O desejo de ser mãe faz parte da vida de muitas mulheres. Porém, existem fatores que dificultam ou impedem que uma gravidez, como problemas de fertilidade. 

A despeito disso, de acordo com Freud, a sexualidade humana envolve muito mais do que meramente essas questões biológicas, envolve também questões sociais, uma vez que ter filhos e constituir uma família costuma ser uma exigência social. 

Muitas vezes, as mulheres que chegam em determinada idade e ainda não têm filhos são questionadas, sentindo-se pressionadas a cumprir tais exigências, que por diversos motivos não acontece. 

Nesse cenário, pode acontecer a gravidez psicológica, que embora seja rara, é suscetível a mulheres que apresentam algum transtorno psicológico pré-existente. 

O que é a gravidez psicológica?

A gravidez psicológica, cientificamente chamada de pseudociese, trata-se de uma síndrome em que a mulher desenvolve todos os sintomas de uma gravidez, mesmo não estando grávida. Esse quadro se manifesta a partir de alterações psicossomáticas, ou seja, fatores psíquicos desencadeiam condições orgânicas, uma vez que existe uma conexão entre a mente e as respostas corporais.

Costuma ocorrer com mulheres que apresentam problemas hormonais e de infertilidade, com idade entre 40 e 50 anos, com tendências neuróticas e que não tiveram filhos.

Trata-se de um mecanismo de formação de sintomas em que há uma transferência de um conflito psíquico para o corpo, em forma de sintomas, na tentativa de resolvê-lo.

A gravidez psicológica remete à clássica histeria, bastante estudada por Freud. A origem da palavra histeria já nos indica sua relação com o caso, uma vez que hystera significa útero, em grego.


Trata-se da expressão corporal de conflitos psíquicos, a fim de satisfazer o desejo. Sendo assim, o desejo da mulher de engravidar, embora seu organismo não tenha produzido tal estado de forma natural, desencadeia as mudanças corporais.

Assim, o sintoma (gravidez psicológica) é a forma de expressar o conflito psíquico entre o desejo do indivíduo (ser mãe) e sua defesa (não poder engravidar).

Essa defesa existe como forma de evitar o sofrimento, sendo assim, o indivíduo se utiliza de mecanismos específicos para atender os seus objetivos.

São meios que o inconsciente usa para mascarar a realidade, ou seja, amenizar alguma dor, protegendo a pessoa da frustração e dos conflitos mentais. Poe, por exemplo, ser uma forma de a mulher negar ou lidar com a infertilidade.

Quais são os sintomas de uma gravidez psicológica?

Os sintomas físicos são iguais aos de uma gestação real: ausência da menstruação, aumento das mamas, aumento de peso, distensão abdominal, enjoos, movimentos intrauterinos, sentir desejos, alterações no humor, entre outros. 

A vontade de ser mãe, que muitas vezes é inconsciente, faz com que haja uma conversão das demandas psíquicas para o corpo. 

Assim, a mulher realmente incorpora a maternidade, começa a imaginar sua vida como mãe, cria ilusões a respeito do futuro e começa a programar-se para a chegada do filho ou filha. 

A gravidez psicológica pode atingir homens?

A gravidez psicológica também pode acontecer com homens e é chamada de Síndrome de Couvade. Ocorre quando o homem apresenta sintomas semelhantes ao de uma gravidez, tanto físicos quanto psicológicos, tal como a mulher que está gestando seu filho.

Está relacionada ao desejo do homem em ser pai. Então ele assume esse papel e reage a essa condição como se ele mesmo estivesse gestando a criança, junto com a mãe, caracterizando a gravidez psicológica. O homem se envolve a tal ponto com a gestação da mulher, que costuma-se dizer que o casal está grávido.

Não se pode considerar como um transtorno psicológico, mas é necessário avaliar e identificar as emoções envolvidas e se estas estão gerando algum tipo de sofrimento, a fim de buscar ajuda profissional.

Como acontece o diagnóstico?

Quando surgem os sintomas de gravidez, o procedimento usual é realizar os exames específicos para identificar o estado em que a mulher se encontra.

No primeiro momento, costuma-se realizar o exame beta HCG. O exame simples de sangue identifica a presença ou não desse hormônio, que é produzido quando há gravidez. Ou seja, na gravidez psicológica, o resultado dará negativo.

Entretanto, ainda é necessário realizar uma ultrassonografia para confirmar que o útero está vazio, uma vez que a mulher continua a acreditar que está realmente grávida.

Como tratar a gravidez psicológica?

Primeiramente, cabe ao médico informar a paciente que ela não está grávida, com base nos exames realizados comprovando que não há gravidez.

Porém, a mulher continua a acreditar que está gestando, sendo necessário o acompanhamento psicológico. Uma avaliação psiquiátrica identifica se há algum transtorno associado ou demanda para tratamento medicamentoso.

Já a psicoterapia, auxilia na compreensão do que desencadeou o quadro e no desenvolvimento de formas para aceitar e lidar com tal condição.

A gravidez psicológica pode ser caracterizada como um transtorno psicológico, desencadeado por diversos fatores de ordem emocional, que se desenvolve de maneira subjetiva, ou seja, cada pessoa a desenvolve de maneira diferente


A gravidez psicológica é uma condição que pode afetar mulheres e, menos frequentemente, homens. Ela ocorre, em geral, quando há um desejo intenso de vivenciar a maternidade, mas outros fatores impedem ou dificultam a gestação.

O quadro pode fazer com que a mulher realmente acredite estar grávida, desenvolvendo sintomas e apresentando mudanças físicas comuns da gestação.

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