O que é Hipotireoidismo

É um problema em que a glândula da tireoide não produz hormônios tireoidianos suficientes que o organismo precisa. Acomete mais as mulheres, aumentando os casos conforme o avanço da idade; pesquisas mostram que 5 milhões de brasileiros tem a doença.

A glândula da tireoide é um órgão do sistema endócrino e está localizada na região anterior do pescoço, ao redor da traqueia. E mesmo com o seu tamanho médio sendo de 15 ml (menos da metade de um copinho de café descartável) ela é responsável pela produção de dois hormônios:

  • Triodotironina (T3).
  • Tetraiodotironina (T4).

Estes hormônios controlam como cada célula do corpo gasta energia, ou seja, o metabolismo.

Se não for tratado, o hipotireoidismo nas crianças poderá causar atraso grave do crescimento e retardo mental. Na vida adulta, leva à depressão generalizada das funções orgânicas.

Ainda não existe prevenção para o Hipotireoidismo, o mais próximo disso é a triagem neonatal com o teste do pezinho para detecção do hipotireoidismo congênito. E existem exames simples para o diagnóstico da doença e seu tratamento com o hormônio tireoidiano sintético.

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é Hipotireoidismo
  2. Tipos de Hipotireoidismo
  3. Causas
  4. Sintomas do Hipotireoidismo
  5. Qual profissional devo procurar? E qual é o diagnóstico?
  6. Tratamento
  7. Grupos e fatores de risco
  8. Complicações
  9. Como prevenir? É transmissível?

Tipos de hipotireoidismo

O hipotireoidismo apresenta-se nos seguintes tipos:

Hipotireoidismo congênito

Ao nascer, o bebê apresenta uma falta absoluta e congênita da glândula tireoide ou pode ter sofrido um erro no desenvolvimento embrionário da glândula em que as células tireoides não tenham migrado por completo.

Na ausência total da glândula o problema é grave e precisa ser resolvido nos primeiros dias depois do nascimento, porque até então recebia as hormônios da mãe. Cerca de um a cada 4 mil recém-nascidos possuem hipotireoidismo congênito.

Quando há um problema na migração, a quantidade de parênquima que se desenvolveu, mesmo que fora do seu local habitual, é suficiente para que a criança se desenvolva naturalmente.

Hipotireoidismo induzido por causas externas

Por extirpação cirúrgica parcial da glândula tiroide por qualquer motivo, é evidente que se assista a uma quebra na produção hormonal. Ainda que a glândula possua uma certa capacidade de compensação, aumentando o tamanho poderá se produzir uma situação de hipotireoidismo.

Este tipo se resolve por tratamento prévio com Iodo Radioativo (I-131), substância utilizada em casos da doença. Como a glândula tireoide é o único órgão a captar o iodo, ingerindo uma quantidade certa dele, provocará a morte do parênquima tireóideo e provocando de imediato uma situação de hipotireoidismo.

Esta dose tenta ser a mais acertada possível por parte dos médicos especialistas em Medicina Nuclear. Porém, a ruptura de folículos que o tratamento ocasiona põe em marcha uma reação autoimunitária que leva à progressiva destruição das células da glândula.

Hipotireoidismo induzido por medicamento

É a medicação antitireoidiana desnecessária, isto é, tomada para combater uma situação de hipertireoidismo e que é tomada para além do tempo necessário. Isso leva a um bloqueio na assimilação do iodo pela tireóide, baixando os hormônios tireoidianos no sangue e elevando a TSH, que provocaria um aumento desmedido do tamanho da glândula (Bócio ou Hiperplasia Difusa) e, finalmente, a uma situação hipofuncional severa.

Outros medicamentos, como a Amiodarona ou o Lítio ocasionam o bloqueio na absorção do iodo induzindo situações de Hipotireoidismo, que obriga a um tratamento com L-Tiroxina quando não se consegue suprimir o medicamento que está a causar essa modificação.

Hipotireoidismo por alimentação pobre em iodo

Há certas zonas do mundo em que a concentração de iodo na água e nos terrenos agrícolas é muito reduzida levando a situações de Bócio Endêmico por carência generalizada desse elemento.

Hipotireoidismo de causa Imunitária ou Tireoidite Autoimune

Também chamada de Tireoidite de Hashimoto, é a causa mais frequente de hipotireoidismo.

O organismo está preparado para reagir a agressões exteriores mediante um sistema imunitário em que participam de forma fundamental os linfócitos. Quando um corpo estranho invade a célula, primeiro é produzida uma fase de reconhecimento e uma vez verificado que se trata de um elemento estranho, o organismo, através de um processo bastante complexo mas bem conhecido elabora substâncias defensivas (anticorpos) que atacam o elemento transgressor.

Na glândula, os hormônios estão armazenados em folículo tireóideos. A Tireoglobulina, que é a grande molécula da qual se fazem os hormônios ativos T3 e T4 nunca passa para o sangue. Se por qualquer motivo (por ex: devido ao I-131) esta Tireoglobulina e outras substâncias iodadas aparecem no sangue devido à ruptura de um destes folículos vão induzir uma resposta imunitária do organismo na qualidade de substância orgânica estranha.

Assim, o organismo vai produzir anti-corpos que uma vez chegado à tireide eliminam as substâncias iodadas rompendo no processo células tireóideas, alterando folículos e finalmente libertando mais Tireoglobulina que vai agravar ainda mais a lesão.

É um ciclo lento e vicioso que só para na destruição total da glândula. A tireoidite crônica auto-imune é como o nome indica uma forma crônica de tireoidite que do ponto de vista clínico pode ter pouca sintomatologia e passar mesmo despercebida. A sua origem é imunológica e está relacionada com fenômenos de auto-imunidade, com auto-agressão da tireóide pelo sistema imunitário do próprio indivíduo. Esta doença é muito comum, 4 vezes mais frequente na mulher e cuja frequência aumenta com a idade.

Há, muitas vezes, familiares com bócio, alterações do funcionamento da tireoide e/ou diagnóstico de tireoidite crônica autoimune.

Ainda, existem dois tipos de anticorpos que atacam a glândula tireoide. Os Anticorpos Anti-Tireoglobulinas e os Anti-Peroxidase (Anti-TPO). Desconhece-se o modo de atuar dos primeiros embora se conheça o seu resultado prático. Dos segundos o processo encontra-se substancialmente conhecido.

Logo após da ingestão do Iodo molecular (I2),  este tem de ser oxidado a iodo atômico ou iônico na presença de uma peroxidase para que se possa associar à tirosina. Sem esta enzima, atacada pelos anticorpos, o organismo fica inundado de iodo molecular sem que deste se retire qualquer proveito.

A tireoidite crônica auto-imune pode estar associada a mau funcionamento da tireoide. Pode evoluir com alguma frequência com hipotireoidismo e mais raramente com uma Tireotoxicose transitória (tireoidite silenciosa).

Hipotireoidismo subclínico

O hipotireoidismo subclínico é uma espécie de “pré-hipotireoidismo”, uma fase anterior ao surgimento do hipotireoidismo franco. A tireoide está doente, mas ainda é capaz de produzir hormônios tireoidianos se estimulada por níveis elevados de TSH.

Com isso, há uma situação onde o paciente apresenta níveis de TSH acima do normal, mas seus níveis de T4 e T3 ainda estão normais (na prática clínica, só é preciso dosar os níveis sanguíneos de T4 livre).

Em boa parte destes pacientes a doença é progressiva, sendo, com o passar do tempo, necessários níveis cada vez maiores de TSH para que a tireoide se mantenha funcionando adequadamente.

A doença progride até o ponto onde a glândula está tão doente que já não é mais capaz de produzir quantidades mínimas de hormônios, mesmo quando estimulada por níveis bem elevados de TSH.

Neste momento, o paciente já não apresenta mais hipotireoidismo subclínico, mas sim hipotireoidismo franco. Cerca de 5 a 10% da população é portadora de hipotireoidismo subclínico, boa parte dela desconhece tal situação. O hipotireoidismo subclínico é mais comum em mulheres do que em homens.

A incidência também é maior em brancos e em idosos. As causas são basicamente as mesmas do hipotireoidismo franco, sendo a tireoidite de Hashimoto a principal.

Causas

A produção do T3 e T4 é regulada pelo hormônio TSH, que é produzido na glândula hipófise. O TSH age como se fosse um interruptor: quando faltam T3 e T4 no sangue, o TSH sobe (fica “ligado”) e com isso tenta normalizar os níveis destes hormônios.

De forma inversa, quando T3 e T4 estão elevados no sangue o TSH fica “desligado” e seus níveis no sangue caem. O hipotireoidismo acontece quando os níveis de T3 e T4 estão baixos, podendo ocorrer por um período curto (agudo) ou longo (crônico).

Alguns fatores ainda podem desencadear o hipotireoidismo, veja quais são eles:

Cirurgia de tireoide

Quando uma parte da tireoide é removida durante procedimento cirúrgico, pode ocorrer de prejudicar a produção de hormônios pela glândula. A alternativa para esses casos é a reposição hormonal durante todo o restante da vida.

Deficiência de iodo

Este mineral é muito importante para o organismo, sendo encontrado principalmente em frutos do mar e representa um papel importantíssimo na produção de hormônios da tireoide.

A deficiência de iodo pode prejudicar a produção de tiroxina e tri-iodotironina. Esse problema não costuma ser comum no Brasil, porque aqui o nosso sal é iodado por lei.

Também, pessoas de países que sofrem com as baixas quantidades de iodo na alimentação tem grande risco de desenvolver o hipotireoidismo.

Distúrbio pituitário

Uma das causas mais raras de hipotireoidismo é a redução da produção do hormônio TSH pela hipófise, a glândula mãe do sistema endócrino.

Há defeitos na linha de produção do TSH na hipófise que podem ocasionar o hipotireoidismo, este caso chamamos de “hipotireoidismo central”. Também são causas de hipotireoidismo central os tumores na hipófise, as lesões cerebrais e as doenças autoimunes da hipófise.

Doença congênita

Há casos de hipotireoidismo que são causados por mal desenvolvimento da tireoide, que aconteceu intraútero, ou seja, durante a gestação.

Para esses casos, chamamos de hipotireoidismo congênito. Crianças com essa forma da doença podem não apresentar quaisquer sintomas depois do nascimento, podendo ter complicações no futuro.

Doenças autoimunes

Podem ocorrer quando o sistema imunológico atacar e destruir tecidos saudáveis do corpo, algumas vezes isso poderá acontecer também com a tireoide, o que impede a glândula de produzir as quantidades normais de hormônios.

As causas dessas doenças, contudo, ainda são nebulosas para os cientistas. Muitos acreditam que vírus, bactérias ou até mesmo a genética possam estar envolvidos.

Gravidez

Algumas mulheres podem desenvolver hipotireoidismo durante ou após a gestação, porque na maioria das vezes, a gestante produz anticorpos voltados para a sua própria tireoide, o que afetaria a produção dos hormônios.

Sem o tratamento correto, o hipotireoidismo aumenta o risco de parto prematuro e também de pré-eclâmpsia, uma condição em que a pressão sanguínea da mulher aumenta consideravelmente durante os últimos três meses de gravidez.

O Hipotireoidismo também pode afetar o desenvolvimento do bebê, pois o cérebro em formação precisa receber os hormônios da tireoide para poder crescer adequadamente.

Medicamentos

Várias medicações podem contribuir para o hipotireoidismo. O lítio, por exemplo, que é usado no tratamento de certos problemas psiquiátricos.

Radioterapia

Muitos tipos de câncer são tratados com a radioterapia e este procedimento costuma causar muitos efeitos colaterais nos pacientes, um deles podendo ser o hipotireoidismo.

Tratamento de hipertireoidismo

O hipertireoidismo é completamente o oposto do hipotireoidismo. As pessoas afetadas por ele produzem quantidades acima do normal de hormônios e precisam ser tratadas com medicamentos que estabilizem a produção na tireoide.

Pode acontecer também da situação se inverter e o paciente passar a apresentar um quadro de hipotireoidismo após passar pelo tratamento.

Tireoidite de Hashimoto

Esta talvez seja a causa mais comum de hipotireoidismo e é caracterizada pela presença de autoanticorpos, sendo, assim,uma disfunção autoimune.

A Tireoidite de Hashimoto, ou tireoidite linfocítica crônica, tem como principal característica a inflamação da tireoide causada por um erro do sistema imunológico.

Nela, o organismo fabrica anticorpos contra as células da tireoide. Esses anticorpos provocam a destruição da glândula ou a redução da sua atividade, o que pode levar ao hipotireoidismo por carência na produção dos hormônios T3 e T4.

A doença parece ser mais comum em algumas famílias, o que pode indicar um fator genético. Acomete também mais as mulheres do que os homens, e sua prevalência aumenta à medida que as pessoas envelhecem.

Sintomas do Hipotireoidismo

Os sinais e sintomas de hipotireoidismo variam bastante, vai depender de cada paciente e da gravidade do caso. Na maioria, os sintomas manifestados por uma pessoa com hipotireoidismo costumam se desenvolver lentamente, às vezes por muitos anos se o tratamento não for iniciado.

Na primeira fase da doença, é possível notar apenas alguns indícios, mas sem desconfiar que pode-se tratar de hipotireoidismo. Com o tempo, com alterações cada vez mais marcantes no metabolismo, os sintomas da doença podem começar a ficar mais evidentes, levando-o a procurar um médico.

Nesse caso, os seguintes sintomas poderão aparecer:

  • Colesterol alto.
  • Cabelos e unhas secos e quebradiços.
  • Depressão.
  • Dores, sensibilidade e rigidez musculares.
  • Fadiga.
  • Ganho inexplicável de peso.
  • Ciclos menstruais anormais.
  • Inchaço no rosto.
  • Prisão de ventre.
  • Pele ressacada.
  • Perda de peso.
  • Sensibilidade ao frio.
  • Rouquidão.
  • Raciocínio lento.
  • Fraqueza muscular.
  • Queda de cabelo.
  • Ritmo cardíaco mais lento.
  • Problemas de memória.

Já o cretinismo (perturbação grave e relativamente rara do desenvolvimento físico e intelectual devido a uma diminuição da atividade tireoidiana) é a principal manifestação do hipotireoidismo em lactentes e recém-nascidos. Veja as principais características:

  • Aspecto edemaciado da face e das mãos.
  • Anormalidades nos tratos piramidais e extrapiramidais.
  • Baixa estatura.
  • Mutismo por surdez.
  • Retardo mental.

Os sintomas em recém-nascidos são diferentes e eles podem apresentar:

  • Dificuldade de respirar.
  • Cianose.
  • Icterícia.
  • Amamentação insuficiente.
  • Choro rouco.
  • Hérnia umbilical.
  • Atraso acentuado da maturação óssea.

Ainda, quando o hipotireoidismo não é tratado, ocorre o seu estágio terminal, o chamado “coma mixedematoso”, no qual há uma descompensação que pode ser precipitada por uma infecção, trauma, insuficiência cardíaca ou outras causas. Os sintomas são:

  • Letargia.
  • Estupor (raramente os pacientes apresentam-se em coma).
  • Diminuição dos batimentos cardíacos.
  • Baixa oxigenação.
  • Funcionamento pobre dos rins.
  • Diminuição da motilidade intestinal.
  • Temperatura baixa.
  • Dificuldades respiratórias.
  • Choque.
  • Morte.

Qual profissional devo procurar? E qual é o diagnóstico?

O clínico geral. O hipotireoidismo é mais comum em mulheres mais velhas, então alguns médicos costumam recomendar que mulheres acima dos 60 anos realizem exames de rotina para checar o funcionamento da tireoide.

Esta recomendação também é feita para mulheres grávidas ou para aquelas que estejam planejando uma gravidez. O médico poderá solicitar ainda exame de sangue para efetuar o diagnóstico, veja:

Exame de sangue

O diagnóstico de hipotireoidismo é baseado nos sintomas do paciente e nos resultados de exames de sangue que medem o nível do TSH, o hormônio estimulante da tireoide, e, por vezes, o nível dos hormônios triiodotironina (T3) e a tetraiodotironina (T4) produzidos pela tireoide.

Quando um baixo nível de T4 ou T3 e alto nível de TSH indicam uma disfunção da tireoide, é porque a hipófise acaba produzindo mais TSH em decorrência de um esforço maior para estimular a glândula tireoide a produzir mais hormônios.

Tratamento

O tratamento para o hipotireoidismo é padrão e envolve o uso diário de uma versão sintética do hormônio tetraiodotironina (T4): a levotiroxina, via oral, que restaura os níveis hormonais adequados, revertendo os sinais e sintomas de hipotireoidismo.

Os primeiros resultados do tratamento costumam aparecer de uma a duas semanas após o seu início. Este remédio também reduz gradualmente os níveis de colesterol e ajuda a reverter um eventual ganho de peso do paciente provocado pelo hipotireoidismo.

Porém, para determinar a dose exata de levotiroxina, o médico irá verificar o nível de TSH após dois a três meses. As quantidades excessivas de hormônio podem causar alguns efeitos colaterais, como:

  • Aumento do apetite.
  • Insônia.
  • Palpitações cardíacas.
  • Tremores.

Se o paciente apresentar doença arterial coronariana ou hipotireoidismo grave, o médico poderá iniciar o tratamento com uma quantidade menor de medicação e aumentar gradualmente a dosagem. Reposição hormonal progressiva é importante para adaptar o corpo ao novo metabolismo, que é mais acelerado. Se utilizado nas doses corretas, a levotiroxina não costuma provocar efeitos colaterais.

Os medicamentos, suplementos e alimentos que possam afetar a capacidade do corpo de absorver levotiroxina podem ser perigosos, pois os alimentos com grandes quantidades de soja ou uma dieta rica em fibras, por exemplo, podem prejudicar a absorção da substância pelo corpo.

Já os suplementos de ferro e de cálcio também costumam ser contraindicados durante o tratamento de hipotireoidismo. O medicamento que o médico geralmente indica é o Euthyrox.

Muitos pacientes continuam com sintomas mesmo com o tratamento com a levotiroxina sódica (Puran T4, Levoid, etc). A prevalência dos sintomas pode estar ligada a carências nutricionais que afetam a produção natural de T4, a captação do hormônio sintético ou a sua conversão de T4 para T3.

Além de uma dieta adaptada ao hipotireoidismo ou à tireoidite de Hashimoto pode ser necessário tomar suplementação. A suplementação é ainda mais importante para quem não segue uma dieta adequada.

O iodo e o selênio, por exemplo, são os suplementos mais importantes para pacientes com a tireoide lenta:

  • Iodo: começar com comprimidos de alga marinha e uma dose de 325mcg/dia. A solução de Lugol também é um suplemento popular. Tomar sempre o iodo juntamente com selênio.
  • Selênio: consumir alimentos ricos em selênio ou tomar 200 mcg/d em forma de selenometionina. Não exceda 400 mcg/dia de selênio.
  • Zinco: 15-30 mg/d como aminoácido quelato de zinco, picolinato ou glicinato.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Grupos e fatores de risco

Qualquer pessoa pode desenvolver o hipotireoidismo, mas alguns fatores são considerados de risco para contrair a doença. Veja quais são:

  • Estar grávida ou ter dado à luz nos últimos seis meses.
  • Fazer uso de medicamentos que possam afetar a produção dos hormônios da tireoide.
  • Passar por sessões de radioterapia.
  • Ser mulher.
  • Ser portador de uma doença autoimune.
  • Ter 60 anos ou mais.
  • Ter feito uma cirurgia de tireoide.
  • Ter histórico familiar de doença autoimune.

Complicações

Quando o Hipotireoidismo não é tratado, poderá levar a sérias complicações, veja quais as possíveis:

  • Bócio: a constante estimulação da tireoide a liberar mais hormônios pode causar o aumento da glândula, condição esta que é conhecida como bócio. Esse problema pode causar dificuldade para engolir ou respirar.
  • Defeitos congênitos: bebês nascidos de mulheres com hipotireoidismo não tratado podem ter um maior risco de defeitos de nascença. Crianças com hipotireoidismo não tratado e congênito correm o risco de desencadearem sérios problemas de desenvolvimento físico e mental. Mas, se esta condição é diagnosticada nos primeiros meses de vida, a criança tem grandes chances de ter um desenvolvimento normal.
  • Infertilidade:  baixos níveis de hormônio da tireoide podem interferir na ovulação da mulher, o que prejudica a fertilidade. E também algumas das causas de hipotireoidismo, como doença autoimune, podem comprometer a fertilidade. Além disso, tratar hipotireoidismo com a terapia de reposição hormonal da tireoide pode não restaurar completamente a fertilidade.
  • Mixedema: outra causa quando não tratado, seus sinais e sintomas incluem intolerância ao frio intenso e sonolência, seguido por uma profunda letargia e inconsciência. O coma causado por mixedema pode ser desencadeado por sedativos ou por infecção.
  • Neuropatia periférica: quando não é controlado, o hipotireoidismo pode causar danos aos nervos periféricos, que são os nervos responsáveis por levar as informações do cérebro e da medula espinhal para o resto do corpo. Sinais e sintomas de neuropatia periférica podem incluir dor, dormência e formigamento na área afetada do nervo, e ainda causar fraqueza ou perda do controle muscular.
  • Problemas cardíacos: também pode estar associado a um risco maior de doenças cardíacas, principalmente por causa do colesterol elevado.
  • Problemas psicológicos: estão entre as complicações mais comuns decorrentes do hipotireoidismo a depressão e o retardo mental.

As complicações causadas pelo hipotireoidismo são normalizadas por meio das prescrições médicas.

Quando o tratamento não é adequado, o paciente pode sentir anemia, coronariopatia e desordens gastrointestinais, neurológicas, endócrinas, metabólicas e renais.

São também comuns as disfunções respiratórias, dislipidemia, glaucoma, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e, no caso de recém-nascidos, retardo mental, surdez e deficiência de crescimento.

Como prevenir? É transmissível?

O hipotireoidismo não é transmissível e também não existem meios de prevenção.

Exames de triagem para recém-nascidos podem detectar o hipotireoidismo congênito, o ideal é fazer testes de rotina para verificar o funcionamento da tireoide e detectar possíveis problemas.


Para a maioria dos casos de hipotireoidismo, os níveis de hormônios produzidos pela tireoide voltam ao normal com o tratamento adequado. Contudo, o paciente deverá passar por terapia de reposição hormonal pelo resto da vida. O coma causado por mixedema, que é uma possível complicação decorrente do hipotireoidismo, pode resultar em morte.

Então compartilhe este artigo para que mais pessoas conheçam os riscos do hipotireoidismo e possam tratá-lo o quanto antes!

Referências

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/hipotireoidismo
http://www.abc.med.br/p/tireoide/53790/hipotireoidismo+o+que+e+quais+sao+as+causas+e+os+fatores+de+risco+quando+procurar+um+medico.htm
http://hipotireoidismo.net/
http://www.tireoide.org.br/hipotireoidismo-sintomas/
http://drauziovarella.com.br/letras/h/tireoidite-de-hashimoto/
http://www.palavrademedico.com.br/tema27.htm
http://www.mdsaude.com/2013/06/hipotireoidismo-subclinico.html

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