Não é difícil encontrar alguém que tenha alguma alergia — cerca de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo sofrem com as complicações alérgicas, segundo a Academia Americana de Alergia e Imunologia. É muita gente apresentando respostas imunológicas exageradas.

Apesar de comuns — e, por isso, às vezes subestimadas —, elas podem ser bastante perigosas, causando sufocamento e paradas respiratórias.

É tanta gente afetada que alguns especialistas sugerem considerar as alergias, em geral, como uma epidemia.

Pode até soar exagero ou estranho pensar em epidemias de alergia, mas os dados indicam que atualmente há cerca de 25 milhões de brasileiros com algum tipo de alergia — índice 50% maior do que há 20 anos.

Em meio a esse aumento, elevou-se também o consumo de medicamentos que parem as crises alérgicas. Em média, a venda de anti-histamínicos — que são os medicamentos que combatem as alergias — movimentam algo próximo a 8 bilhões de dólares por ano.

Apesar de não solucionar o problema definitivamente, um antialérgico pode ser bem funcional depois de uma picada de inseto ou do contato com uma substância irritante.

Você sabe o que acontece em seu organismo após ingerir um medicamento antialérgico?

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que são antialérgicos?
  2. O que são alergias?
  3. Como os antialérgicos agem no corpo?
  4. Tipos de antialérgicos
  5. Quando é indicado usar antialérgicos?
  6. Tratamentos associados
  7. Apresentação e nomes de antialérgicos
  8. Preços dos antialérgicos mais populares
  9. Antialérgico infantil
  10. Contraindicações
  11. Grávida pode tomar antialérgico?
  12. Efeitos colaterais
  13. Interações medicamentosas
  14. Antialérgico dá sono?
  15. Antialérgicos e hipoalérgicos
  16. Antialérgicos naturais
  17. Antialérgico para cachorro
  18. Perguntas frequentes

O que são antialérgicos?

Antialérgicos, também chamados de anti-histamínicos, são medicamentos que agem controlando sintomas de alergia, como vermelhidão na pele, coceira, dificuldade de respiração e asfixia.

O mecanismo básico de ação dos antialérgicos é por meio da inibição da histamina — uma substância liberada em excesso quando o organismo entra em contato com o agente alergênico.

Apesar de ser difícil determinar exatamente a origem das alergias, que podem ser por herança genética, ambiental ou comportamental (ou todas juntas) — sabe-se que muitos medicamentos antialérgicos podem funcionar para tipos diferentes de reações.

Isso porque, em grande parte dos casos, não importa exatamente qual o agente irritante — pode ser o pólen, o morango ou um produto químico —, a resposta do organismo vai ser mais ou menos semelhante.

Mas vale lembrar que a resposta biológica é parecida, mas os sintomas podem variar de acordo com a pessoa e com a quantidade de exposição ao agente alergênico.

Por exemplo, é possível que 2 pessoas tenham alergia ao mesmo perfume. Uma delas pode espirrar e ter as vias respiratórias afetadas, enquanto outra manifesta placas vermelhas na pele e erupções cutâneas.

Nesses casos, ambas podem tomar o mesmo remédio — ou não. Isso porque ainda que a substância seja a mesma, o nível de sensibilidade e a reação do organismo podem ser diferentes, fazendo com que uma necessite de dosagens mais altas ou de um medicamento mais forte.

Porém, as duas precisam de um remédio que iniba a ação histamínica e alivie os sintomas. Ou seja, é a hora de recorrer ao antialérgico.

Atualmente, são comercializados 2 tipos de antialérgicos: os de 1ª geração — chamados de sedantes, que são mais antigos e, em geral, têm mais efeitos colaterais — e os de 2ª geração — chamados de não sedantes, que são mais novos e com menos efeitos adversos.

De acordo com a ANVISA, as farmácias não precisam reter a receita do anti-histamínico, no entanto, é importante reforçar que é preciso prescrição médica ou orientação farmacêutica para a compra.

O que são alergias?

Na prática, quase todo mundo sabe o que é uma alergia. Coceira na pele, vermelhidão, erupções semelhantes a picadas de inseto e inchaço. Às vezes são rapidamente associadas à causa — um perfume ou um alimento —, outras vezes não se sabe bem o causador. Essas são as alergias.

Mas o mecanismo biológico é bem mais complexo e ainda gera incertezas no meio médico. Isso porque não se sabe ao certo o motivo de algumas pessoas serem extremamente sensíveis a uma pequena quantidade de amoras ou à poeira, por exemplo.

O que se sabe é que há fatores genéticos e ambientais envolvidos no desenvolvimento de alergias. Há cerca de 40% de chances de uma criança ser alérgica se um dos pais também for.

Porém, para que crises de espirro ou coceira ocorram é preciso participação do meio ambiente ou do comportamento da pessoa. Isso porque, mesmo que haja alergia à determinada substância, se o corpo nunca for exposto a ela, os sinais e manifestações não serão desencadeados.

Nesse sentido, a rotina e o meio ambiente podem facilitar o surgimento de alergias quando há predisposição genética.

Pois se houver sensibilidade à poeira e a pessoa estiver constantemente em contato com fumaça de cigarro — que é um agente irritante —, o organismo pode encarar ambos como substâncias nocivas.

Ocorre mais ou menos assim: o sistema imunológico é responsável pela defesa do corpo. É ele que combate agentes infecciosos ou corpos estranhos que acabam penetrando no corpo — seja pela boca ou nariz.

Esse sistema é bem eficaz em encontrar agentes nocivos. Mas no caso das pessoas com alergia, há uma pequena falha de identificação.

Por algum motivo, há pessoas que têm sensibilidade a substâncias comuns — como a fumaça, o morango ou a poeira (que é uma das causas alérgicas mais frequentes).

Se o corpo hipersensível é exposto a elas, inicia-se o processo de defesa. Então os leucócitos, que são células imunes presentes no sangue, são acionados e acabam reagindo exageradamente à substância.

A hiperreatividade produz imunoglobulina IgE, que é um tipo específico de anticorpo, e provoca a liberação de histamina, uma substância que gera os sintomas associados às alergias.

Ocorre, então, uma resposta inflamatória para tentar proteger o corpo, causando coceiras, erupções, inchaço, espirros e obstrução das vias respiratórias, por exemplo.

Como os antialérgicos agem no corpo?

Para que os sintomas alérgicos se manifestem é preciso que a histamina — substância liberada no contato com o agente alérgeno — se ligue aos receptores específicos, que são proteínas que desencadeiam respostas no organismo.

Os medicamentos antialérgicos agem se unindo aos receptores, ou seja, ocupando o espaço da histamina. Sem a possibilidade da substância se ligar ao receptor, os sintomas da alergia não são desencadeados.

A histamina tem ação em diferentes partes do corpo, sendo um mediador de diversas reações fisiológicas. No organismo, há 4 subtipos de receptores, H1, H2, H3 e H4. De modo resumido, atuam da seguinte maneira:

  • H1: agem na contração da musculatura lisa (órgãos), aumentam a permeabilidade vascular, geram prurido (coceira na pele), diminuem a oxigenação sanguínea e causam taquicardia;
  • H2: participam da secreção de ácido gástrico;
  • H3: controla a liberação de histamina pelo sistema nervoso central (SNC);
  • H4: participa da formação de determinadas células, como mastócitos e eosinófilos (participam do sistema imune do organismo).

Como os antialérgicos funcionam se ligando aos receptores, cada medicamento tem um alvo diferente.

A principal diferença está na quantidade e localização desses receptores em nosso organismo. Enquanto o H1 está presente pelo corpo todo, o H2 se concentra sobretudo na mucosa gástrica (estômago).

Os receptores H1 são alvo de antialérgicos, o H2 de medicamentos para úlceras, o H3 é potencialmente alvo para medicamentos de rinite alérgica e o H4 potencialmente para anti-inflamatórios e antialérgicos em condições autoimunes (como asma e artrites reumatoides).

Tipos de antialérgicos

Apesar de agirem, em geral, pelo mesmo mecanismo de inibição da histamina — impedindo a ligação da histamina ao receptor —, os antialérgicos podem ser divididos em 2 categorias que se diferem sobretudo pelos efeitos colaterais:

1ª geração

Os anti-histamínicos de 1ª geração são chamados também de sedativos ou clássicos. São aqueles medicamentos mais antigos, pesquisados e desenvolvidos há mais tempo.

Apesar de muito eficientes até hoje, os primeiros medicamentos desenvolvidos têm uma grande capacidade em penetrar na região cerebral (hematoencefálica), causando sonolência e mais efeitos adversos.

Os efeitos sedativos e redutores das capacidades são tão altos que foi nos estudos desses antialérgicos que se chegou à descoberta de alguns antidepressivos.

Vale apontar que antidepressivos tricíclicos e tramadol podem potencializar alguns efeitos colaterais do antialérgico, como a sonolência. Já a interação com o metoprolol pode provocar o aumento da sua ação.

Entre os mais usados ou mais comuns estão:

2ª geração

Os medicamentos antialérgicos de 2ª geração são mais recentes, desenvolvidos a partir da década de 1980.

Apesar de serem continuidades dos anti-histamínicos clássicos, eles apresentam vantagens em relação aos mais antigos.

Como são menos capazes de ultrapassar a barreira hematoencefálica e possuem alta afinidade com os receptores H1 (proteínas que se ligam à histamina e causam os sintomas das alergias), geram menos efeitos colaterais, como sonolência.

Em geral, são medicamentos que permanecem fazendo efeito por mais tempo, se comparados com os de 1ª geração.

Entre as substâncias mais usadas ou mais comuns estão:

Quando é indicado usar antialérgicos?

Existem diferentes tipos de alergias e elas afetam uma porcentagem significativa da população. De modo geral, aquela sensibilidade exagerada à poeira, perfume, picadas de inseto, fumaça de cigarro ou alimentos pode ser amenizada com antialérgicos.

Vale ressaltar que é sempre necessário passar por uma avaliação médica e seguir as recomendações do profissional, pois há alergias que não podem ser tratadas com anti-histamínicos.

O uso de antialérgicos deve sempre ser recomendado e orientado por um médico. Entre as condições que podem indicar a necessidade do medicamento estão:

Picadas de inseto (estrófulo)

Os insetos são responsáveis por uma parte significativa de alergias. Às vezes, elas vêm de infância e acompanham a pessoa por toda a vida. Outras, elas são pontuais, surgem após a fase adulta ou ocorrem em meio àquele passeio e nunca mais se manifestam.

Independente do caso, o veneno do inseto pode desencadear uma crise alérgica com intensidades diversas, mas que geralmente gera vermelhidão no local, coceira, placas avermelhadas pelo corpo e, em casos mais intensos, afeta também a respiração.

Sinusite

A sinusite alérgica ocorre quando regiões da face (chamadas de seio da face) inflamam em decorrência de agente alergénicos. A condição é bastante comum e pode ser desencadeada pela exposição aos ácaros, pólen, alimentos e substâncias químicas (como produtos de limpeza).

O paciente apresenta sintomas bastante característicos, como dores na face, sensação de peso em volta dos olhos, cefaleia (dor de cabeça), tosse e irritação na garganta, que são comuns em alergias em geral.

Dermatite de contato

Ocorre uma irritação na pele devido ao contato direto com algum objeto ou substância. Entre os maiores responsáveis estão o látex, tecidos sintéticos, metal (como os de brincos), perfumes, sabonetes e maquiagens.

Rinite alérgica

A rinite alérgica é desencadeada pelo contato com o agente irritativo, que pode ser poeira, fumaça ou mudanças climáticas. Em geral, desencadeia alterações respiratórias, como coriza, muco excessivo, entupimento nasal, tosse e coceira no nariz e nos olhos.

Os antialérgicos são bastante eficazes no controle das crises, mas vale lembrar que não devem ser usados como única forma de tratamento.

Urticária

As urticárias podem ter causas diversas e, às vezes, serem de origem autoimune, fazendo com que os antialérgicos não sejam a melhor opção de tratamento.

No entanto, em algumas situações elas podem surgir como manifestações das reações alérgicas, provocando placas vermelhas e intensas na pele que podem ser minimizadas com a ação anti-histamínica, desde que recomendadas pelo médico.

Conjuntivite alérgica

A conjuntivite alérgica ocorre em resposta à exposição aos agentes irritantes ou alérgenos, mas concentra os sintomas nos olhos.

Assim como nas alergias de pele, podem surgir coceira, vermelhidão, sensibilidade, inchaço, além de sensação incômoda (como se houvesse algo dentro dos olhos).

Em geral, são usados colírios anti-histamínicos para amenizar o problema.

Alergias alimentares

Existem algumas substâncias ou alimentos que geram alergias com mais frequência, como o leite, o ovo, o trigo, o amendoim, o morango e os frutos-do-mar.

Essas alergias podem surgir em qualquer idade, sendo comum que uma pessoa se torne alérgica após a idade adulta, mesmo que já tenha consumido o alimento.

Algumas vezes, são reações pontuais — ocorrem apenas uma vez —, outras vezes elas passam a acompanhar o paciente por toda a vida.

Tosse

A tosse, em si, não é uma alergia, mas sim uma resposta à irritação do organismo. A tosse pode se apresentar sobretudo nas rinites alérgicas, que geralmente envolvem irritação da garganta, coriza e coceira no local.

Tratamentos associados

Nem sempre o uso de apenas um medicamento é eficaz para controlar as crises alérgicas.

Em geral, são os pacientes com condições persistentes (como asma ou rinite alérgica) que podem necessitar de tratamentos medicamentosos em conjunto, incluindo corticoides e descongestionantes nasais.

Vale lembrar que o uso isolado ou conjunto dos medicamentos só deve ser feito sob orientação médica.

Apesar de atuarem na redução das alergias, cada um terá mecanismos diferentes:

Descongestionantes nasais

As gotas nasais (descongestionantes nasais) são medicamentos vasoconstritores tópicos, ou seja, aplicados diretamente nas narinas e agem contraindo os vasos sanguíneos da mucosa nasal.

Quando os vasos diminuem, o muco, o inchaço e a obstrução da respiração também são minimizados, permitindo que o paciente respire melhor.

Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), o uso prolongado desses medicamentos traz riscos à saúde, podendo provocar inclusive vício e a piora na obstrução do nariz.

Corticoides

Os corticoides são substâncias com ação anti-inflamatória e imunossupressoras (controlam a resposta do sistema imune).

Eles podem ser receitados em casos alérgicos, mas em condições específicas, pois atuam no controle do sistema imunológico que pode estar exageradamente ativado durante as alergias.

Apresentação e nomes de antialérgicos

Há uma série de remédios que podem ajudar a controlar os sintomas das alergias. Além do princípio ativo — que é a substância base da ação do medicamento —, há também diferentes formas de apresentação dos medicamentos, que podem ser mais indicados e facilitar a utilização de acordo com a causa e o local da alergia:

Colírio

Os colírios antialérgicos são usados, em geral, por pacientes que sofram de conjuntivite alérgica. São produtos com ação tópica e local, ou seja, só devem ser aplicado no olho irritado, conforme a orientação do especialista.

Entre as opções estão:

Comprimido

Os comprimidos são opções orais que devem ser ingeridos conforme orientação médica. Em geral, sua ação é rápida e os efeitos dependem da classe do medicamento e sua concentração. Entre as opções estão:

E há também a Prednisona, como Ciclorten e Meticorten, que são corticoides usados em ocorrências alérgicas específicas e que necessitem de outras abordagens terapêuticas.

Cremes e pomadas

As pomadas antialérgicas são de uso tópico, ou seja, devem ser aplicadas na região afetada e não devem ser ingeridas.

Entre as opções com substância antialérgicas estão o Maleato de dexclorfeniramina – como o creme Histamin – e Prometazina – como o creme Fenergan.

Há também os cremes e pomadas à base de corticoides incluem:

Xarope

Os xaropes podem ser utilizados para alívio dos sintomas alérgicos que envolvem tosse ou não. Sua ação é semelhante à do comprimido, modificando apenas a apresentação.

Geralmente é indicado para crianças ou pessoas com dificuldade em engolir comprimidos, por exemplo.

Entre as opções estão:

Spray nasal

Indicados para aliviar sintomas nasais, como obstrução, comuns nas rinites alérgicas, os sprays são aplicados diretamente nas narinas.

Entre as opções está o anti-histamínico Azelastina, com os medicamentos Aznite e Rino-Lastin, e os corticoides Furoato de Fluticasona, como Avamys, e Budesonida, como Budecort Aqua.

Injetável

Há antialérgicos que se apresentam como injetáveis. Em geral, são indicados quando o paciente não responde ao tratamento oral, em casos agudos (crises muito fortes) ou em cirurgias (nesse caso, administrados pelo profissional médico).

Entre as opções estão anti-histamínicos como Prometazina (como Fenergan injetável) e os corticoides:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Preços dos antialérgicos mais populares

O preço dos antialérgicos varia bastante, de acordo com a apresentação, marca e quantidade do produto.

O levantamento feito no Consulta Remédios, em dezembro de 2018 indicou que, em média, os preços ficam entre:

  • Colírios: R$ 9 e R$ 40;
  • Comprimidos: R$ 8 e R$ 50;
  • Pomadas: R$ 3 e R$ 30;
  • Xarope: R$ 10 e R$ 22;
  • Spray nasal: R$ 22 e R$ 38;
  • Injetável: R$ 25 e R$ 60.

Eles podem ser encontrados em farmácias comerciais ou, para facilitar na comparação de preços e encontrar melhores ofertas, eles podem ser buscados aqui.

Antialérgico infantil

Os medicamentos antialérgicos são, em geral, os mesmos para adultos e crianças, sendo as dosagens e constância do uso as principais diferenças.

As alergias são condições bastante comuns na infância — às vezes são passageiras e duram apenas alguns anos ou menos.

Muitas vezes, as manifestações começam a aparecer antes do 3 anos de idade, tornando difícil administrar medicamentos orais. Nesses casos, os xaropes podem ser as melhores opções.

Ainda que os medicamentos sejam bastante seguros durante a infância, é importante sempre buscar orientação médica e evitar o uso exagerado ou desnecessário de medicamentos.

O ideal é descobrir a origem da alergia e afastar a criança da substância ou do alimento, evitando novas crises e a necessidade de medicação.

Quando a criança tem crises alérgicas constantes ou difíceis de serem evitadas (como as rinites alérgicas ou sensibilidade à poluição), o ideal é investir em táticas auxiliares, como a boa hidratação, o uso de máscaras, o fortalecimento da imunidade, uso de soros fisiológicos e inalações.

Contraindicações

As contraindicações dos antialérgicos incluem:

  • Uso de medicamentos capazes de interferir na ação (como antidepressivos tricíclicos);
  • Gestantes e lactantes;
  • Doenças crônicas;
  • Crianças menores de 2 anos;
  • Problemas do sistema nervoso central (SNC);
  • Reações alérgicas ao próprio medicamento.

Grávida pode tomar antialérgico?

DependeOs medicamentos mais modernos (de 2ª geração) são mais seguros e geram menos efeitos colaterais. Por isso, para as gestantes saudáveis, eles podem ser receitados pelo médico.

As gestantes que sofrem com alergias, como as sinusites alérgicas, não precisam — e nem devem — abandonar o tratamento sem o conhecimento médico. No entanto, é importante saber que o uso de qualquer medicamento precisa de orientação.

O ideal é que os remédios sejam usados o mínimo possível, sobretudo nos 3 primeiros meses de gestação, sendo o mais indicado é evitar os agentes desencadeadores.

Leia mais: Grávida pode tomar paracetamol? Saiba a dosagem e riscos

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais dos antialérgicos dependem de cada medicamento e, também, da sensibilidade do paciente.

De acordo com a concentração do remédio, os sintomas colaterais podem surgir com maior intensidade, entre eles:

  • Sono;
  • Confusão mental;
  • Visão embaçada;
  • Alteração da capacidade motora (movimentos mais lentos);
  • Lentidão;
  • Náuseas e vômitos;
  • Quedas de pressão;
  • Irritação ou inquietação (sobretudo em crianças);
  • Boca seca;
  • Retenção urinária;
  • Alterações da pressão arterial (hipotensão);
  • Redução do rendimento cognitivo (dificuldade de concentração e raciocínio).

Interações medicamentosas

O uso de antialérgicos pode interagir com outras substâncias medicamentosas, inibindo ou aumentando a ação de um ou de ambos os medicamentos.

No geral, qualquer medicamento que promova ação sedativa, sonífera ou calmante pode acentuar os efeitos de anti-histamínicos de 1ª geração, causando sonolência excessiva e estado depressivo severo do sistema nervoso central (SNC).

Também vale lembrar que os de 2ª geração têm menores interações medicamentosas, mas que, em geral, as substâncias mais comuns são:

O uso de álcool é desaconselhado, logo que pode elevar a ação sedativa de alguns antialérgicos.

Podem ainda ocorrer interações com fitoterápicos ou plantas medicinais. Apesar dos poucos estudos sobre a interação, é importante ressaltar que os chás e ervas que promovem efeito sedativo ou calmante podem ter a ação acentuada com o uso de antialérgicos. Entre eles:

  • Hyperium perforatum L.: chamada de Hipericão ou Erva-de-São-João;
  • Valeriana officinalis L.: chamada de Valeriana;
  • Melissa officinalis L.: conhecida por erva-cidreira.

Antialérgico dá sono?

Depende. Os critérios que classificam um medicamento antialérgico como sedativo (ou seja, capaz de causar sono) incluem 3 fatores:

  • Presença de sonolência;
  • Alteração das capacidades cognitivas e psicomotoras (como concentração e locomoção);
  • Ocupação dos receptores de histamina (H1) acima de 20%.

A sonolência e as alterações de capacidade cognitiva e psicomotoras são verificadas por meio de relatos dos pacientes ainda na fase de estudos sobre o remédio.

Já a ocupação dos receptores é determinada pelos estudos sobre o medicamento. Para isso, são utilizados exames laboratoriais específicos que determinam como a substância age no organismo.

Nos testes, se mais de 20% dos nossos receptores específicos forem ocupados pelo medicamento, ele tem maiores efeitos colaterais.

Se os 3 critérios estiverem presentes, a droga é classificada como sedativa. Então não basta sentir sono, pois os sintomas podem variar para cada paciente.

No geral, os antialérgicos de 2ª geração não afetam as capacidades motoras, cognitivas, auditivas e mentais dos pacientes testados, e também não ocupam mais de 20% dos receptores de histamina no sistema nervoso central (SNC).

Pode até ser que algumas pessoas sintam sonolência ao serem medicadas com um antialérgico de 2ª geração, mas o sintoma é devido à sensibilidade do organismo.

Já em relação aos de 1ª geração, o sono é bem mais frequente e bastante intenso, pois os medicamentos são considerados sedativos.

Antialérgicos e hipoalérgicos

Quando se fala em antialérgico nem sempre é sobre medicação — na verdade, a primeira medida para reduzir as alergias seria adotar comportamentos preventivos às crises alérgicas, sendo os medicamentos usados apenas em casos de emergência.

Uma série de ações pode ter bons efeitos na rotina dos pacientes sensíveis às diversas substâncias — seja abandonando determinados produtos (como alimentos) ou incluindo outros (como cosméticos anti ou hipoalérgicos).

Apesar de ambos terem referência às alergias, antialérgicos e hipoalergênicos são diferentes.

Os antialérgicos são os medicamentos usados para controlar a liberação e ação de histamina. No geral, são utilizados após as crises alérgicas começarem e necessitam de orientação médica.

Já os hipoalergênicos são produtos que, de acordo com as normas da ANVISA, passam por testes de sensibilização assegurando menores riscos de causar alergias.

Por exemplo, produtos de higiene, maquiagens e até brincos podem receber o título de hipoalergênico. E é bem simples encontrar essa informação e escolher produtos menos irritantes: a informação está na embalagem.

Entre as opções estão:

Mas vale lembrar que há apenas uma redução, e não garantia que não provocam alergias.

Antialérgicos naturais

Os antialérgicos podem ser necessários em algumas crises de alergia, reduzindo rapidamente os sintomas e o desconforto. Mas adotar opções naturais e de prevenção às manifestações são as melhores alternativas para a saúde.

Nem sempre ficar longe dos agente alergênicos é simples ou possível — por exemplo, poeiras e fumaça são fatores difíceis de serem completamente evitados. Por isso, outras medidas podem ser aliadas à rotina, como:

Água

Que beber água é fundamental para manter o organismo funcionando não é nenhuma novidade, mas a boa hidratação pode ter um papel importante nas alergias também.

Beber ao menos 2 litros de água todos os dias auxilia a reduzir os sintomas quando as alergias ocorrem.

Além disso, os banhos frios também auxiliam a aliviar os sintomas. Como as alergias provocam dilatação das mucosas respiratórias, a água gelada faz os tecidos se contraírem e facilita a respiração.

Lavagem nasal

As lavagens nasais são simples, baratas e bastante eficazes para reduzir o desconforto das vias respiratórias.

Podem ser feitas com soro fisiológico e são ideais em qualquer idade, trazendo melhorias à respiração inclusive naquelas épocas mais secas do ano.

A aplicação é simples e feita diretamente no nariz: incline a cabeça e pingue 2 ou 3 gotas em cada narina diariamente ou 1 vez por semana.

Certos alimentos

Alguns alimentos podem ser a causa das alergias — nesse caso, não há jeito. Tem que eliminar da dieta. Mas há outros que podem auxiliar na proteção do organismo e ter ação mais direta nas alergias, como:

  • Pimenta vermelha: possui ação expectorante, o que auxilia a controlar o muco das vias respiratórias;
  • Alho: contém alicina, que pode auxiliar na redução dos sintomas de rinite alérgica;
  • Cebola: contém quercetina, um componente que pode reduzir a liberação de histamina pelo organismo;
  • Chá de camomila: pode auxiliar na redução da obstrução nasal.

Lembrando que são alimentos que devem ser incluídos na rotina sem substituir os cuidados médicos recomendados.

Antialérgico para cachorro

Assim como os humanos, os bichinhos não estão livres de desenvolver alergias. Ainda que os sintomas (e até o agente causador) sejam os mesmos, os medicamentos indicados são diferentes e devem sempre ser orientados por um veterinário.

Os produtos podem ser sprays, para uso tópicos (na pele), ou comprimidos, como:

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora para um remédio de alergia fazer efeito?

O efeito depende do medicamento, mas, em geral, até 60 minutos após a ingestão oral. O tempo de duração do efeito varia para cada princípio ativo, podendo durar até 24 horas, como ocorre com a Loratadina.

Qual antialérgico que não dá sono?

São os medicamentos da 2ª geração que não dão sono e não interferem no Sistema Nervoso Central (SNC). Entre eles estão os que são feitos à base de Azelastina (como Aznite), Levocetirizina (como Zina), Loratadina (como Alergaliv), Fexofenadina (como Altiva) ou Rupatadina (como Rupafin).

Mas o ideal é consultar sempre o médico ou farmacêutico e ler a bula do medicamento.

Antialérgico corta efeito do anticoncepcional?

Não. Os anticoncepcionais mantêm o efeito normal mesmo se tomados junto com antialérgicos. Mas todo medicamento de uso pontual ou contínuo deve ser informado ao médico.

Estou amamentando. Posso tomar antialérgico?

Depende. Se a paciente passar por uma avaliação e o médico julgar necessário e seguro, alguns medicamentos podem ser receitados com um controle e observação bastante rigorosos.


Os antialérgicos ou anti-histamínicos são medicamentos que auxiliam a amenizar manifestações alérgicas diversas. O uso, atualmente, tem sido crescente — acompanhando o aumento das alergias.

Trazendo um alívio rápido de coceiras, irritações, erupções de pele e alterações respiratórias, os antialérgicos devem sempre ser usados sob orientação médica para evitar riscos ao organismo.

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Fontes consultadas

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3 comentários

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  1. Texto muito informativo sobre antialérgicos. Tenho alergia a morango e me senti representada!

  2. “Amei o Artigo,rico em informações as quais desconhecia.
    Sentira falta das observações á respeito da alergia ao pólen, durante a Primavera eu sofro os sintomas,teria algum remédio natural para combater? Obrigada!

    1. Olá, Vanilda!

      São poucos os tratamentos naturais com comprovação científica de eficácia. No caso das alergias, a melhor opção é sempre evitar o contato com o alérgeno. No caso do pólen isso pode ser mais difícil, mas você pode manter alguns cuidados, como fazer uso de óculos de sol e frequentar locais muito abertos e com vento.

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