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Na mitologia grega, o mito de Narciso descreve um homem que se apaixonou por si próprio ao olhar seu reflexo em uma lagoa.

Ele ficou tão fixado com sua beleza que não conseguiu tirar os olhos da imagem e morreu admirando a si próprio.

A personalidade narcisista recebe esse nome como referência à história de Narciso. Isso, pois pessoas que têm essa característica costumam apresentar um ego inflado, exaltando suas próprias qualidades.

Apesar de parecer inofensiva em um primeiro momento, a personalidade narcisista, em alguns casos, pode ter relação com um transtorno mental, causando, inclusive, danos psicológicos para quem vive ao seu redor.

Continue lendo e saiba mais sobre o problema:

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. O que é personalidade narcisista?
  2. O transtorno de personalidade narcisista tem CID?
  3. Sintomas: como é o comportamento de uma pessoa com transtorno narcisista?
  4. Causas: quais os fatores de risco para o transtorno?
  5. Narcisismo no relacionamento amoroso
  6. Mães narcisistas
  7. Como lidar com uma pessoa narcisista?
  8. Tem cura?
  9. Como é o tratamento?
  10. Prevenção: tem como evitar um transtorno narcisista?
  11. Teste para identificar transtorno narcisista é confiável? Como é feito?

O que é personalidade narcisista?

A personalidade narcisista é aquela caracterizada por um grande senso de autoimportância, em que a pessoa acredita ser mais relevante do que as outras.

É marcada pela necessidade excessiva de admiração própria e atenção das pessoas com quem convive, além da falta de empatia.


Narcisistas frequentemente têm problemas em seus relacionamentos, uma vez que não se importam com os sentimentos alheios, apenas com os seus, e podem tornar-se companhias ofensivas se não forem receberem reconhecimento da maneira que esperam.

No entanto, apesar de parecerem confiantes, pessoas com personalidade narcisista geralmente são vulneráveis e têm uma autoestima frágil.

Assim, necessitam de bajulação o tempo todo, além de rebaixarem outras pessoas para que se sintam bem. 

De acordo com dados divulgados, a estimativa é que pessoas com esse transtorno representam menos de 1% da população geral. Além disso, a prevalência do problema varia entre 2 e 16% na população clínica, ou seja, nas pessoas que sofrem com problemas psicológicos.

Vale mencionar que, em geral, considera-se a personalidade narcisista um transtorno, ou seja, uma condição mental, quando há desvios extremos da maneira como a pessoa pensa e se relaciona com a sociedade. 

Além disso, é caracterizado um transtorno apenas quando as ações do narcisista causam prejuízos à vida da pessoa e de quem convive com ela

Nesses casos, pode ser preciso realizar um tratamento. Além disso, é necessário verificar quadros associados ao transtorno, como a depressão e a ansiedade. Caso esses sintomas sejam apresentados, o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos podem ajudar no tratamento.

Por outro lado, quando o indivíduo se relaciona de maneira saudável com outras pessoas e não causa mal, seja psicológico ou físico, considera-se que há apenas possui alguns traços dessa personalidade.

O transtorno de personalidade narcisista tem CID?

Sim. O transtorno de personalidade narcisista é classificado na CID — Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde. 

É uma ferramenta desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde e tem como objetivo monitorar a incidência e prevalência de diferentes doenças no mundo, além de padronizar a nomenclatura de patologias.

Por meio dela, é revelado um panorama geral da situação de saúde da população. Na CID-10, o narcisismo é listado sob o código F60.8 — outros transtornos de personalidade não especificados.

Já no DSM.V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), um documento com critérios e informações sobre o diagnóstico de doenças, ele é encontrado pelo código 301.81.

Sintomas: como é o comportamento de uma pessoa com transtorno narcisista?

O comportamento de pessoas que têm o transtorno de personalidade narcisista geralmente é semelhante, podendo variar na intensidade de cada sintoma.

Em geral, as características são:

Senso inflado de importância

Pessoas narcisistas têm um senso inflado de importância. Consideram-se superiores e únicas, e acreditam que devem receber um tratamento especial por isso.

Demandam extrema admiração e valorização por seus feitos e podem apresentar um comportamento arrogante quando não têm suas expectativas de atenção supridas.

Superestimação de habilidades

A superestimação de suas habilidades pessoais é uma das características comportamentais de pessoas narcisistas.

Elas julgam que suas capacidades e feitos são sempre melhores do que as das outras pessoas e esperam que os indivíduos ao seu redor também reconheçam isso.

Frequentemente expõem suas qualidades e esperam ser admiradas por elas, criando expectativas irracionais.  

Falta de empatia

A falta de empatia é uma característica marcante no transtorno de personalidade narcisista.

Pessoas que sofrem com o problema não têm sensibilidade com o sentimento alheio e estão sempre centrados apenas nos seus próprios desejos e bem-estar.

Geralmente não se importam em machucar outras pessoas, incluindo amigos(as) e família, para alcançar seus objetivos e acreditam que suas necessidades são o centro das atenções.

Inveja

Em geral, narcisistas tendem a achar, por conta de sua sensação de superioridade, que todas as outras pessoas sentem inveja de si.

Porém, geralmente eles próprios são invejosos e não aceitam que outras pessoas sejam reconhecidas por seus feitos.

Aproximação por conveniência

Pessoas narcisistas visam apenas o benefício próprio e, por isso, criam relações por interesse.

Geralmente, escolhem quem possa proporcionar algo a seu favor para aproximar-se, agindo por conveniência.

Além disso, tendem a serem manipuladoras, criando situações benéficas para si, logo, tirando vantagem das relações interpessoais.

Aversão a críticas

Críticas geralmente não são bem aceitas por pessoas narcisistas. 

Mesmo que construtivas, ao serem criticadas, elas tornam-se extremamente defensivas, justificam-se e até mesmo atacam quem as criticou.

Além disso, podem ser pessoas muito julgadoras que reparam e exaltam os erros dos outros.

Causas: quais os fatores de riscos para o transtorno?

As causas do transtorno de personalidade narcisista podem ser diversas, e ainda não foram descobertos motivos específicos para o problema.

O que se sabe é que, em geral, um conjunto de fatores pode desencadear o quadro, sendo eles: biológicos, ambientais e psicológicos.

Em geral, o modelo causal mais comum é aquele que relaciona as três condições, combinando predisposição genética, tratamentos recebidos na infância e comportamentos que foram cultivados ao longo do tempo.

Porém, vale lembrar que essas características não necessariamente descrevem uma pessoa potencialmente narcisista, já que não há, atualmente, comprovação científica sobre a origem do problema, apenas suposições.

Fatores biológicos

Disfunções biológicas no organismo podem ter relação com o desenvolvimento do transtorno, de acordo com alguns estudos.

Isso, pois se acredita que pessoas com personalidade narcisista tenham uma menor quantidade de substância cinza (corpos de neurônios) na parte do cérebro relacionada à empatia e regulação emocional.

Além disso, algumas pesquisas indicam que condições genéticas podem influenciar o aparecimento do problema, como características hereditárias. 

Fatores ambientais 

Geralmente, o narcisismo tende a desenvolver-se no início da vida adulta, porém, sua justificação pode estar ligada a fatores ambientais da infância, como o tratamento recebido pelos responsáveis.

Meninas ou meninos que sofreram críticas excessivas ou supervalorização são mais propensas a desenvolver o quadro clínico.

Fatores psicológicos

A dificuldade em lidar com as responsabilidades e cobranças na vida adulta pode ter relação com o desenvolvimento do transtorno de personalidade narcisista.

A sensação de não ser suficiente e a baixa autoestima podem fazer com que o(a) narcisista crie um bloqueio defensivo, em que necessita ser aprovado pelas outras pessoas para sentir-se bem.

Quais os critérios para o diagnóstico?

Para diagnosticar uma pessoa com transtorno de personalidade narcisista, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais V (DSM) lista algumas características e critérios. 

Para que a pessoa possa ser diagnosticada com o transtorno, deve preencher no mínimo 5 dos itens:

  • Sentimento grandioso da própria importância;
  • Preocupação com fantasias de ilimitado sucesso, poder, beleza ou amor ideal;
  • Crença de ser especial e único, que somente pode ser compreendido por outras pessoas especiais;
  • Exigência de admiração excessiva;
  • Expectativas irracionais de receber um tratamento especial favorável;
  • Tirar vantagens em relacionamentos interpessoais para conseguir atingir seus próprios objetivos;
  • Ausência de empatia;
  • Sentir inveja de outras pessoas ou acreditar ser alvo da inveja alheia;
  • Tem comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes.

Apesar das informações listadas, vale ressaltar que o diagnóstico apenas pode ser feito por um(a) profissional da área. A semelhança com 5 ou mais itens da lista não necessariamente significa que a pessoa sofre com o transtorno. 

Narcisismo no relacionamento amoroso

Ter um relacionamento amoroso com uma pessoa narcisista pode não ser fácil. Em geral, após um tempo, a relação pode tornar-se abusiva, causando danos emocionais em quem é vítima.

Geralmente, esse tipo de relacionamento passa por diferentes fases. Entre elas:

Fase de pedestal

A primeira fase — também chamada de pedestal ou idealização — é a da paixão. É quando a pessoa está encantada pelo(a) narcisista e o relacionamento é repleto de amor.

Nesse momento, geralmente a pessoa narcisista apresenta apenas seu lado agradável e conquistador.

O nome pedestal faz referência à maneira que o(a) narcisista trata a pessoa, a colocando num ambiente de elogios constantes, surpresas inesperadas e a valorização das suas qualidades, a fazendo sentir-se muito especial.

Em geral, a sensação nessa fase é a de um relacionamento perfeito e pode perdurar o tempo que for necessário para conquistar completamente a vítima.

Fase de desvalorização

A segunda fase é a da desvalorização. É nesse momento que geralmente os sinais narcisistas são notados de maneira mais explícita no relacionamento. 

Essa etapa é caracterizada por pequenas ou grandes ações que desvalorizam a outra pessoa. 

Dessa forma, qualidades que antes eram elogiadas podem tornar-se criticáveis, conquistas são minimizadas ou ignoradas e as virtudes muitas vezes começam a ser apontadas como defeitos.

É nesse momento também que comentários críticos disfarçados de cuidado começam a ser feitos, falando sobre a aparência, por exemplo.

Além disso, o(a) parceiro(a) narcisista demonstra sinais de desinteresse com assuntos relacionados à vítima, além de muitas vezes ter inveja e reprimir as relações dela com outras pessoas, seja com familiares ou amigos(as).

A partir desse ponto, é normal que ocorram frequentemente discussões e desentendimentos na relação. É quando o(a) narcisista começa a culpabilizar a vítima por todos os problemas que estão ocorrendo.

Ele(a) também tenta justificar suas ações abusivas como resposta às ações e erros da vítima. 

Fase de descarte

A fase de descarte é aquela em que culmina no rompimento do relacionamento e leva esse nome pela frieza com que a vítima é rejeitada pelo(a) narcisista. 

Nesse momento, a culpabilização da vítima ocorre de forma ainda mais intensa, por todos os problemas enfrentados na relação e também pelo seu fim.

Além disso, acusações de descontrole emocional e difamações para pessoas próximas também são comuns.

Dessa forma, a vítima acredita que é culpada pela destruição da convivência entre os(as) parceiros(as).

Em geral, a fase do descarte pode ocorrer em meio às discussões intensas ou simplesmente com o afastamento do(a) narcisista da vida da vítima, sem apresentar satisfações.

Mães narcisistas

Diversas pessoas podem ter o transtorno de personalidade narcisista e, às vezes, algumas delas se tornam mães.

A figura da mãe narcisista é caracterizada por uma maternidade de opressão. Em geral, os sintomas do transtorno afetam os(as) filhos(as), resultando em uma relação problemática e abusiva.

Geralmente os sinais desse tipo de relacionamento são explicitados quando os(as) filhos(as) chegam à fase da adolescência, em que costumam ter mais autonomia e muitas vezes discordam de seus pais, o que não agrada a mãe narcisista.

Em geral, os principais sinais de um relacionamento narcisista entre mãe e filho(a), são:

Opressão

A opressão é uma das principais características do relacionamento de mães narcisistas.

Em geral, elas utilizam seu título de mãe para oprimir e controlar os(as) filhos(as).

Dessa forma, qualquer traço de independência ou ação que represente autonomia e seja feito pela prole é fortemente reprimida. 

Elas também constantemente relembram os erros do passado cometidos por seus filhos e filhas, principalmente em meio às discussões.

Além disso, as mães narcisistas costumam projetar seus próprios traços e comportamentos negativos neles(as), punindo-os por isso.

Assim, elas negam esses traços em si e colocam todo o caráter ruim (pertencentes a elas próprias) sob outra pessoa.

Falta de afeto

A ideia de que mães são seres que naturalmente sentem amor e compaixão por suas crias não é uma realidade para mães narcisistas.

Em tal condição, essas mulheres geralmente não têm e não demonstram afeto. Pelo contrário, são extremamente ríspidas e constroem relações com indiferença.

Para elas, os sentimentos e necessidades dos seus filhos e filhas, assim como das demais pessoas, não têm grande importância. Frequentemente, há a desvalorização de qualquer atitude ou vitória conquistada pela prole, não tendo o mínimo de compaixão.

Essa ação resulta no desenvolvimento de filhos(as) extremamente carentes e com traumas que podem se estender à vida toda.

Cobrança exagerada

Mães narcisistas não admitem que filhos(as) cometam erros e, caso ocorram, enfatizam isso de forma frequente.

Caso a prole faça algo que não a agrade, a narcisista pode ficar o tempo que julgar necessário sem lhe dirigir a palavra, enfatizando a sensação de culpa pelos(as) filhos(as).  

Dessa forma, ela decide quando a relação volta ao normal, demonstrando que as coisas devem acontecer da maneira que ela quer.

Manipulação

Mães narcisistas são geralmente muito manipuladoras. Elas utilizam desse mecanismo para que todos(as) façam as suas vontades, a qualquer circunstância.

Dessa forma, ela faz com que os filhos e filhas sintam culpa pela maneira como ela os trata.

Além disso, manipula as pessoas para que seu círculo de convivência pense que as ações tomadas por ela são culpa das atitudes dos filhos(as). 

Assim, incentiva a visão de que é uma vítima de proles maldosos(as).

Quando há mais de um(a) filho(a), narcisistas tendem a constantemente colocar um contra o outro, provocando desentendimentos.

Competitividade

Muitas vezes, a mãe narcisista não admite o progresso, seja físico ou intelectual, de seus filhos e filhas.

Dessa forma, ela cria um clima de competitividade, em que ninguém pode ser melhor do que ela.

Em geral, as filhas são as que mais sofrem nesse quesito e a situação fica mais perceptível durante a adolescência.

Isso, pois é geralmente nessa fase que as meninas apresentam modificações mais intensas decorrentes da puberdade. 

Dessa forma, a mãe narcisista muitas vezes inveja a vitalidade apresentada pela filha, causando conflitos na relação.

Assim, é comum que ela ofenda a filha e direcione palavras de ódio, sobretudo relacionadas à sua aparência.

Considerando que a puberdade é um processo delicado, de formação e estruturação emocional da adolescente, essa relação pode ter impactos severos na autoconfiança e autoestima da menina.

Filhos(as) ingratos(as)

Com frequência, filhos(as) que não se submetem aos abusos narcisistas são classificados como ingratos(as).

Em geral, quando se queixam das atitudes da mãe, ela se vitimiza e culpabiliza a prole por todos os problemas existentes na relação.

A matriarca cria uma situação em que todas as pessoas, até mesmo os próprios filhos e filhas, acreditam que ela está sendo injustiçada pela família ingrata e cruel.

Geralmente, ela enfatiza todos os erros cometidos pela prole ao longo do tempo e o quanto isso a afeta. Culpabiliza a família pelo seu desequilíbrio emocional e dissemina essa ideia para outras pessoas, como familiares e até mesmo vizinhos(as).

Filho(a) dourado(a)

Em geral, quando a mãe têm mais de uma cria, uma é escolhida como a mais especial.

Para essa criança, a mãe narcisista proporciona todas as boas experiências que não foram dadas à outra, e é geralmente intitulado de filho(a) dourado(a).

Apesar disso, os sintomas do transtorno também aparecem nesse tipo de relacionamento, logo que as crianças servem apenas para exaltar a mãe, como um troféu.

Em geral, a narcisista não permite que elas tenham vontade própria. Dessa forma, são apenas uma extensão em vida da mãe e devem suprir suas expectativas e agir da maneira esperada por ela.

Como lidar com uma pessoa narcisista?

A convivência com pessoas narcisistas, seja no trabalho, nas amizades ou até mesmo na família pode ser desafiadora. 

Em geral, quem sofre com o transtorno não recorre à ajuda médica de forma espontânea, o que dificulta ainda mais o convívio.

Para lidar com esse tipo de personalidade, existem alguns cuidados que podem ajudar. Entre eles:

Ter paciência

Pessoas narcisistas, apesar de se mostrarem confiantes, muitas vezes são vulneráveis e sensíveis emocionalmente.

Dessa forma, é preciso ter cuidado e paciência em meio às conversas. É importante falar com calma e evitar conflitos, já que o(a) narcisista acredita estar sempre certo(a).

Além disso, vale tentar não diminuir o complexo de superioridade criado por ele(a), mas sim, o(a) incentivar, de maneira progressiva, a pensar também nas outras pessoas.

Impor limites

É importante impor limites ao narcisista desde o começo de qualquer relação. 

Geralmente, pessoas com esse transtorno tendem a ser manipuladoras e, dessa forma, irão incentivar seu círculo de convivência a pensar como ela.

Assim, é relevante que a pessoa explicite, desde o início, suas condições e vontades de forma franca e confiante.

Vale também não ter medo de contrariar a pessoa que sofre com o transtorno, deixando claro que existem opiniões diferentes da dela.

Distanciamento emocional

Ter um distanciamento emocional de pessoas narcisistas é um dos pontos que podem auxiliar num convívio minimamente agradável.

Isso envolve evitar demonstrar fraquezas, importante para que o(a) narcisista não tire vantagem de tal vulnerabilidade.

Antes de fazer elogios, deve-se sempre ponderar e realizar esse tipo de comentário apenas quando o(a) narcisista merecer.

Além disso, para quem convive com pessoas que tenham esse quadro clínico, sessões de terapia também podem ajudar para que não se torne uma vítima narcisista.

Tem cura?

Não há atualmente um tratamento específico que cure o transtorno de personalidade narcisista.

Assim como outros distúrbios mentais, existem recursos como terapias e o uso de medicamentos que visam a melhora dos sintomas.

Como é o tratamento?

O tratamento do transtorno de personalidade narcisista geralmente consiste em métodos como a psicoterapia e administração medicamentos, podendo variar de acordo com cada quadro clínico. 

De forma mais específica, o tratamento pode ser: 

Psicoterapia

A principal forma de tratar pessoas com o transtorno de personalidade narcisista é por meio da psicoterapia. 

Esse recurso, conhecido como terapia psicológica, tem como principal ferramenta a fala, em que por meio de conversas que abordam questões emocionais, o(a) profissional e o(a) paciente descobrem juntos as origem e formas de tratar problemas. 

Existem diferentes tipos de terapia. Entre elas:

  • Terapia cognitiva comportamental: tem como objetivo analisar o padrão de comportamento da pessoa, identificar as origens e razões para esse comportamento e indicar técnicas que substituam as condutas negativas por positivas. 
  • Terapia de grupo: a terapia de grupo tem como objetivo o contato do(a) paciente com pessoas que apresentam condições semelhantes às suas, sendo um local para expor angústias, pensamentos e experiências. É uma forma de estimular uma melhor relação do(a) paciente com outras pessoas.
  • Terapia familiar: a terapia familiar é realizada em conjunto com os membros da família. Ela tem como objetivo explorar os conflitos existentes entre os familiares e identificar maneiras de resolver esses problemas, para tornar a convivência mais harmoniosa.

Apesar de existirem diversos tipos de terapias, de maneira geral, elas visam a melhora dos relacionamentos interpessoais e a melhor compreensão dos próprios sentimentos.

Medicamentos

Não existem medicamentos específicos para o transtorno narcisista. Porém, é comum que pacientes apresentem outras condições psicológicas, como ansiedade e depressão. Nesse caso, o tratamento pode recorrer aos remédios.

Deve haver, portanto, um diagnóstico específico para a orientação farmacológica. 

Eles servem para controlar essas outras condições, promovendo uma maior qualidade de vida para o(a) paciente, sendo um primeiro passo para a atenuação do narcisismo. 

Prevenção: tem como evitar um transtorno narcisista?

Não há recursos específicos que permitam prevenir o desenvolvimento do transtorno. 

Em geral, diagnosticar e iniciar o tratamento o mais breve possível pode evitar que o problema se agrave, porém, não é uma convicção.

Teste para identificar transtorno narcisista é confiável? Como é feito?

Atualmente, existem alguns testes disponíveis online, que teoricamente identificam traços narcisistas em uma pessoa. 

Eles consistem em uma série de perguntas que, após respondidas, indicarão se uma pessoa é narcisista ou não.

Apesar disso, vale ressaltar que eles servem apenas como entretenimento e não podem ser levados em consideração para um diagnóstico real.

A análise da presença ou não do problema só pode ser feita por um(a) profissional da área, que utiliza de diversos critérios como o comportamento, avaliação psicológica e histórico de infância para diagnosticar o transtorno.

Dessa forma, testes  para indicar o transtorno narcisista não devem ser levados em consideração, apenas a orientação médica e psicológica. 


Transtornos de personalidade são problemas que podem afetar não apenas quem apresenta o quadro clínico, mas também as pessoas ao seu redor.

Por isso, é muito importante a busca por ajuda médica, para que seja feito o diagnóstico e tratamento dos sintomas.

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