De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, a eclâmpsia ainda é a maior causa de morte materna no Brasil, que são aquelas que acontecem durante a gestação, o parto ou até 40 dias após o nascimento do bebê. 

Entre outras causas, estão também a hemorragia durante o parto, infecções hospitalares e aborto inseguro.

Quer saber mais sobre esse assunto? Então confira o texto abaixo:  

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. O que é eclâmpsia? 
  2. Qual a diferença entre eclâmpsia e pré-eclâmpsia? 
  3. O que é eclâmpsia tardia (puerperal)? 
  4. Qual a pressão normal para uma grávida? 
  5. Quais são as causas? 
  6. Quais as consequências da eclâmpsia? 
  7. Principais sintomas da eclâmpsia
  8. Tratamento: o que fazer? 
  9. Como prevenir a eclâmpsia?

O que é eclâmpsia? 

Tanto se fala sobre isso, mas, às vezes, os termos médicos são difíceis de entender. Afinal de contas, o que é eclâmpsia? 

De maneira bem simples, a eclâmpsia é o agravamento da pré-eclâmpsia que está relacionada ao aumento da pressão e ao excesso de proteína presente na urina durante a gestação. 

É uma condição rara, que se manifesta por meio de convulsões e estados de coma.

Felizmente essa doença tem tratamento e prevenção. 


Porém, se a gestante não for tratada ou atendida a tempo, é possível que a eclâmpsia leve ao óbito o bebê, a mãe ou, em casos mais graves, os dois. 

Por isso, a importância de sempre realizar os exames pré-natais e, em casos de dúvidas, buscar orientação do(a) obstetra que acompanha a gestação.  

Embora a eclâmpsia possa surgir a partir da 20ª semana de gravidez, ela é mais comum no último trimestre, durante o parto, ou até mesmo, no período pós-parto. 

Qual a diferença entre eclâmpsia e pré-eclâmpsia? 

A pré-eclâmpsia é uma condição caracterizada pelo aumento da pressão e dos níveis de proteína na urina durante a gestação. Esse quadro, quando agravado, pode levar a gestante à eclâmpsia que é caracterizada por convulsões. Ou seja, a primeira, quando não é tratada corretamente tende a conduzir à segunda. 

Assim, as grávidas que estão com pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial) devem seguir as orientações médicas para evitar quadros de eclâmpsia (convulsões e até estados de coma).  

O que é eclâmpsia tardia (puerperal)?

Eclâmpsia tardia, também conhecida como eclampsia puerperal, é uma complicação que pode acontecer durante o parto ou em até 4 semanas após o mesmo (esse tempo de recuperação do organismo feminino é chamado de puerpério, dando origem a um dos nomes dessa condição). Essa doença é muito rara, mas pode ser fatal para a mãe.  

A eclâmpsia tardia provoca convulsões, hemorragias no cérebro, falência dos rins, do fígado e do coração e até estados de coma, em casos mais severos. Se a gestante não tiver o atendimento correto nessas situações, ela pode inclusive falecer.  

Essa complicação pode acontecer tanto com mulheres que tiveram uma gestação saudável quanto com aquelas diagnosticadas com pré-eclâmpsia durante a gravidez. 

Um dos fatores que mais dificulta o diagnóstico correto é que os sintomas (dores intensas na cabeça e no estômago, aumento dos reflexos e distúrbios visuais) são facilmente confundidos com outras complicações. 

Quando isso acontece, é necessário que a mulher faça testes de imagem, como a tomografia, para descartar outras suspeitas. 

Qual a pressão normal para uma grávida? 

A pressão ideal durante a gestação varia conforme fatores como o histórico médico e o quadro clínico atual da grávida. Comumente, se a mulher está saudável, o valor de referência para que a gestante seja considerada com quadros de pré-eclâmpsia é um acréscimo de 3cm na pressão máxima e 1,5cm na mínima. 

Além disso, a pré-eclâmpsia pode ser considerada quando a pressão estiver superior a 140/90 mmHg (14 por 9).

Mesmo com esses números de referência, o ideal é conversar com o(a) obstetra que está acompanhado a gestação. Esse (essa) profissional está apto(a) para estimar a pressão arterial ideal para a paciente, tendo como base o histórico médico da mesma. 

Quais são as causas? 

Embora isso ainda não tenha sido bem definido pela medicina, acredita-se que a principal causa da eclâmpsia é a falta de irrigação sanguínea na placenta. 

Quando percebe essa complicação, o organismo da gestante aumenta a pressão arterial do sangue para ele consiga chegar até a placenta, causando quadros de convulsões (eclâmpsia). 

Alguns fatores podem contribuir para que isso aconteça:

  • Obesidade; 
  • Diabetes; 
  • Tabagismo;
  • Gravidez de gêmeos ou mais crianças; 
  • Mulheres que já têm problemas de pressão alta; 
  • Mulheres com menos de 18 anos ou com mais de 40; 
  • Histórico familiar de eclâmpsia; 
  • Doenças renais; 
  • Doenças autoimunes. 

Quais as consequências da eclâmpsia?

Se não for tratada a tempo, a gestante diagnosticada com eclâmpsia pode ter algumas complicações como lesões cerebrais, dificuldade para respirar devido a retenção de líquido nos pulmões e a síndrome de Hellp (caracterizada pela alteração na circulação de sangue, diminuição de glóbulos vermelhos e plaquetas). 

O neném também pode prejudicado, principalmente quando há  a necessidade de adiantar o parto. Nesses casos, ele(ela) pode não ter se desenvolvido corretamente, o que tende a provocar problemas futuros (como doenças respiratórias). 

Principais sintomas da eclâmpsia 

Os principais sintomas que surgem durante a eclâmpsia são: 

  • Convulsões; 
  • Perda de consciência; 
  • Sangramento vaginal; 
  • Dores de cabeça; 
  • Dores musculares; 
  • Arritmia cardíaca (quando o coração bate muito lento ou muito rápido); 
  • Coma. 

Quando a gestante já foi alertada pelo(a) médico(a) em relação à pré-eclâmpsia, esses sinais podem indicar que uma convulsão está se aproximando. 

Também há casos assintomáticos, que acontecem quando a grávida não apresenta nenhum sintoma. Esse é o tipo mais perigoso, já que pega a gestante de surpresa. 

Os exames e o acompanhamento pré-natal são a melhor forma de evitar essas situações. 

Tratamento: o que fazer?

O tipo de tratamento ideal para a eclâmpsia irá depender de outros fatores como o tempo gestacional e o desenvolvimento do neném.  

Se a gestação estiver com mais de 32 semanas ou o bebê estiverem correndo risco de morte, pode-se até mesmo fazer uma cirurgia cesariana de emergência. 

Nas gestações com mais de 37 semanas e o diagnóstico de eclâmpsia, é comum que a equipe médica opte por induzir as dilatações do canal vaginal para que o parto aconteça o quanto antes possível.  

Em casos mais brandos ou quando a gestação não estiver tão avançada, o indicado é usar medicamentos anticonvulsivantes indicados pelo(a) obstetra que acompanha a situação. 

Vale ressaltar que a maioria dos casos de eclâmpsia requer internação hospitalar, para os estados de saúde da mulher e do bebê sejam avaliados corretamente. 

Como prevenir a eclâmpsia?

A forma mais eficaz de prevenir a eclâmpsia é fazer o acompanhamento pré-natal. 

Por meio das consultas, o(a) obstetra que acompanha a gestação pode solicitar exames, medir a pressão gestante e, em casos mais graves, até receitar medicamentos para baixar a pressão sem prejudicar a gravidez. 

Também é importante que a mulher seja honesta com esse(essa) profissional, apresentando o seu histórico médico e o seu quadro clínico atual. 

Ou seja, para a prevenção da eclâmpsia e de outras complicações, deve-se conversar com o(a) obstetra sobre seus problemas de saúde e esclarecer todas as dúvidas.

Algumas atitudes da gestante (principalmente se houver o diagnóstico de pré-eclâmpsia), também podem ajudar: repousar quando for possível, reduzir a quantidade de sal da dieta e medir a pressão com frequência são algumas dicas.    


A eclâmpsia é uma complicação séria mas que felizmente pode ser tratada. 

Os exames pré-natais são a principal forma de prevenção, por isso, é importante que se faça o acompanhamento obstétrico conforme o(a) médico(a) orientar.  A redação do Minuto Saudável traz muitas outras informações sobre gravidez. Acompanhe as nossas postagens!!!


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