A hipnose é uma prática que gera bastante curiosidade, sobretudo porque costuma ser representada em filmes e ficções de forma bastante equivocada.

De forma geral, ela é usada para auxiliar no tratamento de diferentes condições, promovendo o relaxamento e até a superação de traumas. Conheça mais sobre a prática:

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. O que é hipnose?
  2. Como funciona hipnose?
  3. Quem pode fazer?
  4. Há riscos?
  5. Onde encontrar profissionais de hipnose?

O que é hipnose?

No imaginário popular, a hipnose funciona como uma espécie de controle do indivíduo, mas na realidade não é nada assim. De forma mais técnica, é possível definir a prática como um estado alterado de consciência caracterizado por atenção concentrada e alta suscetibilidade a sugestões.

Ou seja, é um momento de muito foco e mais abertura às orientações que são dadas. No entanto, não significa que a pessoa hipnotizada pode ser comandada a fazer coisas que ela não quer fazer. 

Frequentemente, as sugestões provocam uma alteração na sensação e percepção do indivíduo, de modo que ele pode ver, ouvir ou sentir coisas que não estão lá realmente (alucinações).

De acordo com a Associação Americana de Psicologia, a hipnose é um procedimento no qual um hipnólogo (pesquisador ou profissional da saúde) sugere que o indivíduo hipnotizado experimente alterações em suas sensações, percepções, pensamentos e até mesmo comportamento.

A técnica já foi utilizada por grandes nomes da ciência, como Ivan Pavlov e Sigmund Freud, mas também foi muito criticada durante um bom tempo. 


O próprio Freud acreditava que a hipnose não era eficaz no tratamento das histerias e, portanto, abandonou o método, substituindo-o pela associação livre e dando início à psicanálise como conhecemos hoje.

Apesar de tudo, hoje sabe-se que a hipnose é eficaz em alguns casos, sendo utilizada como um complemento para o tratamento principal. Ela é reconhecida nas áreas da medicina, odontologia, psicologia, terapia ocupacional e fisioterapia.

Atualmente, a hipnoterapia é usada no tratamento de uma grande variedade de enfermidades, como distúrbios emocionais (transtornos mentais como depressão, ansiedade, entre outros), fobias, vícios (alcoolismo, tabagismo, abuso de substâncias), dores crônicas, manejo das dores em pacientes oncológicos, insônia, transtornos sexuais, entre outros.

Vale lembrar que a hipnose para tratamento de transtornos é feita ao longo de 6 ou mais sessões bem estruturadas — nada parecido com aquelas brincadeiras de criança ou com o que é visto na televisão.

Como funciona hipnose?

A hipnose coloca a pessoa em um estado de transe no qual ela fica altamente sugestionável. Com isso, certas resistências são tiradas do caminho, facilitando que o(a) terapeuta consiga acessar conteúdos dos quais a pessoa não falaria em um estado de consciência alerta.

Isso pode ajudar a redescobrir memórias que foram censuradas pela própria mente, acessar traumas, medos e inseguranças que o indivíduo tem dificuldade em assumir conscientemente e, a partir disso, trabalhar os problemas.

A hipnose também pode funcionar como técnica de relaxamento, auxiliando em alguns contextos específicos como insônia e ansiedade.

Para dormir

A hipnose para dormir funciona de duas formas: a primeira ajudando a eliminar a causa da insônia, caso seja algo psicológico, e a segunda auxiliando a pessoa a relaxar antes de dormir.

Frequentemente, a insônia surge como sintoma de um trauma, da ansiedade, de fobias, entre outros. Nesse sentido, tratando esses problemas com a hipnose, é esperado obter uma melhor qualidade de sono.

Além disso, é ensinada a auto-hipnose, ou seja, o ato de hipnotizar a si mesmo(a). Isso porque a hipnose também funciona como técnica de relaxamento, que ajuda o(a) paciente a adormecer. Por isso, fazer uma auto-hipnose na hora de dormir pode auxiliar na insônia.

Vale lembrar que o transe hipnótico e o sono são estados mentais diferentes, ou seja, não são a mesma coisa. Embora a hipnose pode ajudar a dormir, não significa que ela faz a mesma coisa que o sono ou pode substituí-lo.

Para emagrecer

Existem várias formas nas quais a hipnose pode ajudar no emagrecimento.

A primeira delas é o tratamento de transtornos alimentares. Se a pessoa já possui um diagnóstico de transtorno alimentar, o tratamento com psicoterapia e hipnoterapia pode ajudar a resolver o problema.

Além disso, a hipnose pode ajudar o indivíduo a estabelecer uma relação mais saudável com a comida e com o próprio corpo.

Para ansiedade

Em primeiro lugar, o transe hipnótico pode ajudar o paciente a compreender as situações que lhe causam ansiedade (denominadas “gatilhos”). A partir disso, é possível trabalhar com estes gatilhos para que eles não causem mais essa resposta de ansiedade em alguma terapia convencional, como a terapia cognitivo-comportamental.

No entanto, há casos em que é possível continuar o tratamento da ansiedade com a hipnoterapia. 

Isso porque, através do transe hipnótico e das sugestões feitas pelo hipnoterapeuta, o paciente consegue ressignificar certos traumas e situações, fazendo com que os gatilhos não causem mais a resposta de ansiedade.

Existem pessoas que utilizam da hipnose em conjunto com psicoterapias convencionais e o tratamento farmacológico (medicamentos), tendo grande eficácia. Frequentemente, é usada também como técnica de relaxamento para auxiliar na psicoterapia.

Quem pode fazer?

Não existe uma regulamentação específica sobre quem pode aplicar hipnose em outras pessoas. No entanto, sendo muito usada nas áreas da medicina e psicologia, os Conselhos Federais de Medicina e Psicologia possuem diretrizes que devem ser seguidas para incorporar a hipnose na prática clínica.

Em geral, hipnoterapeutas costumam ser profissionais da saúde como médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros.

Quanto a pacientes, não há restrições, ou seja, todas as pessoas podem fazer hipnoterapia. Contudo, algumas pessoas são mais resistentes ao transe hipnótico que outras.

O estado hipnótico pode ser mais difícil de alcançar em algumas pessoas, especialmente aquelas que têm dificuldades com confiança e não estão dispostas a “baixar a guarda”.

Tendo em vista que a hipnose depende do relaxamento do(a) paciente/cliente, é necessário estabelecer uma relação de confiança entre hipnoterapeuta e paciente para que a indução do transe hipnótico funcione.

Há riscos?

Em geral, não há riscos associados à hipnose se ela for feita por um(a) profissional bem instruído(a). Embora a pessoa esteja suscetível a sugestões, o hipnoterapeuta não tem total controle sobre o indivíduo e não pode forçá-lo a fazer algo que ele mesmo não queira.

A prática pode ser um risco quando feita por pessoas mal instruídas e com pouco conhecimento de como lidar com situações emocionalmente delicadas. 

Isso porque o potencial da hipnose de reviver traumas é bastante grande e hipnoterapeutas despreparados(as) para lidar com isso podem acabar prejudicando ainda mais o(a) paciente.

Muitas pessoas têm medo de não conseguir sair do transe hipnótico. Embora ela seja um estado alterado de consciência induzido, a pessoa hipnotizada não precisa de uma outra pessoa para tirá-la desse estado. Frequentemente, ela volta à consciência normal sozinha ou acaba adormecendo.

O risco mais sério que se corre durante a hipnose é a implementação de falsas memórias. Como a memória é um dos fatores que ficam mais sugestionáveis durante o transe hipnótico, o hipnoterapeuta pode acabar implantando memórias falsas.

Em geral, hipnólogos treinados sabem como não cometer este erro. No entanto, fazer hipnose com uma pessoa mal intencionada, por exemplo, pode render algumas memórias traumáticas falsas.

Onde encontrar profissionais de hipnose?

É possível pesquisar por profissionais da hipnose na internet. Dê preferência para sites confiáveis que listam vários profissionais, ou procure por associações de hipnólogos locais.

Não se esqueça de se certificar de que se trata de um hipnólogo bem instruído e com experiência. Se possível, veja relatos de outros pacientes.

Dê preferência para hipnólogos que podem provar seu grau de instrução, como psicólogos registrados no Conselho Regional de Psicologia ou outros profissionais de saúde devidamente regulamentados.


Existem diversas práticas terapêuticas relacionadas ao bem-estar mental. A hipnose é uma delas.

Apesar de bastante comum em filmes e no imaginário popular, o tratamento é bastante diferente do que geralmente é representado. Ela é segura, desde que feita por profissionais responsáveis e capacitados(as).

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