O que é o DIU?
O Dispositivo Intra-Uterino (DIU) é um método contraceptivo de longa duração com grande eficácia. Ele é reversível, isto é, depois de retirar o aparelho, a fertilidade da mulher volta ao normal e ela pode utilizar novamente.
Este método vem ganhando muita popularidade entre as mulheres devido à sua facilidade e praticidade. A procura para colocar DIU em São Paulo e em outras regiões do Brasil vem aumentando cada vez mais, segundo especialistas.
Existem 2 tipos de DIU: o de cobre e o hormonal, também conhecido como DIU de Mirena ou SIU (Sistema Intra-Uterino). Ambos possuem eficácia parecida e não causam efeitos colaterais graves.
Os dispositivos são um pequeno pedaço de plástico no formato de um T ou de uma ferradura que são inseridos dentro da cavidade uterina da mulher. Eles atuam na região criando um ambiente hostil para os espermatozoides e impedindo a fertilização.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os DIU’s são considerados como um dos métodos contraceptivos reversíveis, de longa duração mais seguros e eficazes. Ao contrário da pílula, com o DIU não existem esquecimentos, já que o aparelho é colocado dentro do útero.
Por isso, seu uso é incentivado para que se promova o controle do número de gestações indesejadas de maneira mais fácil e eficiente.
Vale lembrar que o DIU não protege contra DSTs. Trata-se de um método contraceptivo, isto é, para evitar a gravidez.
O DIU é um método contraceptivo que vem sendo cada mais utilizado pelas mulheres no Brasil e no mundo, graças a maior informação sobre o método e a quebra de alguns mitos antigamente relacionados ao uso do DIU.
Por isso, descubra mais sobre o dispositivo no texto a seguir e aproveite a oportunidade para tirar suas dúvidas. Boa leitura!
Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:
- O que é o DIU?
- Para que serve?
- Tipos
- Comparativo entre o DIU hormonal e não hormonal
- Como funciona?
- Quem pode colocar?
- Como é colocado?
- Como o DIU é retirado?
- Vantagens e desvantagens
- Contraindicações
- Complicações
- Preço
- Comparação entre o SIU e a pílula anticoncepcional
- Perguntas frequentes
Para que serve?
O DIU é um método contraceptivo eficiente e de longa duração. Serve para prevenir a gravidez indesejada, mas não oferece proteção contra DSTs. Depois de colocado, tem validade de alguns anos, dependendo do tipo de DIU.
O DIU de cobre é o que dura mais tempo: 10 anos. Já o DIU hormonal, Mirena, ou também SIU, dura por volta de 5 anos.
Tipos
Existem, de modo geral, apenas 2 tipos de DIU. Ambos têm o mesmo objetivo, impedir a gravidez indesejada, mas o modus operandi de cada um é diferente. Entenda:
DIU de cobre
É feito de plástico e é revestido com cobre, ou cobre e prata. O cobre é liberado em pequenas quantidades, causando algumas alterações no endométrio (tecido que recobre a parte interna do útero), no muco e na motilidade das trompas.
Dessa maneira, o que acontece é um leve processo inflamatório que não faz mal ao organismo, mas que torna a região hostil aos espermatozoides. As chances de engravidar com o DIU de cobre são de aproximadamente 0,7%.
Além disso, o DIU de cobre é considerado um dos métodos contraceptivos emergenciais mais eficazes da atualidade. Se colocado dentro de um período de 120 horas (aproximadamente 5 dias), ele garante até 99% de sucesso, já que, nesse meio tempo, ele tem a possibilidade e impedir a nidação e, com isso, a gravidez.
DIU hormonal/Mirena ou SIU
Diferentemente do DIU de cobre, o SIU contém levonorgestrel, um tipo de progesterona, um hormônio produzido naturalmente pelo corpo.
O sistema libera esse hormônio em uma taxa constante e em quantidades pequenas (aproximadamente 20mcg a cada 24 horas). Essa liberação hormonal pode ser absorvida pela corrente sanguínea, mas normalmente se restringe ao útero.
Ela promove o espessamento do muco normal do canal cervical (abertura para o útero), de forma a impedir a passagem do espermatozoide, impedindo a fertilização, além de promover os mesmos processos inflamatórios que ocorrem no DIU de cobre.
De acordo com a bula do DIU de Mirena, aproximadamente dois terços das mulheres que fazem uso desse sistema apresentam um bloqueio de menstruação. As chances de engravidar usando o SIU são de aproximadamente 0,2%.
Comparativo entre o DIU hormonal e não hormonal
A carga hormonal dos métodos é:
- DIU hormonal: 52mg de levonorgestrel, sendo liberados 20mcg por dia;
- DIU não hormonal: não possui hormônios.
Quanto ao risco de engravidar:
- DIU hormonal: 0,2%;
- DIU não hormonal: 0,7%.
Já os efeitos colaterais incluem:
- DIU hormonal: suspensão da menstruação;
- DIU não hormonal: aumento do fluxo menstrual e cólicas mais fortes.
Entre as vantagens:
- DIU hormonal: reduz o fluxo menstrual e beneficia mulheres com endometriose;
- DIU não hormonal: dura mais tempo, é mais barato, pode ser usado como método contraceptivo de emergência.
Há indicações:
- DIU hormonal: para mulheres com endometriose, na menopausa ou com dismenorreia (fluxo menstrual forte e doloroso);
- DIU não hormonal: para mulheres que tiveram câncer de mama e não tem problemas com o fluxo menstrual
E contraindicações:
- DIU hormonal: quem teve câncer de mama nos últimos 5 anos ou possui doenças hepáticas
- DIU não hormonal: mulheres alérgicas à cobre ou com alguma disfunção no metabolismo dessa substância
Cada um em um tempo de validade:
- DIU hormonal: 5 anos;
- DIU não hormonal: 5 a 10 anos.
Como funciona?
O DIU é um método contraceptivo que funciona impedindo que o espermatozoide fecunde o óvulo. Este método não protege contra DSTs, mas busca simplesmente impedir a fertilização e a gravidez.
Basicamente, o aparelho cria um ambiente hostil para os espermatozoides, evitando sua chegada até as tubas uterinas, ou então tendo efeito espermicida.
O útero reage ao dispositivo como um corpo estranho, provocando uma reação inflamatória que interfere na migração dos espermatozóides, na fertilização e no transporte do óvulo. Isso impede que ele, quando fecundado, se fixe na parede do útero — processo conhecido como nidação.
Os dois tipos de DIU disponíveis no mercado se diferenciam entre si devido a algumas particularidades. Entenda:
DIU de cobre
O cobre liberado no interior do útero provoca uma reação inflamatória local, responsável por alterar o pH e as prostaglandinas do útero, tornando-o um ambiente hostil aos espermatozoides. Além disso, o cobre diminui a motilidade das tubas uterinas, dificultando o transporte do óvulo ao longo das tubas uterinas em direção ao útero.
DIU hormonal
O DIU hormonal libera o levonorgestrel (tipo de progesterona) em uma taxa constante, promovendo o espessamento do muco no canal cervical, impedindo a passagem do espermatozoide, além de deixar o endométrio mais fino. Também atua alterando o pH e as prostaglandinas do interior do útero, servindo com um método de barreira, ao tornar o ambiente intra-uterino hostil à fecundação.
Quem pode colocar?
A colocação do DIU é indicada para mulheres que procuram por um método de contracepção efetivo, por um longo período de tempo e de forma reversível.
É um dos métodos mais recomendados para o período de aleitamento materno, já que não interfere na lactação.
Além disso, seu uso é recomendado para mulheres de todas as idades, incluindo adolescentes, mulheres que não tiveram filhos e na pós menopausa inicial (caso a mulher realize reposição hormonal).
O DIU, no passado, era contraindicado para mulheres não tinham filhos pelo tamanho menor do útero e risco teórico maior de complicações. Hoje, porém, existem diversos tamanhos de DIUs disponíveis no mercado, além dos estudos mostrarem que os riscos de complicações são similares entre as mulheres .
Como é colocado?
O DIU geralmente é colocado no próprio consultório médico, não havendo necessidade de cirurgia ou hospitalização.
Com o uso de um espéculo, aparelho usado para afastar as paredes do canal vaginal, o ginecologista faz uma limpeza do colo do útero com um produto antisséptico a fim de prevenir infecções. O médico, então, introduz o dispositivo pelo canal vaginal até o útero. Os fios de remoção do aparelho ficam no fundo do canal vaginal.
Esse processo dura entre 10 e 15 minutos e pode ser colocado em qualquer momento do ciclo. Entretanto, o momento considerado ideal para colocação do aparelho é durante a menstruação, pois o colo uterino se encontra ligeiramente mais dilatado.
Depois de colocado, a mulher deverá voltar ao ginecologista 1 mês após a colocação para verificar sua localização. Também é indicado fazer um acompanhamento médico uma vez por ano para assegurar-se de que o DIU se encontra no lugar certo.
Preparos antes da colocação
Antes de inserir o DIU, a paciente deverá realizar um ultrassom transvaginal, avaliação quanto a presença de DST’s e a existência de uma gravidez.
O ultrassom tem o intuito de saber se a mulher possui pólipos ou miomas uterinos, bem como o formato do útero. Nesses casos o implante pode não ficar bem posicionado, o que pode acontecer também se o útero for muito grande.
Como o DIU é retirado
Assim como na colocação, a remoção é feita no próprio consultório médico. Ela se resume a puxar o fio acoplado ao dispositivo. Nos casos em que o DIU se desloca dentro da cavidade uterina, o médico pode fazer uso de uma pinça ou escova ginecológica para encontrá-lo e retirá-lo.
Caso o DIU perfure o miométrio, músculo do útero, é necessário fazer um procedimento cirúrgico para removê-lo.
Vantagens e desvantagens
Entre as desvantagens estão:
- Pode causar o aparecimento de anemia devido às menstruações mais longas e abundantes que o dispositivo pode provocar (DIU não hormonal);
- Causa risco de infecção no útero (aproximadamente 1%);
- Aumenta os riscos de gravidez ectópica;
- Existe um pequeno risco de perfuração no útero (1 a cada 1000);
- Pode causar reações alérgicas, embora muito raras;
- O dispositivo pode sair do lugar por conta própria.
Mas as vantagens incluem:
- É um método prático e de longa duração, podendo durar de 5 a 10 anos;
- É reversível! Você pode escolher tirar o dispositivo e manterá as chances de engravidar;
- Quando usado corretamente, é 99% efetivo;
- Você não precisa se preocupar de ter esquecido de se proteger, como na pílula anticoncepcional;
- Não afeta a amamentação;
- Não atrapalha o sexo;
- A versão em cobre não contém hormônios;
- O DIU de cobre pode ser usado como um método contraceptivo emergencial;
- O Mirena possui uma quantidade muito pequena de hormônios, diminuindo seus efeitos colaterais.
Contraindicações
Existem algumas restrições de uso. Em alguns casos as contraindicações são absolutas, isto é, não se deve usar o DIU de maneira alguma, enquanto outras são relativas.
Converse com seu médico sobre a sua situação e confira as listas a seguir para já ter uma ideia do que falar com o médico.
Contraindicações absolutas
- Gravidez suspeita ou confirmada;
- Infecção pélvica aguda ou subaguda;
- Cervicite aguda (inflamação do colo do útero);
- Má-formação uterina que impeça a colocação do DIU, como útero bicorno ou didelfo;
- Suspeita ou presença de neoplasia uterina (tumor maligno no útero);
- Sangramento genital de origem desconhecida.
Contraindicações relativas
- Inflamações pélvicas recorrentes;
- Histórico de aborto séptico ou endometrite pós-parto nos 3 primeiros meses antes da colocação;
- Anomalias na cavidade intrauterina incompatíveis com a permanência do DIU;
- Estenose (estreitamento) do canal cervical;
- Hipermenorreia (menstruação anormalmente longa) ou dismenorréia (menstruação anormalmente curta) intensa – DIU não hormonal;
- Alterações de coagulação (discrasias sanguíneas) – DIU não hormonal;
- Alterações no metabolismo do cobre, como a Doença de Wilson – DIU não hormonal;
- Alergia ao levonorgestrel – DIU hormonal.
Efeitos colaterais
Antes de colocar o DIU, você deve conversar bastante com o seu ginecologista sobre sua situação e decidir com ele se esse método é o mais adequado para você.
Podem ocorrer alguns efeitos colaterais depois da colocação do dispositivo, como:
- Contrações ou dores uterinas (mais frequentes em mulheres que nunca tiveram filhos);
- Pequena hemorragia após a colocação;
- Desmaio;
- Corrimento vaginal.
Outra coisa que o DIU de cobre pode fazer, é deixar as menstruações mais longas e mais intensas. A dor das cólicas menstruais é outro fator que pode se intensificar.
Esses efeitos, entretanto, só acontecem com algumas mulheres e normalmente desaparecem depois de algumas semanas após a colocação.
O DIU hormonal, por outro lado, pode provocar a redução ou ausência do fluxo menstrual. Para algumas mulheres, isso seria mais um benefício do que algo ruim, mas acontece que ele também pode provocar pequenas saídas de sangue menstrual, denominadas de spotting, ou sangramento de escape.
Além disso, ele pode causar dores de cabeça, dor e tensão mamária, retenção de líquidos e cistos no ovário.
Período de adaptação
É muito comum que as cólicas aumentem depois da colocação do DIU. Entretanto, elas são facilmente contornáveis com o uso de medicamentos receitados pelo ginecologista. Portanto, não é necessário um período de recuperação e a paciente já sai do consultório livre para voltar às suas atividades.
A partir daí, a paciente deve somente voltar a fazer consultas regulares para avaliar se o aparelho se encontra na posição correta até que chegue o momento de retirá-lo.
Riscos
Não existem muitos riscos relacionados a colocação do DIU. O procedimento de colocação desse aparelho é simples e a paciente pode voltar às atividades normais no mesmo dia. Entretanto, o procedimento é delicado e algumas complicações, como a perfuração do útero, podem acontecer.
Perfuração do útero
Esse problema pode acontecer quando o DIU é implantado. No momento da colocação, é possível que o dispositivo acabe entrando no miométrio, a camada média da parede uterina.
Em casos mais graves, o DIU pode migrar para a cavidade abdominal nestes casos, é possível gravidar, já que o dispositivo não estará agindo no útero, por isso, a importância do seguimento ginecológico após a inserção do DIU.
Expulsão do DIU
Algumas vezes, o útero pode acabar expulsando o DIU, pois o reconhece como um corpo estranho. É exatamente por esse motivo que se deve fazer uma consulta 1 mês depois da colocação: para ver se ele não se encontra fora do lugar.
Gravidez ectópica
A gravidez ectópica é quando o feto se desenvolve fora do útero, em outros lugares, como nas tubas, onde é mais comum, ou então no colo do útero e na cavidade abdominal. Isso acontece porque, depois da colocação do DIU, as tubas uterinas podem diminuir a mobilidade, aumentando as chances de uma gestação ectópica.
Cistos
Pode haver o surgimento de cistos ovarianos em consequência da colocação do DIU. Apesar disso, esses sintomas costumam diminuir e desaparecer sem a necessidade de tratamentos.
Gravidez com DIU
Como todo método contraceptivo, o DIU não é 100% eficaz. Por isso, mesmo sendo baixas, as chances de gravidez existem! Nesses casos, é recomendado fazer um ultrassom para realizar a retirada do dispositivo.
Vale lembrar que o dispositivo pode aumentar muito discretamente as chances de aborto.
Preço
O DIU de cobre pode ser adquirido em qualquer farmácia por R$150,00 a R$450,00. Já os DIUs hormonais custam entre R$800,00 e R$1.000,00. O preço da sua colocação pode ser de até R$1.000,00 – R$ 5.000, dependendo do médico.
Entretanto, o DIU de cobre é oferecido de graça pelo SUS em maternidades e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para as mulheres no pós-parto ou no pós-abortamento. Quando colocado no pós parto, o DIU pode ser inserido até 10 minutos após a saída da placenta, mas ainda ficará disponível para a mulher por até 48 horas.
Se não for colocado dentro desse prazo, a mulher deve esperar 40 dias para fazer uma nova inserção. Nos casos de pós-aborto, o DIU deve ser colocado depois da curetagem.
Comparação entre o SIU e a pílula anticoncepcional
A principal diferença entre o DIU hormonal e a pílula está na quantidade de hormônio liberado no corpo. Enquanto o DIU libera por volta de 0,2mcg por dia, a pílula possui uma dosagem de aproximadamente 1mg.
Dessa forma, a pílula anticoncepcional possui muito mais hormônios do que o DIU. Além disso, como os hormônios do DIU se concentram no útero e são minimamente absorvidos pela corrente sanguínea, seus efeitos colaterais são bem menores quando comparados as pílulas.
Perguntas frequentes
Posso usar o DIU se eu nunca tiver engravidado?
Sim! Segundo uma revisão da Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia), o que se sabe é que mulheres que nunca engravidaram apresentam dores mais intensas e maior dificuldade técnica na inserção do DIU.
Entretanto, não há risco de infertilidade, perfuração ou inflamação pélvica, nem risco maior de expulsão, quando comparadas as mulheres que já engravidaram.
Atualmente, a recomendação é que métodos de longa duração deveriam ser a primeira escolha para mulheres jovens e adolescentes, devido a taxa elevada de gestação não planejada nesta idade, além da má adesão ao uso correto das pílulas anticoncepcionais.
O DIU causa o aborto?
Não! O DIU é um método contraceptivo, isto é, impede a concepção, ou seja, o encontro do espermatozóide com o óvulo. Portanto, ele nem deixa a gravidez ocorrer.
O DIU afeta a ovulação?
O DIU não altera a ovulação. Mesmo o DIU hormonal não possui esse efeito, já que as doses de hormônio liberada pelo dispositivo são muito baixas para ter alguma interferência no processo ovulatório.
Sendo assim, sintomas como retenção de líquido e inchaço, comuns do período pré-menstrual da chamada fase-lútea, continuarão a acontecer mesmo depois da colocação do DIU.
Dói para colocar?
De modo geral, a maioria das mulheres toleram bem a colocação do DIU, sentindo uma leve dor na sua colocação.
Um dos pontos que podem causar dor durante a colocação é o fato do médico precisar pinçar uma parte do útero para que o dispositivo fique bem colocado.
Para evitar esses efeitos, muitos médicos optam pelo uso da anestesia. Entretanto, a dor é bastante variável e depende de cada mulher.
Acontece também de algumas mulheres sentirem dor e tontura após a inserção, mas esses efeitos costumam desaparecer depois de um curto intervalo de repouso.
É possível sentir a presença do DIU durante a relação sexual?
Não! É muito difícil que isso ocorra, porque o DIU fica dentro do útero e não no canal vaginal, que é onde a penetração ocorre.
Se você e seu parceiro sentirem a presença do DIU durante o ato sexual, o que é muito difícil, consulte um médico para ver se o dispositivo se encontra no local certo.
Alguns parceiros podem sentir o fio de remoção do DIU, mas isso não é comum. Quando isso ocorre, não costuma causar problemas nem dor no parceiro e o médico poderá cortar o fio em um tamanho menor.
Como fica o sangramento depois da inserção?
Depende do tipo de DIU que você colocar.
O DIU de cobre é mais propenso a causar um aumento de sangramento mensal. Isso normalmente ocorre por conta do processo inflamatório local que pode levar ao aumento da intensidade do fluxo menstrual.
Já no caso do DIU hormonal, o hormônio liberado pelo dispositivo faz com que a parede intrauterina se torne mais fina. Isso pode causar mudanças na menstruação, fazendo com que você tenha tanto períodos sem menstruar, quanto períodos com sangramento discreto e intervalos mais curtos entre eles. Depende de caso a caso.
O mais comum no caso do DIU hormonal é a diminuição do fluxo ou ausência total dele. Depois da colocação, as mulheres podem ter escape (pequeno sangramento) não previsto, que normalmente desaparece após os primeiros meses de uso.
Caso esses sangramentos não desapareçam, você deve procurar o médico ginecologista para verificar se o sangramento não está ligado a outra causa.
O DIU pode sair ou ficar preso no útero?
Sim, mas esse tipo de fenômeno é muito raro. Às vezes, as contrações musculares do útero durante a menstruação podem tirar o DIU do lugar e até mesmo causar sua expulsão. Muito raramente, pode haver a perfuração da parede do útero.
Caso haja algum sangramento fora do normal, dor ou desconforto, o médico ou profissional da área deve ser informado o mais rápido possível.
É seguro usar absorventes internos durante a menstruação se eu estiver usando DIU?
Sim! Não há nenhum problema em utilizar absorventes internos ou coletores menstruais enquanto faz uso do DIU. Isso porque o aparelho se localiza dentro do útero, enquanto o absorvente e coletor menstrual ficam dentro do canal vaginal. Assim, não há contato entre as duas regiões.
O único cuidado a ser tomado é ao manipulá-los. Deve-se ter atenção para não puxar acidentalmente os fios de remoção do DIU. Eles geralmente são muito curtos e localizados no fundo do canal vaginal, mas vale a atenção.
Posso usar o DIU por mais tempo que o recomendado?
O tempo de uso recomendado para o DIU de cobre é de 10 anos. O do DIU hormonal é de 5. Após esse tempo, o aparelho deve ser substituído por um novo dispositivo.
Depois de uma cesariana, quanto tempo tenho de esperar para colocar o DIU?
O DIU pode ser inserido durante a cesariana, no momento seguinte ao nascimento do bebê e a retirada da placenta, antes da sutura da parede do útero. Pode ainda ser colocado passados os 40 dias do parto.
Posso amamentar enquanto estiver usando o DIU?
Não há nenhuma contraindicação em relação à amamentação e o uso do DIU.
O DIU afeta a fertilidade?
Não! Se você quiser ter filhos após ter tirado o DIU, você tem 85% de chances de engravidar após 1 ano da retirada do aparelho.
Usando o DIU eu posso deixar de usar a camisinha?
Definitivamente não! O DIU não passa de um método anticoncepcional. Ele não te protege contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Então, mesmo com o DIU, continue usando camisinha.
Qual a possibilidade de engravidar usando o DIU?
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o DIU é um dispositivo bastante eficaz para evitar a gravidez. De acordo com a organização, o DIU de cobre tem 0,8% de chances de gravidez, enquanto o DIU hormonal Mirena expõe a mulher a uma chance de engravidar de 0,2%.
O DIU pode ser usado como um método de contracepção emergencial?
Sim! O DIU de cobre é um excelente método de contracepção emergencial. Se você colocá-lo num intervalo de 120 horas (aproximadamente 5 dias) após a relação sexual, ele pode ter eficiência de até 99%! Alguns especialistas dizem que é o método de contracepção emergencial mais efetivo que existe.
O bom de usar o DIU de cobre como método de emergência é que você passa a ter um contraceptivo de longo prazo a partir da sua colocação. Como dito anteriormente, o DIU de cobre tem validade de até 10 anos!
O DIU é um dos métodos contraceptivos mais seguros da atualidade. Seu uso traz poucos riscos, mas vale lembrar que não protege contra DST’s.
Você usa DIU? Conhece alguém que quer usar? Então envie este texto para ajudá-la a tirar suas dúvidas!
Fontes consultadas
Dra. Camila Bonacordi
Médica ginecologista e obstetra, especializada em cirurgia ginecológica minimamente invasiva.