O que é Hipoglicemia

A Hipoglicemia não é uma doença, mas uma condição que ocorre quando a taxa de glicose no sangue diminui para valores inferiores ao normal, ou seja, caracterizada pelos níveis baixos de glicose no sangue.

Com a diminuição da glicose, as células cerebrais carecem de energia. Assim, as demais células do corpo conseguem obtê-la através da quebra de gorduras e proteínas que estão armazenadas.

PUBLICIDADE: CONTINUE LENDO O CONTEÚDO :)

É também uma das complicações mais graves relacionadas ao tratamento do Diabetes, principalmente a do tipo 1, mas as pessoas saudáveis não estão totalmente livres do risco dela.

Os sintomas geralmente se manifestam de forma súbita, a hipoglicemia é o contrário de hiperglicemia. Ainda há a hipoglicemia noturna, silenciosa, ela acomete cerca de 70% dos pacientes com Diabetes tipo 1.

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é Hipoglicemia
  2. As causas da Hipoglicemia
  3. Tipos de Hipoglicemia
  4. Sintomas da Hipoglicemia
  5. Qual profissional devo procurar? E qual o diagnóstico?
  6. Qual o tratamento? A Hipoglicemia tem cura?
  7. Como faço para medir a minha glicose no sangue?
  8. Grupos e fatores de risco
  9. Complicações/Prognóstico
  10. Como prevenir?

As causas da Hipoglicemia

Sua causa mais comum é a administração dos medicamentos antidiabéticos, como a insulina e as sulfonilureias, bem como a ingestão excessiva de álcool. Outras causas da Hipoglicemia incluem:

  • Jejum: mais de 3 horas sem comer, alimentação insuficiente ou que não fornece açúcares e carboidratos em quantidades suficientes.
  • Esforço físico em excesso: o funcionamento dos músculos pode consumir a glicose disponível no sangue e o corpo pode não ter tido tempo de liberar suas reservas; é sempre temporário nos indivíduos sadios.
  • Consumo de bebidas alcoólicas com o estômago vazio.
  • Não tomar a insulina na dose ou horário correto.
  • Mudança no local da dose de insulina.

Medicamentos que podem provocar a Hipoglicemia

Certos medicamentos podem produzir hipoglicemia. O mais comum deles é a insulina, hipoglicemiantes/antidiabéticos orais, entre outros. Por isto é preciso muito cuidado!

Veja quais são os medicamentos:

Tipos de Hipoglicemia

Pode ser classificada em leve, moderada e grave, vejamos:

PUBLICIDADE: CONTINUE LENDO O CONTEÚDO :)

Hipoglicemia Leve

Quando o paciente começa a sentir sintomas e sinais como tremores, palpitações, suor e fome em excesso.

Hipoglicemia Moderada

Juntamente com os sinais do tipo leve, o paciente sente sintomas neuroglicopênicos: cefaleia, irritabilidade, dificuldade de concentração e sonolência.

Hipoglicemia Grave

Neste tipo o paciente requer cuidados de outra pessoa, pois poderá apresentar inconsciência, convulsões e/ou irresponsividade.

Ainda há a hipoglicemia de jejum com diabetes e sem a diabetes. Vejamos:

Hipoglicemia de jejum com diabetes

Se as taxas de glicose na corrente sanguínea indicarem mais de 126 mg/dL no jejum por dois momentos consecutivos, então o paciente é diagnosticado com diabetes. Mas se ficarem com menos de 45 mg/dL, o paciente pode ter a hipoglicemia. Assim, esta pessoa também pode ser hipoglicêmica.

As taxas de glicose de diabéticos na corrente sanguínea são mais altas que o normal. Para isso, os médicos indicam medicamentos ou insulina para auxiliar na regulação dos níveis de açúcar.

A dose de insulina que a pessoa irá aplicar depende sempre da quantidade de carboidrato ingerido no dia. Pode acontecer, no entanto, de uma pessoa acabar injetando mais insulina do que o necessário, levando-a, assim, a um quadro de hipoglicemia.

Desta forma, recomenda-se depois de tomar os medicamentos não praticar exercícios físicos intensos, pois eles demandam maior uso da glicose presente na corrente sanguínea.

PUBLICIDADE: CONTINUE LENDO O CONTEÚDO :)

Hipoglicemia de jejum sem diabetes

Esta doença não é associada exclusivamente a diabetes. Diversos outros fatores podem contribuir para que um indivíduo tenha níveis baixos de açúcar no sangue. Entre eles estão:

  • Medicamentos: ingerir remédios errados pode levar a um quadro de hipoglicemia, principalmente em crianças e adultos com problemas renais. Ainda, consumir medicamentos como a quinina (usada para tratar malária) pode ocasionar desenvolvimento do distúrbio.
  • Consumo excessivo de álcool: ingerir grandes quantidades de álcool sem ter se alimentado antes pode fazer com que o pâncreas seja incapacitado de produzir insulina.
  • Algumas doenças crônicas: problemas no pâncreas e nos rins, como: tumor e hepatite severa, também podem causar hipoglicemia, bem como passar um longo período sem se alimentar, principalmente em casos de anorexia.
  • Deficiências endócrinas: problemas no funcionamento das glândulas adrenais podem provocar deficiências em hormônios-chave para a produção de glicose. As crianças são mais acometidas a essas deficiências.

O que é a hipoglicemia reativa?

Ela é caracterizada pela falta de açúcar no sangue que ocorre entre 1 hora e meia e 3 horas após a ingestão de alimentos ricos em açúcar ou carboidratos que podem afetar diabéticos ou não diabéticos.

A hipoglicemia reativa provoca sintomas como: dor de cabeça ao estar com fome e aumento no desejo de comer doces. Por isto, deve ser tratada consumindo alimentos com baixo índice glicêmico como os integrais, para reequilibrar a taxa de glicose na corrente sanguínea.

O que é a hipoglicemia neonatal (em recém-nascido)?

Este tipo de hipoglicemia ocorre quando o índice de açúcar no sangue do recém-nascido é menor que 40mg/dl. Isto costuma acontecer nas primeiras 72 horas de vida.

Se o diagnóstico e tratamento não forem realizados a tempo, pode levar o recém-nascido a óbito ou a danos cerebrais permanentes. Por isso, é importante que os pais e pediatra estejam atentos neste período para realizar o diagnóstico precoce.

Sintomas da Hipoglicemia

Os sinais e sintomas mais comuns do paciente começam a se manifestar quando seu o nível de glicemia for inferior a 60 mg/dl; podendo apresentar:

  • Tremedeira.
  • Nervosismo.
  • Ansiedade.
  • Suores e calafrios.
  • Irritabilidade e impaciência.
  • Confusão mental e até delírio.
  • Taquicardia, coração batendo mais rápido que o normal.
  • Tontura ou vertigem.
  • Fome e náusea.
  • Sonolência.
  • Visão embaçada.
  • Sensação de formigamento ou dormência nos lábios e na língua.
  • Dor de cabeça.
  • Fraqueza.
  • Fadiga.
  • Raiva ou tristeza.
  • Falta de coordenação motora.
  • Pesadelos, choro durante o sono.
  • Convulsões.
  • Inconsciência.

Mas ainda podem ser divididos nos que são produzidos pelos hormônios de adrenalina e glucagon, acionados pelo declínio da glicose, e nos produzidos pela redução de açúcar no cérebro. Vejamos:

Manifestações adrenérgicas (adrenalina)

  • Tremores, ansiedade, nervosismo.
  • Palpitações, taquicardia.
  • Sudorese, calor.
  • Palidez, frio, languidez.
  • Pupilas dilatadas.

Manifestações do glucagon

  • Fome, borborigmo (“Ronco” na barriga).
  • Náusea, vômito, desconforto abdominal.

Manifestações neuroglicopênicas (pouca glicose no cérebro)

  • Atividade mental anormal, prejuízo do julgamento.
  • Indisposição não específica, ansiedade, alteração no humor, depressão, choro, medo de morrer.
  • Negativismo, irritabilidade, agressividade, fúria.
  • Mudança na personalidade, labilidade emocional.
  • Cansaço, fraqueza, apatia, letargia, sono, sonho diurno.
  • Confusão, amnésia, tontura, delírio.
  • Olhar fixo, visão embaçada, visão dupla.
  • Atos automáticos.
  • Dificuldade de fala, engolir as palavras.
  • Ataxia, descoordenação, às vezes confundido com embriaguez.
  • Déficit motor, paralisia, hemiparesia.
  • Parestesia, dor de cabeça.
  • Estupor, coma, respiração difícil.
  • Convulsão focal ou generalizada.

Qual profissional devo procurar? E qual o diagnóstico?

O clínico geral, o endocrinologista ou o diabetólogo. Normalmente o médico fará o diagnóstico inicial pela avaliação clínica, e utilizará a chamada “tríade de Whipple”, que consiste em:

PUBLICIDADE: CONTINUE LENDO O CONTEÚDO :)
  • Glicemia plasmática abaixo de 70 ml/dL.
  • Sintomas e sinais clínicos compatíveis com a hipoglicemia.
  • Alívio das manifestações clínicas com a normalização da glicemia.

Qual o tratamento? A Hipoglicemia tem cura?

A doença não tem cura, mas há tratamento, que o paciente pode iniciar assim que os sintomas também iniciarem ou durante uma crise de Hipoglicemia, que consiste em:

  • Consumir de 15 a 20 gramas de carboidratos, como 1 colher de sopa de açúcar dissolvida em água ou 1 colher de sopa de mel (exceto para crianças menores de 1 ano), refrigerante comum, não diet (um copo de 200 ml), 1 copo de suco de laranja integral, etc.
  • Verificar a sua glicose depois de 15 minutos. Os pacientes devem adquirir o hábito de fazer a medição de glicose.
  • Tomar sucos de frutas, comer bombons, balas ou 2 colheres de açúcar diluídas em meio copo d’água pode ajudar na recuperação (geralmente é usado esse método para uma recuperação mais rápida durante uma crise).

Atenção diabéticos!
Não mantenha níveis altos de glicemia para evitar as crises de hipoglicemia, pois podem haver complicações a longo prazo.

Se a glicose continuar baixa, repita os processos, assim que a taxa voltar ao normal, faça um pequeno lanche, caso a próxima refeição estiver planejada para 1 ou 2 duas horas depois.

Cuidado com tratamento fitoterápicos!
Há plantas medicinais consumidas durante o tratamento da Diabetes tipo 1 que podem causar a hipoglicemia, entre elas estão:

  • Melão de São Caetano (Mormodica charantia).
  • Guisante negro ou Lyon-bean (Mucuna pruriens).
  • Jambolão (Syzygium alternifolium).
  • Babosa (Aloe vera).
  • Malva branca (Sida cordifolia L.).
  • Canela (Cinnamomum zeylanicum Nees).
  • Eucalipto (Eucalyptus globulus Labill).
  • – Ginseng (Panax ginseng).
  • Artemísia (Artemisia santonicum L.).

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Como faço para medir a minha glicose no sangue?

O médico é quem vai decidir a frequência que você precisará medir a sua glicose, estabelecida por ele e pela equipe multidisciplinar, juntamente com você, assim como o automonitoramento da glicose.

PUBLICIDADE: CONTINUE LENDO O CONTEÚDO :)

Para medir os níveis de glicose no sangue há diversas maneiras, desde testes em laboratório até pequenos dispositivos portáteis (glicosímetros) que o paciente deverá levar para onde for.

Os modelos de glicosímetros tem disponíveis em quase todas as grandes redes de farmácias e você pode comparar o preço de vários deles aqui no Consulta Remédios. O médico também é quem lhe orientará sobre qual o melhor e mais adequado modelo para um tratamento eficaz!

Porém, se por algum motivo, o paciente não receber tais orientações, ele deve perguntar ao especialista:

  • Como se usa o aparelho.
  • Como se usa e descarta as lancetas: pequenas pontinhas que perfuram sua pele.
  • Qual é o tamanho correto da gota de sangue necessária para a medicação.
  • Qual é o tipo de tira que deve ser usada no aparelho.
  • Como se deve limpar o aparelho corretamente.
  • Como checar se o aparelho está calibrado.

É bastante importante também manter os níveis de glicose dentro da meta, isto pode ser algo desafiador e um pouco frustrante quando os resultados não são alcançados.

Contudo, o automonitoramento ajuda a fazer pequenos ajustes, os quais tornarão este processo bastante fácil com o tempo.

Grupos e fatores de risco

Como principal grupo de risco da condição estão os diabéticos, sendo que alguns são mais propensos do que outros. Como os que:

  • Fazem uso de insulina.
  • Apresentam neuropatia.
  • Apresentam complicações renais e hepáticas.
  • Não fazem controle da taxa glicêmica.
  • Não respeitam os horários de alimentação.
  • Pacientes da Diabetes que abandonam o tratamento.

Outros indivíduos que fazem parte do grupo de risco para a hipoglicemia são:

  • Crianças.
  • Adolescentes.
  • Alcoólicos.
  • Recém-nascidos, possuem risco aumentado em relação aos adultos, por causa da taxa elevada de utilização de glicose em função de possuírem uma massa cerebral proporcionalmente maior com relação ao tamanho do seu corpo.

Complicações e Prognóstico

Quando não tratada, a hipoglicemia pode levar a sérias complicações, como:

PUBLICIDADE: CONTINUE LENDO O CONTEÚDO :)
  • Coma.
  • Lesão cerebral irreversível.
  • Desmaios.
  • Crises convulsivas constantes.
  • Morte.

Há também cuidados importantes a serem realizados pelo paciente da hipoglicemia, vamos conhecer alguns deles:

  • Alimentar-se antes de dormir: nunca vá para a cama em jejum, pois esta ação pode causar uma hipoglicemia noturna, que tem como característica pesadelos, transpiração intensa e dor de cabeça ao levantar.
  • Não fique muito tempo sem se alimentar: pois faz com que o índice de açúcar no sangue caia; a melhor opção é, de acordo com os médicos, alimentar-se em intervalos regulares.
  • Diabéticos devem cuidar do consumo de carboidratos: mas não deve ser banido da dieta alimentar; principalmente para quem pratica alguma atividade física. Afinal, a ingestão de carboidratos antes e depois dos exercícios é bastante importante, se faltar poderá ocorrer um evento de hipoglicemia.
  • Atentar-se à taxa de glicose no sangue: até mesmo durante os exercícios físicos.
  • Evitar bebidas alcoólicas: pois o fígado deixa de lado outras funções quando metaboliza o álcool, como o fornecimento de glicose às células. Com isso, prejudica a absorção de diversos minerais e vitaminas pelo corpo.
  • Atenção ao aplicar a insulina: as quantidades maiores que as necessárias podem causar efeito contrário da diabetes, que faz diminuir em excesso o índice de açúcar no sangue. Isto também leva o paciente a um quadro de hipoglicemia.

Como prevenir? É transmissível?

Entre as formas de prevenir a hipoglicemia, principalmente quem tem a diabetes, estão:

  • Controlar os níveis de glicose.
  • Manter hábitos saudáveis.
  • Evitar períodos prolongados em jejum, fazendo intervalos regulares entre as refeições.
  • Não ingerir bebidas alcoólicas em excesso.
  • Nunca fazer exercícios físicos com o estômago vazio.
  • Após as atividades físicas, repor as perdas de calorias e carboidratos, comendo uma fruta, por exemplo.
  • No caso de hipoglicemia reativa, evitar a ingestão de carboidratos simples,como: açúcar branco, farinha branca, doces, etc., e dar preferência a carboidratos complexos (arroz integral, farinha integral) ou associação de carboidratos com gorduras ou proteínas (pão com manteiga e não pão puro), pois eles demoram mais para serem absorvidos.

Importante!
Sugere-se que os pacientes antes com a pouco conhecida “identificação médica”, que nada mais é que um acessório, o qual informa se a pessoa tem diabetes, se usa insulina ou não, e também se é alérgico a algum medicamento. Algumas pesquisas mostraram que equipes médicas em emergência checam o pulso e o pescoço de pacientes que chegam ao hospital em busca de colares ou pulseiras de identificação.


Pacientes de Hipoglicemia não devem dirigir depois de 1 hora seguinte à crise nem mesmo praticar atividades físicas. Você conhece alguém que esteja no grupo de risco desta condição? Então compartilhe este artigo para que mais pessoas possam se prevenir!

Referências

http://www.diabetes.org.br/para-o-publico/hipoglicemia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipoglicemia
http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/87832/como+reconhecer+e+evitar+a+hipoglicemia.htm
https://www.tuasaude.com/o-que-pode-causar-hipoglicemia/
http://www.cuidadosmil.com.br/artigos/esta-gripado-obtenhaaalimentacaoquevoceprecisa1.html
http://www.mdsaude.com/2013/10/hipoglicemia.html
http://mudeseusvalores.com.br/blog/destaque/saiba-como-agir-quando-ocorre-a-hipoglicemia/
https://www.orientacoesmedicas.com.br/diabetes/hipoglicemia-diabetes/#gs.hHrZ30w
http://www.sbp.com.br/src/uploads/2015/02/diretrizessbp-hipoglicemia2014.pdf

Faça um comentário:

Por favor, escreva seu comentário
Por favor, insira seu nome aqui