Aquele chopp ou drink com os amigos pode trazer malefícios para sua saúde, dependendo da sua genética. Isso porque a ingestão de álcool, mesmo que moderada, aumenta o risco de pressão alta e derrame.

O estudo mostrou que a pressão arterial aumentou e o risco de derrame subiu para 35% em quem consumiu 4 ou mais doses de álcool por dia.

Já as pessoas que consumiram entre 10 e 20 gramas de álcool diariamente (o que é considerado um consumo baixo ou moderado) tiveram cerca de 15% a mais de chances de terem um acidente vascular cerebral (AVC).

Para o desenvolvimento do estudo, os pesquisadores utilizaram fatores genéticos que podem determinar o quanto o consumo regular de álcool é prejudicial para a saúde do indivíduo.

Os participantes responderam relatórios indicando a quantidade ingerida e em qual frequência. As perguntas também abordaram temas como atividades físicas e tabagismo.

A pesquisa foi publicada na revista The Lancet. Pesquisadores das Universidades de Oxford, Pequim e da Academia Chinesa de Ciências Médicas estudaram mais de 160 mil pessoas durante 10 anos.

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A preocupação é global

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,3 bilhões de pessoas em todo o mundo consomem álcool com uma ingestão média de 33 gramas por dia.


Ainda de acordo com a entidade, a Europa é o continente que mais consome álcool e há uma projeção para que a ingestão em todo o mundo aumente nos próximos 10 anos.

Em todo o mundo, as bebidas destiladas são as mais consumidas (44,8%). A cerveja vem em segundo lugar (34,3%), seguida do vinho (11,7%).

O Centro de Informação sobre Saúde e Álcool (CISA) indica que, no Brasil, as mulheres bebem, em média, 2,4 litros por ano, contra 13,4 litros consumidos pelos homens.

Pesquisas já comprovaram que beber pode levar a doenças como: câncer, anemia, problemas no coração, no fígado e pâncreas, além de estar relacionado com a osteoporose e danos aos neurônios.

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Esse estudo comprovou que não existem níveis seguros para o consumo de álcool. Quando se fala sobre bebidas alcoólicas a recomendação é: quanto menos, melhor para a saúde.

Fonte: Reuters


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1 comentário

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  1. Acredito que tudo que altera a quimica cerebral faz mal.

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