HPV: vacina, o que é, sintomas, transmissão, tratamento e mais

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O que é o HPV?

HPV é a sigla de Human Papiloma Virus ou Vírus do Papiloma Humano. Também chamado de crista de galo, ele é a doença sexualmente transmissível (DST) mais comum no mundo.

Estudos apontam que mais da metade das pessoas sexualmente ativas vão contrair o vírus em algum momento de sua vida. No Brasil mais de 54% dos jovens entre 16 e 25 anos possuem HPV.

O vírus é eliminado pelo corpo naturalmente, mas em alguns casos ele consegue se instalar e a doença se fixa.

Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, sendo que a maioria não causa problemas, enquanto alguns são capazes de causar verrugas e outros estão ligados ao desenvolvimento de câncer. Mais de 95% dos casos de câncer de colo do útero, o mais comum entre as mulheres, estão ligados ao HPV.

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações

  1. O que é o HPV?
  2. Tipos
  3. O câncer de colo do útero
  4. Causas
  5. Transmissão
  6. Fatores de risco
  7. Sintomas
  8. Como é feito o diagnóstico?
  9. Tem cura?
  10. Qual o tratamento?
  11. Medicamentos
  12. Vacinação
  13. Convivendo
  14. HPV na gravidez
  15. Prognóstico
  16. Complicações
  17. Como prevenir
  18. Perguntas frequentes

Tipos

Existem centenas de tipos diferentes de HPV. Em torno de 150 deles já foram geneticamente sequenciados. Apesar de a grande maioria deles não apresentar perigo, os mais comuns podem trazer problemas graves.

Listamos aqui os principais e que mais apresentam sintomas:

Tipos 1 e 2

Estes dois tipos infectam a pele, frequentemente as mãos, pés e rosto. Podem passar de um lugar para outro do corpo através do contato, assim como de pessoa para pessoa. Causam verrugas.

Tipo 6 e 11

Os tipos 6 e 11 são mais frequentes em mulheres e, apesar de haver mais de 30 tipos que afetam a região genital, apenas estes dois representam 90% dos casos nesta área. Estes tipos causam verrugas chamadas de condilomas acuminados na vulva, pênis e ânus.

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Tipos 16, 18, 31 e 45

Estes quatro tipos são conhecidos por serem considerados de risco para cancro. Cânceres de vulva, pênis, ânus, pescoço, cabeça e colo do útero são relacionados a estes tipos do vírus. O câncer de colo do útero é especialmente associado a eles, já que mais de 95% dos casos deste tipo de câncer possuem relação com o HPV.

O câncer de colo do útero

O câncer de colo do útero está especialmente ligado ao HPV. Todas as instâncias deste tipo de câncer possuem a infecção do vírus. Hoje, a medicina consegue provar que por volta de 95% dos casos são causados diretamente pelo vírus.

Nos outros 5%, por outro lado, não se consegue provar essa relação direta de causalidade. Entretanto, como todas as mulheres que têm câncer de colo do útero apresentam o vírus do HPV, é mais do que justo estabelecer essa relação.

Vale lembrar, porém, que nem toda mulher que contrai HPV irá desenvolver o câncer. Na verdade é relativamente raro que o vírus sequer se manifeste, especialmente com a ajuda dos tratamentos preventivos.

Todavia, a regra é clara: todo caso de câncer de colo do útero conta com a presença do HPV.

Causas

A HPV é causado por um vírus que afeta as células basais da pele, porém cada tipo pode afetar o corpo de uma maneira levemente diferente. A variação pode ditar se a infecção acontece na pele, na genitália ou mucosas, por exemplo. O vírus precisa de células vivas para se reproduzir.

Transmissão

Transmissão do HPV pode acontecer através do simples contato pele-com-pele. Entre os principais meios de transmissão estão:

Sexo desprotegido

O método mais comum de transmissão é o sexo desprotegido. Estima-se que 10% das meninas terão contato com o vírus na primeira relação sexual. A doença pode afetar os órgãos genitais, o ânus e inclusive a garganta através do sexo oral.

Usar preservativo é o melhor método de prevenção, já que uma grande parcela da população possui o vírus mesmo sem saber.

Contato direto

O contato dos dedos, mãos ou pele em geral com a genitália ou partes saudáveis da pele é uma maneira possível de transmissão, mas significantemente improvável, tanto de uma pessoa para outra quanto entre partes do corpo de um mesmo paciente.

Parto

É possível que um bebê contraia o HPV durante o parto caso a mãe possua a doença. Se houver verrugas vaginais no momento do parto, a cesariana é recomendada.

Objetos podem transmitir?

É possível, apesar de ser bem mais raro, que objetos sejam contaminados por uma pessoa e transmitam a doença para outra. O compartilhamento de roupas íntimas, toalhas ou lâminas, por exemplo, pode causar essa transmissão, mas ela é muito improvável. As chances de infecção são muito maiores através do sexo.

Sangue

Existe a possibilidade de a transfusão de sangue ser capaz de transmitir o HPV, mas se for verdade, é um acontecimento raro. Os estudos realizados para encontrar essa relação foram inconclusivos já que outras maneiras de contração da doença podem ter influenciado os resultados.

Fatores de risco

Não é apenas o sexo que pode transmitir a doença, mas este é o principal fator de risco já que em muitos casos o simples contato pode passar a doença de alguém que não sabe que a possui.

Sexo sem proteção

Principal método de transmissão do HPV, transar sem camisinha é um fator que aumenta muito as chances de alguém contrair a doença, especialmente se as relações desprotegidas forem com parceiros variados, já que isso aumenta as chances de transar com alguém contaminado.

Falta de vacinação

A vacinação para algumas variações, especificamente as principais causadoras de tumores, existe e é disponibilizada pelo SUS para meninos entre os 11 e 15 anos, além de meninas com menos de 15.

Com a vacina a proteção é de 98% contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus. Não tomar a vacina reduz a proteção, aumentando os riscos de contrair a doença.

Pessoas imunodeprimidas

HIV, outras infecções acontecendo no momento (como herpes), uso de remédios que afetam a imunidade, tabagismo, tratamento quimioterápico, uso de contraceptivos orais por muito tempo entre outras coisas podem reduzir a eficácia do sistema imunológico, facilitando uma infecção pelo vírus do HPV.

Mulheres

Qualquer pessoa pode contrair e espalhar o vírus, entretanto a manifestação de sintomas é mais comum em mulheres. Além disso o câncer de colo de útero é um dos tumores malignos mais comuns e só afeta mulheres infectadas com HPV.

Apesar de também existirem cânceres masculinos relacionados ao vírus, eles não são tão comuns, portanto mulheres devem tomar mais cuidado com essa doença.

Sexo precoce

O vírus do HPV não vê diferença entre alguém de 12, 15 ou 30 anos, portanto não é exatamente o início da vida sexual precoce que coloca as pessoas em um grupo de risco.

Entretanto, a informação sobre segurança sexual costuma ser mais difundida após certa idade, portanto quanto mais nova a pessoa for quando começar a vida sexual, maiores as chances de cometer erros por falta de informação, como não usar o preservativo. A falta de informação é o fator de risco real aqui.

Sintomas

Os sintomas de HPV são alterações na pele e no tecido da mucosa, mas o tipo de variação depende da versão do vírus. A tabela a seguir mostra quais sintomas estão relacionados com quais tipos.

SintomasTipo de HPV
Verrugas comuns2, 7 e 22
Calos olho-de-peixe1, 2, 4, 63
Verrugas planas3, 10, 28
Verrugas genitais6, 11, 42, 44 e outros
Displasia anal (lesões no ânus)6, 16, 18, 31, 53, 58
Cânceres genitaisAlto risco: 16, 18, 31, 53, 58

Risco moderado: 33, 35, 39, 51, 52, 56, 58, 59

Risco provável: 26, 53, 66 ,68, 73, 82
Epidermodisplasia verruciformeMais de 15 tipos diferentes
Papilomas bucais6, 7, 11, 16, 32
Câncer da orofaringe16
Cisto verrucoso60
Papilomatose respiratória6, 11

Verrugas

As verrugas causadas pelo HPV são chamadas de papilomas. Elas são tumores benignos na pele ou mucosas e existe a possibilidade de que desapareçam sozinhos. São indolores e podem aparecer em lugares e formatos diferentes dependendo do tipo do vírus, sendo as mãos e a boca as regiões mais comuns.

Outro lugar frequente para o aparecimento dos papilomas é a região genital e o ânus. Elas podem aparecer no formato de verrugas simples, condilomas acuminados (um acumulado de verrugas).

Em raros casos é possível que haja o desenvolvimento de papilomatose respiratória, que acontece quando as verrugas surgem nas vias aéreas, dificultando ou até impedindo a respiração, exigindo cirurgia para liberar o caminho.

Cancro

A consequência mais séria do HPV é o câncer. É extremamente raro que um papiloma se transforme em câncer, mas essas chances aumentam consideravelmente quando a infecção é causada pelos tipos 16, 18, 31 e 45, os tipos considerados de risco já que possuem alto potencial oncológico.

Eles podem causar câncer genital, ou seja, no pênis, na vagina e no ânus. Além disso, quando infectam a garganta, é possível que levem ao câncer orofaringeal.

Mais de 95% dos cânceres de colo de útero são atribuídos a infecções de HPV desses tipos. Considerando que este é o quarto câncer mais comum em mulheres, a doença é um problema sério.

Epidermodisplasia verruciforme

Doença extremamente rara, apenas cinco pessoas no mundo possuem epidermodisplasia verruciforme. Ela faz com que os papilomas cresçam pelo corpo de maneira descontrolada, criando uma camada de verrugas sobre a pele que faz com que ela pareça uma casca de árvore. As pessoas acometidas por essa doença frequentemente são chamadas de “homem árvore” por conta da aparência.

Tipicamente é causada pelos tipos 5 e 8, que são comuns e costumam ser inofensivos. Entretanto os pacientes dessa condição a possuem por causa de um problema raro no sistema imunológico que não se defende do vírus de maneira alguma, deixando-o livre para afetar as células.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do HPV nem sempre acontece, já que na maioria das vezes o corpo elimina o vírus sozinho ou não apresenta sintomas, fazendo com que a pessoa não sinta a necessidade de procurar um especialista para exames.

Entretanto, os médicos que podem realizar este diagnóstico são o infectologista, ginecologista, urologista, clínico geral e o dermatologista.

Também é necessário fazer exames para a identificação do tipo de HPV, já que isso é extremamente importante para se conhecer quais são os riscos da doença daquele paciente específico. Confira:

Papanicolau

O exame papanicolau utiliza uma espátula especial para recolher amostras celulares do útero que depois são analisadas no microscópio. O papanicolau não pode diagnosticar o HPV diretamente, mas serve para encontrar displasias nas células do útero.

Displasia é o termo médico para anormalidade. Normalmente, as displasias na célula do útero são causadas pelo HPV, portanto são um fortíssimo sinal de que o vírus está presente.

Este exame é realizado em consultas ginecológicas de rotina.

Biópsia

A biópsia é um exame que consiste na retirada de um pequeno pedaço do tecido sobre o qual recai a suspeita de infecção. O pedaço de tecido é visualizado em microscópio em detalhes, além de outros testes serem feitos para busca do vírus.

Colposcopia

Este exame consiste na aplicação de um ácido no colo do útero que, após alguns minutos, é examinado pelo colposcópio, um aparelho que permite análise do tecido afetado pelo ácido. Pré-tumores ficam visíveis devido a acidez.

Peniscopia

Assim como na colposcopia, a peniscopia consiste na aplicação de ácido e observação através de um aparelho que também buscará por verrugas pequenas demais para serem vistas sem a ajuda do ácido e do aparelho.

Teste genético PCR

O teste genético PCR, polymerase chain reaction, do inglês “reação em cadeia da polimerase”, utiliza amostras do vírus coletadas das verrugas para identificar o DNA do tipo específico da infecção por HPV, assim como por outros microorganismos. O resultado pode levar até 5 dias.

Tem cura?

Infelizmente o HPV não possui cura clínica, mas o sistema imunológico consegue lidar com o vírus na grande maioria das vezes.

A erradicação completa do patógeno é muito difícil quando o corpo não a faz espontaneamente. Por isso, os tratamentos são realizados para reduzir os sintomas e evitar as complicações, mas a reincidência dos papilomas é comum.

A cura espontânea da doença se dá através da ação do sistema imunológico. O vírus se instala nas células, fica incubado por um tempo e então as usa para se reproduzir, porém fica latente durante o tempo de incubação.

Se o sistema imunológico consegue eliminar o vírus durante essa fase latente, a pessoa se cura sem jamais apresentar sintomas e é isso que acontece na maior parte das vezes. Também é possível que isso aconteça depois dos sintomas aparecerem. Especialmente em pessoas jovens, a doença costuma se curar em aproximadamente um ano e meio.

Com tratamento, o sistema imunológico é capaz de eliminar o vírus com mais facilidade.

Qual o tratamento?

O tratamento para o HPV consiste no controle dos sintomas e acompanhamento de possíveis evoluções cancerígenas para a realização de tratamento precoce.

Medicamentos

Os medicamentos usados para o tratamento dos sintomas do HPV podem ser aplicados diretamente sobre as verrugas. São capazes de destruir as células do papiloma.

Também existem medicamentos imunomoduladores. Eles estimulam o sistema imunológico no combate ao vírus do HPV, eliminando os sintomas, mas não o vírus por completo.

Cirurgia

A remoção das verrugas através de cirurgia é possível. Pode-se usar o bisturi, crioterapia (congelamento da verruga) e laserterapia (terapia com laser).

Medicamentos

Os medicamentos que podem ser usados contra o HPV são os seguintes:

Medicamentos tópicos

Imunomoduladores

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Vacinação

A vacina contra o HPV é capaz de proteger o paciente do vírus. Sabe-se que essas vacina é mais efetiva quando aplicada antes dos 15 anos de idade, mas isso não quer dizer que ela é inefetiva em pessoas mais velhas. Tanto meninos quanto meninas podem ser infectados, mas como o vírus é mais perigoso para mulheres, existe prioridade para elas.

Tipos

Vacina bivalente

Esta vacina protege dos vírus de tipo 16 e 18. Estes dois são capazes de causar o câncer no colo do útero. Meninas em qualquer idade depois dos 9 anos podem tomar essa vacina.

Vacina quadrivalente

Esta versão da vacina protege dos vírus de tipos 6, 11, 16 e 18. Os dois primeiros são os principais responsáveis pelas verrugas genitais enquanto os dois últimos podem causar câncer cervical (de colo do útero). A vacina distribuída pelo Ministério da Saúde é a quadrivalente e ela deve ser tomada em duas doses separadas por 6 meses.

Quem deve tomar?

Meninas entre os 9 e 14 anos e meninos entre os 11 e 14 anos são o público alvo prioritário das campanhas de vacinação do Ministério da Saúde. Mulheres portadoras de HIV também entram no público alvo entre os 9 e 26 anos de idade, tomando então a vacina em três doses (nesse caso a segunda dose é 2 meses depois da primeira e a terceira é seis meses depois da primeira).

Em clínicas particulares, entretanto, a vacina quadrivalente pode ser aplicada em mulheres entre os 9 e 45 anos e homens entre os 9 e 26. A bivalente pode ser aplicada em mulheres com mais de 9 anos de idade.

Contraindicações

A vacina é contraindicada para pacientes que possuem alergia a algum componente da fórmula. Também é contraindicada para quem é alérgico a leveduras e para quem já teve uma reação alérgica forte em uma dose anterior da vacina.

Gestantes também devem esperar até o fim da gravidez para a vacinação, já que não foram feitos estudos neste grupo e não se sabe que resultados a vacina pode trazer para a mãe e o bebê. Entretanto sabe-se que é seguro amamentar depois da vacina.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da vacina contra HPV são conhecidamente fracos. Entre eles estão:

  • Vermelhidão no local da picada;
  • Hematomas;
  • Pruridos;
  • Inchaço;
  • Dor local;
  • Febre;
  • Náuseas;
  • Dores nos braços e pernas.

Entretanto, é importante ficar de olho para reações alérgicas. Os sinais de reação alérgica são:

  • Falta de ar;
  • Chiado no peito;
  • Inchaço nos olhos, lábios, genitais, mãos, pés e outras regiões do corpo;
  • Coceira pelo corpo;
  • Gosto metálico na boca;
  • Ardência e vermelhidão dos olhos;
  • Batimentos cardíacos acelerados.

Nesses casos é importante ir a um hospital para tratar a reação alérgica o mais rápido possível. Ela é uma reação perigosa e por isso é importante não tomar a vacina se houver alergias a algum de seus componentes.

Onde tomar

É possível tomar a vacina em postos de saúde. Basta levar um documento de identidade e a carteirinha de vacinação. Além disso, durante as campanhas, existem parcerias com escolas, onde é possível receber a vacinação.

Campanha da vacinação contra a HPV

A campanha de vacinação contra HPV e Meningite C é feita todos os anos pelo Ministério da Saúde, que distribui todas as doses necessárias para a vacinação. Elas podem ser encontradas gratuitamente nos postos de saúde, mas é importante lembrar que mesmo fora da campanha de vacinação é possível se imunizar pelo SUS.

Convivendo

Receber um diagnóstico de qualquer doença sexualmente transmissível não é fácil. É importante que o tratamento seja realizado para aliviar os sintomas, evitar que partes saudáveis do corpo sejam infectadas pelo contato e deve-se lembrar de usar preservativos durante o sexo para evitar que a doença se espalhe.

Entrar em contato com as últimas pessoas com quem você teve relações sexuais sem proteção é de extrema importância, visto que é possível que alguma delas esteja infectada sem saber.

Fazer exames frequentes para verificar o estado da infecção é recomendável para que haja acompanhamento da doença, já que ela pode se curar depois de algum tempo.

HPV na gravidez

O maior risco do HPV para a gravidez é a possibilidade de a doença ser passada para o bebê durante o parto devido ao contato da criança com as verrugas na área genital.

A contaminação é rara, mas pode acontecer e costuma afetar os olhos, mãos, pés boca da criança. Os bebês também  têm mais chance de desenvolver a papilomatose respiratória, que é quando as verrugas afetam as vias aéreas.

Durante a gravidez as verrugas podem ficar maiores devido a quantidade de hormônios e o sistema imunológico enfraquecido. É recomendável que haja tratamento dos sintomas antes do parto para evitar que o bebê seja infectado.

Este tratamento, que visa remover as verrugas, costuma ser feito antes da 36ª semana para que haja tempo da recuperação. Quando os sintomas surgem nas últimas semanas, pode-se recomendar a cesariana para evitar o contágio da criança.

Prognóstico

A doença assusta, especialmente devido a sua conexão com câncer e por ser uma DST. Entretanto, quando identificada cedo, seu tratamento é fácil e evitar as consequências graves como o câncer fica muito mais simples.

O vírus costuma ser eliminado do corpo depois de algum tempo pelo próprio sistema imunológico, frequentemente no decorrer de um ano e meio ou dois anos. Em alguns casos ele pode ficar no corpo por mais tempo, mas isso varia de caso para caso e exames devem ser feitos para verificar se ainda existe vírus no corpo.

É importante usar preservativo para evitar passar o vírus para outras pessoas, mas com os cuidados corretos, não é necessário haver preocupação.

Complicações

Existem algumas complicações devido ao HPV. A qualidade de vida do paciente pode ser afetada por elas, além da saúde física da pessoa quando não há os cuidados necessários. São elas:

Estética

As verrugas não são bonitas e, em estágios mais avançados, podem ficar bastante desagradáveis da perspectiva estética. Sem tratamento a infecção pode trazer sérios problemas estéticos, espalhando verrugas pelo corpo.

Contágio

O HPV é bastante contagioso e pode ser transmitido pelo contato com as verrugas e através da relação sexual desprotegida. Quando a doença é ignorada e o paciente segue fazendo sexo sem proteção, o vírus é espalhado. Muitas vezes, sem saber que possui a doença, uma pessoa pode causar a infecção de diversas pessoas.

Risco de câncer aumentado

A principal complicação do HPV é a chance elevada de câncer. O câncer de colo do útero está intimamente conectado com o vírus. Basicamente, apenas pacientes que possuem HPV desenvolvem este tipo de câncer.

Entretanto, este não é o único câncer que pode ser causado pelo vírus. Além dele, o câncer de orofaringe, pescoço, pênis e vulva podem aparecer devido a essa infecção.

Como prevenir

Uma grande quantidade de pessoas possui a doença mesmo sem saber, portanto a prevenção do HPV é muito importante. Reduzir as chances de contrair – e de espalhar – a doença é necessário e faz toda a diferença.

Exames preventivos

Para mulheres, visitar o ginecologista é sempre positivo para manter a saúde genital em dia. O exame papanicolau deve ser realizado anualmente por mulheres sexualmente ativas. Depois de 2 anos seguidos sem alterações encontradas nestes exames eles podem ficar mais espaçados, acontecendo uma vez a cada 3 anos.

Se qualquer verruga surgir na região genital é importante visitar o médico para buscar tratamento para uma possível DST.

Manter o sistema imunológico saudável

Um dos fatores mais importantes, o sistema imunológico define se o vírus conseguirá ou não se instalar em seu corpo. Um alimentação saudável e equilibrada, exercícios, higiene e visitas frequentes ao médico podem manter o sistema imunológico firme e forte o bastante para impedir que o vírus do papiloma humano se multiplique através de suas células.

Preservativo

O jeito mais prático e seguro de evitar qualquer um dos tipos de HPV é através do preservativo. Por ser uma doença transmissível principalmente através do sexo a camisinha é o melhor jeito para evitar a infecção. Ela não permite que o vírus passe de um corpo para outro.

Vacinação

Tomar a vacina contra o HPV protege seu corpo dos tipos mais comuns e perigosos da doença e é de extrema importância manter-se imunizado. A doença é de fácil transmissão e afeta muita gente, portanto evitar o contato por completo é muito difícil. A vacinação garante que mesmo com o contato, o corpo ficará saudável.

Desinfete objetos

O uso de desinfetantes em objetos que possam ser usados por mais de uma pessoa ou compartilhados é uma maneira de evitar a transmissão da doença. Estes objetos vão de peças de roupa à brinquedos sexuais, que devem ser lavados com cuidado a cada uso.

Lembre-se: não use desinfetantes na pele ou qualquer outra parte do próprio corpo, pois eles podem ser tóxicos e danosos para a pele e mucosas.

Perguntas frequentes

A pessoa com quem me relaciono também precisa se tratar?

Se a relação entre você e seu parceiro foi feita sem proteção, é provável que também haja necessidade de tratamento. Porém, mesmo com o uso de proteção, pode ser interessante para que o parceiro ou parceira realize exames para encontrar uma possível infecção. Lembre-se de que o sexo oral também pode transmitir o HPV, assim como o simples toque – apesar de ser mais difícil dessa forma.

Posso engravidar depois do diagnóstico de HPV?

Não existem contra-indicações para a gravidez com HPV, entretanto é recomendado que haja o tratamento da doença antes de engravidar. Se não for possível, antes do parto. Isso é necessário porque o vírus, se estiver infectando o canal vaginal, pode passar para o bebê durante o parto.

Nos casos em que o tratamento não é possível a cesariana é recomendada para evitar a transmissão para do HPV para o bebê.

Sempre uso camisinha. Estou protegida?

O da camisinha reduz muito as chances de contração do HPV, mas não zera ele. A vacinação é importante mesmo que o uso da camisinha seja constante e o exame papanicolau não deve ser descartado.

Eu me vacinei. Posso deixar de fazer o papanicolau?

Não! A vacina protege contra alguns tipos de HPV, mas não contra todos. O exame papanicolau é extremamente importante para a prevenção de doenças sérias como o câncer de colo de útero que pode ser causado por diversos outros tipos de HPV dos quais a vacina não protege.

Já tenho HPV. Vacinar vai me curar?

Não, mas você pode se vacinar. O HPV pode ficar no corpo indefinidamente a cura pelo sistema imunológico não é garantida. A vacinação não é capaz de curar alguém do HPV, mas pode enfraquecer o vírus, facilitando o serviço do sistema imunológico e evitando que a doença se manifeste, mesmo que ela nunca vá embora.

A vacina pode causar infertilidade?

Não. Isso é um boato. Os efeitos colaterais da vacina contra HPV costumam ser leves e afetam em torno de 10 a 20% das pessoas vacinadas, passando por completo em alguns dias. As reações alérgicas, mais perigosas, são extremamente raras, afetando apenas 0,002% das pessoas vacinadas. Realmente muito pouco.

A infertilidade não pode acontecer em decorrência da vacina.


O vírus do papiloma humano é o causador da doença sexualmente transmissível mais comum e alguns de seus tipos podem causar o câncer de colo do útero, portanto pode ser uma doença bastante séria. Compartilhe este texto com seus amigos para que eles aprendam mais sobre o HPV!

Referências

http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/hpv

http://portalms.saude.gov.br/acoes-e-programas/vacinacao/calendario-nacional-de-vacinacao

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