A síndrome de Tourette é um distúrbio neuropsiquiátrico caracterizado por movimentos, gestos, sons e falas involuntárias que persistem por mais de um ano. Comum em crianças em idade escolar, a condição pode provocar uma série de desconfortos sociais e perdurar por boa parte da vida do(a) paciente se não tratada já nos primeiros sinais. 

No artigo a seguir, você confere algumas informações essenciais sobre a síndrome, como principais sintomas, diagnóstico e tratamentos. Confira!

Índice – Neste artigo você vai encontrar:

  1. O que causa e quando começa a síndrome de Tourette?
  2. Principais sintomas da síndrome de Tourette
  3. Como é feito o diagnóstico da síndrome de Tourette?
  4. Tratamentos para a síndrome de Tourette

O que causa e quando começa a síndrome de Tourette?

Comum em pessoas com predisposição genética, ou seja, com histórico familiar, a síndrome de Tourette também pode afetar pacientes com condições prévias, como TOC (transtorno obsessivo compulsivo), TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade) e transtorno de aprendizado (dislexia, discalculia e disortografia). 

Os primeiros sinais começam a aparecer entre os cinco e sete anos de idade, e tendem a aumentar dos oito aos doze anos. Piscar os olhos excessivamente, fazer movimentos repetitivos com as pernas ou mãos e emitir sons, como latidos e uivos, por exemplo, podem ser um indicativo de que a criança está desenvolvendo tiques nervosos (cacoetes).

A condição é mais comum em meninos do que em meninas e tende a se intensificar quando o(a) paciente passa por estresse ou está ansioso(a). Os movimentos bruscos e involuntários e os sons vocais ou falas aleatórias e, em alguns casos, ofensivas, são imprevisíveis e dificilmente conseguem ser controlados. Quanto mais a pessoa se reprime para não executar o tique, maior o desconforto. Quando o cacoete é executado, o(a) paciente sente-se aliviado.

Além disso, é comum que a criança sinta desconforto social por conta da manifestação dos sintomas e acabe desenvolvendo, inclusive, outras condições, como fobia e irritabilidade.

Portanto, intervenção médica ou psicológica já nos primeiros sinais de tiques nervosos são muito importantes para evitar que a criança desenvolva a própria síndrome de Tourette.


Principais sintomas da síndrome de Tourette

Alguns sintomas da condição são muito parecidos com os tiques nervosos. Confira nos tópicos a seguir os conhecidos pela ciência e mais comuns:

1. Tiques motores e musculares

Classificados como movimentos simples ou complexos, os tiques motores e musculares ocorrem tanto nos membros inferiores quanto superiores. Piscar os olhos excessivamente, caretas, movimentos repetitivos com as mãos e pernas, chutes e gestos obscenos ou não são alguns dos movimentos motores e musculares mais comuns em pacientes com diagnóstico da síndrome de Tourette.

2. Tiques vocais

Gemer, uivar, gritar, soluçar e repetir sons e frases são alguns dos tiques vocais mais comuns. Além disso, xingamentos e palavrões também são recorrentes nos pacientes, isso porque eles são respostas a estímulos classificados como intensos, ou seja, que só são aliviados quando há a execução da fala.

Todos os sintomas citados acima e outros característicos são considerados persistentes, isso porque, para receber o diagnóstico de síndrome de Tourette, o(a) paciente deve apresentar os sintomas por mais de um ano. Se a manifestação durar menos de um ano, ela é diagnosticada como um tique do tipo provisional.

Caretas, movimentos repetitivos e sons vocais são alguns dos principais sintomas de síndrome de Tourette.

Como é feito o diagnóstico de síndrome de Tourette?

A análise do padrão de movimentos e de sons vocais, frequência e a duração de suas manifestações é o que é levado em consideração pelo(a) médico(a) para elaborar o diagnóstico do(a) paciente. Exames geralmente não são necessários, mas é possível que seja solicitado ressonância ou tomografia.

Caso a consulta seja feita com um clínico geral, é possível que ele encaminhe o(a) paciente para um(a) psiquiatra, psicólogo(a) ou neurologista.

Como dito anteriormente, a ida ao médico já nas primeiras manifestações dos tiques nervosos é essencial para evitar a progressão para a própria síndrome de Tourette.

Tratamento para a síndrome de Tourette

A condição não possui cura, mas é possível amenizar os impulsos vocais, musculares e motores com a ajuda de alguns tratamentos específicos, que serão receitados apenas caso haja necessidade.

Antipsicóticos podem ser recomendados pelo(a) profissional para diminuir a incidência dos sintomas. Toxina botulínica (botox), com aplicação nas regiões com maior manifestação dos tiques, também pode ser recomendado dependendo do quadro atual do(a) paciente.

Intervenções como estimulação cerebral profunda também são defendidas e aplicadas por alguns(as) médicos(as). Quando feito em algumas regiões específicas do cérebro, acredita-se que o procedimento pode melhorar a qualidade de vida da pessoa diagnosticada com a síndrome de Tourette.

O tetrahidrocanabinol (THC), que possui efeitos antipsicóticos, tem sido estudado como tratamento alternativo em adultos que não responderam bem aos tratamentos medicamentosos.

Além disso, acompanhamento psicológico e psiquiátrico são essenciais e também podem complementar os tratamentos medicamentosos e garantir maior efetividade. A terapia cognitiva-comportamental é, geralmente, a mais recomendada para pacientes diagnosticados com a síndrome, isso porque ela ajuda a diminuir gradualmente a incidência dos tiques nervosos vocais, motores e musculares e melhora qualidade de vida.

Vale lembrar que o tratamento e as doses diárias variam de pessoa para pessoa e são recomendados de acordo com o quadro atual da(o) paciente. Jamais se automedique, pois além de agravar a condição, pode haver intoxicação pelo uso de medicamentos sem prescrição e acompanhamento de um(a) profissional.


Apesar de não haver cura, é possível proporcionar mais conforto no dia a dia da pessoa diagnosticada com síndrome de Tourette. Portanto, fique atento(a) aos sinais na infância. O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações futuras e um quadro persistente.

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Fontes consultadas:


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