A conjuntivite pode ocorrer na infância ou vida adulta. Porém, as crianças podem estar mais vulneráveis à infecção devido aos hábitos de higiene e ao sistema imune. 

Os sintomas incluem secreção ocular, excesso de remela, lacrimejamento, irritação (ardor ou coceira) e visão turva. 

A conjuntivite pode ser causada por bactérias, vírus ou até mesmo alergias, sendo que cada um desses tipos deve ser tratado de forma diferente. Mas, de forma geral, é indicado o uso de colírios para combater o problema.

Neste artigo, vamos falar sobre os principais colírios que podem ser usados em crianças, receitados por oftalmologistas especialistas.

Qual colírio é indicado para conjuntivite infantil? 

Como há vários tipos de conjuntivite (bacteriana, viral e alérgica), a melhor pessoa para responder essa pergunta é um(a) oftalmologista ou pediatra que poderá analisar cada caso e prescrever um medicamento com base no quadro clínico atual do(a) paciente.  

Saiba mais sobre as possíveis causas da conjuntivite e qual é o colírio indicado para cada situação: 

Bacteriana

Esse tipo de conjuntivite é provocada por bactérias e pode ser transmitida pela secreção contaminada. 

Os colírios para tratar essa doença devem incluir antibióticos em suas fórmulas, como é o caso dos seguintes remédios: 


  • Maxitrol: à base de (neomicina e polimixina B) com dexametasona (corticoide);
  • Tobrex: antibiótico à base de tobramicina; 
  • Biamotil: antibiótico à base de ciprofloxacino;  
  • Cloranfenicol: medicamento à base do princípio ativo cloranfenicol;  
  • Polipred: medicamento à base de Sulfato de Neomicina + Sulfato de Polimixina B + Acetado de Prednisolona.

Viral

A conjuntivite viral é o tipo mais comum. Como o próprio nome diz, ela é transmitida por um grupo de vírus chamado de adenovírus (eles são os responsáveis pela gripe, bronquite, pneumonia e outras doenças). 

Os principais colírios infantis para essa condição são: 

  • Flumex: é um anti-inflamatório corticoide à base de Acetato de Fluormetolona;
  • Dexafenicol: esse remédio é antialérgico, anti-inflamatório e anti-infeccioso à base de Cloranfenicol + Dexametasona;   
  • Moura Brasil: colírio à base de Cloridrato de Nafazolina e Sulfato de Zinco Heptaidratado;
  • Lacribell: lubrificante ocular à base de Dextrano e Hipromelose.

Alérgica

Esse tipo de conjuntivite se manifesta quando alguma coisa que provoque irritação (alergênico) entra em contato com os olhos.

Os alergênicos mais comuns são pó, pólen, pelos de animais, mofo, etc. 

Nesses casos, o colírio deve ser do tipo que trata a alergia, como o Zaditen ou o Patanol S, ambos indicados para crianças com mais de 3 anos.  

Como a conjuntivite alérgica envolve não apenas os olhos, mas também todo o sistema imunológico que está inflamado, é possível que haja outros medicamentos além dos colírios para o tratamento dessa condição. 

Leia mais: Colírios para alergia: quais são as opções?

Qual colírio para conjuntivite em bebê? 

Existem vários tipos de conjuntivite e cada um exige um tratamento diferente. Por isso, um(a) oftalmologista ou pediatra é o(a) profissional que poderá indicar qual é o colírio ideal para cada situação. 

Há ainda uma prática muito comum em recém nascidos que consiste em pingar nitrato de prata nos olhos do bebê. 

Isso é feito para prevenir a conjuntivite gonocócica que pode ser transmitida ao bebê durante o parto pelo contato com o canal vaginal de uma mulher com gonorreia.   

A grande polêmica é que o nitrato de prata quando entra em contato com os olhos do bebê tende a causar uma reação chamada de conjuntivite química. 

Ou seja, ao usar essa substância se induz uma conjuntivite no recém-nascido para protegê-lo de outro tipo de infecção ocular. 

Em certos lugares, quando a mãe consegue comprovar que não é portadora de gonorreia ou outras doenças bacterianas, antes do parto, ela consegue assinar um termo que impede a aplicação do nitrato de prata quando o bebê nascer.

Pode usar soro fisiológico no olho do bebê? 

O soro fisiológico pode ser usado para limpar os olhos do neném. Basta colocar um pouco dessa substância em uma gaze e passá-la delicadamente na região externa dos olhos. 

Outro cuidado que se deve ter é de não usar a mesma gaze nos dois olhos. O ideal, é sempre trocá-la para impedir que as infecções se espalhem ainda mais. 

Se não houver recomendações médicas contrárias, essa limpeza oftalmológica pode ser feita durante o 1º ano da criança, mesmo que ela não esteja doente. 

Como aplicar? 

Quem convive com crianças sabe que nem sempre é fácil fazer tarefas que, no primeiro momento, parecem tão simples (aplicar o colírio corretamente é uma delas). 

Para facilitar esse momento, aqui vão algumas dicas: 

Nunca se esqueça de lavar as mãos antes de abrir o medicamento, conferir quantas gotas devem ser aplicadas e em qual olho o remédio tem que ser pingado.  

Caso a criança já tenha idade o suficiente, converse com ela. Diga que o colírio vai ajudar a melhorar o incômodo e que se ela cooperar, o processo vai ser mais fácil e rápido.   

Se for necessário, encene para o pequeno o que vai acontecer. Fazer gestos, desenhos ou até mostrar vídeos pode ajudar a criança a entender como ela deve agir durante a aplicação.  

Deite a criança ou então encontre uma posição no qual ela se sinta confortável. Evite aplicar o colírio em ambientes agitados ou barulhentos, já que isso tende a deixar a criança nervosa.  

Ela pode ficar com um brinquedo, lenço ou pano, se isso deixá-la mais confortável. Porém evite outras distrações como aparelhos eletrônicos que podem acabar tirando o foco. 

Após a aplicação, se tudo ocorrer bem, elogie a coragem da criança e diga que ela não precisa ter medo de fazer isso outras vezes. 

Se mesmo assim a criança não quiser colaborar, a opção mais segura é: 

  1. Pedir para que ele/ela feche os olhos; 
  2. Pingar o colírio no canto interno; 
  3. Solicitar para que o pequeno abra os olhos; 
  4. Evitar que ele/ela coloque a mão no local ou pisque em excesso.  

Em casos de dúvidas, leia a bula ou então procure orientação médica ou farmacêutica.  

Em vários tipos de conjuntivite, o contágio é feito por meio do contato com secreções oculares infectadas. Por isso, tome cuidado para também não contrair a doença quando estiver cuidado da criança. 

Preço

Os preços dos colírios podem variar conforme uma série de fatores como região, marca, quantidade de Ll em cada frasco e até mesmo a rede de farmácias que está vendendo o produto. 

Em geral, o valores oscilam entre R$10 e R$45*. 

Sites comparadores de preços, como o Consulta Remédios, podem ajudar na hora de fazer orçamentos e pesquisar o melhor  lugar para comprar o colírio. 

*Preço médio pesquisado no Consulta Remédios em janeiro de 2020. Os valores podem sofrer alterações. 


Os colírios para conjuntivite podem ajudar a criança a ter uma melhora significativa independente do tipo e do estágio dessa doença. 

Para saber com exatidão qual é o tratamento mais indicado para cada caso, procure um(a) pediatra ou oftalmologista. 

A redação do Minuto Saudável traz outras informações sobre saúde da criança. Confira nossas postagens.   


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