Laqueadura: o que é, como funciona, vantagens e desvantagens

17

 O que é laqueadura?

Também conhecida como ligadura tubária ou de trompas, a laqueadura é um procedimento voluntário de esterilização definitiva da mulher. Trata-se de uma cirurgia simples,  realizada por ginecologistas, que promove a obstrução das tubas uterinas, impedindo o processo de fecundação. Suas técnicas de realização variam conforme a localização do corte e o material utilizado.

De acordo com a lei brasileira, a laqueadura pode ser feita em qualquer mulher com mais de 25 anos ou que tenha pelo menos dois filhos vivos. Porém, sua principal indicação é em mulheres que podem apresentar risco de saúde, tanto para ela quanto para o bebê, caso engravidem.

A ligadura de trompas é o método contraceptivo mais eficaz conhecido, embora ainda haja uma pequena chance da mulher engravidar. Quando a gestação ocorre, há uma grande probabilidade de que seja uma gravidez ectópica (fora do útero). Além dessa complicação, existe a possibilidade de arrependimento devido à incapacidade de gerar filhos, resultando assim em um quadro de depressão.

Índice – neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é laqueadura?
  2. Entenda o sistema reprodutor feminino
  3. Como a laqueadura é feita?
  4. Tipos de laqueadura
  5. Laqueadura abdominal
  6. Laqueadura vaginal
  7. Quem pode fazer a laqueadura?
  8. Como é o pré e o pós-operatório?
  9. Existem complicações?
  10. Qual é o preço da laqueadura?
  11. É possível reverter o método?
  12. Vantagens e desvantagens
  13. Métodos alternativos
  14. Perguntas frequentes

Entenda o sistema reprodutor feminino

O sistema reprodutor feminino tem como função favorecer o processo de fecundação e possibilitar o desenvolvimento do feto. Ele é composto por uma região interna e externa, sendo os ovários, tubas uterinas (ou trompas de falópio), útero e vagina, os órgãos que compõem o sistema genital interno da mulher.

Dentro dos ovários são produzidos os ovócitos, células sexuais femininas que antes da fecundação são chamadas de óvulos. Durante o ato sexual, os espermatozoides são liberados na vagina por meio de um fluido orgânico (sêmen). Quando essas células entram no órgão genital feminino, elas passam pelo útero e seguem em direção às trompas de falópio, onde irão encontrar o ovócito para que seja fecundado. A partir daí, forma-se o zigoto, célula que dá origem ao feto.

Qual a função das tubas uterinas?

Considerando como funciona o processo de fecundação, pode-se observar a importância das tubas uterinas. Elas são tubos contráteis de aproximadamente 10 cm, responsáveis por  transportar os óvulos que romperam a superfície do ovário até a cavidade do útero.

Sendo assim, o processo de obstrução dessa região (laqueadura), gera a esterilização da mulher.

Como a laqueadura é feita?

O procedimento é indolor e pode ser feito por ginecologistas, com duração média de 40 minutos. Inicialmente, o paciente é anestesiado por meio de inalação ou injeção. O médico então promove incisões para, em seguida, inserir um pequeno dispositivo, que ajudará a localizar as trompas.

Após amarrar, cortar ou apertar as tubas uterinas, o corte é fechado com pequenos pontos. Geralmente, a mulher é liberada algumas horas depois da cirurgia.

Tipos de laqueadura

Existe mais de uma maneira de realizar a operação. Entretanto, todas seguem o princípio básico da laqueadura, que é impedir a passagem do ovócito e dos espermatozoides pelas trompas, evitando a fecundação.

Basicamente, as laqueaduras são classificadas de acordo com a maneira como o corte é feito e suas vias de acesso, sendo os principais tipos a abdominal e a vaginal. Além disso, existem diversas maneiras de romper efetivamente as trompas, incluindo:

  • Anéis de plástico;
  • Clipes de titânio (cirúrgicos);
  • Cauterização;
  • Fio de sutura.

Para escolher o procedimento ideal para cada mulher, é preciso levar em consideração fatores como a preferência, aderência e cicatriz, além da presença de endometriose ou mioma.

Laqueadura abdominal

Laparotomia

A laqueadura por laparotomia é o método mais comum utilizado no SUS, em que um corte horizontal semelhante a um corte de cesariana é feito na barriga. Devido ao tamanho do corte, trata-se de uma operação mais invasiva, com maior risco de infecção e dor no pós-operatório.

Minilaparotomia

Assim como na laparotomia, a laqueadura é feita por meio de um corte abdominal, acima da púbis. Entretanto, no caso da minilaparotomia esse corte é bem menor. Esse tipo de cirurgia normalmente é feito em no máximo até dois dias após o parto, momento em que há um aumento do volume do útero, o que facilita a operação.

Normalmente, a laqueadura não pode ser realizada durante ou nos próximos 42 dias após um parto ou aborto, devido à fragilidade emocional em que a mulher se encontra. Mas quando é comprovada a necessidade do procedimento, a cirurgia indicada é a minilaparotomia.

Laparoscopia (videolaparoscopia)

Esse procedimento se baseia na inserção de uma minicâmera em pequenos furos realizados na região do abdômen. Para o cirurgião, esta maneira de realizar a laqueadura é melhor pelo fato da câmera permitir uma visão mais detalhada dos órgãos e tecidos internos.

Por ser menos invasiva, possui menor risco de infecção, cicatrização menos aparente, maior chance de eficácia e recuperação mais rápida com relação à laparotomia.

Laqueadura vaginal

Colpotomia

Assim como a videolaparoscopia, é menos invasiva e, por isso, apresenta menor perda sanguínea, menor dor no pós-operatório e menor tempo de internação. Ela é feita por meio de uma incisão pelo fundo-de-saco posterior da vagina (espaço ao redor do colo uterino, na região posterior), a partir de onde as trompas são alcançadas. Entretanto, apresenta maior risco de infecção.

Histeroscopia

A laqueadura histeroscópica consiste na inserção de um histeroscópio (aparelho endoscópico de tubo ótico com sistema de iluminação) na vagina. Nesse procedimento não é realizado corte algum e, dentre todas as formas de realizar a laqueadura, essa é a única que dispensa centro cirúrgico.

Durante o processo, o histeroscópio acessa as trompas por meio da cavidade endometrial (mucosa que recobre a face interna do útero). Ao chegar nas trompas, o aparelho insere uma pequena mola de aço inoxidável de 4 cm, chamada de stent tubário, que causa uma inflamação local. Assim, ocorre uma reação do sistema imunológico que leva ao crescimento de tecido cicatricial, provocando o fechamento das trompas.

Por depender do processo de cicatrização, esse método leva cerca de 3 meses para ser concluído. Após esse período, a mulher passa por uma radiografia do sistema reprodutor feminino, a fim de comprovar ou não a obstrução completa da tuba uterina.

Atenção!

Em fevereiro de 2017, a Anvisa determinou a suspensão da importação, distribuição, venda e uso do stent tubário Essure, classificando-o como risco máximo. De acordo com o órgão, a implementação do dispositivo pode provocar gravidez indesejada, dor crônica, perfuração, alterações no sangramento menstrual, alergia e migração do aparelho.

Quem pode fazer a laqueadura?

O método pode ser feito por mulheres que não desejam mais ter filhos por opção própria, mas como é definitivo, só é permitido por lei em mulheres maiores de 25 anos ou com pelo menos dois filhos vivos, diminuindo a chance de se arrependerem. Sendo assim, uma mulher de 30 anos que não possui filhos pode realizar a laqueadura, e o mesmo é possível em uma mulher de 20 anos que já tem, pelo menos, 2 filhos.

Entretanto, mesmo quando a mulher já é mãe pela segunda vez, existem outras circunstâncias que podem gerar arrependimento, como quando ela perda de um filho, troca de parceiro ou melhora sua condição financeira.

Por isso, é necessário que se cumpra o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade de realizar a laqueadura e a efetivação do processo cirúrgico, período em que deve ser oferecido à mulher o serviço de regulação da fecundidade e um aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce.

Existe ainda a possibilidade da cirurgia ser realizada em mulheres com risco de saúde e até mesmo de morte, em casos de concepção. Entretanto, nessas situações, a laqueadura só pode ser realizada mediante um laudo testemunhado em relatório e assinado por dois médicos.

Como é o pré e o pós-operatório?

A cirurgia de laqueadura exige alguns cuidados antes e depois de ser realizada. Entenda:

Pré-cirurgia

Para fazer a laqueadura, é necessário inicialmente realizar exames comuns para qualquer cirurgia, como hemograma, coagulograma, eletrocardiograma e ultrassom transvaginal. São feitos também:

Com exceção da histeroscopia, que dispensa anestesia ou utiliza apenas uma leve sedação, os outros tipos de laqueadura exigem internação e ao menos anestesia local. Pode ser solicitada também uma dieta específica ou jejum.

Pós-cirurgia

O tempo de recuperação depende do tipo de cirurgia escolhido, mas costuma ser entre 24 a 48 horas após o procedimento. Em geral, é necessário um grau de repouso, ficando um tempo sem atividade física e relação sexual, sempre tomando corretamente a medicação prescrita (indicada para possíveis dores).

Pode haver também:

  • Sangramento vaginal, provocado pelo movimento do útero durante a cirurgia;
  • Inchaço na região do estômago;
  • Dores nas costas e ombros.

Existem complicações?

É muito raro que haja alguma complicação no período pós-operatório da ligadura de trompas. Quando ocorre, a complicação mais comum é a lesão da parede do útero, problema que não deve causar algum transtorno maior, visto que a paciente já não pretendia engravidar.

Além disso, os riscos podem incluir:

Gravidez ectópica

Mesmo sendo considerada uma operação de esterilização, existe uma chance de 0,1% a 0,3% da mulher engravidar. O principal problema nessa situação é que na maioria dos casos em que a mulher engravida, a gravidez acaba sendo ectópica (fora do útero). Por isso, toda mulher que passou pelo procedimento deve procurar imediatamente seu ginecologista em caso de atraso menstrual.

Depressão

Para muitas mulheres, a fertilidade é o que as torna femininas. Portanto, esta operação pode afetar o equilíbrio psicológico e a autoestima delas, na medida em que elimina o seu papel reprodutor.

Outras complicações:

  • Reação adversa à anestesia;
  • Lesão na bexiga, intestinos ou artérias;
  • Infecções;
  • Menopausa precoce.

Qual é o preço da laqueadura?

A laqueadura custa de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil, dependendo da região do país, do médico escolhido e do hospital. Porém, a paciente pode realizar o procedimento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e de alguns planos de saúde, de acordo com a cobertura. Para isso, deve haver indicação médica, além do cumprimento das exigências da lei.

A laqueadura por histeroscopia vinha se popularizando no país e podia ser encontrada como opção nos Programas de Planejamento Familiar em diversos hospitais públicos até o momento da suspensão da operação pela ANVISA.

É possível reverter o método?

É possível reverter a laqueadura por meio do método de laparoscopia, mas o processo possui muitos riscos e não é realizado pela maioria dos ginecologistas. Por isso, comumente a cirurgia é considerada irreversível.

Entretanto, quando a laqueadura foi feita utilizando clipes ou anéis, a reversão é possível em 80% dos casos. Para que possa ser realizada, é preciso que o final das tubas uterinas tenha sido preservado e que não haja dilatação. Esse processo chama-se anastomose, em que a tuba cortada é religada e suturada novamente.

Após 30 dias da operação de reversão, quando transcorrido o ciclo menstrual completo, além da cicatrização completa das trompas, a recuperação da fertilidade é confirmada. A abstinência sexual também é indicada nesse período para evitar infecções genitais. Dentro de 12 meses a paciente já consegue engravidar, mas as chances de gravidez reduzem em até 20%.

Não existe tempo limite para se fazer a reversão da laqueadura, mas é importante ter em vista que a fertilidade feminina diminui gradativamente a partir dos 35 anos.

Para as mulheres que realizaram a laqueadura e se arrependeram, outro caminho é realizar a fertilização in vitro, técnica de reprodução medicamente assistida que se baseia na inserção laboratorial de um número significativo de espermatozoides ao redor de cada ovócito, com o objetivo de obter pré-embriões de boa qualidade, que posteriormente serão transferidos para o útero.

Vantagens e desvantagens

Antes de se decidir pela realização da cirurgia, é importante conhecer as vantagens e desvantagens da laqueadura:

Vantagens

  • Menor risco de gravidez dentre os métodos contraceptivos;
  • Dispensa o uso de anticoncepcionais, evitando o gasto periódico e a necessidade de utilizar o medicamento regularmente;
  • Não interfere na libido da mulher;
  • Possui poucas complicações no pós-operatório;
  • É ideal para mulheres que possuem riscos à sua saúde no caso de uma possível gravidez;
  • Diminui o risco de câncer de ovário;
  • Protege contra infecções pélvicas;
  • Não precisa de revisão.

Desvantagens

  • Não evita a transmissão de DSTs, portanto ainda necessita do uso de métodos contraceptivos de barreira;
  • Pode interferir na irrigação sanguínea dos ovários, ocasionando menopausa precoce;
  • Altas taxas de arrependimento;
  • A reversão do procedimento não é possível em todos os casos e diminui a chance de engravidar em pelo menos 20%;
  • Apesar de ser um procedimento pouco invasivo, a laqueadura corre os mesmos riscos de qualquer outra cirurgia e não é indicada como melhor alternativa, considerando a grande variedade de métodos contraceptivos no mercado.

Métodos alternativos

A laqueadura é uma operação de esterilização, não um método anticoncepcional. Por esse motivo, é importante salientar que a operação deve ser tratada como última alternativa possível, pois apesar de reversível, é uma cirurgia invasiva que pode ser evitada com a utilização de outros métodos.

Sendo assim, antes de optar pela laqueadura, converse com seu ginecologista sobre outras opções eficazes e reversíveis, como:

  • Camisinha: método de barreira que impede a chegada dos espermatozoides ao útero. Feitas de látex ou poliuretano.
  • Diafragma: anel flexível envolto por uma borracha fina, que impede a entrada dos espermatozoides no útero. Deve ser colocado na vagina 15 a 30 minutos antes da relação e não deve ser retirado antes que se complete 6 horas desde o último ato sexual.
  • DIU ou SIU: o dispositivo intrauterino e sistema intrauterino, respectivamente, são inseridos no útero, impedindo a penetração e passagem dos espermatozoides. No DIU de cobre não há liberação de hormônio, diferentemente do SIU, ou Mirena, formulado à base de Levonorgestrel.
  • Implante hormonal: consiste em um pequeno bastonete inserido no braço, sob a pele da paciente, que libera progestagênio.
  • Espermaticida: substância química que imobiliza e destrói os espermatozoides durante o ato sexual. Podem ser em cremes, géis, supositórios, sprays e espumas.
  • Pílula anticoncepcional: comprimido oral composto por uma combinação de hormônios.
  • Injeção anticoncepcional: injeções intramusculares hormonais aplicadas no braço ou nas nádegas.
  • Implante anticoncepcional: pequena cápsula contendo etonogestrel que é introduzida embaixo da pele, por meio de um aplicador descartável.
  • Adesivo anticoncepcional: material aderente que deve ser colado na pele da mulher e permanecer na mesma posição por uma semana.
  • Anel vaginal: anel flexível com etonogestrel e etinilestradiol que é colocado na vagina no 5º dia da menstruação, permanecendo durante 21 dias.
  • Tabelinha: baseada no cálculo realizado a partir de um calendário, contando os dias de início e fim do período fértil.
  • Coito interrompido: retirada do pênis da vagina antes da ejaculação.
  • Pílula do dia seguinte: anticoncepção de emergência, tem como função evitar a ovulação e criar um ambiente desfavorável para os espermatozoides. Deve ser tomada em até 72 horas após a relação sexual.
  • Método do muco cervical: baseado na observação da presença de muco cervical, que pode indicar fertilidade. Durante essa época, não deve haver relação sexual.
  • Vasectomia: fechamento do canal deferente masculino, canal que conduz o espermatozoide até a uretra.

Estes mecanismos possuem diferentes graus de eficiência e é importante ressaltar que nenhum método com exceção da abstinência sexual confere 100% de segurança na prevenção da gravidez. Consulte seu médico antes de decidir utilizar métodos que envolvem hormônios ou quaisquer outras substâncias químicas.

Possuir um planejamento familiar adequado também contribui para prevenir a gravidez indesejada. Se houver qualquer tipo de dúvida ou insegurança, a laqueadura não deve ser realizada.

Perguntas frequentes

A laqueadura altera o ciclo menstrual?

Normalmente, a ligadura de trompas não provoca alterações na menstruação nem nos níveis hormonais femininos. Podem aparecer variações do fluxo menstrual e dor na região pélvica, sintomas que caracterizam a síndrome pós-laqueadura, mas não é comum.

A laqueadura afeta a sexualidade da mulher?

A laqueadura não interfere na libido (desejo ou prazer sexual) nem nas relações sexuais.

Fiz laqueadura. Estou livre das DSTs?

Apesar de impedir a gravidez, o método não protege das doenças sexualmente transmissíveis. Por isso, o uso de preservativos continua sendo necessário. Por esse motivo, ele é mais adequado para mulheres que estejam em um relacionamento estável e duradouro.

A laqueadura afeta a amamentação?

O procedimento não interrompe a produção de leite, caso a mulher esteja amamentando.

A laqueadura engorda?

Por não afetar diretamente nenhum órgão endócrino, a operação não afeta o peso da paciente.


A laqueadura é uma operação de esterilização que, apesar de apresentar um método de reversão, é considerada definitiva. Por isso, saber as consequências de se tomar uma decisão tão significativa como esta é muito importante.

Compartilhe este texto com seus familiares e amigos e ajude-os a conhecer mais sobre o assunto!

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (10 votos, média: 4,90 de 5)
Loading...

17 Comentários

Atenção: os comentários abaixo são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

  1. Tinha duas filhas uma de 13 anos, e outra de 10 anos, depois veio minha outra filha hj com 1 ano.
    Fiz a laqueadura pois não quero mais filho. quando engravidei tinha 64 kls, até o final da gestação fiquei com 74 kls, depois da laqueadura meu peso diminuiu muito estacionou nos 55 kls, e minha menstruação não vem mais.

    • Olá, Daniella.
      Após a laqueadura podem ocorrer alterações no fluxo ou ciclo menstrual. Algumas mulheres podem, inclusive, parar de menstruar, como no seu caso.
      O importante é que seja realizado acompanhamento médico pois somente o profissional poderá avaliar o seu quadro adequadamente.

  2. Pessoal, uso o DIU Mirena, que é com progesterona = hormônio. Não é um SIU.
    Acho importante atualizar a matéria colocando este método. É diferente do DIU de cobre que é sem hormônios.

    • Olá Joana!

      O Mirena na realidade é um sistema intrauterino, por isso pode ser chamado de SIU (você pode ler a bula deste medicamento aqui :)). De fato, existe essa diferenciação entre o DIU de cobre, que não contém hormônio, e o SIU, que é hormonal. O nome do método foi adicionado no conteúdo.

      Obrigada pelo comentário!

  3. Boa noite fiz a laqueadura a quase 3 anos, o que mudou foi que antes eu mestuava de 4 a 5 dias, hj fica uma semana e também aumentou o fluxo

  4. O texto é bem explicado tirei mas dúvidas e agora tenho mais certeza que quero fazer , até por que tenho um casal e estou mto satisfeita com os dois que tenho . Obrigada por esclarecer sobre o assunto.

  5. Tenho 38 anos e minha filha 18. Amo minha filha mais que tudo, daria minha vida pela dela… Mas não tenho nenhuma vontade de ter outro filho… fiquei ainda mais animada depois dessas explicações. Adorei.. Foram muito úteis pra mim.
    Penso que poderia existir transplante de útero tbm né.. Se o coração que é tão importante, se não o mais importante órgão do corpo humano, então seria muito bom poder ajudar outras mulheres que não podem engravidar né..
    Quem sabe, algum dia no futuro a gente tenha a oportunidade de presenciar a medicina fazer isso…
    Obrigada por enquanto, boa tarde a todos.

  6. Boa tarde.
    Fiz a laqueadura à 7 anos, gostaria de saber se ainda corro o risco de engravidar. À 2 meses ando sentindo uns sintomas de mulher grávida, como: indo com mais frequência no banheiro, com muito sono, queimação, enjoos e vontades de comer as coisas. E meu seio direito está saindo um líquido, como se fosse leite. Alguém pode me dizer o q será q pode ser?
    Obrigado

  7. Estou com medo de fazer laqueadura, tive minha ultima gravidez com muita dor da coluna o medico me falou que se eu chegasse a engravidar podia ficar paralitica, estou com os documentos tudo pronto pra fazer mais estou com muito medo

    • Como assim Suely? Vc fez e engravidou? Pq eu fiz tbm a 11anos, engravidei , gravidez ectópica mas não foi adiante…

  8. amei o texto…tirei muitas dúvidas,já dei a entrada nos papéis da laqueadura e em mais ou menos três meses ja vou operar em nome de Jesus.eu estou certa da minha decisão pois ja tenho três filhos…obrigada

    • Olá Eusiene,

      A laqueadura é um procedimento de esterilização definitiva, ou seja, não importa quanto tempo faz que você realizou o procedimento, não há a possibilidade de você engravidar. Existem casos em que um óvulo consegue ser fertilizado, mas ele não é fixado no útero, causando uma gravidez ectópica. Contudo, esses casos são extremamente raros e não há porquê se preocupar com isso.

Deixe o seu comentário, nos preocupamos com sua opinião:

Por gentileza, escreva seu comentário
Por favor, insira seu nome aqui

Lamentamos a não possibilidade de dar-lhe conselho médico ou responder a questões médicas e farmacêuticas individuais através de e-mail, pois apenas um médico pode prestar tal atendimento. Embora tentemos responder a todos os comentários, opiniões e e-mails que recebemos em até dois dias úteis, nem sempre é possível devido ao grande volume que recebemos. Por favor, tenha em mente que qualquer solicitação ao Minuto Saudável está sujeita aos nossos Termos de Uso e Política de Privacidade, ao enviar, você indica sua aceitação.