O crupe, conhecido como Síndrome de Crupe ou laringotraqueobronquite pelos (as) médicos (as), pode ser facilmente confundido por leigos com uma gripe ou resfriado. Contudo, os sintomas da doença são bem característicos, o que facilita aos (às) médicos (as) o diagnóstico.

Com a chegada da Covid-19, especialmente de algumas variantes do vírus, o crescimento dos números de crupe aumentaram de forma significativa, acendendo assim o alerta dos (as) profissionais.

Para saber como identificar a condição, quais são seus sintomas e quais tratamentos são recomendados, continue acompanhando o artigo.

Índice – Neste artigo, você vai encontrar:

  1. O que é e o que causa crupe (laringotraqueobronquite)?
  2. Tipos de crupe
  3. Grupos de risco
  4. Quais são os sintomas de crupe (laringotraqueobronquite)?
  5. Como diagnosticar?
  6. Crupe (laringotraqueobronquite) e Covid-19: qual é a relação?
  7. Difteria e traqueíte: qual a diferença?
  8. Como tratar crupe (laringotraqueobronquite)?
  9. Como prevenir o crupe (laringotraqueobronquite)?

O que é e o que causa crupe (laringotraqueobronquite)?

O crupe, ou laringotraqueobronquite, é uma síndrome infecciosa que acomete as vias áreas superiores. A infecção pode ser causada tanto por vírus, como o da Influenza ou o da Covid-19, quanto por bactérias, como Staphylococcus e Streptococcus.

Esses microrganismos causam uma inflamação que gera produção de muco, causando assim a obstrução da passagem de ar e dificuldade para respirar.

Tipos de crupe

Existem dois tipos de crupe, a viral, causada por vírus, e a bacteriana, causada por bactérias. Ambas são transmitidas por secreções nasais (rinorreia) e por gotículas projetadas por espirros e tosse, por exemplo. A seguir, você confere um pouco mais sobre as diferenças entre cada uma:

Viral

Causada pelos vírus do Sarampo, da Covid-19 e da Influenza, por exemplo, a crupe viral ou laringotraqueobronquite, acomete tanto a traquéia, quanto a laringe. É mais comum do que a do tipo bacteriana e o tempo de duração pode chegar a 14 dias em casos mais graves.


Bacteriana

Também conhecida como difteria, a crupe causada por bactérias, especialmente pelas cepas Staphylococcus e Streptococcus, acomete a traquéia especificamente.

Grupos de risco

Apesar de ser mais comum em crianças entre 6 meses e 3 anos, pois as vias aéreas delas são menores, é possível que outras faixas etárias, como os adultos, também contraiam a doença quando expostas à ela.

As crianças são o principal grupo de risco do crupe por terem vias aéreas menores.

Quais são os sintomas de crupe (laringotraqueobronquite)?

Os sintomas de crupe são bem característicos, mas podem ser confundidos com uma gripe, pois o início da infecção é marcado por nariz escorrendo, tosse e febre baixa. Contudo, conforme a doença avança, os seguintes sintomas podem surgir:

  • Dificuldade para respirar;
  • Tosse frequente;
  • Rouquidão na voz;
  • Obstrução da passagem de ar e, consequentemente, oxigenação baixa;
  • Febre alta;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Cansaço;
  • Pontas dos dedos azulados ou arroxeados;
  • Chiado ao respirar.

Em casos graves, que não foram tratados e diagnosticados a tempo, o crupe pode causar parada cardíaca e insuficiência respiratória. Portanto, se você está com algum dos sintomas acima, procure imediatamente ajuda médica! Não espere os sintomas se agravarem para buscar atendimento profissional.

Como diagnosticar?

Além de levar em consideração os sintomas manifestados pelo (a) paciente, o (a) médico (a) pode solicitar alguns exames para confirmar o diagnóstico.

Radiografias Anteroposterior (AP) e da lateral do pescoço são comumente recomendadas para esse caso.

É somente a partir do diagnóstico que é possível estipular um tratamento, pois é preciso tratar não apenas os sintomas da doença, mas sua causa também.

Leia também: O que é e o que causa a Síndrome Inflamatória Multissistêmica

Crupe (laringotraqueobronquite) e Covid-19: qual é a relação?

Com a explosão de casos das variantes Delta e Ômicron, o número de casos de cupre (laringotraqueobronquite) causados pela Covid-19 aumentaram de forma expressiva em diversos países, levando a uma preocupação por parte dos (as) cientistas e médicos (as).

Segundo especialistas, essa combinação de infecções é perigosa e merece muita atenção, pois há o risco de comprometimento dos pulmões e grande parte dos casos necessita de cuidados em UTI.

Difteria e traqueíte: qual é a diferença?

Difteria é o nome dado à crupe causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae. Rara, a infecção atinge as amídalas, faringe, laringe, a região nasal e, até mesmo, as mucosas.

Já no caso da traqueíte, que também é rara, o agente etiológico também é bacteriano. Ela acomete especificamente laringe, brônquios e traquéia. 

Há evidências de que haja coinfecção entre ela e os vírus influenza, parainfluenza e enterovírus, ou seja, a infecção por alguns vírus favorece o desenvolvimento da traqueíte. A condição exige internamento como prevenção às diversas complicações que causa.

Como tratar crupe (laringotraqueobronquite)?

O tratamento varia de acordo com o tipo de crupe, se ela é viral ou bacteriana, e com o estado atual do (a) paciente.

No caso de infecção bacteriana, antibióticos, como eritromicina, e medicamentos para amenizar os sintomas podem ser prescritos pelo (a) médico (a). 

Contudo, se a infecção for viral, pode haver a recomendação de medicamentos para aliviar os sintomas, como antitérmicos.

Em caso de desconforto acentuado para respirar, fármacos corticoides, como a dexametasona, podem ser administrados com orientação médica para amenizar a inflamação das vias aéreas superiores, prevenir e encurtar o tempo de hospitalização. 

Além disso, hidratação constante, nebulização e repouso são fundamentais para uma boa recuperação e fazem parte do tratamento para ambos os casos.

Como prevenir o crupe (laringotraqueobronquite)?

A melhor forma de prevenir a doença é completando o esquema vacinal básico, com as vacinas que estão em nossa carteirinha da infância. No caso da infecção bacteriana, a vacina tríplice bacteriana (DTP) é a que protege da condição e deve ser aplicada em bebês com 15 meses e reforçada aos 6 anos de idade. 

Caso você não tenha se vacinado na infância, ou não tenha certeza, procure o posto de saúde para completar seu esquema vacinal e prevenir diversas doenças. 

A vacinação contra a Covid-19 em crianças também é uma forma de evitar o desenvolvimento da doença e, consequentemente, da combinação perigosa de  crupe e Covid-19.

Evitar locais fechados e com aglomeração nas épocas mais frias do ano e higienizar as mãos frequentemente e não levá-las aos olhos, boca e nariz são algumas das formas de prevenir a infecção. 

Completar o esquema vacinal é uma das formas de prevenir diversas doenças, inclusive o cupre.

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