidir se o paciente tem condições ou se realmente precisa de uma artroscopia é o médico responsável pelo caso, considerando os riscos e benefícios da cirurgia.

Cuidados pré-cirurgia

A artroscopia, assim como outros procedimentos cirúrgicos, requer alguns cuidados importantes antes de ser realizada.

Jejum

Antes de uma artroscopia, é recomendado que o paciente fique em jejum por 8 horas, para alimentos e para líquidos.

Ele ainda pode consumir água até 4 horas antes da cirurgia, depois desse tempo não mais. Também é recomendado que o paciente evite comidas muito pesadas em sua última refeição, como carnes gordurosas, feijoada e massas em grande quantidade.

Outra recomendação é em relação ao consumo de bebidas alcoólicas, que deve ser evitada nesse preparo pré-cirurgia.

Não fazer uso de drogas

Uma recomendação dos médicos é de que o paciente não use qualquer tipo de droga na semana que antecede à cirurgia, pois existe o risco de interação com os anestésicos.

Cuidado com medicamentos

Pessoas que precisam tomar medicamentos de uso contínuo como de hipertensão, diabetes e tireóide não precisam interromper o uso.

Outros medicamentos devem ser informados antecipadamente ao médico, para verificar se há algum risco de interação medicamentosa durante a cirurgia.

O uso de medicamentos anticoagulantes deve ser suspenso pois apresentam um risco de provocar hemorragia  durante a cirurgia.

Internação

Normalmente, a artroscopia não é uma cirurgia que requer internação dos pacientes, nem mesmo exige que fiquem por um período longo em observação.

Certamente, isso pode variar de caso para caso, uma vez que a artroscopia atende diversos problemas relacionados às articulações. Também é uma procedimento que depende muito do Hospital em que será feito a cirurgia.

De modo geral, a internação é feita no dia da cirurgia , em 3 horas antes do procedimento, ou no dia anterior.

Muletas

Alguns pacientes podem precisar do uso de muletas após o procedimento, por exemplo, quando é feito no joelho e no tornozelo.

É importante verificar com o médico se vai ser necessário  e levá-las para o hospital para o uso posterior.

Para artroscopia de ombro

Os cuidados pré-cirurgia em uma artroscopia no ombro são básicos. O paciente deve manter em dia sua higiene, principalmente nas regiões do ombro e axila.

Também é preciso tomar um maior cuidado para não se expor muito ao sol, para evitar queimaduras na pele.

Mesmo sendo difícil de prever que vai acontecer, os médicos aconselham que o paciente tome um cuidado para não sofrer arranhões ou cortes na pele próximo de onde será operado, pois isto pode influenciar na realização da cirurgia.

Não é necessário remover os pelos, pois isto, se for necessário, será feito durante a cirurgia e pelos médicos.

Cuidados pós-cirurgia

No período pós-cirurgia, o paciente deve tomar uma série de cuidados para conseguir uma boa recuperação e não correr o risco de sofrer qualquer tipo de complicação.

Por ser uma cirurgia menos invasiva, esse processo costuma ser menos dolorido que ao de uma cirurgia aberta. Normalmente, o paciente recebe alta no mesmo dia e pode ser liberado para suas atividades diárias, como estudo e trabalho, em poucos dias após a artroscopia.

No entanto, pessoas que trabalham realizando atividades pesadas podem precisar de um tempo maior de repouso, pois o desgaste pode prolongar o tempo de recuperação.

Outros cuidados ou procedimentos a serem feitos são:

Curativos

O paciente deve tomar cuidados com o curativo para evitar o risco de uma infecção. Para isso, deve seguir as recomendações do médico em relação a higiene e troca de curativo.

Em alguns casos, o paciente recebe um curativo impermeável, que facilita o momento do banho. Esses curativos podem durar até uma semana, tempo em que o paciente deve retornar ao consultório médico para avaliação da cirurgia.

Nessa visita ao médico, o curativo deve ser trocado e colocado um novo no lugar. Os curativos são retirados juntamente aos pontos, 14 dias após a cirurgia.

Gelo e ataduras de compressão

O uso de gelo e ataduras de compressão podem ser feitos para ajudar a diminuir possíveis dores, inchaço e infecções no local da cirurgia.

Adaptação às muletas

As muletas  geralmente são utilizadas dentro do período de 1 a 2 semanas após a artroscopia ser feita. Elas servem para auxiliar o paciente a andar com maior segurança, evitando quedas e diminuindo um possível esforço da área operada.

Na maioria dos casos, o uso das muletas não se mostra necessário por tempo maior a 2 semanas. Durante a primeira semana, é recomendado o uso das 2 muletas, após a segunda semana, o paciente pode fazer uso apenas de uma.

Se o médico estiver de acordo e se o paciente estiver seguro para caminhar sem o apoio das muletas, elas podem ser dispensadas após o sétimo dia da cirurgia.

Fisioterapia

A fisioterapia contribui para uma recuperação mais eficiente da região tratada e deve ser feita por uma fisioterapeuta com experiência em exercícios de fortalecimento e mobilidade dos membros após uma cirurgia.

Nas primeiras semanas, a fisioterapia deve se iniciar com atividades mais leves e ir intensificando os movimentos de acordo com a evolução do paciente.

Para pacientes atletas, por exemplo, dentro de 4 a 6 semanas após a cirurgia, com fisioterapia e exercícios de fortalecimento feitos corretamente, estarão aptos a retornarem às práticas esportivas.

Após 4 a 6 semanas da cirurgia, estando a musculatura semelhante ao outro membro e a propriocepção (equilíbrio) restaurada, o paciente estará apto a retornar à sua prática esportiva.

Exercícios físicos

Praticar exercícios físicos pode ajudar na recuperação ao fortalecer a região tratada. No entanto, esses exercícios devem ser feitos com o acompanhamento de um profissional de educação física.

Pode ser perigoso para o paciente realizar exercícios sem esse apoio, pois existe o risco de sofrer uma lesão ou acabar prejudicando a recuperação da artroscopia.

Retirada dos pontos

A retirada dos pontos da cirurgia devem ser feitos entre 7 a 14 dias após o procedimento.

Evitar dirigir

Após passar por uma artroscopia, dependendo da região em que o paciente foi operado, o ideal é que ele evite dirigir por, pelo menos, 1 a 2 semanas.

Dirigir não é uma atividade que vai interferir nos resultados da cirurgia, no entanto, por se tratar de um procedimento cirúrgico que provoca desconfortos e dores no local, pode provocar alguma dificuldade para o paciente, correndo o risco de acontecer um acidente.

Para artroscopia de ombro

Após realizar uma artroscopia no ombro, o paciente deve seguir alguns cuidados básicos para ter uma boa recuperação do local, como os seguintes itens:

Imobilizar o braço

Os pacientes são orientados a imobilizar o braço após a artroscopia, por 1 a 4 semanas. Para isso, é possível fazer uso de tipoias ortopédicas.

Evitar esforços

Além de deixar o braço do lado operado imobilizado, é importante que o paciente evite esforços físicos.

Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios

O paciente deve seguir corretamente as orientações médicas relacionadas ao uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, para aliviar possíveis dores. Além disso, se houver qualquer complicação ou se as dores não passarem com o medicamento, o paciente deve retornar ao consultório médico.

Dormir com a cabeceira elevada

Dormir com a cabeceira da cama levantada ajuda a prevenir que o paciente estique os tendões, o que pode proporcionar maiores desconfortos ou dores no local.

Aplicar gelo sobre o ombro

Aplicar gelo sobre a região operada ajuda a reduzir o inchaço. O indicado é que o paciente coloque compressas de gelo durante a primeira semana.

Fisioterapia

Após 2 a 3 semanas da artroscopia, se o médico entender que é possível, o paciente já pode começar a fazer fisioterapia. Esse tratamento ajuda na recuperação total do ombro, fortalecendo a musculatura e ajudando a recuperar os movimentos da articulação.

Resultados da artroscopia

Os resultados obtidos através da artroscopia variam muito, pois é um procedimento que pode ser realizado para diagnóstico e tratamento de várias doenças e em diferentes articulações.

Um diferencial está no fato do médico poder olhar em grande detalhe o que está acontecendo na articulação do paciente, o que às vezes não é possível em exames como o de raio X, ressonância ou tomografia.

Normalmente, o procedimento apresenta respostas positivas para o tratamento e também para o diagnóstico. Por ser minimamente invasivo, os pacientes demonstram uma boa recuperação.

Para práticas esportivas, a artroscopia se mostra um procedimento extremamente relevante, pois é utilizada frequentemente para tratar lesões sofridas em treinos e competições.

Outras características que influenciam nos resultados positivos da artroscopia são:

  • Pouco sangramento durante a cirurgia;
  • Incisões menores e, consequentemente, cicatrizes menores;
  • Recuperação rápida;
  • Retorno rápido às atividades do dia a dia;
  • Provoca menos dores do que uma cirurgia aberta;
  • A reabilitação não exige grandes esforços;
  • Alta no mesmo dia.

Quais os riscos?

Os riscos que uma cirurgia como artroscopia apresenta são considerados relativamente pequenos. Contudo, ainda existe a possibilidade de se ter algumas complicações.

Alguns riscos são comuns a qualquer cirurgia, como a chance de ocorrer uma hemorragia interna, infecção no local do corte ou reação alérgica à anestesia.

Outros riscos incluem:

  • Rigidez no joelho;
  • Lesões nas estruturas saudáveis do joelho;
  • Pus;
  • Vermelhidão;
  • Abertura dos pontos, o que pode provocar infecções;
  • Dores no local;
  • Dormência;
  • Danos nos nervos;
  • Sensação de calor no local;
  • Flebite (inflamação em uma veia).

Em relação aos riscos do procedimento cirúrgico em si, existe a chance do artroscópico ou de outro instrumento utilizado quebrar. Isso, de modo geral, não deve acontecer, pois os materiais utilizados são resistentes.

A quebra pode estar mais relacionada ao mal uso do instrumento pelo cirurgião, o que é raro.

No caso de um instrumento quebrar dentro da articulação, durante uma cirurgia, o médico pode retirá-lo realizando uma pequena incisão.

Preço da artroscopia

O preço da artroscopia varia de acordo com a finalidade do procedimento. Quando utilizado como diagnóstico, por exemplo, o seu valor costuma ser menor, algo de aproximadamente 200 reais.

O custo para artroscopia cirúrgica, em que o paciente é submetido a correções de lesões, o preço é superior, variando de 400 a 800 reais. Esses preços, certamente, podem oscilar de acordo com a clínica escolhida.

No entanto,  planos privados de saúde, a partir de 2008, adotaram o procedimento como cobertura assistencial, tendo como obrigatoriedade a cobertura mínima para o procedimento. No SUS também é possível realizar o procedimento, de forma gratuita.


A artroscopia é um procedimento importante para a saúde das nossas articulações. Apesar de ser uma cirurgia, é considerada minimamente invasiva e ajuda no diagnóstico e tratamentos de diversas doenças.

Se você já fez essa cirurgia, deixe nos comentários como foi a recuperação e os resultados obtidos. Caso um dia seja necessário passar por uma artroscopia, espero que esse artigo tenha ajudado a esclarecer suas dúvidas. Obrigada pela leitura!

Referências

Granata Jr, G., & Camanho, G. (2012). Cem anos de artroscopia do joelho. Revista Brasileira De Ortopedia, 47(6), 684-684. doi: 10.1590/s0102-36162012000600001
Severino, F., Souza, C., & Severino, N. (2009). Artroscopia diagnóstica e terapêutica em pacientes sintomáticos pós-artroplastia do joelho. Revista Brasileira De Ortopedia, 44(4), 342-345. doi: 10.1590/s0102-36162009000400010
Miller, M., CHHABRA, A., & SAFRAN, M. (2011). Práticas Essenciais Em Artroscopia . Londres: Elsevier Health Sciences Brasil.

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1 comentário

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  1. Fiz artroscopia nos dois joelhos, o primeiro e o segundo 45 dias depois, só que até hoje sinto dores no primeiro joelho e continuo fazendo fisioterapia, sem data prevista pra parar com a fisioterapia nos dois joelhos. As dores sempre durante a noite

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