O que é Doença do Sono?

A Doença do Sono ou Tripanossomíase Humana Africana (THA), é causada pelo parasita Trypanosoma brucei e transmitida através da picada da mosca Tsé-tsé (Glossina palpalis). A doença é conhecida como “do sono” por conta da inconsciência e o mal estar que causa no paciente.

Quase meio milhão de pessoas são atingidas pela doença anualmente, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Acredita-se que 80% das pessoas infectadas morrem da doença do sono após apresentar os sintomas, como, cansaço, febre alta, convulsões e dor intensa.

Apesar da mortalidade ser alta, há cura para a doença. O número da mortalidade é grande por conta da demora no diagnóstico e também porque o tratamento tem preços elevados.

Índice — neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é Doença do Sono?
  2. Causas e transmissão
  3. Tipos
  4. Ciclo de vida do parasita
  5. Fatores de risco
  6. Sintomas da Doença do Sono
  7. Diagnóstico
  8. Tratamento
  9. Convivendo com o problema
  10. Prevenção

Causas e transmissão

O causador da doença é um parasita conhecido como Trypanosoma brucei, ele é transmitido através da picada das moscas tsé-tsé que são encontradas na África, mais especificamente nas regiões quentes e úmidas espalhadas em 36 países pela África Subsaariana.

A mosca adquire o parasita picando humanos ou animais infectados. Há diversos locais em que o parasita pode se hospedar, como, em humanos e animais, sejam eles domésticos, selvagens ou gado.

Ainda há mais duas formas de transmitir a doença, mas essas não são muito comuns, é a contaminação em laboratórios através de agulhas contaminadas ou a transmissão de mãe para o filho.

Tipos

Os tipos da doença do sono são divididos de acordo com os territórios em que habitam e também por conta da sub espécie de parasita existente na infecção.


Trypanosona brucei gambiense

Essa é a forma mais comum da doença, cerca de 98% dos casos são transmitidos por esse parasita. Nessa situação, o paciente pode passar meses e até mesmo anos sem apresentar nenhum sintoma, causando um estágio avançado da doença ao ser diagnosticado.

Os locais da África afetados com esse parasita, fazem parte da área ocidental e central.

Trypanosona brucei rhodesiense

Essa forma de parasita é encontrada na minoria dos pacientes, causando infecção aguda. Os sintomas são notados semanas ou meses após a transmissão, sendo que a infecção se desenvolve rapidamente atingindo o SNC (sistema nervoso central).

Esse parasita é encontrado na parte oriental e meridional da África.

Ciclo de vida do parasita

O parasita é encontrado na saliva das moscas Aniel e é injetado nos pacientes quando se alimentam de sangue. O T. brucei não invade as células nem assume forma de amastigota mas se alimentam e se multiplica enquanto tripomastigota nos fluidos do corpo, incluindo fluido extracelular e sangue nos tecidos.

A mosca Glossina é infectada pelo parasita quando se alimenta de sangue humano. Em um mês o parasita assume várias formas enquanto se multiplica na mosca, chegando na saliva do inseto.

Fatores de risco

Os locais rurais em que há incidência da doença do sono que possuam a prática de pesca, criação de gado, caça ou ainda tenha agricultura são mais suscetíveis à doença.

Sintomas da Doença do Sono

Os sintomas podem ser separados em dois estágios. O primeiro são com sintomas não específicos, são generalizados, como:

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dor nas articulações.

Os sintomas do segundo estágio são um pouco mais específicos mas ainda assim muito abrangente. Os mais conhecidos são:

  • Sudorese;
  • Mudanças de humor ou comportamento;
  • Convulsões;
  • Ansiedade;
  • Confusão mental;
  • Aumento de linfonodos (ínguas);
  • Distúrbios sensoriais e de coordenação;
  • O sono também é perturbado, durante a noite a pessoa permanece acordado e sente muita vontade de dormir durante o dia.

Se a doença do sono não for tratada, pode trazer sério riscos à saúde e até mesmo se tornar fatal.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser dado por um infectologista ou então por um clínico geral. Como a doença é comum somente em países africanos, é raro pessoas brasileiras serem acometidas. Só é possível caso o paciente tenha viajado para as áreas contaminadas. Se isso ocorrer, é indicado ir em algum Ambulatório do Viajante, que tem em grandes cidades. Esses locais são os mais preparados para atender pacientes nessas condições.

Durante a consulta, o médico fará diversas perguntas para tentar identificar o problema. As perguntas serão voltadas à viagem e aos locais visitados, além de saber sobre os sintomas, incluindo também histórico médico.

O diagnóstico é difícil de ser dado no início da doença, mas é a fase mais fácil de ser tratada, portanto deve ser feita o quanto antes.

Tratamento

O tratamento é feito somente com medicamentos. No primeiro estágio da doença os medicamentos são fáceis de serem usados, pois possuem baixa toxicidade. Já no segundo estágio o medicamento deve ultrapassar a barreira hemato-encefálica a fim de alcançar o parasita, trazendo maiores reações adversas.

No primeiro estágio da doença, os princípios ativos suramina e pentamidina são indicados para o tratamento. Já no segundo estágio, os princípios ativos indicados são NECT, ou nifurtimox-eflornitina que é uma combinação terapêutica sugerida pela OMS.

Os medicamentos indicados para o tratamento são:

Apesar de ser apontado no texto, jamais utilize esses medicamentos sem auxílio e indicação médica.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo com o problema

Uma das principais complicações da doença é o sono que o paciente sentirá durante o dia por ter problemas de dormir durante a noite, podendo ocorrer, até mesmo, danos no sistema nervoso central, coma e até morte.

Quanto antes for diagnosticada, mais chance o paciente tem de sobreviver à doença. Quando os sintomas agravam, a situação de saúde do paciente se agrava junto. De uns anos para cá, o número da doença diminuiu e a Organização Mundial da Saúde firmou parcerias com indústrias, e fundações farmacêuticas para que mais informações possam ser descobertas sobre a doença. Quando algo novo é descoberto, é enviado aos países que mais sofrem com o parasita.

Prevenção

A prevenção é evitar os locais que sejam contaminados e se proteger contra as picadas da mosca tsé-tsé. As roupas tem função importante, é indicado utilizar roupas grossas e de manga comprida para que a mosca não tenha acesso à pele.

Saiba mais dicas de como se prevenir das moscas:

  • Utilizar repelente;
  • Utilizar telas protetoras;
  • Usar aparelho elétricos luminosos que atraem e matam as moscas;
  • Fazer a destruição das populações desse tipo de mosca é eficaz para a erradicação da doença.

Compartilhe esse texto com seus amigos e familiares para que eles também fiquem informados sobre a doença. Apesar de que a infecção não ocorra no Brasil, é importante saber para auxiliar pessoas que possam ter viajado para a África e tenham algum sintoma da doença do sono.


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