Muitas pessoas sofrem com a queda de cabelo, o que gera muito incômodo, especialmente às mulheres. Porém, esse problema pode ter diferentes causas e é preciso de auxílio médico para um diagnóstico correto.

Em alguns casos, pode se tratar de calvície feminina. Uma condição grave, que precisa de tratamentos para que seus efeitos sejam controlados.

Nesse caso, não se trata de uma queda capilar comum, mas sim de uma doença. Entenda melhor o que caracteriza essa condição, quais são as suas causas e os possíveis tratamentos:

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. O que é calvície feminina? 
  2. Quais as causas?
  3. Idade tem relação com a calvície feminina?
  4. Queda de cabelo na frente da cabeça é calvície feminina?
  5. Tratamento: o que ajuda a parar a queda de cabelo?
  6. Qual o melhor remédio para calvície feminina?
  7. Existe medicamento caseiro?
  8. Como disfarçar a queda de cabelo?

O que é calvície feminina?

A alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície, é uma condição que pode afetar tanto homens quanto mulheres. Esse problema se caracteriza por uma grande perda na quantidade de fios.

O termo “andro” se refere ao hormônio masculino, porém, em grande parte dos casos os níveis hormonais se mantêm normais no exame de sangue. De forma que a causa costuma estar atrelada às questões genéticas — ou a outras mudanças hormonais (como aumento dos níveis de estrogênio na menopausa).

Em geral, quando se trata das mulheres, a calvície atinge em torno de 5% dessa população.

Nesse caso, os sinais costumam ser o afinamento dos fios e a queda excessiva, em especial na região central da cabeça — deixando áreas do couro cabeludo visíveis. 


Muitas vezes, o problema se manifesta durante a adolescência, por conta do grande salto hormonal. A partir desse momento, em cada novo ciclo do cabelo, os fios tendem a ficar progressivamente mais finos e fragilizados.

Sendo assim, diferente do que algumas pessoas pensam, nem toda queda capilar é classificada como calvície. Considerando que esse problema tem sua origem relacionada, principalmente, com a genética e não tem cura, apesar de poder ser tratado e controlado.

Ou seja, é diferente de uma queda capilar causada por conta de falta de nutrientes, altos níveis de estresse, uso de medicações ou outros fatores.

Quais as causas?

A causa principal da calvície feminina está relacionada com fatores hereditários, ou seja, genéticos. Porém, não raros são os casos em que fatores hormonais contribuem para o aparecimento desse problema.

Nesse caso, diferente da calvície masculina, não se trata de um problema envolvendo a testosterona. Mas sim as mudanças hormonais naturais do organismo feminino, como o aumento de estrogênio na menopausa. Ou, ainda, a queda hormonal após a gestação e as alterações comuns da puberdade.

Entenda melhor porque o problema ocorre em cada um dos casos — questões genéticas ou problemas hormonais:

Genética

Como mencionado, o fator genético é a principal causa da calvície feminina. Trata-se de uma herança polimórfica — ou seja, que tem diferentes origens. Sendo assim, é difícil saber a origem exata dessa questão genética.

No geral, os primeiros sintomas podem se manifestar logo após a puberdade, momento em que a produção dos hormônios sexuais aumenta.

Além disso, pode se intensificar a partir de outras mudanças hormonais, como a menopausa.

Problemas hormonais

Os problemas hormonais são responsáveis por diferentes doenças e podem, inclusive, estar relacionados com a calvície feminina. Nesse caso, no geral há também a influência do fator genético — como mencionado no tópico anterior.

Assim, principalmente altos níveis do hormônio dihidrotestosterona (ou androstanolona) podem favorecer a alopecia feminina. Considerando que ele produz muita oleosidade e destrói os folículos capilares.

Porém, além disso, outras condições relacionadas com alteração hormonal podem estar relacionadas com esse problema:

  • Menopausa;
  • Período pós-parto (puerpério);
  • Síndrome dos ovários policísticos — atinge mulheres em idade reprodutiva e leva à produção de testosterona acima do normal;
  • Puberdade. 

Idade tem relação com a calvície feminina?

A idade não é um fator determinante para a calvície feminina. Diferente de outras questões que podem se agravar com o avanço da idade, esse problema pode se iniciar de maneira precoce já na juventude. Ou, então, apenas na vida adulta e na velhice.

Como mencionado, alguns fatores podem contribuir para que essa condição se manifeste mais cedo. Por exemplo, questões como a síndrome do ovário policístico ou o puerpério — visto que a gravidez pode ocorrer em qualquer momento da vida fértil da mulher.

Desse modo, é importante atentar-se aos sintomas: afinamento dos fios e queda excessiva, especialmente na região central da cabeça.

Queda de cabelo na frente da cabeça é calvície feminina?

No geral, quando se trata de calvície feminina, é normal que a queda de cabelo seja mais acentuada na região central da cabeça e não na frente.

Quando há excesso de queda capilar na parte frontal, o problema pode estar relacionado com outras causas que comumente levam à queda, como:

  • Alterações hormonais;
  • Altos níveis de estresse e/ou ansiedade;
  • Falta de vitaminas — normalmente associada à má alimentação;
  • Procedimentos químicos (tintura, descoloração, etc);
  • Uso excessivo de secador, chapinha ou babyliss;
  • Algumas doenças — como a anemia, por exemplo.

Dessa forma, para obter um diagnóstico correto e saber se o seu problema está (ou não) relacionado com calvície, é preciso buscar um(a) dermatologista.

Assim, a partir da análise clínica e de exames, ele(a) poderá indicar o tratamento correto.

Tratamento: o que ajuda a parar a queda de cabelo?

Não há um único tratamento que possa resolver a queda de cabelo. Em especial, devido ao fato de que esse problema tem diferentes causas e cada organismo reage de uma forma a determinado tratamento. Então, pode ser indicado desde o uso de medicamentos (para estimular o crescimento) até procedimentos como o microagulhamento.

Vale destacar que a alopecia é um problema que não tem cura. Pode ser controlado a partir dos cuidados e procedimentos mencionados, melhorando questões estéticas e de bem-estar.

Ou seja, é uma condição diferente da queda de cabelo comum — que pode ser curada a partir do tratamento correto.

Inicialmente, é comum que o(a) dermatologista inicie o tratamento a partir de cuidados menos invasivos, tais como:

  • Uso de suplementos vitamínicos;
  • Medicações que estimulem o crescimento (tais como o Pantogar);
  • Shampoos próprios para queda capilar;
  • Loções de uso tópico para fortalecimento do couro cabeludo;
  • Mudanças alimentares (já que uma boa alimentação pode ajudar em alguns casos).

Porém, quando esses não apresentam um efeito suficientemente satisfatório, podem ser indicados alguns procedimentos feitos pelo(a) dermatologista:

  • Microagulhamento — consiste no uso de um dermaroller no couro cabeludo, que literalmente faz microcortes para estimular a circulação sanguínea na região;
  • Fotoestimulação — são utilizados estímulos de luz (LED, laser, etc) para estimular a circulação sanguínea no couro cabeludo;
  • Drug delivery — procedimento realizado após o microagulhamento. Considerando que a região está mais “aberta”, fica mais fácil administrar medicamentos tópicos, visto que penetram de melhor maneira no couro cabeludo;
  • Transplante capilar — nesse procedimento, são removidos folículos capilares de uma região doadora (com maior quantidade de cabelos). Então, são transferidos à área que carece de fios.

Qual o melhor remédio para calvície feminina?

Os remédios utilizados em casos de calvície não têm a finalidade de eliminar o problema, mas sim controlar e retardar o máximo possível seus efeitos. Dessa forma, normalmente são prescritos medicamentos (uso oral ou tópico) que estimulem o crescimento e fortalecimento capilar.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, em casos de alopecia feminina, pode ser prescrito o uso de medicação anticoncepcional ou remédios com as seguintes substâncias:

  • Alfaestradiol;
  • Ciproterona;
  • Finasterida e Minoxidil 5% — apesar da bula indicar o tratamento com essas medicações apenas para homens, alguns profissionais fazem a indicação (em menores doses) para casos graves de alopecia em mulheres, com base estudos e testes.

Dentre os cuidados, também pode ser recomendada a aplicação de loções antiqueda — como a Loção Capilar Pielus Antiqueda ou a Loção Antiqueda Pantogar Top. Essas opções podem ajudar a estimular a circulação sanguínea no couro cabeludo e, consequentemente, o crescimento capilar.

Lembrando que, em alguns casos de calvície feminina, pode ser que esses medicamentos não apresentem resultados satisfatórios. Então, o(a) dermatologista pode recomendar outros procedimentos e/ou cuidados que tenham mais chance de sucesso de acordo com cada caso.

Como, por exemplo, o transplante capilar — que é comumente mais indicado para homens do que para mulheres. Isso considerando que nas mulheres as áreas afetadas pela calvície podem ser maiores e mais difusas (não apenas em uma região).

Existe medicamento caseiro?

Não existe um remédio caseiro que pode eliminar a calvície. Porém, há alguns cuidados que podem ser feitos em casa, como massagens capilares para estimular a circulação sanguínea ou uso de shampoos antiqueda dermatologicamente testados:

Fazer o uso de ampolas antiqueda (como a Ampola de Tratamento Capilar Recrexina HFSC) ou tônicos capilares também pode ajudar, considerando que são aplicados diretamente na raiz do cabelo e estimulam o crescimento.

Mas, caso você queira optar por cuidados mais naturais, pode apostar em receitinhas caseiras que tenham contem com ingredientes como:

  • Babosa;
  • Óleo essencial de alecrim ou hortelã;
  • Chá verde;
  • Argila.

Lembrando que todos esses são apenas cuidados complementares. Isso não substitui o acompanhamento com um(a) dermatologista e cuidados medicamentosos.

Além disso, vale destacar que cuidar da saúde como um todo também pode ter reflexos positivos em alguns casos. Por exemplo, cuidar da alimentação e tratar problemas concomitantes (como a dermatite seborreica) pode ajudar no sucesso da terapia.

Como disfarçar a queda de cabelo?

Muitas mulheres ficam com a autoestima abalada devido à queda capilar, o que é perfeitamente normal. Por isso, além de realizar os tratamentos necessários para o problema, buscam formas de disfarçar no dia a dia.

Desse modo, é possível que se sintam bem consigo mesmas e tenham mais qualidade de vida.

Nesse sentido, algumas maneiras de disfarçar a queda capilar são:

  • Tonalidades escuras de cabelo deixam a queda mais evidente — sendo assim, optar por mechas mais claras pode ajudar a disfarçar o problema;
  • Utilize spray ou talcos que aumentem o volume do cabelo — isso pode ajudar a deixar o cabelo com a aparência mais cheia;
  • Spray tonalizante — há alguns sprays que são utilizados para disfarçar fios brancos, caso encontre um da tonalidade do seu cabelo, pode aplicar um pouco nas áreas afetadas pela calvície;
  • Cortes de cabelo — optar por deixar o cabelo mais curto e em camadas pode ajudar a dar a sensação de mais volume e até disfarçar as áreas com mais queda.

Além disso, a forma de arrumar o cabelo também pode ajudar. Por exemplo, evite deixar o cabelo repartido ao meio, pois isso evidencia as falhas centrais. 

Também aposte nos cuidados capilares para que seu cabelo tenha sempre um aspecto saudável e não sofra ainda mais com a queda. Evitar excesso de calor e química é outra forma de cuidado importante!


A calvície é um problema sério e que precisa ser tratado. Por isso, é imprescindível ficar atenta aos sintomas e, se necessário, buscar auxílio profissional. Dessa forma, será possível minimizar os danos.

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