Anelise Wickert (Minuto Saudável)
03/04/2019 16:09

Método ajuda a desenvolver vacinas para mutações do H3N2

A influenza A é famosa pelas grandes epidemias gripais, que matam milhares de pessoas.

Com o intuito de prevenir essa gripe, vários cientistas buscam desenvolver uma vacina que projeta o organismo.

Métodos realizados todos os anos analisavam as mutações dos vírus baseados nas ligações com glóbulos vermelhos. O que, em geral, funcionava bem para os diferentes subtipos virais. Mas nem todos.

O H3N2 não faz essa ligação e, por isso, não era possível relatar muitas mutações e produzir vacinas compatíveis.

Um método novo de laboratório, chamado de HINT, analisa os 422 tipos de vírus, buscando identificar quais são as mutações que os vírus usam para se fortalecer e escapar dos medicamentos e da imunidade humana.

O processo ajuda no aprimoramento e produção de vacinas e utiliza, como amostragem, pessoas que estão infectadas pelo vírus da gripe. Isso permite uma análise mais verdadeira, uma vez que se pode estudar como o microrganismo age no corpo.

A pesquisa foi publicada no jornal Scientific Reports.

Leia mais: ANVISA aprova novas vacinas contra gripe para campanha de 2019

Gripe A (H3N2)

O H3N2 é um subtipo de vírus da influenza. É mais comum entre aves e porcos, mas pode ser passado para seres humanos que tiverem o contato com animais ou pessoas infectadas.

A infecção por esse tipo de vírus tem tratamento e cura, mas se não for diagnosticada rapidamente pode levar à morte.

Dores de cabeça, no corpo e musculares, febre alta, cansaço, tosse e coriza são sintomas da gripe A.

A vacina da gripe distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos grupos de risco também atua contra o H3N2 (além de combater o H1N1 e a influenza B).

Gestantes, idosos com mais de 60 anos e crianças que tenham entre 6 meses e 5 anos, podem procurar uma unidade básica de saúde para tomar a vacina quando a campanha de vacinação começar.


O vírus H3N2 variante da gripe A pode ser prevenido com medidas simples: cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, lavar as mãos com frequência. Mas essas atitudes podem ser combinadas com a vacina potencializando a prevenção.

Fonte: CDC

18/04/2019 14:39

Anelise Wickert (Minuto Saudável)

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