Esta é uma doença de nome pouco familiar e até um pouco difícil de se dizer em voz alta, mas se trata de uma micose rara causada por fungos. Uma alternativa mais simples de se referir à doença é pelo nome blastomicose sul-americana.

No texto a seguir, explicamos de que forma é possível prevenir-se e como evitar a transmissão. Continue a leitura!

índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é a paracoccidioidomicose?
  2. Epidemiologia
  3. O que causa paracoccidioidomicose?
  4. Como acontece a transmissão?
  5. Grupos de risco
  6. Tipos
  7. Classificação da paracoccidioidomicose
  8. Quais os sintomas da paracoccidioidomicose
  9. Como é o diagnóstico?
  10. Exames
  11. Tem cura?
  12. Tratamento
  13. Medicamentos
  14. Prognóstico
  15. Complicações
  16. Prevenção da paracoccidioidomicose

O que é a paracoccidioidomicose?

A paracoccidioidomicose (PCM), também conhecida por blastomicose sul-americana, é uma doença causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis. É considerada uma micose sistêmica por afetar outras regiões e órgãos além da pele.

É uma doença que pode afetar humanos e também outras espécies de animais silvestres e domésticos, como cães. No entanto, não é comum esse tipo de infecção.

Sabe-se, também, que o tatu-galinha é considerado um reservatório do fungo.

A transmissão acontece através da inalação de esporos do fungo, que se instalam inicialmente nos pulmões do paciente. A maioria das pessoas que inalam o fungo não adoecem ou manifestam sintomas.

Quando a doença realmente acontece, o paciente manifesta inicialmente como uma pneumonia aguda, que pode ter remissão de forma espontânea.


Não é uma doença que é contagiosa, isto é, não é transmitida de uma pessoa para outra, nem mesmo pelo compartilhamento de objetos pessoais.

Por esses motivos, a prevenção contra essa patologia não é simples, não existindo medidas específicas para conter a transmissão.

Sabe-se, no entanto, que é uma doença comum em regiões rurais, afetando principalmente trabalhadores do campo.

Os sintomas provocados pela doença, contudo, podem variar de acordo com o tipo e classificação. Em alguns pessoas, a infecção é assintomática.

De modo geral, provoca lesões na pele e sintomas semelhantes a um quadro de pneumonia, como tosse, febre e falta de ar.

Com o diagnóstico e tratamento adequados, há remissão e cura. Contudo, em alguns casos, pode evoluir para complicações mais graves.

Na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a paracoccidioidomicose é encontrada pelo código B41, nas seguintes segmentações:

  • B41.0 — Paracoccidioidomicose pulmonar;
  • B41.7 — Paracoccidioidomicose disseminada;
  • B41.8 — Outras formas de paracoccidioidomicose;
  • B41.9 — Paracoccidioidomicose não especificada.

Epidemiologia

Esse tipo de doença tem incidência restrita a América Latina, com casos registrados desde o México até a Argentina, com exceção do Chile, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Nicarágua, Belize e outras ilhas localizadas na América Central.

No Brasil, a paracoccidioidomicose é uma das micoses sistêmicas mais prevalentes, com um número maior de casos nos estados de Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

O que causa a paracoccidioidomicose?

Esta doença é causada por um fungo chamado Paracoccidioides brasiliensis e a transmissão acontece quando a pessoa inala esporos do fungo presentes no ar.

Esses esporos são pequenas estruturas produzidas pelos fungos para a sua proliferação.

Ao entrarem em contato com as vias respiratórias do paciente, eles se instalam nos pulmões. Lá crescem e causam a inflamação.

O paracoccidioides brasiliensis é um fungo semelhante ao Histoplasma capsulatum, que causa a Histoplasmose, uma infecção fúngica que também inflama os pulmões.

Como acontece a transmissão?

A transmissão Paracoccidioides brasiliensis ocorre por meio da inalação dos conídios, esporos que são produzidos pelos fungos, que geralmente estão presentes em solo mais úmido e com mofo.

Pode ocorrer também a contaminação através de cortes na pele ou nas mucosas, mas essa transmissão é considerada extremamente rara.

As pessoas mais vulneráveis a inalarem esses esporos são os profissionais que trabalham em áreas em que o solo pode estar contaminado pelo fungo, como as pessoas que exercem atividades agrícolas, praticam jardinagem, transportam produtos vegetais etc.

Grupos de risco

A Paracoccidioidomicose pode ser mais comum em alguns grupos. Geralmente, a maioria dos pacientes são homens, por estarem mais expostos ao fungo, e tem maior incidência em pessoas na faixa etária de 30 a 50 anos.

Homens

A doença é considerada mais prevalente neste grupo por estar associada aos trabalhos no campo que, de modo geral, são ocupados mais por homens do que por mulheres.

Além disso, o organismo da mulher possui uma resposta imunológica melhor ao fungo, devido aos hormônios sexuais femininos, que podem impedir o ciclo do agente infeccioso em seu organismo.

Faixa etária

Apesar de também afetar pessoas em outras faixas etárias, a doença ainda se mostra mais prevalente em pessoas entre os 30 e 50 anos.

Tipos

Existem várias formas de classificação da paracoccidioidomicose. De acordo com a definição apresentada no International Colloquium on Paracoccidioidomycosis, realizado em Medellin, em 1986, a doença pode ser dividida em dois tipos, a forma juvenil e adulta.

Outra forma de divisão de tipos da doença é feita por área do corpo mais afetada, como é no caso da paracoccidioidomicose pulmonar, cerebral e cutânea.

Forma aguda ou juvenil

É a manifestação da doença mais frequente em pessoas com idade entre 10 e 20 anos. Normalmente, elas apresentam a forma aguda da doença, em que os sintomas surgem após algumas semanas do contágio, podendo afetar vários órgãos e sistemas.

Esse tipo da doença é responsável por 5% a 25% dos casos de paracoccidioidomicose, sendo mais predominante em crianças, adolescentes e jovens adultos. Contudo, apesar de ser mais raro, pode também acometer adultos com idade superior a 30 e 40 anos.

Forma crônica ou do adulto

Nesses casos da paracoccidioidomicose, os mais afetados são as pessoas com idade entre 30 e 60 anos, geralmente acomete os trabalhadores de regiões rurais, como lavradores.

É responsável pela maioria dos casos da doença, com prevalência de 74% a 96% entre os casos de PCM.

É uma forma crônica da doença, com evolução dos sintomas após meses ou anos depois da inalação dos fungos.

Paracoccidioidomicose pulmonar

Este tipo se relaciona aos casos em que os pulmões são mais afetados pela doença. No início da infecção, os fungos podem se instalar nesses órgãos e ali provocarem um quadro semelhante ao de uma pneumonia aguda.

Em alguns pacientes, esses sintomas apresentam remissão espontânea, em outros podem causar complicações mais sérias, por ser uma infecção mais persistente.

Dentro das orientações de tratamento, é recomendado um acompanhamento mesmo após a cura da infecção para entender se essas estruturas não foram danificadas.

Quando acontecem complicações, pode haver insuficiência respiratória e presença de nódulos, por exemplo.

Paracoccidioidomicose cerebral

Este tipo ocorre quando há o comprometimento do Sistema Nervoso Central, devido a presença dos fungos na região cerebral.

É um quadro mais raro, podendo ser assintomático. Apenas cerca de 3% dos pacientes apresentam sinais da doença.

Na paracoccidioidomicose cerebral pode ocorrer a formação de lesões ou granulomas (pequenos nódulos).

Os pacientes podem ter como consequência dessa doença sintomas como dores de cabeça, problemas de fala, equilíbrio, consciência e coordenação motora.

Paracoccidioidomicose cutânea

Nesse tipo, os pacientes apresentam lesões na pele, especialmente próximo das mucosas do nariz e boca.

No entanto, essa micose também pode se espalhar para o couro cabeludo, tórax e membros superiores.

Essas lesões podem formar placas mais grossas, que deformam a pele do paciente.

Classificação da paracoccidioidomicose

A paracoccidioidomicose pode ser classificada de acordo com a forma que afeta os pacientes e as sequelas que pode provocar. Divide-se nas seguintes formas:

Regressiva

Na forma denominada regressiva, a doença se apresenta como benigna e com poucos sintomas, na maioria dos casos, sendo apenas manifestações pulmonares.

Nesses pacientes, a infecção tem regressão espontânea, não dependendo do tratamento.

Progressiva

Caracteriza-se como o quadro da doença que possui comprometimento de um ou mais órgãos, se tratando normalmente de casos mais graves, que podem levar à morte quando não há tratamento adequado.

De acordo com a idade do paciente, os sintomas e a duração, o tipo progressivo pode ser dividido ainda em paracoccidioidomicose progressiva crônica e paracoccidioidomicose progressiva aguda.

A forma aguda normalmente acomete crianças e jovens e tem como característica a presença de inchaço de linfonodos superficiais, problemas no funcionamento do aparelho digestivo e prejuízo à saúde dos ossos.

Quando se trata da manifestação crônica, geralmente, são os adultos os afetados. Nessa condição, todos os órgãos podem ficar comprometidos, podendo ocorrer danos ao Sistema Nervoso Central.

Em ambas as manifestações, aguda ou crônica, a doença pode se manifestar como leve, moderada e grave, de acordo com a intensidade dos sintomas.

Sequelar

São os casos relacionados aos pacientes que permanecem com cicatrizes ou que precisam seguir com tratamentos mais específicos devido a complicações, como tratamentos para insuficiência pulmonar, renal ou má absorção de nutrientes.

Quais os sintomas da paracoccidioidomicose?

Algumas pessoas infectadas com o fungo não manifestam nenhum sintoma. Mas, de modo geral, a doença costuma provocar inicialmente sintomas semelhantes a um quadro de pneumonia aguda, por ser uma infecção que acomete os pulmões.

O paciente pode apresentar, nesse período, febre, tosse, falta de ar e sudorese.

Os pacientes podem apresentar também outros sintomas como perda de peso, presença de sangue no catarro, ardor e prurido nas micoses, insônia, dispneia, dificuldade de deglutição (engolir os alimentos) e palidez.

Na região da boca, podem apresentar crescimento anormal dos lábios (macroqueilia) e inchaço.

No decorrer da doença, os pacientes podem apresentar sintomas que se encaixam em 3 diferentes padrões. Essas condições podem ocorrer de forma simultânea ou isolada.

Formação de linfonodos

Os pacientes podem apresentar um aumento dos linfonodos no pescoço (região cervical), das axilas e acima das clavículas.

Esses linfonodos, apesar de não causarem dor, podem formam tecidos ou células mortas, que acabam sendo drenados através da pele.

Lesões na pele

Geralmente, a infecção causada por esse fungo provoca lesões na pele  (micoses), especialmente ao redor do nariz e da boca (regiões mucocutâneas).

Essas lesões podem expandir-se de forma gradual, causando cicatrizes e deformações no rosto do paciente.

Lesões focais

A paracoccidioidomicose pode também causar o aumento de outras estruturas do organismo, além do aumento dos linfonodos, como pode ocorrer no fígado, baço e linfonodos da região abdominal.

Como é o diagnóstico?

O diagnóstico da paracoccidioidomicose pode ser realizado por um clínico geral e dependendo dos sintomas ou complicações apresentados pelo paciente pode ocorrer o encaminhamento para outros especialistas.

Para confirmar a doença, são realizados exames clínicos e laboratoriais, com a análise dos sintomas apresentados e exames para confirmar a presença do fungo no organismo.

Exames

A confirmação da doença se dá através de exames que possam identificar a infecção causada pelo fungo P. brasiliensis.

Para isso, podem ser realizado exames a fresco (observação de microrganismos vivos), biópsia de tecidos lesionados e exames de imagem.

Exame micológico

O exame micológico consiste em procedimentos que identificam a presença de algum microrganismo no paciente. No caso da paracoccidioidomicose, são feitos para encontrar o fungo P. brasiliensis.

É realizada a coleta de material biológico, por escarro, raspagem de lesão ou material presente nos linfonodos, em que é coletada uma pequena amostra de tecidos. Pode ser feito também a partir da biópsia de lesões.

Biópsia

A biópsia é um procedimento cirúrgico em que uma amostra de células ou tecidos das lesões (feridas) são colhidos para estudo laboratorial. No caso dessa doença, é feito para identificar a presença da infecção e possíveis complicações.

Radiografia

Como visto nos sintomas, a infecção causada pelo fungo pode provocar alterações nos pulmões e causar danos aos órgãos.

Para o diagnóstico ou após a cura da doença, o médico pode solicitar a realização de uma radiografia para visualizar se há algum dano nas estruturas pulmonares.

Esse é um exame de imagem simples, feito através do uso de raio-X, que permite que o médico visualize se a infecção deixou sequelas nos pulmões do paciente.

Tem cura?

Sim, a paracoccidioidomicose tem cura. Apesar de poder provocar complicações nos pacientes quando não há diagnóstico e tratamento adequados, é possível sim ter remissão da doença e dos sintomas quando esses procedimentos são realizados corretamente.

Para que o quadro do paciente seja considerado curado, ele deve ter melhora clínica dos sintomas e não apresentar sinais da doença em exames de imagem e micológicos.

É importante, portanto, que o paciente realize exames com intervalo de 6 meses após o tratamento para confirmar a cura.

Tratamento

O tratamento da paracoccidioidomicose é feito a partir da administração de medicamentos que ajudam a combater a infecção fúngica. Geralmente, as substâncias  utilizadas são de via oral, mas casos graves podem exigir o uso de medicamentos por injeção.

Esse tratamento pode ser dividido em dois tipos, o tratamento de ataque e tratamento de continuidade.

O de ataque, nesse caso, trata-se do controle dos sinais e sintomas da doença de forma mais imediata.

Também visa reduzir a infecção parasitária o quanto antes, para melhorar a imunidade do paciente. Assim, o foco é tratar as condições clínicas do paciente de forma imediata, ao mesmo tempo que a infecção causada pelos fungos é controlada.

O tratamento de continuidade, por outro lado, é feito a longo prazo, como uma terapia de manutenção.

É um acompanhamento para garantir que o paciente tenha a cura da doença, reduzindo o risco de recorrência da infecção.

Em pacientes com complicações, podem ser necessários outros tipos de tratamentos, o que é avaliado pelo médico que acompanha o caso.

De modo geral, com o tratamento, o paciente costuma ter uma melhora clínica após cerca de 2 a 3 meses.

Se após a conclusão do tratamento, os exames mostrarem que a infecção teve remissão, o paciente é considerado curado. Quando não há cura clínica e radiológica, o tratamento deve ser continuado.

Medicamentos

Os medicamentos usados no tratamento da paracoccidioidomicose têm ação antifúngica e, por isso, ajudam a combater a infecção.

Dependendo do caso, podem ser prescritos o uso via oral ou intravenosa, variando também o tempo de tratamento e dosagem. Os principais são:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Prognóstico

O prognóstico depende do diagnóstico e tratamento. Quanto mais precoce a investigação da doença, melhor será a resposta ao tratamento. Nesses casos, o prognóstico é bom.

Se houver alguma complicação pulmonar, a doença pode obter a cura, mas os pacientes podem ter sequelas irreversíveis.

O mesmo acontece em pacientes que começam o tratamento e não o terminam, o que pode fazer com que a doença evolua para um quadro crônico, aumentando as chances de complicações.

Nesses casos, a paracoccidioidomicose pode levar o paciente à morte.

No entanto, sabe-se que essa não é uma doença de notificação compulsória, não tendo muitos dados em relação a sua incidência, prevalência e casos de morte.

Complicações

Quando o paciente não recebe o tratamento adequadamente, algumas complicações mais graves podem ocorrer.

Por ser uma micose sistêmica, a doença pode afetar várias partes do organismo, além de causar as lesões na pele.

As principais complicações estão associadas a danos pulmonares, suprarrenais, na pele, perda de peso e problemas na deglutição. Entre eles estão:

Estomatite

Uma das complicações que podem ocorrer é a estomatite, uma inflamação que acomete a região bucal. É comumente causada por infecções virais, mas também pode ocorrer diante de infecções causadas por fungos.

O paciente, em geral, apresenta febre, dor e lesões na boca, o que causa também dificuldade de deglutição (processo de engolir os alimentos).

Insuficiência respiratória

Em alguns casos, a paracoccidioidomicose causa comprometimento dos pulmões e, mesmo com o tratamento e cura da infecção, podem ocorrer danos posteriores  nesses órgãos.

Dessa forma, os pacientes podem ter como complicação insuficiência respiratória.

Por isso é indispensável o acompanhamento após o tratamento e exames para visualizar as estruturas pulmonares.

Complicações neurológicas

Apesar de raras (acomete cerca de 3% dos pacientes), as complicações neurológicas podem ocorrer. Nesses casos, podem formar-se granulomas (nódulos que se formam como resposta à inflamação) no cérebro.

É uma complicação grave, pois se comprometer o funcionamento do Sistema Nervoso Central, pode interferir na fala, equilíbrio, coordenação motora e consciência do paciente.

Além disso, ainda é possível causar convulsões e evoluir para um caso de meningite (inflamação das meninges, estruturas que protegem o cérebro).

Comprometimento das suprarrenais

Pode acontecer em pacientes com um quadro crônico da doença, onde ocorre necrose (morte de células) e formação de tecidos fibrosos das glândulas suprarrenais, glândulas que fazem parte do sistema endócrino e são responsáveis por produzir hormônios esteroides.

Essa complicação afeta os níveis de cortisol e aldosterona no organismo e podem provocar como sintoma o escurecimento da pele e da mucosa da gengiva.

Problemas na pele

A micose causada por essa doença pode se espalhar para regiões como o couro cabeludo, tórax, face e membros superiores, além de afetar a região ao redor da boca e nariz.

Podem se manifestar, inicialmente, como pequenas pápulas e evoluir para lesões ulcerocrostosas maiores (isto é, como uma cicatriz áspera e com relevo).

Assemelham-se a placas ou verrugas em alguns casos, causando deformação no rosto do paciente.

Prevenção da paracoccidioidomicose

Não existe uma forma exata de prevenção contra a paracoccidioidomicose, sendo esse um dos motivos de não ser uma doença de vigilância epidemiológica constante.

Sabe-se, no entanto, que não é uma doença que pode ser transmitida de pessoa para a pessoa e nem pelo compartilhamento de objetos.

O risco maior de inalação do fungo é maior em áreas de zona rural e em pessoas que trabalham em plantações, jardins etc.

Por isso, recomenda-se manter uma boa higiene pessoal e uso de equipamentos de proteção, como luvas, botas ou máscaras. Contudo, não é uma garantia de prevenção.


Apesar de não ser uma doença considerada de notificação compulsória, essa é uma das micoses fúngicas mais comuns, capaz de provocar sequelas graves nos pacientes. Portanto, é fundamental conhecer os sintomas e ter conhecimento do tratamento.

Obrigada pela leitura e continue acompanhando nossos artigos sobre saúde e bem-estar!

Publicado originalmente em: 29/06/2017 | Última atualização: 18/04/2019

Fontes consultadas


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1 comentário

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  1. Muito boa informações estima internado a um ano atras acometido de paracoccidioidomicose com tratamento de anfotarecina b durante 32 e bactrim durante nove meses tenho 44 anos e faco acompanhado com infectologista com revisão periódica de seis meses. Minhass lesões foram surperficias acometendo todos os membros e deixando cicatrizes por todo corpo meus primeiros sintomas aparecer eram em 09/2016 e só através da segunda biópsia em 02/2017 se diagnosticado e tive vários sintomas como febre muito alta com sudorese perda de peso e ulceras pustolas .

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