O que é Mal de Parkinson, sintomas, tratamento, causas e mais

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O termo parkinsonismo se refere a um grupo de diversas doenças que apresentam sintomas em comum e que são associadas a outras manifestações neurológicas ou não. Dentre essas doenças, está a Doença de Parkinson (DP), provavelmente a mais conhecida desse grupo. Ela recebe esse nome em homenagem ao primeiro médico que descreveu a doença, em 1817, Dr. James Parkinson.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos apresenta DP. No Brasil, infelizmente não há uma estatística exata da quantidade de enfermos, mas estima-se que 200 mil pessoas sofram da doença.

Índice – neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é a Doença de Parkinson
  2. As causas da Doença de Parkinson
  3. O que é a substância negra
  4. Os sintomas recorrentes da doença
  5. Como se dá o diagnóstico da DP?
  6. Tratamento para a Doença de Parkinson
  7. As complicações da DP

O que é a Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma doença neurológica, degenerativa, crônica e progressiva que ocorre, em sua maioria, em pessoas acima de 65 anos. Como toda célula, os neurônios também possuem uma determinada vida útil, porém, ao contrário das demais, ela não se regenera com o passar do tempo. Isso faz com que, no caso dos pacientes de DP, o sistema nervoso sofra degeneração em uma região do cérebro chamada substância negra e, consequentemente, tenha deficiência de dopamina, neurotransmissor que possui a função de controlar os movimentos finos e coordenados das pessoas.

A doença não possui cura e nem formas de prevenção, porém com as formas de tratamento disponíveis, é possível controlar os sintomas apresentados por ela.

As causas da Doença de Parkinson

Como explicado, a doença ocorre por conta da deficiência de dopamina, causada pela degenaração dos neurônios localizados na substância negra. Até hoje não foi descoberto o motivo efetivo para esses neurônios serem afetados, mas alguns fatores podem desempenhar um papel na formação da Doença de Parkinson. Confira abaixo quais são.

Idade

A DP é uma enfermidade que acomete principalmente as pessoas que tenham 60 anos ou mais. É conhecido alguns casos da apresentação da doença em pessoas com menos de 40, ou até mesmo 20 anos, mas são muito raros.

Histórico familiar

Não é regra, mas familiares de pessoas que possuem a Doença de Parkinson tem mais chances de desenvolver a doença.

Pessoas do sexo masculino

Segundo estatísticas, a doença é mais frequente em homens do que em mulheres.

Traumas isolados ou repetitivos no crânio

Um exemplo é o da atividade que um lutador de boxe pratica. Como ele recebe diversos traumas repetitivos na região do cérebro, os neurônios dopaminérgicos, isto é, os produtores da dopamina, podem se lesionar.

Contato com agrotóxicos

Determinadas substâncias químicas podem causar a lesão neurológica que levam ao Parkinson.

O que é a substância negra

O sistema nervoso é formado por diversas células, chamadas neurônios, que estão conectadas através de sinapses ou espaços intercelulares. No caso da substância negra, esses espaços estão localizados no mesencéfalo e são constituídos por um pigmento escuro, a melanina, por isso o nome.

Os sintomas recorrentes da doença

Pode-se dividir os sintomas da Doença de Parkinson em 2 grupos: os sintomas motores e os não-motores.

Sintomas motores da Doença de Parkinson

Esses sintomas são todos relacionados a determinados movimentos realizados pelo paciente e que são, normalmente, identificados pelo próprio.

Tremores

O tremor típico da Doença de Parkinson é o sintoma inicial da doença em 70% dos casos. Em fases iniciais da doença, ele passa despercebido por colegas e familiares do enfermo e costuma começar em uma das mãos.

Com o passar do tempo e o avanço da DP, o tremor pode afetar outros membros da pessoa. Ele é mais recorrente quando se encontra em repouso e tem uma melhora quando o membro afetado se encontra em movimento. Essa é uma característica que distingue o tremor do Parkinson dos tremores que ocorrem em outras situações.

Bradicinesia

Sintoma mais incapacitante da DP, a bradicinesia é caracterizada pelos movimentos lentos e pode se apresentar em atividades simples, como abotoar uma camisa ou amarrar os sapatos.

A pessoa possui dificuldade em iniciar qualquer movimento voluntário, isto é, que possui controle sobre ele. Com o decorrer do tempo, até os passos são afetados, pois tornam-se curtos e lentos, além do enfermo se sentir desequilibrado estando em pé.

Rigidez

Com a falta de dopamina no organismo, os músculos deixam de receber a ordem para relaxar. Por isso a rigidez é constante, podendo causar até mesmo dor, pois a amplitude dos movimentos fica limitada.

Um dos sinais mais recorrentes da rigidez dos músculos é a perda do balançar dos braços quando se anda.

Outros sintomas motores da DP

  • Perda da expressão facial;
  • Redução do piscar de olhos;
  • Alteração na fala;
  • Aumento de salivação;
  • Visão embaçada;
  • Micrografia, isto é, a caligrafia da pessoa se altera e as letras escritas tornam-se menores;
  • Incontinência urinária.

Sintomas não-motores da Doença de Parkinson

Além dos sintomas motores apresentados pelo paciente, ele também pode vir a ter diversos sintomas não-motores de causas neurológicas, tais como:

  • Demência;
  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Alucinações;
  • Alterações no sono;
  • Raciocínio lento.

Como se dá o diagnóstico da DP?

Como não há a existência de um exame específico para a comprovação da Doença de Parkinson, o diagnóstico é feito a partir da análise dos sintomas, bem como do histórico médico do paciente. O médico especializado ao qual você deve recorrer é o neurologista, apenas ele poderá saber te dizer se os sinais que você apresenta são ou não referentes a DP.

Além do diagnóstico clínico, o médico poderá solicitar também alguns exames como eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, análise do líquido espinhal, entre outros, a fim de descartar a possibilidade de você ter outras doenças neurológicas.

Tratamento para a Doença de Parkinson

É importante entender que não há um tratamento que leve à cura da doença, mas sim um que controla os sintomas apresentados e retarda o seu progresso.

Como os neurônios são células que não se renovam, a única solução da medicina para com a DP foi fazer uso de medicamentos e cirurgias para o controle de seus sintomas.

Esses itens, juntamente com a fisioterapia, terapia ocupacional, terapia psicológica e fonoaudiologia, possuem um grande efeito na qualidade de vida da pessoa diagnosticada.

Tratamento medicamentoso

A substância ativa levodopa é a mais indicada para a amenização dos sintomas da Doença de Parkinson, pois ela se transforma em dopamina no cérebro e supre, parcialmente, a deficiência daquele neurotransmissor. São vários os medicamentos antiparkinsonianos que possuem essa substância em sua composição e você pode conferir quais são a seguir.

Nome comercial

Princípio ativo

Sinemet / Cronomet / Prolopa

Levodopa ou L-Dopa

Parlodel / Bagren

Bromocriptina

Dopergin

Lisuride

Mirapex

Pramipexol

Celance

Pergolida

Requip

Ropinirol

Akineton

Biperideno

Artane

Triexifenidil

Mantidan

Amantadina

Niar / Deprilan / Jumexil / Elepril

Selegilina + L-Deprenil

Tasmar

Tolcapone

Comtan

Entacapone

Azilect

Rasagilina

Neupro

Rotigotina

Stalevo

Levodopa + Carbidopa + Entacapona

Trivastal Retard

Piribedil

Sifrol / Sifrol ER / Livipark / Pramipezan / Stabil

Pramipexol

É importante salientar que o Ministério da Saúde brasileiro disponibiliza determinados medicamentos para a Doença de Parkinson através de seu Sistema Único de Saúde (SUS). Esses medicamentos são divididos em dois grupos:

Medicamentos disponibilizados pelas Farmácias de Alto Custo das Secretarias Estaduais de Saúde

Medicamentos disponibilizados em postos municipais de saúde

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Cirurgia

Determinadas cirurgias podem ser bastante benéficas a alguns pacientes e consistem em duas lesões no cérebro: no núcleo pálido interno (palidotomia) ou no tálamo ventro-lateral (talamotomia).

Com esse procedimento, a lentidão dos movimentos e a rigidez dos músculos são diminuídas. Porém, nem todo paciente pode se submeter a cirurgia, por isso a importância de um acompanhamento médico.

Fisioterapia

Com essa técnica, a pessoa diagnosticada com DP recebe uma reeducação e manutenção de atividades físicas corriqueiras indispensáveis para a melhora dos sintomas apresentados pela doença. Sem a fisioterapia, os músculos tendem a se atrofiar, contrair e, até mesmo, diminuir.

Terapia ocupacional

Com a terapia ocupacional, o paciente será orientado por um profissional adequado sobre como facilitar as atividades do dia a dia, bem como as condutas que precisam ser praticadas para se reintegrar ao campo profissional.

Terapia psicológica

Cerca de 90% das pessoas que sofrem de DP, também sofre com algum transtorno psicológico proveniente da doença. Os transtornos mais recorrentes são os de ansiedade, humor e depressão, e eles influenciam muito na qualidade de vida não só da pessoa, mas também das que convivem com ela. Por essa questão, é fundamental que o paciente também tenha um acompanhamento psicológico.

Fonoaudiologia

Algumas pessoas têm a fala prejudicada por conta da falta de coordenação e da redução dos movimentos dos músculos. Por isso, para elas, exercícios de fonoaudiologia dirigidas à fala e à voz podem ajudá-la a conversar através de uma fala compreensível e modulada.

As complicações da DP

Por mais que os sintomas da Doença de Parkinson consigam ser tratados através dos procedimentos descritos anteriormente, algumas complicações da doença podem vir a aparecer, mas todas tratáveis também.

  • Problemas de memória, demências e dificuldades de raciocínio;
  • Depressão e alterações emocionais, incluindo o medo e a ansiedade;
  • Dificuldades em deglutir;
  • Distúrbios de sono;
  • Problemas de bexiga;
  • Prisão de ventre;
  • Alterações da pressão arterial;
  • Problemas de olfato;
  • Fadiga excessiva;
  • Disfunção sexual;
  • Dor em membros específicos ou no corpo todo.

Se você apresenta ao menos dois dos sintomas motores da Doença de Parkinson ou conhece alguém que apresente, marque uma consulta com um neurologista de confiança para verificar qual é o diagnóstico. Além disso, compartilhe esse artigo com os seus conhecidos, assim as informações sobre a DP serão mais propagadas e, consequentemente, mais pessoas conhecerão as suas características.

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38 Comentários

  1. Que matéria esclarecedora! Eu estava procurando informações sobre o assunto e me deparei com essa verdadeira aula. Parabéns!

  2. Eu não sabia nada a respeito, agora entendi muito bem aqui, estou acompanndo uma pessoa pessoas com esse problema e me ajudou muito. Parabéns

  3. Gostei do artigo pois me elucidou sobre a doença ; sintomas; tratamento e muito mais. Hoje percebo e entendo algumas coisas da doença em minha mãe.

  4. Gostei do artigo pois me elucidou sobre a doença ; sintomas; tratamento e muito mais. Hoje percebo e entendo algumas coisas da doenminha mãe. Estamos fechando o diagnóstico

  5. Gostei muito das informações, pois a minha mãe já gastou muito dinheiro com vários exames, e não descobriram o que é , mas os sintomas são estes, gostaria de saber se é hereditário ou contagioso, pois eu ajudo cuidando dela revesando com meus irmãos e cunhada, e tenho sentido tremores involuntários no meu dedo indicador as vezes em alguns momentos e desaparece, sem eu esperar, voltou algumas vezes.

    • Hum…. até parece que vc não leu o artigo inteiro tem lá bem bem grande

      Histórico familiar
      Não é regra, mas familiares de pessoas que possuem a Doença de Parkinson tem mais chances de desenvolver a doença.

  6. Ótima matéria bem esclarecedora, infelizmente em 2016 tive Zika progredindo para uma encefalite e agora desenvolvi parkinsonismo secundário, estou já sendo acompanhada pelo neurologista sou grata a Deus e todos os profissionais que me apoiaram e me apoiam. E a minha família .

  7. Meu pai foi diagnosticado com a doença de Parkinson, alguma dúvida sobre o tratamento para retardar à aceleração da enfermidade. Excelente artigo.

  8. Tenho um irmão com 86 anos, diagnosticado com Mal de Alzheimer o que nunca concordei, por conhecer um pouco do assunto. Consegui apos muita insistencia com pessoa que cuida dele,levei a um Neurologista de minha confiança e qual naõ foi a surpresa o que ele tem é Mal de Parkinson. Estava sendo tratado totalmente errado, Neste artigo ficou confirmado toda diferença. Muito obrigada, continuem orientando as pessoas que buscam mais conhecimento.

  9. Meu pai foi diagnosticado, essa semana, com a doença. Lógico, que já tinha algum conhecimento a respeito, mas precisava saber mais . Esse foi sem sombra de dúvidas, o mais esclarecedor, linguagem direta e de fácil compreensão. Parabéns e muito Obrigada!

    • Olá Margarida,

      A família tem papel fundamental no convívio com a doença. O apoio emocional de todos os familiares, fazendo a pessoa sentir-se amada e protegida, traz a sensação de acolhimento, melhora a qualidade de vida do portador, além de ajudar o paciente a enfrentar as dificuldades e aderir ao tratamento de maneira correta. Fornecer condições e um ambiente favorável também é muito importante.

      Por todo o país, existem grupos de apoio e associações que podem ajudar e fornecer orientações para as pessoas que convivem com os portadores da doença. Procure informar-se na sua cidade.

      Esperamos ter ajudado!

          • Nossa!!! Q coisa horrível …a pessoa q a aconsehou a abandonar o seu marido num momento tão difícil da vida dele é o que???Se vc tem amor por ele isso não vai acontecer..ou vc não o ama????

  10. Minha foi diagnosticada com Parkinson, e a maioria dos sintomas estão descritos no artigo. Agradeço todas as informações apresentadas.

  11. Ótima a explicação dessa doença, eu Ruy TeixeiraFaria. Tenho 75 anos e de um mês para cá , percebi que parte da minha face do lado esquerdo tem um tremor que não para, também tenho notado que a minha fala, esta com um som pouco diferente, por favor, se puderem enviar o que devo fazer, seria início dessa doença, ou apenas um problema neurológico?
    Desde já agradeço muitissimo. Ruy

    • Lamentamos a não possibilidade de dar-lhe conselho médico ou responder a questões médicas e farmacêuticas individuais, pois somos impossibilitados pela ANVISA de prestar tal atendimento. Mas nós esperamos que você encontre respostas dentro de nosso site, através de informações como bulas ou até mesmo conteúdos e artigos. Se você acha que pode ter uma emergência médica, ligue para o seu médico ou 190 imediatamente.

  12. Que interessante saber mais sobre a doença,eu cuido de minha sogra e está maioria com esses sintomas,é triste ve-la assim pois tinha uma vida ativa,e cada dia que passa emagrecendo e passos muito lentos,perdendo apetite também.

  13. Muito bom! Tenho um amigo com 43 anos que acabou de ser diagnosticado com a doença . Precisamos nos informar para poder ajudar.

  14. Foi de suma importância para mim, pois não tinha conhecimento sobre essa doença, causa, consequências e tratamento, excelente esclarecimento,

  15. Tenho 61 anos, professora recentemente aposentada e identifiquei varias dos sintomas.Ja consultei meu neurologista e vou fazer uma RM. Mas estou com medo, muito medo. Eu operei dois aneurismas cerebral, houve traumatismo craniano na cirurgia, levei mais de 70 pontos, seria essa uma das causas, já q não tenho histórico familiar dessa doença ?

    • Olá, Luiza

      Ainda não se sabe qual é o exato motivo para o surgimento do Mal de Parkinson, entretanto, especula-se que traumas na região do crânio podem contribuir para o aparecimento da doença. Infelizmente, somos impossibilitados pela ANVISA de fornecer conselho médico ou responder a questões médicas e farmacêuticas individuais, portanto, sugerimos que vá a um médico para investigar mais o seu caso.

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