Eduardo (Minuto Saudável)
04/02/2019 14:41

Cigarro eletrônico é método mais eficaz para parar de fumar, diz estudo

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Casos de dependência de nicotina são comuns pelo mundo inteiro e têm causado graves problemas de saúde nas pessoas, levando até à morte.

A partir disso, diversas alternativas são criadas com a finalidade de substituir o uso do cigarro tradicional. Entre elas estão adesivos, pastilhas e chicletes de nicotina para suprir a necessidade da substância no organismo do fumante.

Em meio às opções, uma pesquisa publicada na New England Journal of Medicine, mostrou que os cigarros eletrônicos podem entrar nessa lista. Porém, esses dispositivos também trazem riscos à saúde.

O estudo, que avaliou 886 participantes no processo de diminuir ou parar com o cigarro, mostrou que 18% dos participantes que usaram a versão eletrônica conseguiram parar de fumar após um ano.

Os valores foram bem maiores se comparados aos 9,9% dos participantes que fizeram reposição da nicotina com adesivos ou gomas de mascar.

Uma das razões apontadas para isso é que, através do dispositivo eletrônico, é possível ajustar as doses de nicotina de cada fumante. Além disso, eles causaram uma maior satisfação entre os participantes.

A interpretação desse estudo exige cautela: o cigarro eletrônico não está totalmente livre de nicotina e possui somente índices baixos da substância. Por isso, estudos de longo prazo ainda podem mostrar os riscos à saúde.

Além disso, a falta de evidências claras sobre os benefícios também é um fator para não ser recomendado pelos médicos.

A pesquisa pode ajudar a desvendar mistérios que cercam o cigarro eletrônico e o normal, contribuindo para se saber a fundo quais sãos os riscos de usar e quais os efeitos a longo prazo, que ainda são desconhecidos.

Leia mais: O que é tabagismo, causas, tratamento, doenças e consequências

E-cigarros x Cigarros comuns

Ambos são considerados um dispositivo de dispensação da nicotina, porém existem algumas diferenças — mas lembre-se que os dois fazem mal para a saúde.

Começando pelo cigarro comum: além da nicotina, em sua composição, podem ser encontrados diversos componentes prejudiciais ao organismo, como alcatrão (cancerígeno), acetona, metanol, mercúrio, formol etc.

Essas substâncias podem causar uma série de doenças respiratórias, vários tipos de câncer, além de doenças cardiovasculares.

Já o cigarro eletrônico é visto com uma maneira mais segura de fumar, mas a diferença é que ele consegue fazer uma nebulização (transformando o líquido em vapor) da nicotina e de mais algumas substâncias. Eles são menos nocivos que o cigarro normal, mas também põe em risco a vida de quem o consome.

Os malefícios que o E-cigarro causa também foram comprovados em duas pesquisas, uma ano passado e a outra ainda neste ano.

No primeiro estudo, pesquisadores americanos descobriram que usuários do E-cigarro apresentam um maior risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC). O estudo comparou fumantes e não fumantes, e o resultado mostrou que os fumantes tinham um risco 29% maior de AVC e 25% mais chances de ter um ataque cardíaco.

Porém, muitas pessoas ainda usam os dois tipos de cigarros, o que pode ser um comportamento agravante, já que, nas análises, o efeito dos usos foi acumulativo.

Na segunda pesquisa, publicada no BMJ Journals ano passado, os cientistas descobriram que o vapor do e-cigarro causa inflamação e prejudica a atividade de células de defesa, que removem partículas perigosas de poeira, bactérias e alérgenos.

Resumindo, os dois tipos de cigarros causam dependência química já que a nicotina chega no cérebro da mesma forma. Para parar de fumar, existem inúmeras formas mais saudáveis e hábitos simples que vão te ajudar nisso:

  • Mantenha-se ocupado com atividades prazerosas.
  • Invista em atividades físicas.
  • Busque auxílio médico.
  • Avise seus familiares sobre sua decisão.
  • Evite lugares onde possa ter pessoas fumando.
  • Evite o consumo de outras drogas, como o álcool.
  • Melhore sua alimentação.
  • Reduza seus níveis de estresse.

Moda entre os jovens e proibição no Brasil

Os cigarros eletrônicos também chegaram para os jovens do Brasil, sendo comum vermos fotos e vídeos nas redes sociais dos adolescentes fumando.

O gosto do cigarro comum não costuma atrair os jovens por ser amargo, mas os e-cigarros podem chamar atenção por serem vendidos em cores chamativas e inúmeros sabores, como morango e tutti-frutti.

Assim, os menores de idade podem ficar expostos às substâncias da nicotina, e isso pode induzir os jovens a fumar o cigarro comum, segundo pesquisa.

Além disso, vale destacar que o E-cigarro é proibido pela Anvisa no Brasil desde 2009.

Os pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, observaram que o cérebro dos jovens que experimentam cigarros eletrônicos poderia ficar mais dependente da nicotina.

E, apesar da pesquisa não ser conclusiva, já dá indícios que uso frequente também expõe ao vício da substância.


A nicotina é considerada uma droga causadora de dependência e pode causar crises de abstinência entre 15 e 20 minutos após fumar.

Não deixe de pedir ajuda, procure um médico!

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Fonte: Reuters

04/02/2019 16:49

Eduardo (Minuto Saudável)

Redator, é estudante de Jornalismo pela Uninter. Escreve notícias sobre saúde e bem-estar.

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