Minuto Saudável
04/02/2019 16:44

Fevereiro Roxo: o mês de alerta sobre Alzheimer, lúpus e fibromialgia

Lúpus, fibromialgia e Alzheimer são 3 doenças que parecem não ter muito em comum. Contudo, elas se aproximam a partir de dois fatores: não possuem cura e são o tema do Fevereiro Roxo.

Entenda mais sobre a campanha e as doenças que busca combater no texto a seguir!

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é Fevereiro Roxo?
  2. Lema: “Se não houver cura, que, no mínimo, haja conforto”
  3. Como surgiu?
  4. Qual a importância do Fevereiro Roxo?
  5. Sinais e sintomas
  6. Como prevenir

O que é o Fevereiro Roxo?

O Fevereiro Roxo, assim como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, é uma campanha de conscientização sobre doenças e a importância de fazer o correto diagnóstico e tratamento.

A campanha é focada na conscientização sobre 3 doenças incuráveis: o Lúpus, a Fibromialgia e o Alzheimer.

Mas por que 3 doenças que, aparentemente, não têm nada em comum?

Porque todas são condições para as quais a medicina ainda não tem cura, mas o diagnóstico precoce ajuda a manter a qualidade de vida dos pacientes.

O mês de conscientização, então, pretende levar informações sobre as doenças, os sintomas e os tratamentos disponíveis.

Entenda um pouquinho mais sobre cada uma:

Doença de Alzheimer

O Alzheimer é uma doença que provoca perda da capacidade cognitiva, memória e demência por conta do acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro do seu portador.

Atinge especialmente os idosos e, muitas vezes, pode ser confundida com sintomas normais da idade, sendo considerada, por essa razão, uma doença de difícil diagnóstico.

A doença de Alzheimer evolui lenta e gradualmente, afetando cada vez mais regiões do cérebro e trazendo mais prejuízos para a vida do paciente, que, nos estágios finais, pode precisar de assistência para realizar funções básicas, como tomar banho.

Como as outras doenças combatidas no Fevereiro Roxo, o Alzheimer ainda não tem cura e o entendimento sobre o modo que afeta o organismo, apesar dos avanços dos últimos anos, continua sendo pouco.

É uma das doenças que mais cresce em diagnósticos no mundo. Um estudo da  Universidade Johns Hopkins aponta que, até 2050, mais de 100 milhões de pessoas terão Alzheimer.

Fibromialgia

A fibromialgia é uma doença reumatológica que acomete por volta de 3% da população brasileira, em sua maioria mulheres. A principal característica é uma dor muscular crônica e generalizada acompanhada de sintomas como fadiga, alterações de sono, memória e humor.

Infelizmente, a fibromialgia não tem cura e a medicina ainda não entende muito bem como a doença opera dentro do corpo humano.

Sabe-se que, sem tratamento, ela pode evoluir para incapacidade física e limitação funcional, complicações com bastante impacto sobre a qualidade de vida do paciente.

Ainda assim, com o tratamento adequado, que envolve tanto o uso de medicamentos quanto a prática de terapias, como fisioterapia e acupuntura, é possível que o paciente tenha uma grande melhora na qualidade de vida e possa viver normalmente.

Lúpus

O nome científico é “Lúpus Eritematoso Sistêmico” (LES) e é considerado uma doença inflamatória autoimune que pode afetar diversos órgãos e tecidos do corpo, como a pele, as articulações, os rins e o cérebro.

É considerada uma doença autoimune, pois ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo por engano.

Em casos mais graves, especialmente se não for tratado adequadamente, o lúpus pode matar.

Ainda não se sabe ao certo qual a causa e o que faz com que o sistema imunológico ataque os tecidos saudáveis do corpo, entretanto, estudos presentes na literatura médica e científica indicam que as doenças autoimunes podem acontecer devido a uma combinação de fatores hormonais, infecciosos, genéticos e ambientais.

Normalmente, a pessoa descobre que tem lúpus após ter uma crise desencadeada por algum desses gatilhos:

  • A exposição à luz solar de forma inadequada e em horários inapropriados;
  • Infecções, que podem iniciar o lúpus ou causar uma recaída da doença;
  • O uso de alguns antibióticos, medicamentos usados para controle de convulsões e pressão alta.

Lema: “Se não houver cura que, no mínimo, haja conforto”

O lema do Fevereiro Roxo tem tudo a ver com as doenças sobre as quais quer conscientizar. Nenhuma das 3 (Doença de Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia) tem cura.

Entretanto, o fato de uma doença não ter cura não significa que o portador não possa ter qualidade de vida.

É exatamente esse o gancho da campanha. Dar mais atenção ao bem-estar, mantendo uma rotina saudável, compartilhando informações e mostrando que o tratamento deve ser encarado como uma mudança necessária na vida do paciente.

Como surgiu?

O Fevereiro Roxo surgiu em 2014, na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais.

Não existe um calendário oficial de conscientização, mas o trabalho geralmente é feito por Organizações Não Governamentais (ONGs) e, muitas vezes, apoiado por prefeituras e governos estatais, que promovem palestras, ações de informação e até mutirões de saúde

Um fato interessante é que, além de roxo, o fevereiro também é laranja, pois outra campanha, buscando alertar a população sobre a leucemia, também ocorre no segundo mês do ano.

Como são ambas campanhas importantes, em vez de escolher uma ou outra, muitos lugares fazem o Fevereiro Roxo e Laranja.

Fevereiro laranja: um alerta sobre a leucemia

O Fevereiro Laranja é uma campanha focada na conscientização sobre a leucemia e a importância de se registrar como um doador de medula óssea.

A leucemia é um tipo de câncer que afeta os tecidos formadores de sangue, incluindo a medula óssea. Existem diversos tipos da doença, de crescimento rápido ou lento, que podem causar sintomas como fadiga, perda de peso, infecções frequentes e sangramento fácil.

O tratamento varia muito de pessoa para pessoa, sendo necessário, em alguns casos, a quimioterapia, radioterapia, transplante de medula óssea e transplante de células-tronco.

Qual a importância do Fevereiro Roxo?

Lúpus, fibromialgia e doença de Alzheimer, as 3 doenças citadas no Fevereiro Roxo, apesar de incrivelmente diferentes entre si, não possuem uma cura. Dessa forma, o ideal é que sejam identificadas nos estágios iniciais, para que os sintomas sejam controlados e/ou retardados.

Por essa razão, mais do que qualquer outra coisa, o Fevereiro Roxo é uma campanha que busca incentivar o diagnóstico precoce, para que, dessa forma, os pacientes tenham uma maior qualidade de vida mesmo tendo de conviver com alguma dessas condições.

O que torna a campanha ainda mais importante é o fato de, nas 3 doenças, os sintomas iniciais não são tão evidentes ou ofensivos, o que faz com que o paciente demore ainda mais para conseguir o diagnóstico.

Na fibromialgia, por exemplo, a fadiga e os problemas relacionados ao sono normalmente são atribuídos ao estresse normal do cotidiano, mesmo quando o paciente procura um médico, o que atrasa o diagnóstico.

Leia mais: Exame de sangue pode indicar riscos de Alzheimer 16 anos antes

No caso do Alzheimer, a situação é parecida, pois a confusão mental e a perda de memória podem ser atribuídas ao avanço da idade e passar despercebido.

Sinais e sintomas

É preciso conhecer bem os sintomas iniciais das doenças para garantir um diagnóstico precoce. Confira:

Doença de Alzheimer

No caso da doença de Alzheimer, existem diversos sinais e sintomas que podem indicar que a doença já se instalou no corpo do paciente. Confira os principais:

  • Esquecer-se totalmente ou de partes de um acontecimento;
  • Perder a capacidade de seguir indicações verbais ou escritas;
  • Perder a capacidade de acompanhar a história de uma novela ou filme;
  • Esquecer-se progressivamente de informações que antes conhecia, como dados históricos;
  • Perder a capacidade de se lavar, vestir-se ou comer por conta própria;
  • Perder a capacidade de tomar decisões;
  • Perder a capacidade de gerir o próprio orçamento;
  • Não saber em que data ou estação do ano está;
  • Ter dificuldades para manter uma conversa, não manter uma linha de raciocínio;
  • Esquecer-se constantemente das palavras;
  • Esquecer-se do local onde guardou um objeto e não ser capaz de fazer o processo mental para se lembrar de onde deixou;
  • Esquecer-se de fatos recentes, como o que almoçou ou o que tomou no café da manhã.

Fibromialgia

A fibromialgia pode ser confundida com estresse normal causado no dia a dia, entretanto, é possível identificar os sintomas. São eles:

  • Dor constante por todo o corpo;
  • Dor intensa ao toque;
  • Cansaço frequente;
  • Distúrbios do sono;
  • Rigidez muscular;
  • Problemas de memória e concentração.

Lúpus

O lúpus pode afetar diversos tecidos do corpo, causando sintomas como:

  • Fadiga;
  • Febre;
  • Dor nas articulações;
  • Rigidez muscular e inchaços;
  • Vermelhidão na face sobre as bochechas e na ponta do nariz;
  • Lesões na pele que surgem ou pioram quando expostas ao sol;
  • Dificuldade para respirar;
  • Dor no peito ao inspirar profundamente;
  • Sensibilidade à luz solar;
  • Dor de cabeça;
  • Confusão mental;
  • Perda de memória;
  • Queda de cabelo;
  • Feridas na boca;
  • Ansiedade;
  • Desconforto geral;
  • Mal-estar.

Como prevenir

Infelizmente, não existem formas conhecidas para se prevenir da fibromialgia e do lúpus.

Entretanto, a ciência moderna especula sobre diversos fatores de risco a respeito da doença de Alzheimer, o que nos permite a chegar a algumas dicas de prevenção dessa doença.

Mas o que se sabe sobre as 3 é que ter hábitos de vida saudáveis e cuidar do corpo e da mente são as melhores opções. Por isso, o ideal é:

  • Manter uma alimentação saudável;
  • Praticar exercícios aeróbicos;
  • Não fumar;
  • Fazer exercícios que estimulem a cognição, como palavras-cruzadas;
  • Cuidar da saúde emocional;
  • Fazer atividades prazerosas;
  • Fazer exames de rotina.

Leia mais: Exercício físico pode prevenir Alzheimer e melhorar memória


O Fevereiro Roxo é um mês de conscientização para a fibromialgia, doença de Alzheimer e lúpus. Compartilhe esse texto com seus amigos para alertá-los dessas doenças!

18/04/2019 16:42

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