O que é Síndrome de Asperger, sintomas, tratamento, tem cura?

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O que é Síndrome de Asperger?

A Síndrome de Asperger, também conhecida como transtorno ou desordem de Asperger, é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) que pertence ao grupo de perturbações do espectro do autismo. É caracterizada pela dificuldade nas interações sociais e na compreensão da comunicação não-verbal.

A síndrome foi nomeada em homenagem a Hans Asperger, pediatra austríaco que, em 1944, estudou e descreveu o comportamento de crianças que apresentavam determinadas características, como comprometimento nas interações sociais, na comunicação e na coordenação motora.

Na quinta edição do DSM (Diagnostical and Statistical Manual of Mental Disorders — Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), publicado em 2013, a Síndrome de Asperger deixou de possuir um diagnóstico separado e foi incluída no agrupamento denominado Transtornos do Espectro Autista (TEA, ou ASD em inglês), sendo então considerado um tipo mais brando do autismo. Segundo os manuais médicos recentes, o distúrbio é descrito como uma desordem de espectro autista de Nível 1, sem a presença de danos intelectuais ou verbais.

O Asperger é uma condição de base genética que afeta de 3 a 7 a cada 1000 crianças, não tem cura e depende de tratamento contínuo com psicólogos.

Transtornos do espectro autista (TEA)

O TEA consiste em condições psicológicas classificadas em três formas principais: autismo, Síndrome de Asperger e PDD-NOS — Transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação (Pervasive Developmental Disorder Not Otherwise Specified). Hoje em dia, é utilizada a nomenclatura TEA para definir os três.

Autismo ou Síndrome de Asperger

O transtorno possui diversas semelhanças em relação ao autismo, contudo, os portadores de Asperger não sofrem, de forma grave, com comprometimento cognitivo e atrasos no desenvolvimento da fala.

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que compromete a interação social do indivíduo ao ter comportamentos viciados, repetitivos e extremamente restritos. Mesmo que o portador de Asperger também possa apresentar essas características, a intensidade e gravidade dos sintomas são menores. O asperger costuma ser diagnosticado mais tardiamente do que o autismo, que é percebido de forma precoce entre um até os 3 anos de idade.

O portador do autismo enfrenta complicações da linguagem, sensibilidade, do ato alimentar e do sono, todos de forma severa. O portador da Síndrome de Asperger detém sintomas mais brandos, que permitem se comunicar geralmente de forma mais rebuscada do que seria o comum para crianças de determinadas idades. O indivíduo consegue ser mais independente, ainda que seja considerado estranho em suas habilidades com situações sociais.

Índice — neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é Síndrome de Asperger?
  2. Causas
  3. Grupos de risco
  4. Sintomas
  5. Como é feito o diagnóstico da Síndrome de Asperger?
  6. Síndrome de Asperger  tem cura? Qual o tratamento?
  7. Medicamentos
  8. Convivendo
  9. Complicações
  10. Como prevenir a Síndrome de Asperger?

Causas

A Síndrome de Asperger é um transtorno neurobiológico cujas causas ainda não são totalmente esclarecidas. Pesquisadores e especialistas investigam as razões da condição e apontam que pode ter relação direta com alguma anormalidade no cérebro da criança. Essa anormalidade, no entanto, ainda não foi encontrada. Como não há marcador biológico, técnicas de mapeamento cerebral não conseguiram obter resultados claros e concisos. Assim, o diagnóstico se baseia em critérios comportamentais.

Outras causas sugeridas são os fatores genéticos hereditários ou outra disfunção cerebral. Pesquisas também buscam esclarecer que o transtorno não tem relação com relacionamentos abusivos na infância ou privação emocional.

Grupos de risco

A partir de pesquisas recentes, especialistas defendem que a causa da Síndrome de Asperger está diretamente ligada a fatores genéticos. Por conta dessa informação, indivíduos que possuem pais ou parentes próximos com o transtorno têm a chance de também desenvolvê-lo. Meninos apresentam mais propensão de possuir a síndrome do que as meninas.

Sintomas

 A Síndrome de Asperger é uma condição que afeta o modo como o indivíduo se comunica e se relaciona com outras pessoas. A condição se manifesta desde a infância, com mudanças comportamentais visíveis a partir dos 3 anos, idade ideal para ocorrer o diagnóstico. Entre as características da condição pode-se citar:

Sintomas de comunicação

Peculiaridades do discurso e da linguagem

Em alguns casos, o indivíduo demonstra um alto nível de habilidades verbais, fazendo o uso de um vocabulário rebuscado e considerado muito formal para sua faixa etária. Por causa disso, muitas crianças preferem conversar com adultos do que com outros de sua idade.

Dificuldade na comunicação verbal e não-verbal

Dificuldades em se comunicar e manter diálogos, interagir com outras pessoas, decifrar linguagem corporal e em compartilhar seus pensamentos, emoções e interesses com outras pessoas. Além disso, não sabem como usar movimentos corporais e gestos na comunicação não-verbal.

É comum que não consigam aceitar o senso comum ou regras, como esperar a vez para falar ou realizar alguma atividade. Para crianças com Asperger, trabalhos em grupo podem ser desafiadores, pois há possibilidade de demonstrarem impaciência, dificuldade em lidar com conflitos e críticas ou aborrecimento ao não aceitar outros pontos de vista. Esses fatores podem resultar em isolamento.

Interpretação literal da linguagem

Incapacidade de entender sarcasmo, ironia, duplo sentido e outros artifícios utilizados no tom de voz para caracterizar a diferença entre a brincadeira e a seriedade. A pessoa também pode ter dificuldade em compreender mensagens passados pelos olhos ou por gestos, com tendência a serem consideradas desrespeitosas ou rudes.

A comunicação dos portadores é direta e também possuem honestidade notável. Para boa compreensão, as palavras devem ser usadas com clareza, senão pode ocorrer do indivíduo atribuir sentidos literais à elas.

Sintomas de interação

Dificuldade na empatia

Aparente falta de empatia com os sentimentos, desejos e necessidades de terceiros. As crianças e adultos com esse transtorno não vêem o interesse ou necessidade em se relacionar com outras pessoas.

Possuem uma forma diferente de introspecção e autoconsciência, acarretando num tempo mais longo para processar informações sociais e dificuldade em iniciar uma conversa. Por conta disso, se preocupam menos com o que os outros possam pensar deles e demonstram pensamentos independentes.

Linguagem corporal incomum

Posturas estranhas e expressões faciais incomuns, como evitar todo tipo de contato visual ou olhar excessivamente para outra pessoa.

Sintomas de comportamento

Necessidades de rotina

Mudanças não são bem vindas, por isso os portadores muitas vezes necessitam de uma rotina diária bem estruturada, com horários específicos para cada atividade que será realizada no dia. Sair do cronograma, incluindo para passeios simples, pode causar incômodo caso não sejam avisados com dias de antecedência.

Fixação por uma única atividade

Se concentram em poucos interesses ou apenas um, realizando comportamentos repetitivos e excessivos ao brincar ou falar sobre a mesma coisa durante horas. Os interesses são específicos e limitados, o que pode resultar em estudos profundos sobre determinadas áreas.

Normalmente, são muito verbais e atenciosos a detalhes, com tendência a fazerem descrições aprofundadas de assuntos que despertam sua atenção.Habilidades incomuns, como memorização de números e mapas, são comuns em pessoas com essa síndrome.

Dificuldade de autorregulação emocional

Especialmente em crianças, o paciente com Asperger tem dificuldade em gerir as próprias emoções corretamente, por isso há incapacidade de suportá-las quando a situação estiver fora de controle.

Os indivíduos podem sentir exaustão física e emocional após prolongados períodos de socialização. Quando a criança faz “birra” ou demonstra excesso de teimosia é equivalente ao momento que está sobrecarregada de emoções.

Por causa da dificuldade de compreensão do seu emocional, o portador do transtorno tende a ser mais lógico e agir com mais facilidade em situações que exigem tomada de decisões.

Hipersensibilidade aos estímulos sensoriais

Maior sensibilidade a ruídos altos, texturas e luzes brilhantes, o que pode irritar ou animar a pessoa de forma exagerada.

Sintomas de interferência nas habilidades

Nenhum atraso no desenvolvimento

Portadores de Asperger possuem a inteligência normal ou Q.I considerado acima da média. O desenvolvimento costuma ser normal, assim como o período que aprendem a falar, andar ou pensar.

Descoordenação motora

Pode haver uma descoordenação dos movimentos, que costumam ser desengonçados e desajeitados. É possível o indivíduo ter algumas habilidades motoras ruins ou atrasadas, como demorar para conseguir aprender a escrever ou andar de bicicleta. Também pode demonstrar dificuldades de concentração que atrapalham esse processo de aprendizado.

Como é feito o diagnóstico da Síndrome de Asperger?

Geralmente, a síndrome é diagnosticada após os 3 anos de idade, com maior incidência entre os 5 e 9. Porém, em casos leves pode ser identificada somente na adolescência ou até mesmo na idade adulta.

Se os sinais forem notados logo na infância, os pais devem levar seus filhos para uma consulta com o pediatra que indicará os seguintes especialistas:

  • Psicólogo, que pode diagnosticar e tratar problemas emocionais e comportamentais;
  • Neurologista, para tratar condições relacionadas ao cérebro;
  • Psiquiatra, profissional com experiência em condições de saúde mental, que pode prescrever medicamentos para tratá-las.

O diagnóstico é realizado através de testes neuropsicológicos, que consistem em tarefas que as crianças precisam realizar perante os especialistas. Através da observação de um conjunto de critérios comportamentais, assim como a atenção, memória e a sociabilidade, torna-se possível detectar sintomas específicos dos transtornos de espectro autista.

Na consulta médica é dada ênfase ao desenvolvimento social, com avaliações na comunicação para determinar quais os pontos fortes e os deficientes. Outro diagnóstico é feito através de testes de reconhecimento de emoções e compreensão do pensamento de outra pessoa, pois portadores de Asperger apresentam alterações no comportamento quando enfrentam situações desse gênero.

Síndrome de Asperger tem cura? Qual o tratamento?

A Síndrome de Asperger não tem cura, mas pode ser controlada a partir de medicamentos de uso contínuo e terapia. Os sintomas podem aumentar e diminuir ao longo do tempo, por isso quanto mais precoce ocorrer o diagnóstico e o início do tratamento, melhor pode ser a adaptação do paciente ao ambiente e ao convívio social.

Os tratamentos diferem pois os padrões de comportamento e problemas mudam a cada pessoa, assim é necessário que o médico especialista teste procedimentos para encontrar o ideal ao paciente.

Tratamento multidisciplinar

O tratamento é realizado por um psicólogo, de preferência desde a infância do paciente. As consultas consistem em ensinar o indivíduo a interagir com outras pessoas, aperfeiçoar a compreensão dos próprios sentimentos e também o de outros.

O método multidisciplinar, feito com neuropsicólogos, pediatras, fonoaudiólogos e psicopedagogos, é o mais eficiente para observar os sintomas do paciente em todos aspectos distintos. Os professores, babás, membros da família e outros que convivam com a criança também devem estar envolvidos.

Os métodos envolvidos são:

Treinamento das habilidades sociais

Em grupos ou sessões individuais, os terapeutas ensinam as crianças a interagirem e se expressarem com outras pessoas. Nessa terapia ocorre a análise de comportamento, sendo uma técnica que incentiva habilidades sociais positivas com elogios e reforços semelhantes.

Terapia de linguagem

Para melhorar as habilidades de comunicação dos pacientes são ensinadas estratégias no uso de diferentes tons de voz para enfatizar diferentes informações, no lugar de usar sempre o tom plano. O indivíduo também receberá lições de como manter uma conversa bidirecional e na compreensão de gestos, como acenos com as mãos e contato com os olhos.

Terapia cognitivo comportamental

Direcionada à crianças mais velhas, com o intuito de condicionar o paciente a lidar com desconfortos, como obsessões ou colapsos nervosos. A terapia auxilia a criança a conseguir pensar melhor, podendo assim controlar suas emoções e comportamentos repetitivos.

Terapia de interação sensorial (direcionado aos mais novos)

Geralmente realizadas por um terapeuta ocupacional, é um método projetado para tratar crianças com distúrbios de aprendizagem e dificuldades em processar informações sensoriais.

Educação especializada para os pais

Os pais ou responsáveis devem aprender técnicas sociais semelhantes às que as crianças estão sendo ensinadas para que possam executá-las em casa.

Medicamentos

Não há medicamentos específicos para tratar o distúrbio de Asperger. No entanto, dependendo os sintomas apresentados pelo paciente, pode ser necessário a consulta com um psiquiatra para indicação de medicamentos que ajudem a reduzir as sensações desagradáveis. Podem ser indicados:

  • Aripiprazol, para irritabilidade;
  • Guanfancina, para hiperatividade;
  • Risperidona, para agitação;
  • Antidepressivos inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS);
  • Medicamentos antipsicóticos.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

Com o tratamento correto, o paciente pode aprender a controlar alguns desafios sociais e de comunicação que ele enfrenta diariamente. As recomendações de convivência para portadores de Asperger são semelhantes às do autismo, tais como:

  • Pais, amigos, professores e outros indivíduos que convivem com a criança portadora de Asperger devem respeitar seu tempo de aprendizado e encorajá-lo a manter comunicação com os colegas;
  • Educadores devem explorar temas de interesse do aluno e ampliar novos assuntos em torno deles, estimulando sua aprendizagem;
  • Deve-se conversar com o paciente de maneira objetiva e visual, para evitar qualquer ruído que atrapalhe a compreensão;
  • Portadores de Asperger sentem-se desconfortáveis quando realizam atividades diferentes do costume de sua rotina, por isso devem ser comunicados com dias de antecedência sobre qualquer compromisso.

Complicações

A Síndrome de Asperger pode afetar o desenvolvimento de uma criança na escola, tanto pela dificuldade em absorver o conteúdo quanto pelo possível isolamento ocasionado pelas dificuldade na socialização. Dessa forma, é essencial que pais ou responsáveis buscam ajuda médica quando notarem possíveis sintomas da síndrome ao longo do desenvolvimento da criança.

Existe associações entre a Síndrome de Asperger e desenvolvimento posterior de transtornos de humor, incluindo problemas com raiva e demonstrações de afeto, depressão e ansiedade.

Como prevenir a Síndrome de Asperger?

Por se tratar de uma condição que não possui a origem estabelecida, a Síndrome de Asperger não possui formas conhecidas de prevenção. É importante que as crianças sejam diagnosticadas logo no início da infância para iniciar o tratamento e evitar maiores complicações.


A intervenção precoce é muito importante para o desenvolvimento de uma criança com a síndrome. No entanto, como portadores de Asperger podem apresentar inteligência acima da média e boa capacidade criativa, muitos pais ou responsáveis adiam a busca por diagnóstico preciso.

É de suma importância que leve a criança a um especialista assim que identificar os sintomas. Também compartilhe este artigo com seus amigos e familiares para deixá-los atentos!

Referências

http://entendendoautismo.com.br/artigo/asperger-e-autismo-qual-diferenca/
https://www.apsa.org.pt/sindrome-de-asperger/o-que-e
http://www.psiconlinews.com/2015/06/10-sinais-para-identificar-sindrome-de-asperger.html
http://www.webmd.com/brain/autism/mental-health-aspergers-syndrome#1

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21 Comentários

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  1. Excelente artigo sobre Asperger.
    Minha filha é Asperger e só descobrimos quando ela tinha 21 anos, mesmo frequentando psicóloga desde os 5 anos, quando suas irmãs gêmeas nasceram.
    Infelizmente descobrimos tarde, pois, com certeza, teria sido um pai ainda mais amoroso com ela.
    Hoje, com 28 anos, ela é funcionária concursada numa prefeitura, terminou o curso de Biologia e necessita de psicólogo que frequenta a cada 15 dias. Tem o gênio difícil, fazendo as coisas no tempo dela e detesta ordens.
    Às vezes sai com suas irmãs e na maioria das vezes prefere ficar só em casa com seu computador, deixando de ir a festas em família e sair com amigos.

  2. Boa tarde, eu tenho um filho de 3 anos ele é muito esperto porem não fala ainda, não aprendeu a formar frases, por vezes agente tá em casa tenta fazer gestos mas ele não percebe, não brinca com outras crianças, é muito nervoso agitado e não aceita a mudanças, tem problemas em digerir certos alimentos, já fui ao psicologo e encaminharam-me a terapia da fala, mas nada mudou, o que faço?

    • Boa tarde Filipa!

      Se você está enfrentando problemas no tratamento indicado, é necessário que leve seu filho ao pediatra e relate o problema. Somente um médico é capaz de fornecer um diagnóstico preciso sobre as condições de saúde de um paciente e, caso necessário, indicar uma nova medida tratativa.

  3. Caras doutoras, me alegro muito em me conhecer melhor através dessa ilustração interessantíssima e confesso que nunca me conheci tão bem lendo este artigo.

    Antigamente as dúvidas pairavam em relação ao que estaria acontecendo comigo em certas ocasiões, mas já passou. Hoje com 46 anos estou lidando bem com as diversas situações.

    Aprendi a tocar piano sozinho com 15 anos ao observar um amigo que treinava suas lições. Foi o mesmo com violão e saxofone. Sempre me dei bem com computadores e tenho ouvido absoluto, nunca fui de andar em turmas, tive poucos amigos e sou companheiro de alguns poucos ainda hoje. Não saio com outras pessoas e raramente vou à festas que já não estejam no curso de minhas atividades.

    Enfim, muito obrigado!

    • Parabéns, Ricardo! Não sou especialista no assunto, longe disso, mas acredito piamente que o auto conhecimento e aceitação incondicional realmente é o que se chama na linguagem popular de “pulo do gato”. Abraço!

  4. Tenho uma filha com mielo meningocele e hidrocefalia e sempre teve um jeito estranho na escola ou em todos lugares onde ia e sabia que tinha problemas cognitivos e sempre foi tratada por psicólogos e psiquiatras mas nunca me foi dito nada sobre Autismo ou Síndrome de Asperger..Vim a descobrir agora depois de adulta e com semelhanças com a personagem de Malhação Bene.

    Só posso agradecer aos seus autores ou autor..Muito Obrigado…
    Maria Cristina Casale

  5. Olá,boa tarde.
    Minha filha fez três anos dia 21 de janeiro de 2018,e foi diagnosticada com síndrome de asperger,ela e uma criança muito esperta e fala de tudo,mais não se comunica,não forma frases,gostaria de saber se ela será uma adulta independente,uma adulta funcional?

    • Olá Nathalli,

      Comumente, pessoas diagnosticadas com síndrome de Asperger conseguem ser bastante funcionais quando adultas. Claro que haverão alguns desafios, mas são pessoas perfeitamente capazes de trabalhar, constituir família e ser independentes. 🙂

      • Ola
        Então a minha maior preocupação com Lucas meu filho Asperger hj com 12anos era essa..ele vai ser um adulto produtivo? Mto bom ouvir essa resposta.ele e inteligente QI acima da media porém mto ansioso e se cobra mto qnto suas notas escolares. .as dificuldades q enfrento com ele é a ansiedade, crises de raiva (principalmente com seu irmão gêmeo) isolamento social e seletividade na alimentação… As vezes do nada deixa de gostar de algum alimento…desde 2anos fez acompanhamento com psicologo..mas não toma nenhum tipo de remédio. Texto mto bom..parabéns ..esclarecedor

  6. Achei magnífica a forma que foi explicada. Gostaria de saber se vocês podem me indicar uma clínica que pode ajudar meu filho a desenvolver a fala e a socialização, ele tem cinco anos, está fazendo terapia ocupacional e fono, só que ele está sendo tratado como espectro autista, mas ao meu ver ele sofre do mal do Asperger e não está tendo uma evolução adequada. Acredito eu se puder fazer um trabalho em grupo ou um profissional especializado vai melhorar bem rápido e vai lhe ser muito útil.

    Muito obrigado pela importância da matéria

    • Olá!

      Obrigada pelo seu comentário!

      Lamentamos a impossibilidade de fornecer conselho médico ou responder a questões médicas e farmacêuticas individuais, pois somos impossibilitados pela ANVISA de prestar tal atendimento. Em caso de suspeita de erro em um diagnóstico, é importante buscar auxílio médico. Recomendamos que você procure um pediatra para que ele possa avaliar as condições de saúde de seu filho.

  7. Bastante esclarecedor o artigo. Agora posso dizer que sei o que sempre me perturbou muito desde a minha infância, e, que sempre me tornou tão diferente dos demais. E, quão desconfortável sempre foi isso para mim. Vou pesquisar mais. Agradeço pelas informações. Abraço!

  8. Sou mãe de um rapaz com a Síndrome de Asperger, gostaria muito de saber se é possível uma pessoa com esta sindrome dirigir?

    Como vcs poder responder esse meu questionamento?

    • Olá Edna,

      Pela lei, não há nada que impede uma pessoa com Síndrome de Asperger de dirigir. Contudo, alguns sintomas do transtorno podem dificultar a obtenção da carteira de habilitação, como a dificuldade na coordenação motora e problemas com atenção.

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