Saúde

Síndrome de Asperger: causas, sintomas e tratamento

Por Redação Minuto SaudávelPublicado em: 30/06/2017Última atualização: 10/04/2023
Por Redação Minuto Saudável
Publicado em: 30/06/2017Última atualização: 10/04/2023
Criança sentada no chão empilhando legos. Criança sentada no chão empilhando legos.
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Síndrome de Asperger foi estudada e descrita por Hans Asperger, um pediatra austríaco que, em 1944, observou e descreveu o comportamento de crianças que apresentavam características específicas, como comprometimento nas interações sociais, na comunicação e na coordenação motora.

Com a publicação do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Síndrome de Asperger deixou de ser considerada um diagnóstico separado e passou a ser incluída no grupo de Transtornos do Espectro Autista (TEA, ou ASD em inglês), sendo considerada uma forma mais branda de autismo.

O Asperger é uma condição de base genética que afeta de 3 a 7 a cada 1000 crianças, não tem cura e requer tratamento contínuo com psicólogos.

Para saber mais sobre a Síndrome de Asperger, causas, sintomas e tratamento, continue acompanhando o artigo!

Índice — Neste artigo você encontrará:

  1. Causas
  2. Autismo ou Síndrome de Asperger
  3. Grupos de risco
  4. Sintomas
  5. Como é feito o diagnóstico da Síndrome de Asperger?
  6. Síndrome de Asperger tem cura?
  7. Tratamento
  8. Medicamentos
  9. Convivendo
  10. Complicações
  11. Como prevenir a Síndrome de Asperger?

Causas

As causas da Síndrome de Asperger ainda não são totalmente esclarecidas, mas acredita-se que fatores genéticos hereditários e disfunções cerebrais podem estar envolvidos.

Pesquisas estão em andamento para entender melhor a condição e descartar possíveis relações com experiências de relacionamentos abusivos na infância ou privação emocional, por exemplo.

Leia mais: Autismo em adultos: níveis, como identificar e tratar 

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Autismo ou Síndrome de Asperger

Atualmente, é entendido que a Síndrome de Asperger faz parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas anteriormente acreditava-se que as pessoas com autismo enfrentavam complicações mais graves na linguagem, sensibilidade, alimentação e sono em graus variáveis.

Por outro lado, pacientes com Síndrome de Asperger apresentavam sintomas mais brandos, como a capacidade de se comunicar de forma mais sofisticada do que seria comum para sua idade. Embora possam ser considerados estranhos em situações sociais, os indivíduos com Asperger geralmente são independentes em sua vida cotidiana.

Criança fazendo coração com as mãos. Na mesa há um quebra-cabeça colorido.
A Síndrome de Asperger foi incluída como um transtorno autista de nível leve.
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Grupos de risco

Acredita-se que a Síndrome de Asperger possa estar associada a fatores genéticos, o que significa que indivíduos com pais ou parentes próximos com essa ou outras condições de origem neurológica e/ou genética podem ter maior probabilidade de desenvolver a síndrome.

Além disso, meninos apresentam maior propensão a serem diagnosticados com a síndrome do que meninas.

Sintomas

A Síndrome de Asperger é uma condição que afeta o modo como o indivíduo se comunica e se relaciona com outras pessoas. Os sintomas geralmente se manifestam na infância, com mudanças comportamentais visíveis a partir dos 3 anos, idade ideal para ocorrer o diagnóstico. Entre as características da condição pode-se citar:

  • Vocabulário rebuscado ou muito formal para a idade;
  • Dificuldade de iniciar ou manter diálogos;
  • Dificuldade de decifrar a linguagem corporal;
  • Não compreende piadas, metáforas ou ironias;
  • Impaciência;
  • Dificuldade em lidar com conflitos ou críticas;
  • Aparenta falta de empatia com sentimentos, desejos ou necessidades de terceiros;
  • Evitam contato visual ou olhar excessivamente para outra pessoa;
  • Tem dificuldades com mudanças;
  • Realizam comportamentos repetitivos e excessivos durante horas;
  • São atenciosos com detalhes;
  • Dificuldade de gerir as próprias emoções;
  • Sensibilidade a ruídos, texturas e luzes brilhantes;
  • Não possuem atraso no desenvolvimento;
  • Dificuldades com coordenação motora.
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Como é feito o diagnóstico?

Geralmente, a síndrome é comumente diagnosticada entre os 5 e 9 anos. Porém, em casos leves, pode ser identificada somente na adolescência ou até mesmo na idade adulta.

Se os sinais forem notados logo na infância, os pais devem levar seus filhos ao médico para receber orientação de acompanhamento com os seguintes especialistas:

  • Psicólogo(a): auxilia no diagnóstico e no desenvolvimento emocional e comportamental;
  • Neurologista: profissional que fará o primeiro passo na solicitação de exames, testes e levantamento de hipóteses;
  • Psiquiatra: profissional com experiência em condições de saúde mental e que pode prescrever medicamentos para tratá-las.

Na consulta médica, é dada ênfase ao desenvolvimento social por meio de avaliações da comunicação para determinar quais os pontos fortes e os acometidos. Além disso, também são realizados testes de reconhecimento de emoções e compreensão do pensamento de outra pessoa.

Síndrome de Asperger tem cura?

A Síndrome de Asperger não tem cura, mas alguns de seus sintomas podem ser controlados com o uso contínuo de medicamentos e terapia. Os sintomas podem variar ao longo do tempo, portanto, quanto mais cedo for diagnosticada e iniciada a terapia, melhor será a adaptação do(a) paciente ao ambiente e ao convívio social.

Tratamento

Os tratamentos variam porque os padrões de comportamento e problemas podem diferir de pessoa para pessoa. Portanto, é importante que um(a) médico(a) especialista teste diferentes procedimentos para encontrar aquele que melhor se adapte às necessidades do(a) paciente.

Tratamento multidisciplinar

O tratamento é realizado por um(a) psicólogo(as), preferencialmente desde a infância. As consultas visam ajudar na interação com outras pessoas, melhorar a compreensão dos próprios sentimentos e dos outros.

O método multidisciplinar, que envolve neuropsicólogos(as), pediatras, fonoaudiólogos(as) e psicopedagogos(as), é o mais eficaz para observar os sintomas do paciente em todos os aspectos. Professores, babás, familiares e outras pessoas que convivem com a criança também devem estar envolvidos no processo.

Os procedimentos realizados incluem:

  • Treinamento das habilidades sociais;
  • Terapia de linguagem que auxilia na comunicação;
  • Psicoterapia;
  • Terapia ocupacional voltada para a interação sensorial;
  • Psicoeducação para os pais, para aprenderem sobre o transtorno e técnicas sociais que auxiliam no desenvolvimento da criança;
  • Uso de medicamentos quando necessário, como antidepressivos e antipsicóticos.

Convivendo

Com o tratamento adequado, os pacientes com Síndrome de Asperger podem aprender a controlar alguns dos desafios sociais e de comunicação que enfrentam diariamente. Algumas recomendações para conviver com pessoas com Asperger ou autismo incluem:

  • Respeitar o tempo de aprendizado da criança e incentivá-la a se comunicar com colegas, amigos, familiares e professores;
  • Explorar temas de interesse do paciente e ampliar novos assuntos relacionados a eles;
  • Comunicar-se com o paciente de maneira objetiva e visual para evitar qualquer confusão que possa atrapalhar sua compreensão;
  • Informar o paciente com dias de antecedência sobre quaisquer compromissos, já que eles podem ter dificuldades com mudanças.

Complicações

Essa condição pode dificultar o desempenho escolar e a socialização da criança. Por isso, é fundamental que os pais ou responsáveis busquem ajuda médica assim que perceberem possíveis sintomas durante o desenvolvimento da criança.

Como prevenir a Síndrome de Asperger?

Não possui formas conhecidas de prevenção, portanto, é importante que as crianças sejam diagnosticadas logo no início da infância para iniciar o tratamento e evitar maiores complicações.


Após 2013, a síndrome de Asperger passou a fazer parte do diagnóstico de autismo, mas apresentando um grau mais leve e sintomas brandos.

Se você ou alguém que você conhece apresenta esses sinais, procure ajuda psiquiátrica ou psicológica!

Para mais conteúdos sobre saúde mental, continue acompanhando o site e redes sociais do Minuto Saudável!


Imagem do profissional Thayna Rose
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Este artigo foi escrito por:

Esp. Thayna Rose

CRP: CRP/PR 08/28789Bacharel em Psicologia com especialização em Neuropsicologia.Leia mais artigos de Esp. Thayna
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